Notas iniciais
Olá pessoas, como estão? Desculpem a demora, continuo empacada, cheia de coisa pra fazer e sem tempo, mas juro q mesmo que demore, sempre tirarei um tempinho pra atualizar minhas fics para vcs, ok? Vocês nunca ficarão sem AA, YWKM ou FYH, prometo. xoxo Nana

– Como foi na escola? — foi a primeira coisa que Damon perguntou quando entrei em seu quarto de hospital.

Lancei um largo sorriso para ele enquanto jogava minha mochila em qualquer canto.

– Foi ótimo! — respondi — Tirando as centenas de pessoas que vieram me perguntar de você, é claro. Eu não fazia ideia de que você era tão popular.

Ele deu de ombros, como se aquele fato não importasse.

Acho que não importava mesmo, já que ele não se lembrava de nada.

Aproximei-me mais dele e sentei ao seu lado.

– E você? — perguntei — Como foi seu dia sem mim?

Ele deu de ombros novamente.

– Entediante — disse. — O doutor Mikaelson fez mais exames e a sua tia ficou o tempo inteiro do meu lado. A parte boa foi quando ela começou a me contar histórias sobre você.

Encarei-o.

– O que ela disse? — perguntei assustada.

Passei a rezar aos seus e aos mares para que ela não tivesse dito nada constrangedor a meu respeito.

Damon riu da minha cara.

– Ela não disse nada de mais, princesa — garantiu.

– O que ela disse? — insisti.

Ele suspirou.

– Eu pedi que ela me contasse sobre você — explicou, — então ela me contou algumas coisas que você fazia comigo antigamente, como arrancar a cabeças dos meus brinquedos, colocar tinta azul na minha piscina, colocar creme depilador no meu shampoo... Esse tipo de coisa.

Então eu ri.

– Ela também te contou da vez em que você roubou minhas roupas no vestiário da escola e eu tive que desfilar pelos corredores de toalha?

Ele gargalhou.

– Ela deixou de fora essa parte.

A porta abriu atrás de mim e tia Jenna entrou devagar.

– Olá, Damon — ela disse. — Olá, Elena. Estou interrompendo alguma coisa?

Levantei e fui abraçá-la.

– Oi tia Jenna — falei. — Não está interrompendo nada, Damon só estava me contando as coisas que você disse para ele mais cedo.

Ela sorriu para mim e arqueou uma sobrancelha para ele.

– Achei que contar coisas do passado de vocês para ele ajudaria no processo de recuperar a memória — ela me explicou.

Retribui seu sorriso.

– Fez bem — falei. — Meredith disse que essas histórias ajudavam bastante.

Ela assentiu, seu sorriso diminuindo.

– Elena — disse, — será que posso conversar com você por um momento? A sós.

Encarei-a, me assustando por um momento.

– Fiz algo de errado?

Seu sorriso sumiu.

– Não sei — ela retrucou, — você fez?

Virei para Damon e forcei um sorriso para ele.

– Já volto — avisei.

Então saí do quarto com tia Jenna.

Ela cruzou os braços e me encarou com uma sobrancelha erguida.

– O que foi? — perguntei.

– Por que diabos Damon acha que é seu namorado? — ela retrucou.

E meu queixo caiu. Perdi completamente a habilidade de ter pensamentos coerentes e me esqueci de como minha boca funcionava.

– Elena — ela insistiu. — Responda.

– Você contou a verdade para ele? — consegui perguntar, temendo a resposta.

Ela suspirou audivelmente.

– Não — respondeu. — Achei que você devia ter um bom motivo para mentir, então eu não disse nada para ele.

Respirei aliviada.

– Graças a Deus — falei.

Tia Jenna voltou a arquear a sobrancelha.

– Porque você mentiu para ele sobre isso?

