Young Blood

31 Dedinho do gorila


Notas iniciais
TENHO UMA NOVIDADE>>>>>> agr, no começo de todo capitulo, vou colocar a letra de uma música q tem tudo haver, ou um trechinho dela, eu recomendo ler escutando ela! aq estou de novo... felizes?? gente, vcs sabem q na ordem cronologica da história ainda estamos em julho de 2014, então n terá especial de natal n nada disso... superem enjoy

Pills and potions, we're overdosing

Can't stand it but I still love you

Percy.

— Manteiga de amendoim?

— Confere.

— Oreo?

— Confere.

— M&M?

— Confere.

— Meu beijo de despedida...

— Tá entalado no meu rabo!— Annie respondeu murmurando e enfiando alguns livros surrados e o Beats verde limão na mochila de costas florida.

Eu a observei contra a varanda de seu quarto, a noite estrelada ao fundo. E estava tão linda... Os shorts de basquete cinza e a blusa preta da Hollister. Usava tênis Chuck Taylor e um boné com a aba pra trás da Dope, e trancinhas deixando visível o roxo no cabelo loiro. Mas não era isso que me chamava a atenção. Era o cordão justo ao pescoço que eu lhe dera. Ela ainda tinha mania de esfregá-lo com o polegar. Como se fosse a única coisa a agarrar no mundo ou a fizesse melhor de alguma forma.

E eu estava radiante.

Sentia as coisas sendo postas nos devidos lugares. Senti o quentinho bom de estar em casa e com ela. E o aperto no coração, quase imperceptível antes se alastrou. Eu já estava morrendo de saudades.

Suas malas já estavam lá em baixo, assim como todo mundo. Nós iríamos na Brazil in Califórnia, uma puta churrascaria, antes de deixá-las no LAX. Mas tínhamos quem arranjar um pretexto para ficarmos sozinhos e dar um tchau merecido. Afinal, ficaríamos dois meses sem nos ver, seria, agora, só em Paris, no Fashion Week, final de setembro.

Pelo menos, poderia colocar meus dias de surf em prática. Ao mínimo, porque o resto sem ela seria horrível. Ela pegou dois papeizinhos na mesa, e olhou como se seu coração tivesse murchado para eles, quis arrancar o meu e dar para ela por no lugar.

Esse pensamento me deixou tonto, e um pouco sem razão. Me joguei na cama, macia e com seu cheirinho. J'adore e Dove.

— Eu não acredito que não vou no show da Queen B... Isso é tão frustrante!— atirou-os no meu peito, com o rosto em uma careta dolorida.

E eu me sentei, colocando os ingressos no bolso da bermuda, com uma das sobrancelhas arqueada, pronto pra sessão provocação.

— Você decidiu viajar! Isso é culpa...

— Calado!— gritou, atirando, rudemente, a mochila nas costas.— Dê pra Bia e pra Katie. Ou pra Calipso, vá com ela — sussurrou e deu de ombros.

O ar pesou lentamente, e percebi que todos os músculos de Annabeth estavam tensos e inseguros. Entendi o que quis dizer.

— Você saindo pra viajar pelo mundo, não me dá liberdade pra ficar com ninguém. Quando voltar pra mim, eu vou estar te esperando, como se meu mundo parasse só por você, Annabeth.

Se esforçava pra segurar o sorriso, porém foi impossível. Eu vi seus dentes enormes e brancos. As covinhas e as rugas na expressão. E não pude deixar de retribuir. Ela mordeu o lábio ainda sorrindo, e seus olhos se fecharam, como um dia ensolarado se transformando em chuvoso.

— Idiota, isso foi tão gay— puxei devagar sua cintura, tínhamos todo tempo do mundo, e a posicionei no meio das minhas perna, na beirada da cama. Assim, ela finalmente chegava a minha altura.

Minhas entranhas se remoíam. Enfiei as mãos por debaixo da sua blusa, sentindo a pele quente e sedosa.

— Vou morrer de saudades— murmurou, e passou os braços pelo meu pescoço.

Ouvia seu suspiro pesado. E nossos lábios foram atraídos um para o outro como imãs. Só enxergava sua boca, vermelhinha e brilhante. Fechei os olhos, esperando senti-la.

Mas a porta foi escancarada. E o pai da Annie nos encarou impaciente no batente da porta. A nossa reação, de imediata, foi nos afastar. Nervosos e com respiração descompassadas. Seu rosto de abriu em um sorriso malicioso. Annie tinha de quem puxar.

— Não nos olhe assim— Annie implorou.

— Não estávamos fazendo nada— lhe assegurei, levantando.

