Young Blood

29 Desconhecida evasiva


Notas iniciais
oi gente, sentiram falta? eu sei q não desculpe n postar antes, nem fazer mais a maratona, meu primo chegou de viagem e vou ter q ficar com ele, descobri q vou viajar e q tenho prova no frances e tbm eu tenho hj apresetação de dança, desculpe tbm n responder os comentários, vou tentar responder alguns antes de sair.... e genteeeeeeeeeeh eu to assistindo got (game of thrones, para os n entendedores) MAS A PRINCIPAL NOTICIA DE HJ ÉÉÉÉÉHHHH, mais uma linda e emocionante recomendação da nossa perfeição em pessoa >> (amei o txt gatona da every, e o cap é em sua homenagem)

Autora.

Ela odiava se sentir assim. Insegura. Sem saber o que fazer. Ela sempre sabia o que fazer. Sempre. E naquela hora ela descobriu o verdadeiro significado do desespero. Só de ver o nome na bina no telefone.

"Silena, eu preciso vê-la"

A voz da mulher era suplicante, quase ensaiada ao drama.

Silena deixou uma lágrima traiçoeira cair. Mas se recusou a derramar mais por ela. Não mais, seu coração foi forte. E se arrependeu de ter atendido e de ter se deixado chorar. Que tipo de idiota ela era? Sua cabeça palpitava tanto que seus ouvidos zuniam. Por que foi atender? Era falta do que fazer, só podia!

— E eu? Você não quer me ver?— quis forçar a barra, pra ver se ela enxergava Silena com enxergava Pipes. Na verdade, Silena não ligava, só queria fazer ela se sentir um lixo. Na verdade mesmo isso a destruía. Esse papo, que surgira algum dias atrás... Essa mulher que surgira algum tempo atrás, lhe dava enjoo. Minha vida estava tão boa, que essa desgraça teve que aparecer.

"Não haja como uma criança, Pipes acabou de se casar e tem sérios problemas com o pai... são tantas coisas. Ela precisa de mim!"

— Eu também irei me casar! Eu também preciso de uma mãe— Si apertou as mãos no volante. Parecia estar falando sozinha no carro. A voz da mulher ecoou de novo. Mãe. Tinha mesmo uma mãe? Sentiu o nariz arder, queria chorar igual um bebê nos braços de Charles.

"Não seja boba. Eu sei, meu anjo, e eu irei no seu casamento. Quero lhe ajudar com os preparativos"

Silena bufou e revirou os olhos para não cair na gargalhada, como podia ser tão cara de pau? Se você não tiver ocupada vivendo sua própria vida, pensou. Girou o lindo anel de noivado. E pensou em Charles. Como queria que ele estivesse ali! Ele seguraria sua mão e falaria que sempre estaria com ela. E que isso não deveria a abalar. Falaria como ela era linda e forte, e tomariam um belo sorvete de laranja na praia. Falaria que a amava tanto...

— E o que a faz pensar que ela irá vê-la? Nem a conhece! Por que é tão inconsequente? Já pensou o que ela irá sentir...

"Por favor"

— O que falará? Ah, oi! Eu sou sua mãe, sabia? Que legal! Vamos as compras... É assim que se usa o absorvente, filinha querida. Use camisinha, você não quer filhos agora. Você está tão crescida, lembro quando falou a primeira palavra... Ah, espere eu não estava lá pra ouvir suas primeiras palavras!

"Me poupe"

— Me poupe você, Afrodite— o sangue lhe subia a cabeça. Só queria ir pra casa, ao encontro do noivo e chorar aos seus braços. Charles tinha sido o necessário dela a vida toda.

"Si, eu amo você! Mas eu quero que ela saiba um dia quem sou eu. Vocês são tudo que eu tenho"

— Eu não sou nada sua— falar pareceu doer mais que pensar uma coisa dessas. E ela sempre pensava.— Hoje não será esse dia— decretou com o tom mais firme que pode e entrou na mansão do pai em Malibu, ficava em uma montanha. De cima do morro dava pra ver a praia. A visão era linda, o mar, plantas e o próprio vento lhe trazia nostalgias de um tempo tranquilo. Ela e o pai costumavam sentar na beirada de um barraco ali perto e tomar chá gelado no verão.

O lugar que era tranquilizante pra ela se tornou um tormento ao longo dos anos. O pai quase não existia na vida dela. Era doloroso olhar o local e ter que aceitar que perdeu o pai pra Hollywood, e também que o mesmo não percebia a falta que as filhas sentiam.

