You Want Kiss Me
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Notas iniciais
Bjs da Nana.
xoxoxo
- Ele o que??!! — Caroline berrou.
Suspirei cansada.
- Ele perdeu a memória, Car — repeti. — Agora pode sair da minha frente?
Eu tive que sair do hospital para poder ir até a minha casa, pegar roupas, produtos para higiene e esse tipo de coisa, mas Caroline — que havia aparecido do nada e ficou me seguindo pela casa o tempo inteiro — agora bloqueava minha passagem, fazendo com que eu não pudesse sair mais da minha própria casa.
- Como isso aconteceu? — ela continuou, me ignorando completamente.
- Batendo a cabeça com força, é claro. Existe outro jeito de perder a memória?
Ela bufou.
- E porque tem que ficar lá no hospital com ele se o odeia? — perguntou.
Respirei fundo.
- Tenho que ficar, eu sou a namorada dele.
O queixo de Caroline caiu no chão, tamanha foi a surpresa que a atingiu.
Sorri satisfeita e aproveitei esse momento para passar por ela.
Livre!
- Namorada? — repetiu.
Mas eu não disse nada, caminhando em direção à mansão Salvatore, onde eu tentaria pegar algumas coisas para Damon.
Caroline continuava congelada atrás de mim, não fazendo nenhum movimento para me seguir.
Fui até meu vizinho, rezando aos deuses para não ter que dar de cara com o papai monstro novamente.
Uma jovem bonita abriu a porta quando eu bati e me mediu de cima a baixo.
- O que você quer? — perguntou de forma nada educada.
Mexi-me desconfortável.
- Eu vim buscar algumas coisas para levar para Damon no hospital.
Algo como um sorriso brincou em seus lábios.
- Você é Elena Gilbert.
Não era uma pergunta.
- Sou sim — falei, — e quem é você?
Porque a curiosidade ganha do bom-senso... E eu queria saber quem era a jovem bonita que estava na casa do meu falso namorado.
- Sou Emily Salvatore — respondeu, — prima adotiva do Damon, e você é a garota que fez meu tio ser expulso do hospital, certo?
Prima “adotiva”? Então, porque eu nunca tinha visto ela antes?
- Posso entrar? — perguntei ignorando seus comentários sobre mim — Tenho que pegar algumas coisas para Damon.
Ela deu um passo para trás, abrindo caminho para que eu entrasse.
Eu o fiz.
- Vou te levar até o quarto dele — ela disse de prontidão. A segui escadas acima, realmente grata por sua atitude. — Soube que ele perdeu a memória — comentou, — é verdade?
- É sim — respondi.
Eu estava grata, mas ainda não gostava dela o suficiente para que ela merecesse mais do que meia resposta.
- Meu tio acha que Damon está fingindo — continuou, — ele está furioso, então não traga Damon aqui para casa depois que ele tiver alta no hospital, ou é capaz de meu tio matá-lo, ok? Mas não diga para ninguém que eu te disse isso.
Encarei-a, um pouco surpresa.
- Matá-lo? — repeti.
- Sim — disse, — ele já fez isso antes, é só um castigo onde Damon para de receber dinheiro, água e comida. É realmente muito triste e dura até Damon pedir desculpas, ou algo assim.
Ofeguei. Ela estava brincando, não estava?
- Não vou trazê-lo para cá, então — garanti.
Ela sorriu feliz e saltitou até uma porta no final do corredor.
Deuses, que família estranha.
Ela abriu a porta para mim e disse:
- Esse é o quarto do Damon. Tem uma mala embaixo da cama, pegue as roupas pretas, ele gosta. O banheiro é ali — ela apontou para um canto qualquer do quarto — e tem travesseiros e cobertores limpos no guarda-roupa, fique a vontade. Quando sair, feche a porta. Tchau, Elena, cuide bem do meu primo.
E ela sumiu.
Realmente, essa família era muito estranha.
Olhei novamente para o quarto e senti o ar se esvaindo dos meus pulmões.
Era ali que o Damon dormia?
