Notas iniciais
Heeeeeeeeeeyyy pessoaaaaass. Sinto muito. Devo uma explicação para vcs, eu sei, mas basicamente meu computador quebrou e foi consertado apenas agr. N tinha como eu postar capítulos sem o computador, mas ele voltou hj e a fic tb! Espero que gostem desse capítulo. E obgd de verdade aos comentários e as mensagens privadas que vcs me enviaram querendo saber das fics. Vcs são maravilhosas.

Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou apaixonado por você. Porque estou...

– Elena?

Apaixonado por você.

Apaixonado por você.

– Elena??

– Céus — murmurei. — Isso não pode estar acontecendo.

– Eu te fazer uma pergunta em sala e você obviamente não saber a resposta? — o Sr. Miller, meu professor de história caçoou e ouvi o barulho de risos de toda a sala. — Porque, sim, isso está acontecendo.

Levantei a cabeça, situando onde eu estava e saindo de meus devaneios.

– Perdão — murmurei ainda desnorteada. — O que disse?

Sr. Miller cruzou os braços e franziu o cenho para mim.

– Minha aula está te deixando entediada Srta. Gilbert? — perguntou.

– Sempre deixa — falei antes de conseguir me conter.

Mais risos ecoaram pela sala e eu desejei por um momento que o chão me engolisse. Qual era o meu problema? Eu nunca respondia um professor. Nunca.

Sr. Miller pareceu pensar o mesmo, pois seu cenho franzido se aprofundou e ele me olhou sem entender.

– Desculpa! — eu disse rápido. — Sinto muito mesmo...

Ele levantou uma mão como se pedisse para que eu me calasse.

– Srta. Gilbert — disse, — não sei o que você tem hoje, e não me interessa, mas peço para que saia da minha aula.

Meu queixo caiu.

– O que?

Ele soltou seu livro na mesa e me encarou com seus pequenos olhos de rato.

– Não admito que me ignorem em sala de aula, muito menos que depreciem a forma como eu ensino. Tenho que mostrar aos outros alunos o que acontece quando me desrespeitam — explicou. — Não é pessoal. Juro.

Juntei minhas coisas, contendo a vontade de bufar. Pela minha visão periférica eu podia ver que os outros alunos seguravam as risadas.

– Velho mal comido — resmunguei.

– O que disse? — Sr. Miller perguntou enquanto risadas curtas explodiam na sala.

Levantei meus olhos para ele e fingi um sorriso.

– Já estou indo — falei.

Então caminhei para fora da sala.

Obviamente eu não iria caminhar até a direção, eu estava um pouco insana hoje, mas ainda não havia perdido completamente a cabeça.

Fui até o banheiro feminino e lavei meu rosto, me perguntando o que diabos havia de errado comigo hoje.

Eu não era tão desconcentrada, eu não respondia aos professores, eu...

Damon não podia estar apaixonado por mim.

Céus. Ele não podia.

– Isso é tão errado — murmurei para meu reflexo no espelho. — Tão, tão errado.

Porque era tudo falso. E porque ninguém se apaixona por outra pessoa em menos de duas semanas. Era tão improvável que eu sabia que ele devia estar apenas confuso.

Então porque diabos eu sentia que estava à beira das lágrimas?

Peguei um papel toalha e sequei meu rosto molhado enquanto meus olhos ardiam perigosamente.

Eu não iria chorar. Mas eu queria chorar. Queria chorar por Damon ter perdido a memória. Queria chorar por sua família que era completamente terrível e que ele absolutamente não merecia. Queria chorar por seus sentimentos ilusórios. Queria chorar por estar o enganando. Queria chorar pelo rumo que isso iria tomar quando ele se lembrasse...

E eu queria chorar por mim, pelos meus próprios sentimentos confusos e a porcaria do fato de que imaginá-lo fora da minha vida era como me imaginar sem um pedaço do meu peito.

Então eu chorei, porque além de tudo isso, me dei conta que Damon havia se tornado tão importante para mim que se eu o perdesse, seria como perder os meus pais de novo. E isso seria completamente insuportável.

Limpei as lágrimas que insistiam em descer com fúria, então decidi que iria contar a verdade para Damon.

Eu não podia continuar me apegando a ele sabendo que no final eu iria me machucar. Talvez ele ficasse irritado, mas precisava saber... Eu precisava que ele soubesse.

Damon

Eu estava na aula de matemática, completamente perdido naquela matéria endemoniada quando as dores de cabeça começaram.

No começo eu ignorei, imaginando que era por causa do esforço que eu fazia para acompanhar a lógica do professor, mas então a dor aumentou o bastante para que eu passasse a gemer de dor.

Nunca havia sentido algo tão forte.

Abaixei minha cabeça, deitando-a sobre a mesa e tentei fingir que estava tudo bem enquanto esperava a dor passar.

Dei graças a deus pelo professor estar envolvido demais em sua explicação para me notar.

Imagens estranhas inundaram minha mente e fechei os olhos com força, tentando capturá-las apesar da dor que eu sentia.

Uma linda garotinha com grandes olhos cor de chocolate me encarou com raiva. Seus olhos brilhavam com lágrimas e eu me odiei por fazê-la chorar daquele jeito.

– Porque você fez isso? — ela perguntou, sua voz soando linda apesar do choro.

Lembro de ter pensado o quanto ela era bonita. Parecia uma princesa.

– Me desculpe — falei, com uma voz completamente infantil.

Uma lagrima escorreu pela sua bochecha e eu quis me chutar por ser tão desastrado.

– Mamãe me deu esse vestido — ela lamentou, olhando para o estrago que eu havia feito. — Agora ela vai ficar triste.

– É só suco de uva — tentei me redimir. — Acho que sai com água — então me aproximei dela. Minha nova vizinha. — Por favor, para de chorar. Podemos ir brincar se você quiser, quer brincar de bombeiro?

Então eu sorri para ela, realmente acreditando que se ela aceitasse brincar tudo estaria perdoado.

Ela me encarou com raiva, as lágrimas ainda emoldurando seu lindo rosto infantil.

– Não quero brincar com você. Você foi malvado comigo.

Então Elena saiu correndo para sua casa.

Pisquei os olhos, tentando me situar.

Mal pude conter um sorriso... Minhas memórias finalmente estavam voltando.

Notas finais
Espero que tenham gostado, de vdd. Desculpem qualquer erro. Me digam o que acharam! Se tiverem twitter me sigam: @bitemesmolder xoxoxo Nana