Notas iniciais
Capitulo fresquinho e cheio de revelações. Espero que gostem *-*

– Essa é uma péssima ideia! – Regina disse já perdendo a paciência.

– Não, não é e você sabe disso.

– Você me prometeu que não ia se aproximar dela. Vai quebrar sua promessa?

– Eu não... olha, você vai saber que eu estou apenas fingindo.

– Ela não vai deixar você e aproximar dela, Emma. Não agora que sabe que você é minha namorada. Não depois de tudo que eu disse a ela.

– É, você realmente tirou nosso elemento surpresa.

– Não acho que faça diferença. Sinto que ela sabe muito bem quem eu sou. E eu não gosto de estar em desvantagem, porque não faço a mínima ideia de onde ela veio.

– Ai entra meu plano, vou conseguir todas as informações que preciso pra gente.

– Ela não vai te contar nada, ela sabe que você está comigo.

– E se não estivermos mais juntas?

– Você só pode estar brincando.

– Bom, só de fingimento. Nós podemos, sei la, brigar e terminar e todo mundo fica sabendo, inclusive a Elphaba.

– Emma...

– Por favor, é o nosso melhor plano. Alias, nosso único plano.

– E o que vai dizer a ela se ela perguntar porque está se aproximando dela? Porque a essa altura ela já sabe muito bem que é você. Ou talvez ate já soubesse antes.

– Vou dizer que sei sobre a maldição e se ela desconfiar do meu interesse por ela, digo é porque quero que ela me ajude com os meus pais. Que os tire da maldição.

– Você já pensou em tudo não é? – Regina deixou os ombros caírem, de repente se sentindo muito cansada de tudo aquilo.

– Amor... – Emma sentou ao lado de Regina e passou o braço em volta dela. – é a nossa melhor chance. Você não quer acabar logo com isso para que possamos viver nossas vidas em paz?

– Eu quero... mas não ao custo de ter que ficar longe de você.

– Não vamos ficar longe. Nós só... bom, vamos namorar escondidas. – A loira tentou soar animada. – Vai ser divertido.

A rainha encarou a xerife por um longo tempo, ate que por fim rompeu o silencio. – Tudo bem. Vamos fazer isso.

– Otimo.

***

Regina não conseguiu conter suas lágrimas, sabia que a briga com Emma era tudo uma mentira, mas ainda assim toda aquela situação estava partindo seu coração. Ela saiu apressada do Grannys deixando pra trás a mulher que amava, e seguiu andando sem rumo pela cidade, precisava se acalmar, precisava fazer seu coração entender que era tudo por uma boa causa. Quando se deu conta já estava perto do cais, andou ate um dos bancos e sentou, sentindo a brisa do mar contra o seu rosto, secando finalmente suas lagrimas.

– Você está bem? – A pergunta pegou Regina de surpresa, ela ergueu o olhar para encarar Robin. Definitivamente não precisava daquilo agora. Pensou.

– Eu estou... – Paraou se lembrando que tinha visto o homem no Grannys durante sua encenação de briga com Emma. – espera, você me seguiu?

– Bom, sim... – disse desconfiado. – Ruby não sabia o que fazer quando viu você e Emma brigando, ela queria ir atrás da duas, mas não podia e como Emma ficou la ela decidiu confortá-la e me pediu pra que cuidasse de você.

– Ela não devia ter feito isso. Você nem me conhece...

– Isso faz diferença? Eu estou aqui porque quero ajudar, isso não basta?

– Me desculpe... eu só...

– Está nervosa. – Completou. – Eu posso? – disse pedindo permissão para sentar.

– Claro.

– Sabe, as vezes parece que essa cidade rouba os finais felizes de todo mundo.

Regina o encarou com surpresa diante do comentário. Por um segundo se sentiu culpada, porque ela era o final feliz dele, se não tivesse sido covarde tudo estaria tão diferente agora. – Por que diz isso?

– Eu não sei, só parece que ninguém consegue ser feliz aqui. Você e sua namorada eram as únicas felizes e isso não durou muito depois que botaram os pés aqui.