— Eu não disse nada!— Fred levantou as mãos em rendição. E o sorrisinho maroto e jovial continuava.— Mas enquanto estão no romance conto de fadas, os outros ficam plantados lá em baixo. Consideração, meu povo— bateu palmas, nos apressando e desapareceu no corredor.

Bufei frustrado, não por ele ter nos pegado, e que depois fofocaria para meus pais, me deixando louco de tantas perguntas constrangedoras. Talvez um pouquinho. Mas eu não tirava da cabeça a vontade de agarrar Ann num beijo cinematográfico, e ficar rebobinando a cena até cair duro.

Annabeth entrelaçou sua mão com a minha, e se escondeu atrás do meu corpo, me usando como um escudo. Eu seria seu escudo. Beijei o topo da sua cabeça, com as três palavrinhas engatadas na ponta da língua. Olhei nos seus olhos e eu soube que ela sabia. E eu soube também que era retribuído na mesma intensidade.

...

— Caralho! Quer que barrem a gente na polícia federal, Annabeth?! Tu só pode ter merda na cabeça, olha...— Lia pegou os baseados, os exibindo no ar, de um dos bolsos da mochila da Annie.

Que só fez enterrar mais uma vez os dedos no meu cabelo, pouco se importando. Estava com os pés pra cima, deitado no colo dela no banco traseiro da Chloe. Tentava decidir quem era mais confortável.

Pela janela as estrelas corriam no céu, via meu Vans quadriculado se remexendo inquietamente sobre a mesma. Jason cantarolava num banco mais atrás a nova música do Sam Smith, Nico dirigia a Kombi com classe e Annie estava ocupada demais com os próprios pensamentos.

— Vou perder o show da Queen B— murmurava melancolicamente.

— Me dá um— ouvi Nico dizer e estendeu o braço tomando um da mão de Lia.

— Eu quero— falei, fechando os olhos, ainda sentindo mão sedosas no meu cabelo.

— Eita! Não sabia que 8:20 era a nova hora do beck!— Jay implicou.

Annie riu.

— Pera lá! Por que tem maço de marola na tua bolsa? E num fundo falso?— Thalia falou, e senti um ventinho passar por mim. Annie agarrou a mochila rente ao meu rosto. Levantei e sentei como uma pessoa normal, tomando um dos cigarros da mão de Thalia o segurando com a boca.

— Tu é muito chata! Puta merda!— encarei os olhos azuis brilhantes na escuridão. Me virei a Annabeth por um segundo, e depois enfiei a cabeça no fundo do carro.— Pensei que eu tinha pegado tudo ilícito que você tinha, Annabeth— cacei um isqueiro pelo chão entulhado de lixo e coisas de Thalia. Tipo calcinhas, camisinhas e canetinhas da Target.

Ela bufou.

— Eu não sabia que ainda tinha esses enroladinhos aí! E o fundo falso é por que minha mãe nunca deixou eu fumar maconha— respondeu preguiçosamente e pegou um dos cigarros estendidos pra ela.

— Hm— Thalia retrucou pegando um pra si, e deixando outro na boca de Nico. Parecia mais na vibe agora.

Ann tomou o isqueiro preto que achei, assim que levantei, acendeu o dela e o meu com profissionalismo. Jogou-o pra Thalia, me lançado um sorriso malicioso.

Puxei o ar.

— Pensei que você era fumante ativa— Nico arriscou, soltando anéis de fumaça. Abriu as janelas do carro, deixando o ar grudento e abafado entrar.

— Eu sou...— encostou a cabeça no estofado e tragou tão profundamente que Nico virou para olhá-la.

Girei o cigarro na mão, segurei o ar podre nos pulmões o máximo que consegui e a soltei. Branca e de textura incrível, essa era minha parte favorita, parecia nitrogênio líquido saindo pela minha boca. Thalia procurava algo no porta-luvas e Nico acelerou, impaciente, no sinal vermelho. Não tinha nenhum carro na South Road.

— Dá pra vocês agirem como se não fossem drogados de carteirinha?— Jason indagou, com uma careta estranha.

Thalia estendeu um maço pra ele, que pegou emburrado e contrariado, nos fazendo rir.

— Termina o que você ia falar, Annie— Nico pediu, com carinho.

Traguei mais uma e mais uma, a insanidade começando a florescer. Fumava rápido, sem dó, mas aproveitando cada sopro e cada sugada. Meus olhos pesaram um pouco, e minha vontade de agarrar Annabeth aumentara dez vezes mais.

