Young Blood

15 Eu sou sua filha, mas você não é meu pai


Notas iniciais
muita coisa pr afalar, pouco tempo ou nenhum, já que vcs tem sede de caps novos eu eu acho, né? bem, a primeira é: comentem sobre suas opiniões da capa temporária... segunda: meu cronograma da fic mudou, e muio (posto um cap- seg-, reviso um cap, e escrevo dois) pra dá uma balanceada, pq senão acaba os caps e vou demorar uma eternidade, tipo aquelas historias q amamos e a escritora demora um mes e meio pra postar, o q nunca vou fazer com vcs, por mais q sejam poucos OBS: se recomendarem, sai a mais, se tiver muitos comentários, ou favoritaçoes, tbm posto so por desabafo: eu estava escrevendo o final do cap 25, e sem querer o apaguei todo, TINHA 5MIL PALAVRAS (pensei ate parar de escrever, de tanto odio q eu tava) ok, chega de falatório... enjoy

Hazel.

Isso não podia acontecer comigo, não agora.

Tínhamos chegado na mansão de Zeus, o padrinho da Annie. O jardim e a piscina eram exageradamente grandes e lindos. Em uma mesa estavam todos sentados conversando. Até, bem, nós chegar e eu ver ele.

E lá estava o motivo da minha frieza. Eu sentia uma repulsa tão grande por aquele cara, eu queria vomitar na sua cara e depois pisar nos suas bolas. Todos ali olhavam pra gente, se encarando e esperando uma explicação. Estranhei suas roupas informais, porém, aquilo era só um almoço em família, que eu fazia parte. Não que me orgulhasse disso ou quisesse fazer parte, nem um pouco, estava muito bem na família Zhang.

Aquele homem tinha provavelmente, vergonha de mim. E, naquele momento, parecia que queria algo comigo, mas eu não sabia o quê. Dinheiro? Ralava muito no Mme Salon, mal tenho pra mim, imagine pra aquele babaca. Me mandava pensões desde pequena, minha mãe aceitava, mas depois de sua morte cortei tudo e qualquer contato com ele. Eu não precisava.

Voltando pra mim e aquele otário. De frente com ele de novo, fazia anos que não o via, uns 6 eu acho, na última vez não deu muito certo. Ele foi a Paris pro enterro da Tia A, mas nem sai do hospital por causa da Annie.

— Hazel, minha...

O cortei. Não ia me render, não a ele. Fui forte durante toda a minha vida, agora na sua frente e da sua família não choraria. Engoli o nó na garganta.

— Annie eu queria ir no banheiro... Será que você pode...— gesticulei, nervosa.

— Da última vez que fugiu, quebrou o braço— deu um sorriso acolhedor, eu só sentia nojo.— Você tá grande! E...— olhou pra minha barriga, eu senti vontade de socá-lo.

— Grávida. Annie eu preciso de um banheiro—sorri amarelo em direção da loira.

Sua expressão parecia ter entendido o que acontecia, apertei a mão de Frank ao meu lado mas não o olhei.

— V-você tá grávida? M-mas...— me olhava assustado.

— Sim, e não lhe devo satisfações.

O mais novo da mesa, chutei ser Tyson, irmão do Percy, resmungou.

— Por que eu nunca entendo nada?

— Espera, da onde vocês se conhece?— Nico fez uma expressão estranha em direção a Hades, tinha ouvido dele falar por Annie e Frank.

O rosto de Hades era um misto de emoções. Felicidade, tristeza, arrependimento.

— Pai... Pode nós explicar?

— Ah,— ofeguei, como não tinha percebido suas semelhanças, Nico...— seus outros filhos não sabem?

Ri com veneno. Frank apertou minha mão, em advertência e angustia.

— Hazel, esse é...— sussurrou só pra que eu ouvisse e antes de falar aquela palavra horrorosa, eu assenti.

A tensão do ar era palpável, semelhava uma bomba relógio. Vi a atual mulher de Hades encolhida, talvez odiasse o fato de eu existir. Já era uma vitória ela saber da minha existência, mas seus filhos não sabiam. Nicolas e Bianca. Neguei internamente, eu não era nada, e o sentimento era recíproco.

— O que está acontecendo?—ouvi a voz de Percy, mas não o vi. Tinha meu olhar fixo e duro na mesa em que ele estava.

— Hazel é minha filha— Hades parecia orgulhoso ao falar aquilo. Me segurei pra não voar em seu pescoço, nunca demostrou afeto por mim e por quê agora? Isso estava muito errado, com leve odor de merda.

Os mais velhos não pareciam surpresos. O garoto loiro e a morena, que reconheci como Jason e Piper arregalaram os olhos com bocas abertas e singelos sorrisos. Tyson me olhava como se eu fosse um alienígena, não pude deixar de me incomodar com o olhar longe de Nico.

