You Make It Real
1 You teach my heart to speak
Notas iniciais
Às vezes eu acho que nasci a pessoa, mas azarada do mundo, por mais que tente fazer tudo certo a vida parece que não sorri muito para mim tenho trabalho que paga mal e um namorado que é um otário. Muitos me perguntam por que ainda estou com ele, bom ele é pai do meu filho e por, mas louco que parece não quero Henry me culpe um dia por crescer sem um pai. Eu cresci sem família e não gostaria que meu filho passasse por isso. Vivi em lares adotivos até meus dezessete anos. Foram experiências traumáticas gostaria que meu garotinho tivesse uma chance melhor por isso eu tenho passado por tudo. O emprego ruim, um cara que parece não me amar mais, um carro velho, mas tudo pelo meu filho e por ele faria tudo.
— Mãe o papai não vem hoje não. — Meu garoto me questiona.
— Não sei filho acho que ele deve estar trabalhando, mas a mamãe vai te levar para escola. — Vejo a carinha triste do meu garoto essa é a terceira vez na semana que Neal some e esquece-se do próprio filho.
— Filho quando voltarmos, iremos tomar sorvete o que acha?
— Serio mãe?
— Serio filho. Embora a grana esteja curta acho que para ver meu filho sorrir vale o sacrifício de uma hora extra no trabalho.
— Ta bom mãe, mas vamos tomar só um picolé eu já fico feliz, sei que não podemos gastar com bobeiras.
É duro ouvir isso do meu garotinho tão pequeno e já sabe como são as coisas e se contenta com tão pouco que posso oferecer. Pensei em varias vezes em entregar ele para o sistema e talvez tivesse uma chance melhor no fim nunca tive coragem, quando engravidei Neal não gostou da ideia, mas eu disse que não iria fazer um aborto ou da-lo para adoção foi uma fase difícil e no fim ele ficou do meu lado mesmo à contra gosto, o pior que talvez as coisas piorem se minhas suspeitas se confirmarem.
— Chegamos filho! Vejo-te as cinco tudo bem.
— Sim mãe, eu te amo.
Meu garoto me da um beijo na bochecha e sai do meu fusca em direção a escola acho que esses momentos compensam as dificuldades ele é esperto e muito carinhoso.
— Eu também te amo filho. — Digo a ele e vira e me da o sorriso, mas lindo do mundo sei que isso me fará forte o resto do dia.
Mas um dia de trabalho chego atrasada para variar sei que vou ouvir.
— Senhorita Swan na minha sala agora! — Ouço minha chefe me chamar.
— Tudo bem senhora Zelena, estarei lá em dois minutos.
Corro para trocar de roupa e colocar meu uniforme hoje seria um dia daquele, trabalho como faxineira em prédio executivo em Nova Iork com figurões e executivos da alta sociedade nenhum deles mal me olham no mínimo pareço invisível, o que no fim eu acho melhor faço meu serviço e sai sem incomodar ninguém. Só espero que hoje Zelena esteja de bom humor e não queria me mandar embora.
— Zelena estou aqui, gostaria de falar comigo.
— Emma você tem chegado atrasada a semana toda. Sabe que prezamos a pontualidade de todos principalmente dos nossos funcionários.
— Me desculpe é que não tenho ninguém para deixar meu filho e preciso deixa-lo na escola, por favor, desconte do meu salário, mas não me mande embora eu preciso muito desse emprego.
Humilhar-me sempre foi a ultima das coisas que faria na vida, porém preciso pensa no meu garoto e não há lugar para orgulho nesse momento. Só peço a Deus que ouça minhas preces e Zelena não me mande embora.
— Tudo bem Emma eu te compreendo, não descontarei nada. Vou te colocar em horário que condiz com que você tem chegado e vou te liberar as quatro para que possa buscar o garoto só terá que compensar meia hora no sábado tudo bem.
— Muito obrigado Senhora Zelena não tenho como lhe agradecer.
— Não precisa você é nossa melhor funcionaria e jamais cometeria uma injustiça, agora vai que a sala da diretoria precisa estar limpa em uma hora para reunião da tarde.
— Ok estará tudo limpo e organizado.
Deixo a sala aliviada no fim Zelena é uma boa pessoa e nesse quase dois de trabalho sempre que pode me dar uma força. Era hora de começar o trabalho coloco meus fones de ouvido e começo a limpeza da sala toca Rihanna Stay minha vida sempre regida por musicas tristes. A porta se abre não me dei conta quando alguém toca meu ombro.
— Oi desculpa atrapalhar seu serviço, mas deixei meus óculos aqui ontem será que você achou. — Assustei-me de começo, mas ao olhar nos olhos da pessoa que falava o mundo parou por minuto. Nunca fui de reparar em mulheres, mas esta há minha frente definitivamente era linda. — Então você viu ou não? — Ela me tirou do meu transe e tive que dar uma resposta.
— Não... Quer dizer não achei nada eu comecei a limpar a sala agora, mas se achar eu entrego a secretaria.