As coisas não eram fáceis, e era por isso que Silena sorria. Chorar só leva a mais dor, pensou, sorria, está um dia lindo.

"Só a traga aqui na loja... Já sei o que falar"

Respirou fundo, engolindo o nó da garganta e preparada pra sair do carro.

— Pode deixar, mamãe— forçou o sarcasmo, bateu a porta com força, desligando na sua cara.

E sorriu como nunca, sentindo aquele incomodo aperto no coração e dor nas bochechas.

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Piper.

— Vovô! Eu sei que está roubando— tirei as cartas coringa debaixo da mesa de madeira com uma falsa irritação. Ele não tomava jeito!

— Nunca mais jogo truco com você, Tom— Mellie tacou as cartas, furiosa.

Comecei a rir. Mellie e vovô Tom viviam brigando por tudo. Mas eles se gostavam. Ela bufou e mexeu nos cabelos preto piche, Mellie me lembrava a fadas. Sempre usava branco ou azul claro, os olhos azuis como o céu e a pele branca que parecia desaparecer. Olhou o relógio de pulso.

— Tenho que pegar Chuck na creche...— se levantou.— Volto em 1h, não coloquem fogo na casa!— sumiu pela porta dos fundos. Tão rápido que nem pude dizer tchau. Talvez ela estivesse mesmo irritada com algo.

Fitei meu avô que sorria pra mim. Os traços indígenas eram bem notáveis, as rugas salientes por causa do tempo. Senti saudades de nossa antiga casa em Omaha. Seus olhos eram azuis-turquesa.

— Não me olhe assim, mocinha— reclamou.— Pelo menos sou um grande ladrão!— se levantou e me estendeu a mão.— Vamos tomar um sorvete?

Não conseguia parar de sorrir na presença do vovô Tom. Ele era tão energético e alegre que minhas bochechas queimavam a toda hora.

— Com bastante granulado?

— O que você quiser, docinho.

Saímos caminhando pelo jardim colorido, era o único lugar que eu me encaixava naquela casa. Ele passou os braços pelo meu ombro.

E pela primeira vez, em muitos dias, me senti bem. Ao lado de alguém que amava de verdade. Meu avô tinha cheiro de casa, adubo e chuva. O abracei mais forte, querendo ver Nebraska de novo. Por mais que me lembrasse bem pouco, afinal tinha cinco anos desde a última vez, fazia uma saudade imensa. Seria um alívio enorme. California sem as pessoas que amava e sem diversão não era California.

— Não me chame de docinho! É broxante— resmunguei, feliz. Adorava quando me chamava assim.

Soltou um risinho debochado.

— Quando você era pequena adorava quando te chamava assim... Agora nem virgem você mais é!

Arregalei meus olhos indignada. Vovô costumava soltar essas pérolas. Bem brilhantes. E inconvenientes.

— Ei!

— Vai me dizer que você ainda não consumou seu casamento?— olhei meu anel ao ouvir suas palavras. Parecia reluzente na luz intensa do sol. Respirei fundo divagando em pensamentos.

Senti, quase de imediato, o aperto no coração. Quis ele de volta. Seu cheiro de coisa nova, sua voz, as piadinhas ridículas, o senso de humor patético. Eu sentia falta até do seu maravilhoso macarrão com queijo. Sentia falta da sua calmaria e do seu estilo meio Bela Adormecida.

Eu só queria abraçá-lo e dizer o quanto eu o queria, e queria pra sempre. Mas não podia. Haviam seguranças 24h em todas as frestas da casa. Meu pai tinha ficado paranoico. Era insanidade. E eu o odiava cada vez mais. Não era ódio em si, eu só me sentia incomodada com sua presença.

— Ele quer seu bem— beijou meus cabelos. Sempre suspeitei que o vovô tinha algum poder cherokee de ler mentes. Ele era doidinho.

— Ele quer o bem da imagem dele. Preferia que você fosse meu pai— abaixei o tom de voz. Tentava controlar minha raiva ultimamente. E os acessos de raiva e claustrofobia só aumentavam.

Entramos na casa, luxuosa até nos produtos de limpeza. Como eu odiava aquilo tudo. Tive vontade de gritar até vomitar minhas cordas vocais.

— Eu sou seu pai duas vezes, querida— chegamos à cozinha, quase toda em inox, dando-lhe uma aparência escura. Igual minha mente. Sentei em um dos bancos giratórios vendo vovô pegar o sorvete. Mexi em no pijama surrado de flanela que usava.

Era bem alto, e forte, por mais que a idade aparecesse. Cantarolava uma música desconhecida pra mim.