– É, faz sentido. Mas... as vezes parece que as pessoas daqui desitiram de lutar por sua felicidade.

– Bom, quando a vida te dá tanta coisa ruim como deu pra maioria dos que vivem aqui, você começa a perder a única coisa que te dá forças pra lutar. A esperança.

– Isso é horrível... – A maldição de Elphaba era mil vezes pior do que a de Regina, ela atormentava as pessoas, as deixava fracas diante de seu próprio sofrimento. – E você, qual a sua historia? – Regina perguntou com quase medo da resposta.

– Eu... você não vai querer saber.

– Por favor. – A rainha colocou a mão sobre a mão do arqueiro.

– É tão ruim que chega a ser um absurdo. Eu simplesmente perdi tudo. – O homem contava a historia com apatia, o que deixava claro que não havia um pingo de esperança em suas palavras. – Minha mulher estava grávida e no parto ela não... resistiu. Os médicos conseguiram salvar meu filho, mas ele é mantido vivo por aparelhos... está em um coma induzido desde que nasceu. Muitos já me disseram que eu deveria deixá-lo partir. Mas eu simplesmente não consigo... – Uma lagrima silenciosa correu o rosto de Robin.

– Você está certo em não desistir. – Regina disse secando gentilmente a lagrima no rosto do homem a sua frente. – Não se deve desistir da família. Nunca, por mais que as chances sejam poucas.

– Você acha que um dia ele vai acordar?

– Só se você tiver esperança.

***

– Você devia ir atrás dela. – Ruby aconselhou.

– Não, pra mim acabou. Fui uma ideia ruim desde o começo. Regina não essa pessoa boa que você pensa que ela é. – Emma disse cada palavra muito ciente de que Elphaba estava sentada há apenas algumas mesas de distancia.

– Bom, se é assim. – Ruby colocou uma chave sobre a mesa. – Suponho que vá querer um outro quarto.

– Eu vou. Obrigada.

– Conte comigo para o que precisar. – A loba disse se afastando.

– Problemas no paraíso? – A prefeita disse sentando a mesa de Emma sem cerimônias.

– Nunca foi o paraíso. Acho que você sabe muito bem disso.

– Esta me dizendo que nunca esteve apaixonada por Regina?

– Não sei, me diga você. Acha que eu poderia amar alguém que fez tanta coisa ruim contra os meus pais? Que os amaldiçoou.

– Não sei. Mas você não parece estar com raiva de mim. E eu fiz o mesmo. Por que não parece estar com raiva de mim, Emma?

– Por que eu tenho quase certeza de que eles não são o foco da sua raiva. São só um efeito colateral.

– Vejam só. A princesa é esperta. – A bruxa disse com divertimento.

– Mas eu não quero falar sobre ela, ou sobre maldições por agora. Eu só... bom, acho que é uma boa hora pra você me pagar aquela bebida, não acha?

– Com prazer. – Elphaba estampou um sorriso afetado em seu rosto. Já conseguia sentir o gostinho da vitoria.

***

– Obrigada por me acompanhar ate aqui... – Regina disse parando diante da pensão. – Obrigada por cuidar de mim.

– Bom, posso dizer que cuidamos um do outro. – Robin sorriu pra ela e colocou uma mecha do cabelo da rainha atrás de sua orelha. – As vezes é bom ter alguém que esteja lá por nós, só pra ouvir sabe.

– Eu sei. – Regina disse desviando o olhar. Os olhos azuis pareciam avaliar sua alma.

– Seria muito inapropriado se eu dissesse que poderia te beijar agora?

Regina fechou os olhos brevemente, uma expressão de dor e conflito passando por seu rosto. – Seria inapropriado. Eu...

– Você ainda a ama não é? – Robin a interrompeu. – Eu posso ver em seus olhos.

– Mais do que tudo.

O homem tomou o rosto delicado da rainha entre suas mãos. – Então tenha esperança, assim como você disse que eu deveria ter. Se é isso que você quer, se é ela que você ama, então não desista.

– Como pode dizer isso depois que acabou de dizer que queria me beijar?