— Obrigado querida ficarei grata. — E tão rápido quanto ela entrou na sala ela saiu, a morena de olhos castanhos e nem sei o nome. Eu sei é loucura penso vamos Emma volte a trabalhar é isso que tem que fazer.
Fim do expediente o dia foi cansativo, mas finalmente posso ir buscar meu filho e ter alguns momentos de sossego, troco de roupa correndo embora tenha um pouco, mas de tempo para ir busca-lo tudo que quero é ir logo para casa, me dirijo ao estacionamento para pegar meu fusca. Quando estou chegando a saída um barulho alto e só sinto uma batida no meu carro.
— Droga quem é o doido. — Minha surpresa é uma mulher no volante de um carro desses bem caro, era tudo que precisava.
— Doida é você comprou sua carteira onde por Deus podia matar alguém. — Quando ela sai do carro parecia piada do destino, mas era a morena de olhos castanhos.
— Senhora eu não estava distraída a senhora entrou com tudo em cima do meu carro. Bom já aviso eu não tenho seguro e esse é meu único bem estava indo buscar meu filho na escola e pelo visto agora terei que ir de ônibus.
— Tenha calma ok, pode ser que eu estava distraída. Eu pago o concerto do seu carro e te dou dinheiro pra táxi para que possa buscar seu filho.
Acho que minha franqueza teve algum efeito. Ela estende a mão e me da um cartão enquanto fala ao celular. Pego o cartão Regina Mills Advogada. Só podia ser uma dessas ricaças mesmo acho que pagar por um carro velho não seria problema para ela e pagar o conserto não é nada mais justo. No meio daquela confusão aparece um moreno de olhos azuis com um policial acho que isso não vai terminar bem o porquê eu sou pobre ela a rica no fim sempre culpam quem não tem dinheiro.
— Regina meu amor você esta bem, essa maluca te machucou?
— Robin se acalme o erro foi meu, esta tudo bem pra que chamar a policia.
O policial pede minha habilitação e pede para revistar meu carro é serio isso penso comigo. Ela bateu no meu carro quase me mata e eu que sai com como errada da historia.
— Senhor eu preciso buscar meu filho eu não cometi nenhum crime isso é mesmo necessário?
— Apenas procedimento de praxe senhorita Emma certo.
— Sim isso mesmo Emma Swan.
O cara vasculhou meu carro todo e por fim achou no banco detrás uma mochila que eu nem mesmo tinha me dado conta que estava lá. Abre e o conteúdo parece que não o agrada muito.
— Muito bem parece que senhorita tinha algo que deveria estar carregando senhorita Emma.
— O que? — Pergunto assustada sem sabe do que ele fala.
— Cocaína em grande quantidade a senhorita esta presa encoste-se ao carro, por favor.
— Como não isso não é meu é um engano. — Meu mundo acaba de ruir eu nem eu menos sei de onde veio isso, minha cabeça vira uma confusão e penso no meu filho sozinho na escola a minha espera.
— Senhor isso não é meu eu juro não sei como veio parar aqui, eu estava indo buscar meu filho na escola. Ele nem ao nem me deixa explicar e me algema. As lagrimas já começam a rolar por minha face. De repente vendo a minha gritaria a morena se aproxima.
— Ei o que esta acontecendo aqui?
— Acontece que achei drogas no carro dessa senhora e vou levá-la ela terá que explicar na delegacia. Eu não sei o que fazer, mas algo me diz que essa morena era minha única chance.
— Senhora pela vida do meu filho isso não é meu, como disse estava indo buscar meu filho na escola. — Ela me olha e parece entender meu desespero.
— Se acalme passe o endereço da escola de seu filho, eu vou busca-lo. E quanto ao resto tudo se resolvera.
— Como eu não sei nem o que vão fazer comigo. — Meu único pensamento é Neal aquela porcaria só devia pertencer a ele por isso ele sumiu todos esses dias não consigo acreditar que ele fez isso comigo.
— Emma confie em mim. — Ela diz meu nome céus como ela sabe meu nome. Vejo-a discutindo com o moreno de olhos azuis que não parece estar muito satisfeito.
— Eu vou cuidar de tudo você já fez estragos demais. Cuide do meu carro e ligue para seguro. — O tal Robin obedece a Regina e sai falando e resmungando algo ate sumir de vista.
— Emma você vai com o policial e vou buscar seu filho, como ele se chama?
— Henry, ele se chama Henry. Mas como à senhora vai me ajudar?
— A parti de agora sou sua advogada Emma apenas confie em mim A propósito lindo nome do seu garoto.
Não sei por que minha vida hoje virou de cabeça para baixo e essa mulher do nada apareceu e nem sei por que, mas eu confio nela só espero não me arrepender mais tarde.
— Eu confio. — Ela me da um sorriso lindo e partiu e eu vou rumo a delegacia sem saber como seria daqui para frente.
Fale com o autor