Comecei a girar distraidamente. Minha cabeça sempre voltava nele. E meu hímen já tinha se reconstruído. Qual é! Eu era uma mulher casada e meu pai não me deixava ficar perto do meu marido. Isso era um absurdo! Eu ainda podia sentir o gosto leve e doce como as nuvens dos seus lábios.

— Pare de pensar nele, você vai ficar louca— colocou um pote enorme bege Häagen-Dazs de menta e chocolate. Meu favorito.

E meu pai nem devia saber se eu tomava sorvete, ou se era vegetariana. Meu avô sabia, eu me conhecia de verdade.

Às vezes tinha uma horrível sensação de que uma peça faltava. Ou não se encaixava direito. Meu coração parecia diminuir a cada dia, murchando. Queria acertar, dar um jeito. Eu estava esgotada. Eu queria uma solução, eu queria ele. Ele era a solução. Ri internamente, lembrando do seu sorriso, vívido.

— Família!— Silena entrou na cozinha sorridente. Sua roupa estava amassada e o terninho vermelho pendia no seu braço. Fiquei me perguntando como conseguia ser tão feliz? Ou pelo menos parecer. Tudo eram rosas pra ela, isso me irritava muito. Tudo me irritava! O fato de existir me irritava. Precisava sumir.— Aí— fez um cara triste sentando do meu lado.— Vocês são tão sem vida— bufou pegando a taça de sorvete verde que vô Tom tinha colocado pra mim.

— Devia estar na sua casa!— rebati, impaciente. O reloginho dentro de mim contava os segundos pra explodir.

— Que amor!— desabei na mesa de mármore preta. Exausta. Não fisicamente, mas minha mente entrara em curto circuito.

Queria tanto que Leo estivesse aqui. Saberia exatamente o que falar pra me fazer sorri. Fiz uma prece silenciosa para que estivesse bem. Esse puto do Valdez me veio sumir na hora mais importante e frustrante da minha vida. Leo... Um fardo, o melhor amigo. O meu McIrado. Ainda havia isso me tirando o sono!

Silena acariciou meus cabelos, e alisou a trancinha que tinha feito.

— Eu sei que tá difícil, irmã. Pare de ser assim, também! Já pensou quando se separarem... Vai ficar deprimida pro resto da vida?

Vi que meu avô, gesticulava balançando a mão perto do pescoço, como se dissesse 'corta'.

— LEGAL DIZER ISSO! TAMBÉM QUERO QUE SEU CASAMENTO, AINDA NEM REALIZADO, SEJA FRUSTRADO!— gritei, incrédula. Me arrependendo na mesma hora, que seria tarde demais. Si não me perdoaria por aquilo, não agora. Tinha todo aquele lance de ser sensível.

— Desculpe, irmã. Só quero meu marido e meu melhor amigo— resmunguei infantilmente. Mas senti os olhos marejarem.— É que eu to pirando... Eu...

Si sorriu graciosamente. Cheguei a me arrepiar com a intensidade do seu gesto, e por uma fração de segundos eu vi coisas ruins saindo dela.

— Tá precisando sair! Vai se trocar...— tagarelou e deu uma colherada gigante no sorvete. Com a boca cheia mesmo falou, devagar— Hora de...

— Compras— complementei com uma voz irritante. Caímos na gargalhada.

— Vou saindo, já que sobrei— nem olhei meu avô.

...

Quase me arrependi de ter usado chinelos e short ao ver as plaquinhas no alto de um poste. Robertson Bl com a Beverly Bl. Achava um charme as placas. Como eu amava aquela parte comercial da cidade. Me recordava filmes. Os postes verdes escuros floridos, as calçadas, lojas, as pessoas. Era tudo tão vivo.

Ai, eu me lembrei que era a Piper McLean. Foda-se a roupa que eu usava.

— Porque estamos indo pro Grove?— arqueei uma sobrancelha.

— Assuntos da vida— Silena gesticulou.— Papinho, vamos visitar uma...— fez uma pausa, pensando provavelmente o que o tal ser humano era pra ela.— Amiga.

Piscou repetidamente, e balançou a cabeça, afastando os pensamentos e abriu um lindo sorriso. Bufei.

Me senti observada. Olhei a rua com mais atenção e inquietude. Havia muitos carinhas, escondidos atrás de pessoas ou sentado em bancos e restaurantes disfarçados, com câmeras e celulares a postos tirando, com certeza, fotos. Nunca vi tantos em uma rua só, nem todos estavam por mim e Silena.

Um letreiro rosa neon quase me cegou.