— Todos em Paris são fumantes. Andar com um cigarro na mão é a mesma coisa de sair do banho e colocar as roupas de baixo. Mas minha mãe reclamava quando pegava cigarros de maconha na minhas bolsas, então, eu resolvi os esconder melhor— falou olhando para fora, não tinha congestionamento para o sul, onde ficava o aeroporto e o restaurante. Eu não tirava os olhos de Annabeth.

Aquela erva era da boa. Cinco minutos de respirando aquele ar e todos nós já tínhamos perdido metade dos neurônios.

— Essa leva é da sua vizinha peruana?— Jay soprou o ar branco, suspirando, longe.

— Pois não é!— Annie passou para o segundo.

— ACHEI!— Thalia ergueu no ar um CD.— Minha trilha sonora alucinógena.

O disco foi engolido pra dentro do carro e as primeiras notas de uma música do Wiz Kalifa ecoou pelo carro. Nico aumentou mais o som. E começamos uma dancinha quase sincronizada.

So what we get drunk

So what we smoke weed

We’re just having fun

We don’t care who sees

So what we go out

That’s how its supposed to be

Living young and wild and free

Annie e Nico pigarrearam e começaram a cantar o rap que o resto de nós não sabia. Só mexíamos a cabeça de acordo com a batida da música de sorrisos avoados no rosto. A cena era engraçada, Annie gesticulava as mãos e fazia expressão de acordo como as palavras fluíam.

Uh, Uh huh

So what I keep 'em rolled up

Saggin' my pants not caring what I show

Keep it real with my n-ggas

Keep it player for this hoes

And look clean don't it?

Washed it the other day, watch how you lean on it

Give me some 501's jeans on

and roll joints bigger than King Kong's fingers

...

Os dois tinha tal jeito maloqueiro... Era engraçado o rapper encarnado neles. E a música continuou, o cigarro queimava mais devagar em nossas bocas. O cheiro viciante ficava cada vez mais presente. Risadas soltas no ar, perdidas no momento. Meu coração se acelerava a cada momento. Naquele segundo pude sentir o verdadeiro poder de uma tragada. Um sexto sentido aguçado, a capacidade de ver o melhor em tudo. E deixar a vida passar entre os dedos, despreocupadamente, e se sentir bem por isso.

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— Que cheiro é esse?— mamãe perguntou ao se aproximar. Vi um esquilo correr pelo estacionamento e sair voando.

O cabelo de Dona Sally parecia infinito, cacheado, se misturando com a noite.

Os nossos pais pareciam o esquadrão do X-Men caminhando em nossa direção.

Annie riu, mas pareceu com um espirro. O nariz dela estava vermelhinho, ela passou a mão por ali como um gato e esfregou seus olhos.

— Dedinho do gorila... Só pra alegrar a noite— pulou nas costas de Nico rindo que a carregou como uma macaca.

— Dedinho do gorila?— meu pai sussurrou a Fred.

— MACONHA— Jay gritou. Thalia desencabou a rir, escandalosamente, caindo em mim.

— De leve...— Nico passou pela mãe e deu um beijão na sua bochecha, Tia Maria sorriu boba e o seguiu. Conversando sobre baboseiras. Eles se amavam muito... Coisa de italiano.

— Tio Zeus e Tia Meg estão na festa da Meryl Strip?— perguntei, enlaçando o pescoço de Thalia em meu braços, seus braços se encaixaram em mim.

— Quem se importa— Jason sussurrou.

— Eles disseram que vão estar no aeroporto— meu pai assegurou, olhando Thalia.

— É a vida!— deu de ombros.

Tio Fred suspirou, meio triste.

— O poder da maconha. Saudades...

— FREDERICK! Que exemplo é esse?— minha mãe ralhou.

— Sally! Deixa o cara e seus devaneios!

Jason me abraçou e começamos a caminhar para o restaurante.

— É, Sally! Deixa o cara— falei, rindo.

O vento tocou o meu rosto, e bagunçou meus cabelos. O asfalto brilhava, como milhões de caquinhos de vidro, o barulho dos nossos sapatos contra o mesmo era reconfortante.

...

— Um RedBull!— Annie pediu.

— Dois— Thalia pediu.

— Três— pedi.

— Mermão, me vê...— Jason passou o olhar pela mesa como se contasse as pessoas. Trinta segundo se deram assim, devia ter dificuldade em contar no dedo. Só pode.

— Nove?— Nico indagou provocador.

Jay apontou pra ele.

— É, isso aí que ele disse!

