You are my home
12 Capítulo 12
Notas iniciais
– Você não pode fazer isso. – Emma disse com desespero na voz.
– Eu tenho que fazer, Emma. Se eles foram amaldiçoados eu tenho que fazer alguma coisa, tenho que salvá-los.
– Eu sei que tem, amor. – Emma tomou o rosto de Regina em suas mãos. – mas não tem que fazer isso sozinha. São meus pais que estão lá. Eu vou com você.
– Não! Eu não sei quem fez isso, mas só pode ser alguém muito poderoso, porque não só lançou a maldição, mas a refez, porque eu tinha a destruído.
– E é exatamente por isso que eu não posso te deixar ir lá sozinha. Se alguma coisa te acontecer eu... – Emma nem conseguiu terminar a frase.
– Mas eu não quero você em perigo também.
– Temos um problema então, porque você não vai sem mim.
– Você sabe muito bem que eu poderia simplesmente desaparecer daqui e ir sem você.
– Mas você não vai, porque eu estou te pedindo. Por favor, deixe alguém cuidar de você uma vez na vida. Eu te amo, você não entende isso? Não posso te perder, não logo agora que finalmente estamos bem.
– Emma...
– Eu sei que não é bem a aventura amorosa que tínhamos em mente, mas pelo menos estaremos juntas. – A loira encaixou suas mãos nas da morena. – E você sabe que juntas somos mais fortes. – levou a mão de Regina aos lábios e a beijou.
– Mas alguém precisa ficar com Henry... não podemos levá-lo é perigoso demais.
– Não vamos levá-lo. Ele vai ficar. Com a única pessoa que eu já confiei nessa vida.
– Emma, não vou deixar meu filho com um estranho.
– Não é um estranho, Marie é a única que um dia eu pude considerar como uma mãe.
– Quem é ela?
– Ela foi a ultima pessoa com quem eu fiquei enquanto ainda estava no sistema, eu estava em uma época, digamos, rebelde, mas ela nunca desistiu de mim. Cuidou de mim ate o governo decidir que eu já era bem grandinha pra me virar sozinha. Então eu a deixei, porque... bom, eu não gostava de me apegar.
– Você acha que ela vai querer cuidar de Henry?
– Ela vai amar o garoto. O problema vai ser convencê-lo a ficar.
Como Emma previu não foi nada fácil fazer Henry entender que o melhor era ele ficar NY seguro. Por fim o garoto não teve opção a não ser aceitar.
***
A viagem ate o Maine foi silenciosa, as duas estavam cheias de preocupação e um pouco de medo do que iriam encontrar. Estavam apostando que a cidade estaria no mesmo lugar, mas não tinham certeza alguma. Regina não conseguiu conter o pressentimento ruim que fazia seu estomago se revirar. Emma não conseguia conter a ansiedade de rever seus pais.
– Como exatamente acabamos com um carro de aluguel quase igual ao seu? – Regina disse encarando o fusca amarelo na porta do aeroporto.
– Bom, foi assim que eu entrei lá da ultima vez, achei que seria apropriado. – Emma sorriu.
– E se eu me recusar a entrar nessa lata velha da morte? – Desafiou Regina.
Emma não conteve uma gargalhada. – Vejam só quem continua uma rainha esnobe.
– Emma...
– Ah, por favor. – Emma pegou a rainha pela cintura e fez beicinho pra ela. – por mim.
Regina sacudiu a cabeça negativamente e sorriu. – O que você esta fazendo comigo, Swan? Está me deixando mole. Vamos, vamos entrar logo nessa lata velha.
Emma deu um sorriso enorme e deu a volta no carro, abrindo a porta para Regina. – Rainha. – fez um gesto pomposo com a mão indicando que ela entrasse. Regina começou a entrar, mas antes voltou e plantou um beijo nos lábios da loira.
– E isso foi por que? – Emma ergueu a sobrancelha.
– Por voltar a ser boba como antes.
– E você gosta disso é? Bom saber.
A viagem ate Storybrooke seria um pouco longa. Mas Emma achou que o tempo seria bem vindo para ela passar conhecendo Regina melhor. – Mas porque tantas perguntas? – A morena encarou a loira. Aparentemente não estava interessada em falar sobre seu passado.
– Eu só... bom, quero conhecer sua historia.
– Você conhece minha historia, todo mundo conhece, eu era a rainha má.
– Não, você não era só isso, você nunca poderia ser só isso.
