Young Blood

16 As fotos vem a tona


Notas iniciais
OIOIOIIII, VOLTEI HJ recebi uma linda recomendação da Lolla obrien... gente... coisa marlinda, morri, desmeiei, chorei, ate fiz dancinha da chuva cap so pra vc minha gata bem... sobre percabeth.... ta instinto nesse cap hj é a vez dos meus queridos e melhorados Pips e Jay se vc n gosta, leia e aprenda a gostar... pq ta lgl afinal fui eu q fiz IHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, calma ai, poder subindo a cabeça enjoy

Piper.

— Eu não sei onde ela tá!— Nico estava um caco. Olheiras fundas e os olhos vermelhos.

— Nunca te vi assim cara...

Os meninos pareciam realmente preocupados com Nico.

— Conta pra gente— Percy disse e deitou na cama com a cabeça no colo de Nico.

O quarto de Jay me era nostálgico, as paredes azuis escura e o papel de parede do SuperMan, desde de nossas antigas brincadeiras de super herói até a nossa "primeira vez". Deitados na cama gigante, porém um encima do outro pra caber. Eu amava momentos como aquele, fazia sentir que eu pertencia a uma família. E um dos meus irmão sofria, eu precisava ajudá-lo, era como uma necessidade.

— Somos seus amigos...—acariciei seus cabelos negros.

— Eu sei...

— Posso entrar?— Frank apareceu na porta.

Não deu muito pra raciocinar quando o mesmo chegou. Toda a atenção foi dada a "nova" filha do tio Hades. Foi tenso, e ainda tinha isso atormentando Nico.

Os segundos que encarei Frank deu pra perceber o quanto mudara desde da última vez que nos vimos. Devíamos ter 10 anos, mas ele parou de participar das nossas viagens e logo depois Annie também.

A sensação de tê-los de volta foi indescritível. Faziam uma puta falta.

— Claro cara, entra aí!— Jason falou enterrando os dedos no cabelo de Annie que tinha as penas encima de Percy, como eu disse, estávamos entulhados e chegou mais um pra bagunçar tudo.

— Nem deu tempo pro discurso emocionante de quanto senti a falta de vocês, piolhos juniors...

Nós rimos, Frank era um ano mais velho e por isso nas viagens sempre implicava com a gente nos chamando de piolhos juniors.

— Vamos pular a parte broxante!— Nico riu, mas ainda havia tristeza no seu semblante.

— Por que todos os reencontros épicos (que eram pra ser épicos) são a coisa mais sem sal e ridícula?— Percy perguntou.

— É fato, Jason e Piper até se apresentaram pra mim quando os vi! Me poupe! Como se eu não lembrasse...— Annie riu.

— Provavelmente não lembrava— retruquei.

— Ok, ok... Mas agora, a Hazel é mesmo minha irmã?— parecia confuso, e meio viajado. Mas aposto que aceitaria numa boa, Nico sempre foi um amor.

— Cara, eu não sei. Ninguém sabe— Frank disse.

— Não pela Hazel— concluiu Annie.

— Por que Hades a escondeu esse tempo todo?— Jay, meu burrinho lindo, tudo sempre tão na cara e ele não percebendo nada. Conseguia ser pior que Percy. Suspirei.

— Acho, que era por causa da sua cor... Eu odeio falar assim, parece que falamos sobre um alienígena. Não sei pra que serve essa porra de racismo— Frank parecia desconfortável. Assenti, pensativa.

Eu concordava com ele, Hades sempre foi conservador, careta e talvez até racista, não sei... Deve ser difícil aceitar uma filha negra, pra ele, pareceu desconfortável a primeiro momento com Hazel e depois pareceu culpado, ou arrependido. Não duvido nada se ele estivesse tentando falar com a filha agora.

— Outro assunto por favor!— Percy pediu.

— Ok,—falei— vamos Niquito do meu heath cheio de colesterol, falai-vos sobre seus sentimentos sobre Thalia e sua nova irmã.

Jason revirou os olhos. Babaca

Nico respirou fundo, tudo ficou tenso depois da conversa no 4 de Julho. Algo grande tinha ali. Doença. Essa palavra não saia da minha cabeça desde a indireta de Nico hoje mais cedo. Thalia tinha alguma coisa. E ela fugiu, como sempre faz, foge dos problemas em vez de encará-los. Só parecia forte mesmo, mas era feita de vidro. Encarávamos Nico esperando a resposta e não demorou muito até se pronunciar, confirmando minhas suspeitas.

