You are my home
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Emma acordou sentindo um delicioso e gentil toque em seu rosto. Ela se mexeu sonolenta e abriu os olhos devagar, Regina estava deitada a sua frente, velando o seu sono, a morena tinha um olhar doce e devotado, que a xerife jamais esperou que fosse ser dirigido a ela um dia. – Bom dia. – A rainha sussurrou em uma voz rouca. Emma não conseguiu se impedir de colocar um sorriso bobo no rosto, ela se pegou avaliando cada traço do rosto da mulher a sua frente, parecia ter sido esculpida pelo mais talentoso dos artistas. Definitivamente era uma deusa, mas a tentava como uma diabinha. Sorriu de novo com o pensamento.
– Bom dia. – disse se inclinando para dar um selinho em Regina. A conversa da noite anterior tinha sido no mínimo intensa, mas tudo com Regina sempre fora assim. Por um lado Emma estava feliz por ter exposto tudo o que sentia, mas por outra estava com medo de ter magoado a morena de alguma forma. A ultima coisa que queria era fazer Regina sofrer. – Ontem eu... – começou, mas logo foi interrompida.
– Emma, eu entendi. Não se preocupe, vamos só deixar as coisas acontecerem, ok? – Regina tinha se sentido pisando em ovos com a loira nos últimos dias, a noite de ontem não tinha terminado bem como ela imaginava, mas era uma resolução de qualquer modo.
– Ok. – Emma assentiu. — Eu... gostei de dormir aqui com você. – disse timidamente.
Regina sorriu sobre como as coisas realmente tinham mudado. – Tão diferente. – ela murmurou mais pra ela mesma do que pra Emma.
– Você gostava mais de mim antes não é?
– Emma, eu amo você. – Regina disse cada palavra devagar. – Em qualquer versão sua. É só engraçado pra mim, ver você toda... hum... tímida. Vamos combinar que não é o estilo nem da Emma de antes, nem da Emma de NY.
– Bom, a Emma de antes nunca ficou assim tão próxima de você. E também nunca quis te beijar tanto quanto eu quero agora. E eu só não sei como agir... é estranho... eu fico meio que nervosa... – Se sentia uma boba por falar essas coisas, mas era verdade. E queria deixar tudo bem claro entre elas.
Regina não disse nada, apenas se inclinou e a beijou, devagar, com calma, como se fosse a primeira vez que seus lábios se tocavam. A loira logo puxou o corpo da morena sobre o seu, deixando suas mãos se deliciarem por cada curva dele. A rainha foi pega de surpresa com isso, mas nem passou por sua cabeça protestar. O beijo foi se aprofundando cada vez mais ao ponto de que Regina não sabia mais ate onde a xerife queria levar.
– Em... – Ela disse encontrando o olhar da loira. – se você quer ir com calma, acho melhor a gente parar por aqui.
A loira ignorou o comentário e alcançou os lábios na morena com os seus em um beijo rápido e depois voltou a encará-la, Regina conhecia bem aquele olhar de desejo. Emma tomou o lábio inferior da morena e o mordeu levemente, aquilo era uma provocação que a rainha não podia ignorar.
– Você está brincando com fogo garota. – Disse voltando a beijá-la, ao tempo que tirava as mãos da loira de sua cintura e as prendia contra a cama. Sentia falta disso, de poder tocar a loira sem medo, sem reservas. Seus beijos foram descendo pelo pescoço de Emma, que ofegava baixinho a cada toque. Como não houve protestos Regina se permitiu avançar em seus desejos, precisa sentir a pele da loira contra a dela. Habilmente abiu os botões do pijama de Emma, o que deixou os seios da xerife a mostra. Os olhos castanhos queimavam como fogo com a visão, tudo em Emma era convidativo e a rainha queria prova de tudo. Ela traçou com a ponta da língua o contorno do seio da loira e em seguida passou a sugá-lo, enquanto sua massageava o outro.
– Regi... na... – Emma arfou, a morena sabia o que estava fazendo. Seus lábios quentes a consumiam como se fosse o mais delicioso fruto. A loira sabia bem que tinha passados dos limites que havia imposto a si mesma, mas naquela hora calma não passava nem perto de ser uma opção.
Regina agora beijava e mordiscava o abdômen definido da loira, suas mãos já estavam entre as pernas dela, afastando-as e deslizando a calcinha de Emma, para abrir caminho ate o seu objeto de desejo. Ela ergueu seu olhar por um segundo e encontrou o da loira, dando-lhe uma ultima chance caso quisesse desistir.