– Emma... – Regina tentou acalmar sua voz. – eu não quero falar sobre o meu passado, eu fiz coisas ruins, sei que você sabe disso, mas... se você souber exatamente tudo que eu fiz, tenho medo de que... bom, me veja como eu realmente sou.
– Eu já te vejo como realmente é Regina. – Emma disse mantendo os olhos na estrada. – Você é alguém que sofreu muito e por isso acabou fazendo algumas escolhas erradas, mas que no final escolheu o bem...
– Isso não justifica nada do que eu fiz.
– Sei que não, mas... você esta se redimindo. Esta fazendo isso agora mesmo. Você está voltando por todos, para salvá-los. Você não tinha obrigação nenhuma de fazer isso, mas você nem pensou duas vezes antes de decidir que iria ate Storybrooke para ajudar. Essa é a pessoa que você é agora. Foi por essa pessoa que eu me apaixonei. E não pense por um segundo que estou ignorando o seu passado... porque eu estou bem ciente dele, mas isso não muda nada, meu coração escolheu você, entenda isso. Não precisa ter medo de me dizer qualquer coisa... eu não vou embora. – Emma colocou a mão sobre a perna de Regina e se permitiu desviar a atenção da direção por um segundo. Quando ela encontrou os intensos olhos castanhos eles estavam cheios de lagrimas lutando para saírem.
– Emma... como eu posso ter tanta sorte assim de ter você?
– É, você é sortuda mesmo, alguém como eu não é fácil de conseguir. – Emma brincou, fazendo Regina sorrir. A rainha se aconchegou no ombro da loira, que a acolheu com um dos braços. – Você está cansada, quer que a gente pare em algum lugar pra dormir?
– Não, eu ainda aguento um tempo. Se você não estiver cansada claro.
– Eu estou bem.
Por um tempo tudo que se ouviu foi o som baixo da musica que tocava no radio “how long will I love you”. Regina sorriu pelo quanto a musica era apropriada. Naquele momento ela se sentiu em paz, mesmo que estivesse indo para um destino desconhecido, naquele pequeno intervalo ela pôde sentir o que realmente era um final feliz. Um final feliz não era um ultimo momento, era só o começo de tudo. – Eu gostava de andar a cavalo. – Disse a Emma se referindo ao seu passado. Permitiria que a loira a conhecesse por completo. – Era a coisa que eu mais gostava de fazer.
– Isso não parece muito apropriado para uma princesa. – Emma sorriu. Sabia que era um grande passo para Regina começar a falar de seu passado.
– Nem me fale, minha mãe sempre dizia que eu cavalgava como um garoto. Isso a deixava completamente louca. Mas era o único momento que eu me sentia livre.
– Sua mãe, ela...
– Ela pegava pesado comigo, queria que eu tivesse uma vida que ela sonhou pra ela, mas eu não queria isso. Tinha outros planos, estava apaixonada. – Emma se moveu inconfortável ao ouvir isso, uma pontada de ciúmes se abatendo sobre ela. Já tinha ouvido falar sobre o noivo de Regina antes, mas agora era diferente.
– Você o amava muito não é?
– Mais do que tudo. – Regina se virou para encarar Emma. A loira tinha a mandíbula tensionada como se sentisse uma dor física. – Você está com ciúmes do meu primeiro namorado, miss Swan? – Disse com divertimento.
– Não, eu... não... – Emma se embaralhou nas palavras. A verdade é que não suportava a ideia de outro alguém ter tido o coração de Regina.
Regina sorriu e plantou um beijo na bochecha da loira. – Você fica linda com ciúmes sabia? – então voltou a se acomodar no ombro de Emma.
***
– Nosso quarto. – Emma disse encarando o pequeno quarto de hotel.
– Por que só temos uma cama e tão pequena? – Regina franziu a testa.
– Era o único quarto disponível. Alem disso, vai ser bom. – A xerife deu seu melhor sorriso cafajeste. Definitivamente a loira tinha retomado os antigos hábitos, pensou Regina.
– Vai é? – Regina ergueu a sobrancelha.
– Com toda certeza. – Emma disse puxando a morena pela cintura e colando seu corpo ao dela.
– Emma querida, eu preciso de um banho.
– Ótimo, eu também. – Emma disse sem se abalar.
As duas andaram ate o chuveiro sem se desgrudar, se afastando só o suficiente para ir deixando as peças de roupa pelo caminho. A água só deixava o corpo de Regina mais convidativo aos olhos de Emma. Ela virou a morena de costas, beijando e mordendo levemente sua nuca, enquanto suas mãos se encaixavam perfeitamente nos seios dela, massageando-os. – Emma... – Regina gemeu com o toque da loira e tencionou seu quadril pra trás, podia sentir claramente todo o corpo da xerife colado ao seu.
