You Want Kiss Me
11 Distração
Notas iniciais
Resumindo: Falta de internet. Falta de inspiração. Escola e academia.
kkkkkkkkk é isso.
Tudo questão de organizar meu tempo.
O quarto estava escuro. Havia um bom filme rodando na minha frente e eu estava em uma cama de hospital — muito pequena, por sinal — com um garoto.
E não qualquer garoto. O garoto que até pouco tempo atrás era o que eu mais odiava no mundo, e agora ele era meu namorado.
E essa nem era a parte ruim.
A parte ruim era que, apesar de eu ter deixado bem claro que eu não queria que ele me atacasse durante o filme, eu me pegava constantemente imaginando porque ele ainda não havia tentado nada, já que eu estava quase grudada nele naquela cama malditamente apertada.
Céus, talvez eu fosse muito feia e nenhum pouco desejável.
Ou Damon fosse gay.
Ou ele sem memória fosse incrivelmente respeitador...
Não. Eu devia ser feia mesmo.
- Esse filme parece ser familiar — ele comentou de repente perto do meu ouvido, me tirando dos meus devaneios.
- Talvez seja porque você já o assistiu — falei. — Isso é bom. Talvez sua memória esteja voltando.
Damon soltou um suspiro, sua mão se erguendo até meu cabelo, onde ele tirou uma pequena mecha da frente dos meus olhos.
- Eu espero, princesa.
Um arrepio estranho tomou posse de meu corpo, fazendo com que eu encarasse Damon.
A luz da tela refletia em seus olhos azuis, transformando eles em um lindo e estranho tom cinzento, beirando ao prateado. Um pequeno sorriso malicioso saltou de seus lábios, fazendo com que eu olhasse para esse ponto também.
- Você disse para eu não atacá-la — provocou, — mas você está me olhando como se fosse me atacar.
Vermelho inundou minhas bochechas e eu desviei o olhar, ficando envergonhada.
Damon riu e esticou o braço, erguendo o controle remoto e pausando o filme.
- O que você está fazendo? — perguntei.
Ele colocou o controle de lado e se ergueu, de forma que tornava impossível eu fugir da cama.
- Quebrando minha promessa — respondeu. — Sinto muito, princesa. Não consigo me controlar, você é bonita demais.
Ok, lá se vai a minha teoria de feiura e de eu ser indesejável.
Prendi minha respiração.
- Damon — falei, — não.
Ele parou no meio do caminho, poucos centímetros do meu rosto e me analisou.
- Por que não? — quis saber — Já nos beijamos antes, não é?
- Já — falei, apesar de não ser verdade.
Bom, tecnicamente ele havia me beijado sim... Mas aquele beijo não contava. Ou contava?
- Então não entendo porque está tão nervosa — reclamou. — É por causa da minha memória? É como se fosse beijar um desconhecido?
Eu ri nervosamente.
- Não é nada disso — assegurei.
- O que é então? — insistiu.
Encarei ele. Seus olhos continuavam naquela maravilhosa e estranha cor prateada.
- Eu não sei — respondi. — Talvez seja muito cedo.
Ele não se afastou nenhum centímetro, continuando a me avaliar minuciosamente.
- Cedo? — repetiu — Há quanto tempo namoramos?
Prendi a respiração.
Ali estava. Minha mentira.
E eu odiava mentir.
- Faz muito pouco tempo — respondi.
Ok, pelo menos isso não era mentira.
- “Pouco tempo” quanto? — insistiu.
Que droga!
Eu não queria responder. Não queria ser pega nas minhas mentiras, então fiz a única coisa que consegui pensar para distrair a atenção dele.
Eu o beijei.
Talvez se eu tivesse cedido alguns minutos atrás não teria me rendido um interrogatório indesejável.
O lado bom de beijar Damon? Ele calava a boca e não me lançava contra a parede. O lado ruim?
Eu estava beijando Damon Salvatore.
De novo.
Ok. Não era tão ruim assim.
No começo foi um pouco desesperador, porque Damon não retribuía, apenas ficava lá, parado, provavelmente se perguntando o que diabos eu estava fazendo e talvez percebendo que eu estava me esquivando de sua pergunta.
Mas então ele correspondeu.
E apesar da minha completa falta de experiência, eu tinha que admitir que a boca daquele homem era o céu.
Como um ser humano podia beijar tão bem?
Os lábios de Damon era a coisa mais macia do mundo, e ele tinha gosto de alcaçuz, doce e salgado ao mesmo tempo. Agridoce explodiu em minha boca quando finalmente entreabri os lábios, convidando sua língua para exploração.
Nossas línguas se uniram em uma dança incrivelmente sensual enquanto seu corpo se erguia sobre o meu, de alguma forma não colocando seu peso sobre mim.
A única coisa no qual eu conseguia pensar era: “Porque eu não havia feito isso antes?”.
Beijar era tão bom.
Ou talvez apenas Damon que fosse bom.
Talvez na biblioteca eu devesse tê-lo deixado me beijar direito. Se tivesse sido bom assim, eu nem teria me importado dele ser meu primeiro beijo.
Pois é. Eu nunca tinha beijado ninguém. Muito triste.
Como se tivessem vida própria, meus dedos se ergueram até o pescoço de Damon, trazendo seu rosto para mais perto, como se não houvesse o suficiente dele colado a mim.
Ele então, se aproximou mais, sua mão indo até minha cintura e me puxando contra seu corpo, para que ficássemos colados.
Sua outra mão estava na minha perna, acariciando minha pele macia, e subindo lentamente seus dedos.
Congelei embaixo dele ao perceber suas intenções.
- Damon! — falei chocada — O que está fazendo?
Ele piscou algumas vezes, como se tentasse se lembrar de onde estava.
- Desculpe, princesa — disse. — Foi por impulso.
Empurrei ele de cima de mim.
- “Impulso” — repeti de forma zombeteira. — Impulso vai ser minha mão na sua cara.
Damon riu e me olhou maliciosamente.
- Acho que não me importo de apanhar de você — provocou. — Seria sexy.
Meu rosto ficou completamente corado, e agradeci a pouca luz, porque assim ele não iria notar.
Estiquei minha mão e arranquei o controle do DVD do lado dele, apertando novamente no play do filme.
- Vá assistir ao filme — mandei. — E se me irritar, volto para o sofá.
Ele soltou outra curta risada, mas se calou, voltando sua atenção à televisão.
- Posso pelo menos te abraçar? — perguntou.
- Não.
- Por favor, princesa — pediu de novo, algo em sua voz trazendo um arrepio ao meu corpo.
Como aquele homem sem memória, e aparentemente indefeso podia ser tão sexy e manipulador?
- Tá — desisti com um suspiro.
Um largo sorriso preencheu seu rosto e em seguida seu braço circulou minha cintura, puxando-me contra seu peito ele me abraçou por trás.
Eu tinha que admitir que aquele era um ótimo lugar para se estar.
Nos braços de Damon.
Ou talvez eu tivesse batido a cabeça.
Definitivamente eu estava ficando louca.
Notas finais
E se gostam de ler, entrem no meu blog: livrosenutella.wordpress.com
É de resenhas e críticas. E se entrarem por favor, comentem, eu ia ficar super feliz.
E quando eu to feliz, gosto de agradar. E quando eu quero agradar escrevo capítulos maiores e mais rápido...
Entenderam a indireta?
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