Respirei fundo e tentei explicar:

– Quando eu cheguei ao quarto para ver se Damon tinha melhorado, Meredith Fell estava com ele — comecei, — então ela me contou que Damon tinha perdido a memória. Ela havia feito alguma confusão, e ao explicar a Damon quem ele era, acabou dizendo que eu era namorada dele. Eu tentei explicar a verdade para ele depois disso, mas ele pediu que eu lhe contasse o que tinha acontecido e como ele tinha batido a cabeça. Eu tinha que ficar no quarto cuidando dele, por que o pai dele não parecia se importar nem um pouco com a saúde do filho, e eu acabei não tendo como explicar que era um engano, que eu não era namorada do Damon, e acabei me afundando mais na mentira.

Tia Jenna me encarou por algum tempo, absorvendo o que eu havia dito.

– Elena — ela disse por fim, — você tem que contar a verdade para ele.

– Eu sei — falei. — Mas eu não posso. Não agora.

– Porque não?

– Porque — tentei explicar, — Damon está começando agora o tratamento para recuperar a memória e eu sou a única ajudando ele. Eu e você. A família dele não parece se importar nem um pouco, tia. E se ele descobrir que eu menti, ele vai me odiar eternamente e eu não poderei mais ajudá-lo porque ele não vai mais me querer por perto.

Tia Jenna sorriu triste para mim.

– Não tem como você saber disso, querida — retrucou. — Ele pode não te “odiar eternamente”.

– Não quero arriscar.

Ela suspirou alto.

– E quando a memória dele voltar? — quis saber — Ele não vai te odiar do mesmo jeito?

Sorri para ela.

– Mas aí já terei ajudado ele — expliquei, — e não terá problema ele me odiar. Ele me odiou a vida inteira e eu sobrevivi. Só quero que ele recupere a memória.

Minha tia balançou a cabeça.

– Por que será que eu acho que isso vai dar errado? — perguntou, mais para si mesma.

– Não vai — garanti.

*****

– E a sua tia? — Damon perguntou quando voltei para o quarto.

Sorri para ele e em seguida me joguei ao seu lado, deitando esparramada na minúscula cama.

– Foi tomar um café — respondi, então me ajeitei melhor na cama, soltando um suspiro, aliviada. — Céus — falei, — eu não sabia que estava tão cansada.

Damon riu de mim, então pegou minha cabeça e a colocou deitada em seu colo, acariciando levemente meu cabelo.

Sorri satisfeita enquanto sentia todos meus músculos relaxando.

– Se quiser eu lhe faço uma massagem — Damon ofereceu.

– Assim está bom — sussurrei.

Mesmo sem olhar, eu sabia que ele estava sorrindo.

– O que sua tia queria? — ele perguntou depois de um tempo.

– Nada demais — respondi casualmente, dando de ombros para parecer autentico.

Ele parou de acariciar meu cabelo.

– Está mentindo — disse.

Abri os olhos e o encarei.

Damon parecia completamente sério.

Suspirei e me sentei.

– Ela apenas estava preocupada comigo — respondi. E não era mentira, depois da conversa do namoro, tia Jenna havia abordado esse assunto comigo. — Por que estou passando as noites aqui com você. E você sabe como são as tias, certo? E como eu não tenho pais, ela se responsabiliza em dobro.

Ele assentiu, parecendo estar pensativo.

– Ela havia mesmo me perguntado se havíamos feito alguma coisa no fim de semana — ele disse.

Encarei-o.

– Ela perguntou? — repeti — E o que você disse para ela?

Ele deu de ombros.

– A verdade — respondeu, — é claro.

– Que verdade? — insisti.

Damon riu do meu desespero.

– Que não fizemos nada, Elena — garantiu. — E que eu te respeito, e nunca faria nada com você sem o seu consentimento.

Respirei aliviada.

– Ótimo — falei.

Então Damon se aproximou e deu um pequeno beijo nos meus lábios.

Abri a boca para reclamar, mas ele me cortou.

– Beijos não contam, princesa.

E me beijou de novo.

Notas finais
Gostaram do capítulo? Escrevi com todo amor e carinho pra vcs, não esqueçam de comentar, ok? O que vcs acham q vai acontecer agora? Será q quando o Damon recuperar a memória ele vai odiar nossa Eleninha?? Tan tan taaaannnnn (batida de mistério). Me conte suas teorias. xoxo Nana