— Foi um milagre Thalia engravidar. Tem um problema estranho nos ovários, a qualquer momento pode sofrer um aborto. Ainda tem o fato de sermos primos. O feto é fraquinho demais pra aguentar o período todo da gravidez— nunca senti tanta dor no coração como naquele momento. Tentei me manter firme, e acabei derramando algumas lágrimas. Me arrependi de tê-la chamado de fraca, Thalia tinha razão em fugir, ninguém aguentaria uma pressão daquelas.

Nenhum de nos sabia o que falar, apenas Jason confirmou o que Nico disse, perpetuando um pior clima entre nós.

— Já ouvi uma conversa dessas da mamãe, é um problema genético. Nós, eu e Thalia, somos "fruto" de uma inseminação. Ela tem problemas também, mas nunca contou a mim ou a Thalia. Por isso que fugiu, foi um choque e tanto quando descobri. Talvez nunca tenha filhos, a genética nos condenou, não importa se fomos feitos em laboratório, a fraqueza das células reprodutoras continuará— Annie o apertou surpresa, e o olhava em um misto de tristeza e pena. Mas ele me encarava durante todo o seu falatório. E eu senti tudo naquele momento.

Felicidade, por ele pensar em ter filhos, e comigo. Possivelmente ele via um futuro longo pra nos dois, o que me deu frio na barriga. Nunca pensei em outra pessoa além de Jason pra passar toda minha vida ao meu lado. Ele era muito mais que um namorado, ou amigo. Fazia parte do meu eu. Eu não seria eu sem ele.

Mas também a tristeza tomou conta. Nos não poderíamos ter filhos.

— Caralho! Por que você nunca nos falou isso?— Percy estava atordoado.

— Medo da verdade, você não quis acreditar— sussurrei, e concordou.

— Eu sinto tanto, caras— Frank olhava o nada, sem expressão.

— Não sinta, deve haver tratamentos, e eu vou fazer— Jason me encarou de novo, seu olhar me confessava tudo, minha garganta doía, eu queria chorar. Eu o amava tanto.

— Thalia. Esse é meu fardo pra vida toda— Nico suspirou.

— Ela vale a pena— Annie disse.

— Ela vale a galinha toda!

Ele aliviou o clima, nos fazendo rir.
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Dei uma garfada no macarrão com queijo que Jason tinha feito. Tava maravilhoso, ele me observava do outro lado da bancada da cozinha.

— Você come igual a uma ogra!

Dei mais uma garfada e falei com boca cheia mesmo.

— Tá muito bom— apontei pra comida.—Cozinha muito bem! Dá pra casar já!

Rimos juntos e me engasguei com a comida.

— Então vamos casar— me abraçou pelas costas, beijando meu pescoço.

— Planos pro futuro, mozão!

Continuei a comer o macarrão enquanto ele me enchia de beijos.

— Pra quê futuro? Casa comigo? Agora— roçou seus lábios no meu ouvido. Me arrepiei imediatamente.

Virei pra ele sorrindo.

— Para de me iludir! Você tá bêbado?— franzi a testa, questionadora, examinei seu rosto. Sabia que estava lúcido, só não podia acreditar no que dizia.

— Eu te amo pra caralho. Casa comigo?— me prensou contra o balcão, olhando no fundo dos meus olhos. Não podia ser sério! O assunto sobre futuro: "filhos" já havia sido presente demais hoje. E casamento, dá onde tinha tirado isso?

— D-deixa de ser bobo! Nós temos só 18 anos...— gaguejei vendo a intensidade faiscando do azul dos seus olhos, ele parecia estar falando sério.

— Não vejo nada que nos empeça— sussurrou, se aproximando dos meus lábios. Odiava aquilo, além de sexy, me fazia perder a razão.

Antes mesmo de encostar nossos lábios ouvi barulhos altos, que não reconheci.

— PIPER MCLEAN— mais que bucetas, esse berro reconheci. Meu pai apareceu na cozinha com Si ao seu lado.

— Tire as mãos da minha filha!— vestia um blazer e sua cara estava muito vermelha.

Jason me olhou com uma interrogação na cara. Também não entendia o que tinha acontecido. Ele se pôs ao meu lado.

