You Make It Real
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Notas iniciais
David tentava da melhor, forma contar, a mulher sobre a prisão da pessoa que fora responsável pelo sequestro da filha. Era muita coisa para absorver e Mary Margaret não conseguia separar suas emoções. Era um misto de raiva, indignação e alivio. Ainda queria entender o porquê, o porquê de Ingrid James destruir sua vida daquela forma, lhe tirando a filha anos atrás. Sua única reação depois de ouvir tudo, era ir encarar a pessoa que tinha destruído sua família frente a frente.
— Mary eu não acho que seja uma boa ideia. – David tentava convencer a esposa.
— David se você não me levar eu irei sozinha. – Mary respondeu decidida.
Ela não iria recuar não agora, ela precisava encerrar aquele capitulo de sua vida. E somente quando olhasse nos olhos de Ingrid James, conseguiria isso.
(...)
James não teve outra opção, a não ser levar Ingrid para delegacia de Storybrooke. Ele ainda precisava aguardar a chegada de seus superiores para relatar o caso, e a mulher seria levada em custodia para Nova Iorque. Antes que pudesse começar a interrogar a loira Mary invadiu a delegacia. James concluiu que a essa altura David já havia contado a cunhada quem estava por trás de sequestro de Emma. E como ele há meses estava no encalce da responsável.
— Onde está aquela maldita? – Mary perguntava aos gritos.
Ingrid ainda não tinha sido colocada em uma cela. Estava sentada em canto da delegacia algemada. Assim que Mary a viu tudo fora muito rápido, nem David ou James conseguiram conter Mary Margaret, ela havia acertado um soco no rosto de Ingrid.
– Isso é por você acabar com a minha vida, e fazer minha filha sofrer por todos esses anos sua louca. – Mary gritou mais uma vez.
Só que dessa vez estava nos braços de David que tentava a todo custo conter a fúria da esposa.
– Querida não vale o esforço, ela esta presa e pagara pelo que fez. – O loiro tentava consolar Mary.
– E todos, os anos que ela nos privou de estar com a nossa filha David. – Mary respondeu ainda transtornada.
— Não podemos mudar isso, mas temos nossa filha de volta e isso que importa agora querida.
Ingrid olhou para ambos, limpou o sangue que escorria pelo canto da boca. Sentiu a frustração de vê-los juntos, jamais iria suportar a ideia de não ter David.
— Quer saber, você tem razão David. – Mary dizia ao marido parecendo mais tranquila. – Ela se virou para Ingrid e despejou o que estava engasgado. – Eu não consigo mais sentir ódio de você. Na verdade eu não sinto nada, além de pena por você Ingrid. Tudo o que você fez, para ter o David, e destruir minha família foram em vão. Porque hoje eu tenho tudo que você queria ter e nunca terá. A verdade é que você vai morrer sozinha em uma cela qualquer. E isso é castigo suficiente para mim.
As palavras foram duras e amargas, mais não havia nada a ser dito. Ingrid não se arrependia e se pudesse faria tudo de novo. Mais ela ainda teria o seu Nathan a única coisa boa que fizera na vida. E talvez por ele, tentaria fazer ao menos uma coisa certa na vida.
– Chataret você quando está nervosa rende um bom barraco. – A voz de Valerius invadiu o local chamando atenção de todos.
– O que faz aqui Valerius?
— Vim apoia-la e me certificar que tudo está bem. Mesmo que não acredite me importo com você e sua família Mary Margaret.
David olhou sem entender bem o que estava havendo, mais ele conhecia o tio de sua esposa, então preferiu questiona-la depois.
– Obrigado. Não que seja preciso agora.
– Você fez bem, e me lembro na época em que vim a essa cidade aqui para visita-la. Não fui com cara dessa, biscate. Agora vamos sair daqui e tomar um café, Leo está lá fora nos aguardando.
— Vai meu amor, qualquer coisa eu lhe aviso depois. – David dizia querendo tirar a esposa dali naquele momento.
Esgotada e sem forças para recusar o pedido do tio, Mary se deixou ser cuidada por ele. Valerius abraçou a sobrinha e olhou para David com um olhar cúmplice. O loiro entendeu que Val cuidaria de sua esposa ela estava em boas mãos. Assim que Mary deixou a delegacia David conduziu Ingrid até a cela, tentou conversar com irmão.