— Vamos visitar essa amiga numa VS?

— Meio que... ela é presidente da Victoria Secret mundial!— falou cautelosa. Será que conseguiria lingerie de graça?— O pobre sai da pobreza, mas a pobreza não sai do pobre.

Passamos pela entrada, aquele aroma doce me atingiu em cheio. Era bem conhecido por sinal. Eu e Bianca passávamos horas ali, em dias de promoção. A loja se estendia como todas as outra que já fui. Nobre, rosa e brilhante. Caminhamos em direção ao caixa, com Silena guiando. Ela teve que me puxar várias vezes, pra eu parar de cheirar as amostras de perfume e avaliar as cores dos gloss. Sem nem falar com o segurança parado em frente a uma porta do lado do balcão, escancarou-a com a maior moral. A acompanhei diminuída.

A sala era enorme. Um lustre moderno pendia do teto, as paredes era listradas preto e rosa. Muitos móveis de época pintados, manequins com sutiãs incompletos e penas, diamantes, purpurina.

Na mesa central, a mulher mais linda que já vira sorria brilhantemente. Era, de uma forma muito estranha, parecida com Silena. Seu cabelo preto com uma californiana rosa era muito liso e caia perfeitamente pelo seu vestido azul celeste. Ela se levantou, em um transe.

Pude sentir Si ao meu lado se remexer desconfortável.

— Minhas...— a mulher parou. A áurea dela me fazia sentir ameaçada.— Queridas! Sentem-se, por favor— estendeu o braço graciosamente.

Bem, eu queria vazar dali. Mas Silena me puxou pela milésima vez aquele dia.

— Essa é Afrodite— Silena sussurrou antes de se sentar.

— Querem algo pra beber? Uma água, capuccino ou suco?— sua voz era tão aveludada, que parecia o ronronar de um gato.

Cai sentada na poltrona.

— Uma cerveja ou qualquer coisa forte que você tiver— quis a tequila do meu casamento, quis meu casamento, quis meu marido. Suspirei pesadamente, Silena me repreendia com o olhar.

— E você?— perdi meu olhar na sua mesa. Tinha um sutiã azul em um busto. Arregalei meus olhos imediatamente, incapaz de falar.

— Esse é o Fantasy Bra 2014?

Afrodite me olhou profundamente, não conseguir decidir as cores dos seus olhos.

— Peacock Wild Fantasy Bra. Gostou? Ainda não terminei— falou, humilde.

Olhei Silena em susto. E ri escandalosamente.

— Se eu gostei? Puta merda! Eu acompanho todos os Fantasy Bra desde de 2000! Quem vai desfilar esse ano?— deslizei pra beirada da cadeira. Suplicando informações.

— Na verdade não temos modelo ainda... Não me satisfiz com ninguém... Até agora— me lançou outro olhar profundo, e sorriu de novo.— Piper, você gostaria de desfilar com o Fantasy Bra desse ano?

Fiquei quieta. Talvez não tivesse falando comigo. Silena tossiu ao meu lado. Aí minha cabeça ligou os fatos. Era eu que ela tinha chamado.

Eu? E o quê? Não... Isso devia estar errado.

Falei a primeira coisa inútil que pensei.

— Não sou modelo— esfreguei a barra da minha camisa, tentando disfarçar a vergonha.

— Eu viajarei pra Ohio daqui a dois dias. Você vai comigo, recebe umas aulas de desfile, fazemos alguma sessões de fotos, te promovemos. Boom! Você vira uma Angel! Boom! Você desfila com o suitã mais caro da história do VS Fashion Show— tagarelou rápido demais pra que eu entendesse alguma coisa.

Era inacreditável. Silena tocou meu braço, e encarou meus olhos.

— Aceita, pelo amor de Zeus.

Queria pedir um tempo, como aqueles carinhas de beisebol.

A coisa aconteceu tão rápido, que eu não a captei. Mais que merda! Por que eu? Tá, tudo bem, me eu amava toda essa baboseira. Mas desfilar? Com o Fantasy Bra? Passar o verão em Ohio? E meu pai? Jason? O que ele falaria? Ficaria bravo ao ver sua esposa desfilando semi-nua? E se as outras modelos não gostassem de mim? E se... Tinha que negar. Nem era uma coisa certa mesmo. Parecia mais aqueles sonhos estranhos, que do nada se modificam porque você está numa posição desconfortável enquanto dorme e tem que se ajeitar.

Afrodite riu docilmente.

— Não precisa aceitar, ok?— a olhei, franzindo a testa. Agora não me queria mais? Ela era um pouco evasiva, mesmo sem querer.