O garoto ruivo espinhento assentiu e pegou os cardápios, saindo. A mesa ficava bem no centro do salão ao ar livre. O lugar era mal iluminado, porém chique. Numa das extremidades havia um balcão com um cara fazendo macarrão e na outra um bar. O restaurante não estava lotado... Mas o tilintar dos talheres e copos, as conversas e risadas preenchiam o ambiente úmido e arborizado.

Fitei Thalia, a minha frente, usava um macacão de corpo todo estampado com pizza de pepperoni e uma blusinha preta. O cabelo preso num rabo de cavalo e um cordão de raio em forma de N.

— Cara, por que vocês são tão violentos no sexo?— perguntei, agora, olhando pras profundas marcas no seu pescoço seguindo até o decote.— Nico, tu é um estereótipo Christian Grey?

Tia Maria engasgou, arrancando risadas, e Nico me olhou bravo.

— Como você conhece Christian Grey?— Annie me encarou questionadora.

— Calipso leu 50 Tons de Cinza— dei de ombros, lembrando das citações que ela fazia do livro erótico.

— É bem a cara dela mesmo ler uma porcaria dessas— ela entornou a latinha de RedBull recém-chegada na boca, me olhando desafiadora.

— Bem, então por que você leu?

— Vai começar— Fred sussurrou.

— Eu não li. Thalia e Jason me contaram a história!— rebateu lindamente. Eu queria tanto beijá-la. Seus olhos estavam escuros e as sobrancelhas loiras arqueadas.

— Culpada— desviei meu olhar para a nova locutora. Quase perdi minha cabeça ali.— O livro é uma merda. O sadomasoquismo narrado parece cafuné comparado com o sexo que já fiz.

Fiz uma careta de nojo.

— Não dá pra ficar excitado com aquilo. Quando li a primeira cena erótica meu pinto saiu voando como um foguete indo a Lua de tão broxante— Jason gesticulou levando a mão ao alto e fazendo um barulhinho.

Tomei um gole do líquido amarelo no copo. Escutei risadas.

— Nem é tão ruim assim— minha mãe confessou.

— Ok, na moral, Perseu. Por que eu tenho que ser o estereótipo do Christian Grey? Por que não só sou o cara que satisfaz os desejos carnais e violentos da namorada?— Nico não tirou os olhos de mim um minuto da conversa, me encarando cético e muito bravo.

— Você é esse cara, hum?— meu pai perguntou risonho.

Nico engasgou propositalmente e revirou os olhos.

— Não! Humpf!— revirou os olhos e balançou a cabeça.

— Ai, cara! Vamos parar de falar disso. Ainda mais quando minha irmã tá no meio— Jay pediu.

— Eu juro que estou me segurando muito pra não vomitar depois dessa conversa— Tia Maria esfregou os olhos.

— É, Percy! Olha o que você fala na frente da minha mãe!— Nico deu um tapinha na mesa brincalhão.

— O que eu falo! Olha pra sua namorada! Olhe pra você! Parece que passaram num moedor de carne! Me poupe dessa. É perceptível— apontei o dedo na sua cara, pronto pra dizer umas poucas e boas, mas uma voz me interrompeu.

— Me perdoe, mas eu e meu irmão tínhamos que vir falar com você— um cara enorme falou com voz afeminada. Gay. Identifiquei na hora. Ele falava com Annie, lógico.

A mesma levantou sorridente, com a boca cheia de pão. Ficando de frente pro que pareciam gêmeos gigantes e parrudos.

— Oi!— sua voz saiu abafada, mas muito animada. Droga, por que ela tinha que ser tão legal com os fãs?

Os dois armários loiros a abraçaram apertado. Quem eles pensavam que eram? Franzi a testa.

— Definitivamente você é mais gostosa pessoalmente— virei a cara incomodado quando o gêmeo que não era gay falou. Estava preparado pra voar naquele idiota. Fiquei muito irritado mesmo, talvez o efeito da droga piorava muito mais.

Thalia pegou minha mão, entrelaçando na dela.

— Não— advertiu, silenciosa.

— Exatamente! Ainda bem que você sabe— Annie caminhou com eles até o cara que fazia macarrão com os irmãos oxigenados.

Notas finais
guyz, eu sei q é fim de ano, e tem muita gente q não tá lendo por causa de viagem, e mt gente q n ta lendo por causa de recuperação... ou sei lá pq... mas se vc puder comentar e fazer uma autora feliz, faça, pq papai noel só dá presente pra criancinhas boas! mas é serio, fiquei um pouco triste com a diminuição de comentários, mais da metade e então pfv, com todo carinho do mundo me mande um comentário, ou favorite a história... n sei bjbj, e n esqueçam de me ajudar