– Eu não sei. É só que acho que algumas pessoas foram destinadas a outras... e infelizmente pra mim parece que você e Emma foram. Eu poderia tentar ficar com você, talvez ate te fizesse feliz, mas não seria a mesma coisa. Eu não feria você se sentir completa, não como ela faz.

Regina não sabia o que dizer, então apenas o abraçou. Sabia que ele tinha razão em cada palavra.

– Parece que nenhuma de vocês gosta de perder tempo não é? – A voz gélida de Elphaba soou atrás de Regina. Ela se virou para encontrar a bruxa de braços dados com Emma. Um frio cortante atravessou seu corpo, como se sua alma estivesse sendo arrancada dela naquele momento. Aquele definitivamente era um plano ruim. Muito ruim.

***

– Você é uma idiota irmãzinha. O que você não conseguiu fazer em meses, com todo tipo de ajuda, eu consegui em alguns dias. – Elphaba disse se servindo um drink.

– Elphaba... tem que me soltar daqui.

– Não, Alex, você não merece andar livre por ai. Não conseguiu fazer a simples tarefa de fazer a salvadora se apaixonar por você.

– Não me chame assim! – A mulher acorrentada rosnou.

– Tudo bem, Nessarose, se prefere assim.

– Você acha que ela está apaixonada por você? – Alex sorriu com desdém.

– Não ainda, mas vai. Emma é uma criatura interessante.

– Pensei que queria ela bem longe daqui, para que não quebrasse sua maldição. Por isso me mandou ate ela não foi?

– É, mas eu achei que Regina estaria inclusa na minha maldição. Mas ela deixou nosso mundo antes. Emma foi muito útil para trazê-la ate aqui.

– Tudo isso é por ela... por que? Você nem a conhece.

– Por que? – Elphaba sorriu com desdém. – Alex, você não sabe mesmo de nada não é? Inútil como sempre.

– Quem é ela? Quem é Regina? Por que você a odeia tanto. – Alex estava cansada de tanto mistério.

– Vamos apenas dizer que você não é minha única meia irmã. E diferente de você ela tomou tudo que deveria ter sido meu.

– Você é filha da rainha de copas. – O tom de espanto estava implícito na voz de Alex. Nunca soubera quem era a verdadeira mãe de sua irmã. – Ela... te abandonou. – Disse com claro divertimento. – Por isso você odeia Regina. Por isso amaldiçoou um reino inteiro só pra se vingar dela. Mas no final não adiantou de nada.

– Bom, mas vai adiantar, agora que ela está aqui, vou transformar a vida dela em um inferno. Tudo que ela tem vai ser meu. Começando por Emma.

– Elas podem ter brigado, mas elas se amam.

– Calada! – Elphaba deu um tapa na irmã. – Emma vai me amar, nem que seja a ultima coisa que eu faça.

Notas finais
1°Pra quem tanto perguntava da Alex, ai está ela. Pra quem não entendeu, Alex(Nessarose) é a bruxa má do leste a dona original dos sapatinhos da dorote, pelo menos foi esse o nome que eu achei pra ela na internet, mas vamos chamar ela mesmo de alex na fic, ok? 2°Eu não escrevi a cena da briga, porque to guardando essa emoção pro futuro haha então imaginem ai uma briga fake para o rompimento das duas. 3° Quanto as palavras do Robin pra Regina, foi o melhor caminho que achei pra levar o personagem, pq todos sabemos muito bem que poderia ter sido o amor da regina, mas dadas as circunstancias essa chance ficou pra tras, mas isso não quer dizer que ainda não sintam algo um pelo outro nem que seja uma amizade. 4° Quanto a Elphaba ser irmã da Regina, bem eu vi essa teoria em algum lugar e achei mais do que plausível, então adaptei para a fic. Então ela é filha da Cora com outro homem, que é pai tambem da Alex, o que faz com que Alex e Regina sejam meia irmãs da Elphaba, mas não uma da outra. 5° Sim, a Elphaba é completamente insana. To adorando escrever uma vilã insana haha 6° Espero que estejam gostando do desenrolar da historia. Sei que foi poca interação SQ no capitulo, mas prometo compensar no proximo. Enfim, ja falei demais, ate mais :*