Não era como eu imaginava — não que eu imaginasse o quarto dele, eu... Ah, você entendeu! — Suas paredes brancas quase não eram vistas, por causa da quantidade de pôsteres que as tampava, eram pôsteres de filmes e séries realmente bons que eu, nem em um milhão de anos, imaginaria Damon assistindo. Sua cama era enorme, tal como sua televisão de plasma e... Ele tinha um Xbox! E milhares de jogos e... Livros?
Jesus Cristo. Tem livros na estante de Damon Salvatore.
Livros!
E realmente parecia que eles haviam sido utilizados.
Damon lendo! Algo que eu não poderia morrer sem ver.
Fui até a cama dele e peguei a mala do qual Emily havia falado, a abri sobre a cama e iniciei o árduo trabalho de decidir o que merecia ser levado para meu querido desmemoriado, e o que deveria ser deixado para trás.
Peguei roupas, produtos de higiene pessoal, sapatos... Livros que eu o faria ler e alguns filmes bons em sua coleção que eu queria assistir.
Quando eu fiquei satisfeita com meu trabalho, peguei minha mala e a dele e fui embora da mansão Salvatore.
Na verdade, quando eu pisei fora daquele lugar um alivio tão grande me atingiu, que eu...
- Elena?
Olhei para cima, sentido todo meu alívio indo embora e uma raiva descomunal substituí-lo.
- O que você está fazendo aqui? — perguntei, ácido puro deslizando por minha voz.
Stefan sorriu envergonhado, seu olhar firme vacilando por um momento.
- Eu vim me desculpar.
Apoiei melhor as malas em minhas mãos e o encarei.
- Já se desculpou — falei, — agora se me der licença...
Mas o imbecil se colocou na minha frente.
- Eu quero me explicar, Elena — insistiu.
Com um suspiro, soltei as malas e cruzei os braços.
- Estou ouvindo.
Seu olhar vacilou novamente, ele respirou fundo uma vez e passou a mão nos cabelos revoltos.
- Eu ia te levar ao baile — disse, — eu juro. Mas aconteceu uma coisa e eu...
- Que coisa? — interrompi.
Ele me avalizou por um momento, em seus olhos parecia que ele estava travando algum tipo de batalha consigo mesmo.
- Não posso te contar — disse por fim, fazendo com que minha fúria voltasse com força total.
Em um único impulso, ergui meu pé, chutando-o com força entre as pernas. Stefan caiu no chão, um grito de dor rasgando sua garganta enquanto ele colocava as mãos no local machucado.
- Se você tivesse dito a verdade desde o início — gritei, — se você tivesse me recusado, como eu sei que queria fazer, eu não teria isso até a biblioteca e eu não teria brigado com Damon, nenhuma alavanca seria puxada e nenhum aluno estaria no hospital nesse momento!
Stefan me olhou atordoado, como se não soubesse do que eu estava falando. Eu o ignorei, pegando novamente as malas e retomando meu caminho até o hospital, que ficava apenas a algumas quadras dali.
Céus, como eu já havia gostado desse cara?
Notas finais
Enfim, essas últimas semanas foram muito corridas pra mim, primeiro eu queimei meu computador, depois eu conheci esse cara perfeito que eu gosto de chamar de "meu pedacinho do Ian Somerhalder", ele concertou o computador pra mim, e a gente começou a "namorar", só q ele é um pouquinho mais velho q eu então eu tive q me preocupar com minha família e etc, ai eu me foquei nisso por um tempo (e por enquanto ta tudo dando certo, graças a Deus) só q quando eu pensei que ia poder voltar a escrever nas fics (pq quem lê as outras, sabe q estão paradas tbm) a escola me encheu de trabalho e etc. Mas eu vou tentar normalizar tudo aqui, prometo.
E n, eu nunca abandonaria nenhuma das fics, eu amo elas e amo vcs então n se preocupem.
P.s.: Obrigada para as lindas que me mandaram mensagens dizendo que amam as fics e implorando para que eu não parasse de escrever. Isso foi lindo e eu adoro vcs, obrigada de novo, de coração.
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