You Want Kiss Me

10 Como Esquecer o Tédio


Notas iniciais
Desculpem a demora... E o sumiço. De verdade.
Eu só estava ocupada... E com preguiça... E sem criatividade. Desculpem.
Mas aqui está! Espero que gostem.

Damon estava dormindo quando cheguei ao hospital.

Então fiz muito esforço para não acordá-lo, colocando sua mala ao lado de sua cama e arrumando o pequeno sofá que havia no canto do quarto para que ele ficasse menos desconfortável para que eu passasse a noite.

Eu estaria mentindo se dissesse que consegui tornar aquele sofá confortável, mas admito que fiz um bom trabalho.

Ou quase. Eu ainda iria acordar com as costas doendo, provavelmente.

Olhei para o relógio da parede e descobri que já passavam das onze horas, mas eu não me sentia nem um pouco sonolenta. Na verdade, estava muito acordada.

Meus olhos se voltaram novamente para Damon. Um sorriso malicioso se formando em meus lábios.

Aproximei-me de seu corpo adormecido, minha mão indo até seu peito e o sacudindo.

- Damon! — chamei — Acorda.

Continuei sacudindo ele.

- Céus — murmurei, — você morreu? Vamos, acor...

Damon rodeou meu braço e me puxou contra ele, fazendo com que um grito agudo saísse de minha garganta.

Ele me encostou contra seu peito e me olhou com olhos sonolentos.

- O que foi? — perguntou com a voz rouca.

Levantei as mãos e tentei afastá-lo. Sem sucesso, é claro.

- Estou entediada — resmunguei.

Ele riu e enfiou a cabeça em meus cabelos.

Senti seu peito inflando contra a minha mão e uma lufada de ar em meu ouvido, como se ele estivesse inalando meu cheiro. Um arrepio atravessou meu corpo e eu não sabia o que fazer.

Eu sabia que devia fingir ser sua namorada até que ele recuperasse a memória, em algum ponto daquela noite eu havia tomado essa decisão... Eu só não sabia ainda como eu faria isso... Ou qualquer outra coisa.

Eu estava completamente perdida com aquela situação.

- E o que você quer fazer? — ele perguntou baixinho em meu ouvido.

Olhei para ele sem entender. Será que ele havia lido meus pensamentos?

Então me lembrei do que eu havia dito sobre estar entediada... Devia ser isso.

- Podemos ver um filme — falei, — trouxe alguns da sua casa.

Damon me encarou, seus dedos brincando com meu braço, seu polegar fazendo pequenos movimentos circulares.

- Pode ser — concordou, — escolha um e coloque.

Ele deu um pequeno beijo em meus cabelos e me soltou, deixando que eu saísse da cama e fosse até sua mochila no chão.

Separei os filmes e li os títulos em voz alta, querendo que Damon escolhesse. Mas ele não tinha memória, o que significa que ele não se lembrava de nenhum filme.

Suspirando, peguei Star Trek e coloquei no DVD.

Antes de perder a memória ele havia falado algo sobre esse filme comigo, e eu queria devolver isso para ele.

Peguei o controle e me sentei no sofá, passando os trailers iniciais distraidamente.

- Elena — Damon chamou da cama, — o que você está fazendo?

Olhei para ele por um breve segundo antes de voltar minha atenção para a TV.

- Colocando o filme — respondi como se fosse óbvio.

- Isso eu percebi — retrucou, — o que eu quero saber é o que você está fazendo nesse sofá.

Voltei a encará-lo.

- Eu vou dormir nele.

- Por quê?

- Como assim “porque”? — perguntei.

Ele passou a mão no cabelo, o bagunçando.

- Porque vai dormir no sofá quando pode dormir na cama comigo? — retrucou — É muito mais confortável e... — compreensão atingiu seus olhos, fazendo com que ele se interrompesse — Ah.

O observei com curiosidade.

- “Ah” o que? — quis saber.

- Nós ainda não chegamos naquele nível da relação, certo?

- Que nível? — perguntei, um pouco perdida.

- Sexo.

Senti meu rosto esquentando, me fazendo corar com todos os tons de vermelho possíveis.

Damon me analisou por um momento, então assentiu com a cabeça, como se aquela fosse a única resposta que precisava.

- Pela sua reação — disse, — acredito que nem sequer conversamos sobre esse assunto ainda. Desculpe por te deixar constrangida, princesa. Pode deitar aqui comigo, prometo não te atacar durante o filme.

Levantei os olhos, olhando diretamente para ele.

- Porque não? — falei devagar, perguntando tanto para ele quanto para mim mesma.

Levantei do sofá e me sentei ao lado dele, pulando o último trailer com o controle e colocando diretamente no menu do filme.

- Não é para me atacar — falei firmemente, enquanto o filme começava na pequena tela do quarto de hospital.

Notas finais
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