— Você traiu a mamãe e teve outra filha?— me chamava indiretamente de bastarda. O que mais me incomodou foi que aquilo era verdade.

Levei como um insulto, mas me controlei, apertei mais forte a mão de Frank. Sorri de lado.

— Na verdade ele trocou minha mãe pela sua. Longa história, antes de você nascer, Nicolas. O final se resume em eu e minha mãe sendo deportadas para França, pra ninguém saber da minha existência. Por causa da minha cor. E meus sinceros parabéns, vocês conseguiram.

Olhou-me envergonhado, sabia que tinha se arrependido. Lembrei de Percy e do dia da ligação da Annie, sorri compreensiva pra ele. O mesmo olhando furiosamente pro pai.

— Hazel e seu dom de esmagar os outros em uma discussão...— Percy sussurrou, fora do meu alcance do lado de Annabeth.

Sorri internamente. Essa era a única coisa que eu era boa, assim como pintar cabelos e unhas. Já Percy era muito mais que Annie falou. Um garoto super simpático e engraçado, pelo menos até onde nós tínhamos conversado. Ouvi a voz fria de Nico e me fez arrepiar até os pelos da sobrancelha.

— A cada dia mais uma bomba. Uma doença, uma filha escondida... Que mais,— abanou a mão—vamos, é melhor jogar as cartas na mesa antes que alguém acabe morto— ele fez uma cara amarga, que doeu em mim.— Se já não morreu.

Senti todos gelar, apesar do calor infernal de LA.

— Nico, não fale assim!— ao que parece sua mãe o repreendeu.

— Eu falo do jeito que eu quero, e estou mandando a real. Não ficaria surpreso se eu fosse o próximo da lista.

Todos o olhavam repugnantes.

— Deixe de ser dramático, Nico. Thalia some constantemente— Jason tentou acalmá-lo, mas não pareceu nem convencer a si próprio.

O rumo da conversa mudou, eu agradeci por isso. Queria evaporar, porém primeiro entender o que acontecia ali. Nem conhecia meu irmão, mas ele parecia querer explodir em lágrimas e isso me corrompeu.

— Acho que vou subir pra mostrar o quarto deles, então...— Annie falou o mais sem graça possível, sua cara ansiava informações assim como ansiava vazar dali.

— Por que não tenho mais notícias suas e de Marie? Por que não recebem a pensão?

A raiva me explodiu a cabeça a menção da minha mãe e do dinheiro. Segurei muito para não gritar e lembrei que estava na casa do padrinho frescurento da minha melhor amiga. Falei com a voz baixa e a falsa calma.

— Queen Marie morreu a um ano. E era ela quem aceitava seu dinheiro. Eu não quero nada a respeito a você. Com licença, eu peço perdão por estragar a reunião da sua família, não tão perfeita, como pensei que seria— olhei Nico e segui Annie pela casa.

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— Então... Você é minha prima! Veja o lado bom, eu sou incrível— Percy tentou quebrar o gelo.

Eu ri fracamente.

— Não vamos falar sobre isso, ok?

Conversávamos sobre coisas aleatórias no quarto de hóspedes que ficamos. Moderno e branco, toda a casa de Zeus era bem elegante pra falar a verdade. Tentei me distrair, mas ele sempre me voltava a cabeça.

Por que tinha que ter visto ele? Por que ele existia? Por que não insisti em ficar em Paris? Por que importava? Todas perguntas sem respostas. Estava perdida, e aquilo que preocupou. Eu não era perdia, era sensata e justa.

— Você devia ir conversar com ele— Annabeth disse e minhas feições endureceram, e foi ai que percebi que olhava através da janela. Perdida em pensamentos e longe da conversa deles.

Suspirei e olhei Annie sentada junto a Percy.

— Falei que não quero falar sobre isso, não estou me sentindo confortável com a ideia dele perto de mim. Prometo falar disso depois.

Estranhei quando Percy pegou minha mão e sorriu, mas o deixei.

— Hades é um babaca, vamos deixar vocês descansarem.

Ele puxou Annie pra fora do quarto, que reclamava e Frank olhou decifrador.

— Só quero saber o que passa na sua mente... Sei que não, mas está tudo bem?

O abracei forte, tínhamos passado por tanta coisa juntos. Acariciei seus ralos cabelos da nuca, e o mesmo deslizava a mão pelas minhas costas. Me senti segura e amada de novo, como sempre me sentia perto de Frank, as lágrimas teimosas molharam de leve meu rosto. Não havia como falar sobre mi sem mencioná-lo. Por que Frank conseguia derreter meu coração, igual manteiga?