— Eu juro que eu evitei, Pipes— Si, toda bagunçada, falou. Presumi ser coisa grave. Passou na minha cabeça todas as merdas que fiz, ficou mais difícil adivinhar.

— Você também! As duas! Que história é essa de me esconder as coisas?— gritou. Nem te conto que você não sabe de nada, trouxa, pensei.

— Pai, para de escândalo. Tá parecendo uma mulher!

Meu pai rosnou. E fiquei preocupada. O que tinha feito pra causar tanto ódio no meu pai?

— O que... Tristan?— Zeus apareceu, todo arrumado.

— Você não viu as fotos?—Fechei os olhos, respirando fundo. Acho que não existe um palavrão pra descrever minha raiva.

Eu bato o carro e sofro um acidente, ele ta em Roma filmando. Eu transo com meu namorado (sem querer) em público ele invade a casa dele pra tirar satisfações.

Jason entendeu, lançou um olhar de "E agora?".

— Não... Do que você está falando? Não já devia estar no MTV Movies? Estamos indo pra lá agora mesmo.

Eu não consegui me mexer, nem falar, nem dar um soco na cara do meu pai. Só pensava: "inspira, expira, inspira..."

Nem percebi que Zeus, provavelmente já via nossas fotos. Ok, agora eu posso me matar.

— Nossa...— o ouvi sussurrar.

— Pai, será que dá pra parar de ver isso?— Jason olhava pro pai com a mão na testa.

— O quê? Eu estou orgulhoso! Esse é meu filho!— disse, levantando o punho no ar em comemoração.

Acho que nunca passei por situação pior.

— ZEUS— meu pai ficava cada vez mais irritado.— Se fosse com sua filha.

Ele apenas deu se ombros, despreocupado.

— No máximo teria que pagar fiança por assassinato.

Quase ri. Quase.

Tia Meg apareceu. Me escorei no braço de Jason.

— Eu vou chorar— soltei um muxoxo.

— Relaxa, amor. Mamãe vai acalmar seu pai— me abraçou de lado e beijou minha cabeça.

— Ah deuses, vocês dois não tem juízo?— Meg falou. Me agarrei mais a Jason sentindo o rosto esquentar.

— Tia Meg foi um acidente... E-eu...

Ela veio até mim e segurou meu rosto.

— Tá tudo bem? Você ficou mal? Quer conversar?— colocou a mão no meu rosto. Devia estar com cara de choro.

— Piper. Casa. Agora— meu pai falou mais contido, porém o olhar assassino não sai do seu rosto.

— Pai, calma...— Si tentou puxar meu pai, mas ele se soltou.

— Eu estou com vergonha! Humilhado, Piper! Meus amigos falando da minha filha...

Afastei Tia Meg, a minha garganta doída.

— E você acha que soltei fogos de artifício?— aí, eu comecei a chorar. Ódio, era isso que eu sentia. Por que ele não conseguia ver o meu lado das coisas. Tinha que ser tão egoísta, sempre?— Você acha que eu queria essa vida? Pois está muito enganado. Isso é tudo culpa sua— bufei, indignada, tinha que controlar minha raiva.— Cara, você é ridículo. Eu tenho tanto nojo de você.

Cuspi uma quase verdade.

— Piper, vamos vai ser melhor pra todos— Silena falou, chorando também, era muito emotiva.

— Me obedeça— meu pai estava sendo rude. Coisa que ele não era, só ausente demais.

— Com que direito você quer isso?

— Tristan, coisas assim acontecem. Silena e eu, pessoalmente, iremos a revista retirar as fotos...

Si fungou e falou.

— Eu já abri um processo, Sr. Grace.

— Fez bem, Si— Meg falou.

— Pessoas já viram isso! Piper está de castigo o verão todo— apontou para a saída.— Pra casa!

— É o quê?— eu ri, com desdém.

Meg virou pra falar comigo.

— Vai meu amor, depois mando Argos ir te buscar, ok? Não se preocupe não vou deixar você presa nas férias— sussurrou.

Meg sempre foi a mãe que não tive, sabia que ela ia me tirar dessa, eu tinha esperança. Me virei pra Jason, lhe dei um selinho, "eu te amo" sussurrei e fui embora.

Notas finais
ATE O PROXIMO ~~~~~INDIRETA~~~~~~