– Por favor... – Emma gemeu em suplica, desejava Regina, mais do que isso, precisava dela. Então a rainha não se conteve mais, seus lábios alcançaram o sexo da loira com voracidade e desejo, sua a língua a provocava como uma previa do que estava por vir. – Ahhh... – as mãos de Emma estavam cravadas no colchão, para ela era tudo que ainda a mantia nesse plano, pois os lábios da rainha pareciam querer levá-la a outro mundo.
Regina era pura luxuria, ela tomou o clitóris da loira entre os lábios, chupando-o com desejo. Emma se contorceu na cama erguendo seu quadril em resposta. A rainha tomou isso como um incentivo e colocou mais pressão em sua língua, segundos antes de deixar seus dedos invadirem a xerife. A loira soltou um gemido agoniado de prazer.
Entre ser chupada e sentir a morena penetrando-a, Emma quase não conseguia respirar, seu corpo inteiro queimava por essa ânsia de ter mais e da rainha. Ela levou suas mãos aos cabelos de Regina em uma indicação de toda essa vontade que tinha dela. Regina a estocava agora com um desejo quase enfurecido, como se quisesse dizer que Emma era dela, só dela.
Uma explosão de sensações tomou conta da loira quando o orgasmo a atingiu. Foi como uma descarga elétrica que percorreu todo o seu corpo, a sensação inteira sendo prolongada, pois os lábios de Regina nunca deixaram o seu sexo. Por deus a mulher só podia querer matá-la de tanto prazer. – Amor... – Emma gemeu como um aviso de que se Regina continuasse ela não ia suportar. Mas a rainha não se importou, tudo que queria era saciar seu desejo de sua Emma. Ela lambia o sexo da loira agora sentindo o seu gosto, podia sentir claramente o órgão sensível latejando por conta de todo o prazer, mas ainda assim queria mais. Passou então a dar leves estocadas com a ponta de sua língua o que fez Emma estremecer novamente. O corpo da loira já sentia aquela sensação deliciosa se concentrar em seu ventre e não demorou muito para se alastrar por todo o corpo, quando a xerife gozou novamente.
Regina deitou a lado da loira com um sorriso satisfeito no rosto, seus lábios ainda tinham o gosto dela. Ela encarou Emma que a observava com uma mistura de divertimento e curiosidade.
– Isso foi... um bom jeito de começar o dia. – A loira disse sorrindo e então puxou Regina para beijá-la, agora sem mais nenhum medo. Estava mesmo completa e perdidamente apaixonada, não havia escapatória. Regina era sua perdição e ao mesmo tempo era seu único caminho.
– Como é bom ter você de volta. – Regina não escondeu seu tom emocionado. – Você não sabe o quanto senti falta de você, do seu cheio, da sua pele, desse seu gemidinho rouco... – Regina não conteve a risada, pois Emma estava ficando vermelha com aquilo. – Você é perfeita, sabia? – disse encarando aqueles perfeitos olhos verdes que sempre pareciam esconder tanta coisa, mas que naquele momento transpareciam tudo que Regina sempre quis ver neles. Amor. E só então ela se deu conta de que amava a loira mesmo antes de NY, mesmo quando brigavam, mesmo quando ela era só a irritante, e estonteantemente linda, outra mãe de seu filho. – Eu te amo tanto, Emma, tanto... – uma lagrima correu o rosto de Regina e então todas as duvida, medos e o que quer que impedisse Emma de se entregar verdadeiramente a ela se desfez. A salvadora sabia que seu coração pertencia a Regina, assim como o dela pertencia a si.
– Eu também te amo... me desculpe por todo o drama. – Emma sorriu.
– Eu esperaria por você a eternidade se fosse preciso. – Regina disse voltando a beija a xerife. Tudo finalmente parecia estar em seu lugar. Emma finalmente se sentia em casa. Regina era sua casa.
A loira se afastou, deitando na cama e encarando o tento e então começou a sorrir. – O que foi? – A rainha disse com curiosidade.
– Nada, só estou pensando em como vou explicar isso pra minha mãe. — Regina não conseguiu se impedir de sorrir também. É, seria no mínimo interessante. As duas sorriram como duas bobas uma pra outra. O que posso dizer? O amor é mesmo bobo.
A risada das duas logo foi interrompida pela oscilação das luzes no apartamento, por alguns segundos a terra tremeu com em um pequeno terremoto. Regina levantou rapidamente da cama verificando na janela que tudo mais estava bem, tudo corria normalmente la embaixo. Aparentemente só as duas tinham sentindo aquilo, então sem saber como, ela soube que Storybrooke estava de volta. Alguem tinha lançado uma nova maldição.
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