Estranhei as intenções do pedido. Nenhuma presidente de uma companhia de moda pediria pra uma desconhecida desfilar com um sutiã de 6 milhões de dólares. Bem, eu, definitivamente, não faria isso.

— Por que me propôs isso?— franzi a testa.

Uma mulher entrou na sala, com uma cerveja e bolinhos.

— Srta. Pathernos, Srtas. McLean... — deixou a banheira em cima da mesa e começou a servir.

— Sra. Grace. Obrigado— peguei, sem olhá-la, excitada pela garrafa de Corona e entornei goela a baixo, meio atordoada. Meio tonta.

— Seu marido é uma graça— ouvi a porta bater. A mulher já tinha ido?

— Ele é outras coisas também. Agora por favor responda minha pergunta— não queria falar de Jason com ela. Minha mente ficou ainda mais escura e confusa. E raivosa.

Ela suspirou pesadamente, troquei olhares com Silena, que parecia passiva agora.

Percebi que Afrodite se inclinava na minha direção.

— Menina, eu preciso de algo selvagem, natural. As outras modelos que vi são muito mecânicas e artificiais. Quero algo como você, a beleza nativa...

— Tá me chamando de índia? Porque eu sou mesmo— estava nervosa, tremendo nos pelinhos dos braços.

Silena soltou uma risadinha.

— Não, amor. Eu quero dizer que preocuro algo selvagem. E você é a pessoa indicada pra isso— ok, então, né?

Ri incrédula.

— I'm wild, ladies— de repente, uma sensação ruim passou por mim. Realidade— Meu pai não vai deixar. Ele vai dizer...

Estava mais que claro. Dãh. Nem sei porquê de eu já começar a me fantasiar sendo modelo.

— Ele vai sim! Deixe comigo— Afrodite falou, determinada.

Até agora não tinha entendido bem o que tinha acontecido. Eu seria uma modelo. Não uma modelo, uma Angel.

Isso seria bem estranho... Quase não me reconheci por um momento. Era isso que o destino tinha me reservado? E se fosse? Acho que teria que me jogar de cabeça.

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Ligação on

"Mas é claro que eu tenho esse direiro, Tristan"

"Assim você me faz cair na gargalhada, Afrodite. Se me der licença, tenho uma gravação a que comparecer"

"ELA É MINHA FILHA TAMBÉM!"

"Lembre-se que não foi a mãe do ano. Você nem mãe foi"

"Nem você um pai!"

"Esta discussão acabou. E você não vai levar minha filha para Columbia, e nem vai torná-la numa modelo"

"Vai continuar a mantendo presa? Infeliz? Você não viu o quanto estava alegre quando lhe propus esse futuro glamuroso"

"Glamour? Piper odeia tudo isso"

"Por algum acaso conhece sua filha?"

"Muito mais que você"

"Eu digo de verdade, Tristan! Sei que não fui uma mãe. Me condene, me julgue. Eu só era nova demais para aquilo tudo. Não estava preparada. Nossas realidades eram diferentes. E eu teria feito diferente se pudesse voltar atrás..."

"O que ganha com isso? Destruir a minha família?"

"Eu ganho Piper. Eu ganho Silena"

"Olha... Dite..."

"Ela é tão parecida com você, Tristan... Por favor"

"Dite, Piper não gosta d..."

"Ela não gosta de perder o pai dela pra esse mundo. É disso que ela não gosta. Talvez ela já tenha perdido, só você não percebeu"

"Foi difícil criá-las sem você"

"Desculpe não é a coisa certa a dizer"

"Certo, sabe disso"

"Deixe-me entrar como uma figura materna. Na vida de Piper, que depois de todos esses escândalos e estar sem apoio, deve estar destruída. E de Silena. Nosso garotinha realizar o sonho da vida dela"

"Essa história de casamentos me deixam tonto"

"Elas precisam de mim"

"Eu sei"

Notas finais
DREAMER, isso é especialmente pra vc, (ela foi me procurar no tumblr pra me fazer postar... eu sai gritando no meio da casa da minha tia, agr minha familia ta pensando em me mandar de novo a um psicologo) MT OBG!!!!! E PRA QUEM N ME SEGUE NO TUMBLR>>> qunado-seu-absorvente-vaza ahhhhhh, comentem, comentem muito, quero me afogar em comentários eu mereço, né????? quer dizer, vamos partir pra chantagem.... vcs n qurem percabeth logo? então comente e favorite.... favorite, e se n for cair a mão recomende!