You Want Kiss Me

8 O Pai (Também Conhecido como "Monstro")


Alguém pigarreou atrás de mim, fazendo com que Damon me soltasse.

Saltei em pé e olhei para a porta... Onde Giuseppe Salvatore nos encarava com um misto de surpresa e interesse.

Limpei a garganta e lancei um sorriso nervoso para nosso visitante inesperado.

– Olá Sr. Salvatore — cumprimentei, minha voz saindo estranha por causa do choro.

O mesmo olhou-me de cima a baixo, me medindo... Vendo se eu era boa o suficiente para estar no mesmo ambiente que um Salvatore.

Meu dedo do meio pra ele.

Virei para Damon, que parecia completamente perdido com a cena que se seguia na sua frente.

– Damon — chamei, — esse é o seu pai. Giuseppe Salvatore.

Ele piscou para o pai, sem saber o que fazer a seguir.

– Hum... — murmurou incerto — Olá?

O Sr. Salvatore pareceu realmente frustrado com isso.

– Pare! — mandou com uma voz grave, fazendo com que eu saltasse para trás, assustada — Você acha que eu não sei o que você está fazendo sua criança mimada, mas eu sei!

Ele se aproximou do filho, que o encarava com os olhos arregalados.

– Ei — chamei, — você está assustando ele...

Seus olhos se viraram para mim e notei que ele tinha os olhos escuros... Diferente de seu filho, que parecia que tinha pequenas piscinas nos olhos, de tanto que eram azuis.

– E quem você acha que é? — Giuseppe Salvatore perguntou com desdém.

– Elena Gilbert — respondi educadamente, — sua vizinha...

– E minha namorada — Damon acrescentou, fazendo com que eu e seu pai nos virássemos pra ele. — E não me importa se você é meu pai ou o rei da Inglaterra — disse irritado, — não admitirei que a trate mal na minha frente.

Meu queixo caiu. O Sr. Salvatore travou a mandíbula.

– Admita — ele disse cerrando os dentes — que isso é tudo fingimento. Que não perdeu a memória coisa nenhuma. E talvez eu perdoe essa sua ofença,

marginal estúpido.

O encarei. Como ele podia tratar o próprio filho daquela forma? Chamá-lo desses nomes...

– Se eu soubesse — comentei — que o senhor era tão maluco, eu nunca teria te ligado.

– Não é óbvio que ele está fingindo? — perguntou.

Suspirei, cansada. Porque diabos eu tinha que lidar com aquilo tudo?

– O que é óbvio pra mim — retruquei, — é que você está perturbando um paciente, e se não parar, terei que chamar uma infermeira.

Ele riu de forma divertida.

– Eu sou o pai dele, o guardião legal... Não pode me expulsar daqui.

Minha vez de rir. Caminhei até a cama de Damon e apertei o botão que chamava uma infermeira.

– Vamos ver — desafiei.

A própria Meredith apareceu dez minutos depois.

– Algum problema? — perguntou olhando para mim e para Damon.

– Esse homem — apontei para o Sr. Salvatore, — está pertubando Damon, atrapalhando meu trabalho de cuidar dele.

Ela olhou pela primeira vez para o homem de terno no canto do quarto.

– Quem é o senhor? — quis saber.

Ele levantou o queixo.

– Giuseppe Salvatore — respondeu rudemente, — o pai do paciente.

– Será que pode se retirar, Sr. Salvatore? — Meredith pediu, fazendo com que ele a encarasse de queixo caído — Elena está cuidando de Damon Salvatore como eu instrui, e ele não pode passar por muita coisa nesse momento. Sua mente e seu corpo estão fracos, seria melhor se só ela ficasse com ele aqui dentro, obrigado.

Ele encarou a todos com raiva, mas quando seus olhos se focaram em mim, dei um passo para trás, tendo certeza de que ele me agrediria fisicamente.

– Aguardarei lá fora — ele disse friamente, acompanhando Meredith para fora do quarto.

Quando eles sumiram porta afora, Damon começou a rir atrás de mim.

Me virei para ele, o encarando com uma sobrancelha erguida.

Ele parou de rir um pouco.

– Desculpe — disse, — não é hora pra rir. Eu só achei essa situação engraçada.

Cruzei meus braços e projetei meu lábio inferior para frente, formando um biquinho involuntário.

– Não vejo o que houve de engraçado — reclamei, — seu pai quase me matou.

Ele riu mais, então, fazendo com que eu soltasse um gritinho de surpresa, seu braço me puchou, fazendo com que eu deitasse ao lado dele na cama do hospital.

– Eu não teria deixado um estranho te matar — ele murmurou próximo ao meu ouvido. — Porque é isso que ele é: Um estranho. E você é a única pessoa que eu confio o suficiente para ficar ao meu lado. Eu gosto de você, princesa.

Surpresa me invadiu. Uma surpresa tão grande que eu não conseguia me mexer.

Ah, meu Deus. O que foi que eu fiz?

Notas finais
Eleninha se afundando mais nessa história de namorada kkkkkk Gostaram? Ficou muito pequeno, né?