Encarei seu rosto, tão lindo. Mas não me apaixonei por isso, eu não amava sua beleza. Eu amava sua bondade natural, seu dom de ver o lado bom da vida e a vontade de fazer as pessoas felizes. Frank era simplesmente único. E não falo por puro e mero clichê de garotinha apaixonada, eu falo um fato. O melhor deles. E sussurrei baixinho, perguntando a mim mesma.

— Como é que te amo tanto?

Roçou nossos lábios e me arrepiei.

— Eu não sei— sorriu de lado e finalmente colou nossas bocas, e com um longo e demorado selinho consegui me alegrar novamente, até nos separar e tocar no assunto que mais tentava evitar.

— Como se sente?— sabia que não descasaria até me arrancar o que queria.

— Confusa, e um pouco com raiva— menti, eu estava com muita raiva.— E curiosa, fiquei preocupada com Nico, de verdade. Talvez instinto de irmã mais velha gritando.

Massageou as maçãs do meu rosto.

— Não quer chorar um pouco?

— O que tinha pra chorar por aquele cara já chorei! Sai da França pela primeira vez na minha vida toda, não vai ser ele que vai estragar essa viagem.

Realmente estava ali pra ter minha loira de volta. Mas percebi que nunca conseguiria isso, ela mudou. Amadureceu, acho que a palavra se encaixa bem. Sempre me vi, junto com Frank, como sua protetora, sua fiel escudeira. Pois o que Annie vivera toda a vida, não era pra qualquer um. No momento em que vi Annie no banheiro do aeroporto, soube que minha bebezona crescera, e parecia feliz. Seus olhos brilhavam como nunca antes, e o motivo eram os olhos verdes que brilhavam com a mesma intensidade pra a mesma.

Abraçada a Frank na cama, quase me rendendo ao profundo sono, alguém bateu na porta. O mandei atender, Anna me consome demais, era sonolenta e preguiçosa antes da gravidez e agora...

— Vou deixar vocês conversarem...— Frank saiu, sem nem me olhar.

Não acredito nesse traidor, me deixou sozinha com aquele animal. Retiro o que eu disse sobre amá-lo incondicionalmente.

— Eu peço encarecidamente que vá embora. E me deixe em paz.

Sentei escorada na cabeceira da camas e olhei nas grandes orbes negras a minha frente.

— Hazel,— suspirou cansado— você é minha filha, e estou tentando concertar as coisas. Eu sei que fui um babaca por... Você sabe...

— E você nunca foi um pai! É uma racista de merda. Por que agora Hades, eu me pergunto?

Às vezes posso ser bem teatral, um cacoete horrível herdado da minha mãe.

— Queen Marie morreu mesmo?— sentou na beirada da cama. Me fitava cansado e... Arrependido?

Olhava intensamente, e continuei em um silêncio incomodo, esperando o mesmo se tocar e sair. Ouvi um longo muxoxo sair da sua boca.

— Sua amiga, Annabeth, ela abriu meus olhos de uma maneira esquisita. Me jogou na cara o bosta que eu sou por me importar mais com as coisas fúteis e momentâneas na vida do que a felicidade dos meus filhos. E não pude deixar de lembrar da minha primogênita e herdeira. Quer queria quer não, eu me arrependo profundamente de não ter insistido em te ver.

Continuei no silêncio e o deixei falar. Talvez, só talvez mesmo, muito improvável, eu repensasse nas minhas opiniões sobre ele.

"Você era uma bebê tão linda e sorridente. Mas estava comprometido com Maria, por mais que amasse Marie. Era estranho eu amor logo uma 'negra'. Tive que manter vocês longe, mas foi puro equivoco e o pior erro de todos. Isso passou anos matutando na minha mente, e ver você aqui, uma mulher, e esperando um filho. Não importa se o pai é um Zhang. Me subiu a cabeça a coragem de desentalar tudo a respeito a você. Eu sei, não sou um bom pai. Nem pra Nico, nem pra Bia. E eu quero mudar isso, e um bom começo é você. Você foi o meu começo Hay, eu só percebi tarde demais"

— Você falou tudo, tarde demais— sua tristeza me contaminava.

O mais estranho aconteceu, vi seus olhos vermelhos e meu coração apertou.

— Eu só quero a chance de poder concertar. Eu preciso fazer algo pra mudar. Não quero morrer como o cara chato de negócios, pelo mesmo morrer ser o cara chato dos negócios amado pela família.

Foi o suficiente pra eu desmoronar por dentro, mas continuei firme para ele.

— Vamos ver o que acontece, só me deixe dormir um pouco, são coisas demais para pensar.

Notas finais
ate o dia q vcs fizerem.... ou seg ~~~~~~olha a chantagem~~~~~~