Emma deixou uma de suas mãos correr pelo corpo da morena, nada no mundo podia se comparar a deliciosa sensação de tocá-la. Ela deslizou uma de suas pernas entre as de Regina afastando-as, ao tempo que sua mão alcançou o sexo da rainha, apalpando-o, provocando-o. – Como eu posso desejar tanto assim você? – disse contra orelha, da mulher que era sua perdição. Beijou o pescoço da morena enquanto seus toques ficavam cada vez mais intensos, quase possessivos, como se estivesse reclamando Regina só para ela.
A rainha estava quase dominada pela xerife, mas não se entregaria fácil assim, em um movimento rápido, ela se libertou do toque da loira e se virou para ficar de frente para ela. Passou seus braços em volta do pescoço de Emma e beijou, seus lábios tomando posse dos da loira, entre chupadas e leves mordidas.
Emma recostou sua testa contra a de Regina, a respiração das duas completamente ofegantes por causa do beijo. – Você é estonteante... – A loira sussurrou se deixando arrebatar pela beleza que era corpo da morena, completamente molhado, diante dela. A xerife pegou a rainha pelas pernas e a ergueu, fazendo-a envolver sua cintura e então a pressionou contra a parede. – E minha... – Acrescentou em um tom serio, encarando diretamente os olhos castanhos a sua frente.
Regina se divertia com o modo possessivo como a loira agia, mas decidiu provocá-la. – Sua é? – ergueu a sobrancelha em desafio.
– É! Minha! – Emma reinteirou e tomou os lábios delas com os seus em beijo molhado, carregado de desejo. – Diga que é... – Ofegou com os lábios há apenas milímetros dos da sua amada.
– Vai ter que fazer melhor que isso, Swan. – Provocou Regina, mais uma vez.
Emma sorriu com divertimento, tinha seu corpo exatamente entre as pernas da morena, então passou a movimentar seu quadril contra ela, forçando seu sexo em direção ao de Regina. Seus corpos estavam completamente molhados, o que deixava, com que se arrastassem facilmente um contra o outro. A rainha podia sentir cada centímetro da pele da loira contra a sua. Seus seios e ventre se esfregando um contra o outro, proporcionando aquele sentimento de que estavam em chamas, mesmo estando sob a água.
– Emma... – Regina gemeu alto o nome da xerife e jogou sua cabeça para trás, seus lábios entre abertos em uma respiração cortada. Emma se aproveitou disso para se apoderar do pescoço da rainha, mordendo, chupando, beijando. – amor, por favor... – a rainha tinha um tom de suplica, precisava de Emma dentro dela.
– Diga que é minha, só minha... – A xerife não tinha desistido de sua imposição.
– Sou sua... só sua... – A morena arfou a frase e logo sentiu o toque de Emma a invadir. A loira a estocava a medida que remexia seu quadril, esfregando seu corpo contra o da morena em um ritmo ensandecido. Logo Regina também sincronizou seus movimentos com os dela, a rainha se apoiava contra a parede enquanto rebolava ao ritmo das estocadas da xerife. O som de gemidos e corpos se chocando tomou conta do ambiente. Por um segundo todas as preocupações foram deixadas de lado e só existiu o desejo e o amor entre elas.
Não demorou muito para que a morena chegasse ao seu orgasmo, sentindo seu corpo inteiro se entregar aquele prazer e ser acolhida pelos braços de sua xerife.
***
– Amor? – Emma disse deitando de conchinha com a rainha na cama oportunamente estreita. – Quando chegarmos em casa eu não quero mentir, sei que eles não vão se lembrar de nós, mas quero que saibam que estamos juntas.
– Você tem certeza? Quando quebramos a nova maldição eles vão manter as memórias dessa nova vida também, assim como foi da ultima vez.
– Eu sei. Mas eu quero mesmo que eles se lembrem, que saibam que estou com você e que é o amor da minha vida.
– Emma... – Regina se virou para encarar a loira. – você nunca para de me surpreender.
– E você se surpreende por que querer gritar pro mundo todo que te amo?
– Bom, sim. – Regina tinha um sorriso torto no rosto.
– Eu te amo... e acho que nem precisaria contar pra alguém isso, porque qualquer idiota pode ver que eu não consigo tirar meus olhos de você. Mas ainda assim, eu gritaria pro muito inteiro com muito orgulho que você é minha mulher e que eu sou a sua.
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