– Há algo que posso fazer para ajudar James. – David questionou ao irmão.
– Não David, vá para casa e cuide de sua família. Essa historia já está encerrada Ingrid não tem escapatória.
— Tudo bem eu vou indo, mas se precisar de algo me ligue. – David respondeu, e em seguida se despediu do irmão e deixou a delegacia.
James finalmente ficou sozinho com Ingrid, ele tinha muitas perguntas. Antes que ele cogitasse a ideia de começar um interrogatório formal um de seus agentes entrou na sala trazendo um relatório em mãos.
– Tenente James, eu lhe trouxe tudo que temos sobre o caso. O rapaz informou. – É algo que curioso que, eu achei que o senhor deveria saber.
– O que seria Joe? – James questionou ao agente curioso.
– Ingrid James tem um filho.
Mesmo de longe a loira tinha ouvido a declaração do rapaz. James ficou tenso com aquela descoberta, e mil coisas vieram a sua cabeça.
— Qual idade dele Joe?
– Parece ser três anos mais velho que sua sobrinha Tenente.
A resposta de Joe foi uma luz que se clareava em sua cabeça, as contas batiam. E talvez a única noite que vivera com Ingrid, tivera consequências. Joe deixou a sala e, James se virou para olhar a mulher que estava presa na cadeira, a sua frente. E antes que ele fizesse a pergunta que rondava sua cabeça, Ingrid se adiantou.
— Ele se chama Nathan, e se parece muito com você.
James se sentou na cadeira mais próxima, ele tentava assimilar o que ouvira. E Ingrid fez o que achou certo começou a lhe contar sobre o filho deles, talvez esse fosse a única certa que faria na vida.
(...)
Mais de oito horas haviam se passado e consequentemente, os efeitos dos sedativos que tinham sido dados a Emma já deveriam ter passado, e ela acordado. Era o pensamento de Regina, que andava de lado para outro dentro do quarto esperando Whale voltar para lhe dizer o que havia de errado. E assim que médico colocou os pés no quarto, a advogada o bombardeou de perguntas.
— Ela já deveria ter acordado Whale. O que há de errado? Porque Emma está dormindo ainda? É algum tipo de coma?
– Regina se acalme seu nervosismo e impaciência não ajudam a melhorar a situação. Como eu lhe disse, o que Emma teve não é grave. – Whale tentava explicar a Regina. – Ela não está em coma, mais o cérebro é um órgão complexo, cada organismo reage de forma diferente. Eu lhe garanto não há nada de errado com sua esposa, os sinais vitais e reflexos são normais. Apenas tenha paciência essa reação é normal no caso da Emma.
As palavras do medico não deixaram Regina satisfeita, mas ele era o especialista ali, e ela tinha confiar em sua palavra.
— Eu vou tentar. – Regina respondeu parecendo mais calma.
— Aproveite o tempo com seus filhos, isso lhe fará bem. – Whale disse e em seguida deixou o quarto.
A morena resolveu seguir o conselho de Whale, e foi verificar Isabel no berço. A garotinha dormia tranquilamente, alheia ao que acontecia a sua volta. Só então ao olhar em volta do quarto que Regina deu falta de Henry.
— Onde será que seu irmão se meteu agora? – Regina conversava com filha. – Agora a mamãe vai, ter dar uma saidinha para procurar seu irmão. Se comporte.
A morena chamou a enfermeira de plantão, para ficar no quarto de Emma, e saiu pelos corredores do hospital em busca do filho. A advogada andava pelos corredores do hospital, em busca do filho. Acreditava que menino não teria ido longe, talvez apenas tivesse ido buscar algo, para comer em maquina doce que ficava na lanchonete do hospital.
– A senhora viu um garotinho, de cabelos e olhos castanhos passando por aqui? – Regina perguntou a uma mulher, que fazia a limpeza do local. A mulher pareceu pensar um por alguns segundos antes de responder.
– Eu vi um garotinho com essa descrição. – A mulher respondeu. – Ele estava acompanhado de uma mulher ruiva, e foram em direção à recepção.
Regina respirou aliviada, se Henry estava com uma mulher ruiva, só poderia ser Zelena. E saber que o garoto não estava andado sozinho por ai a deixava, aliviada.
— A ruiva é minha irmã. De qualquer forma obrigado senhora. – Regina agradeceu.
Já sabendo o paradeiro do filho, decidiu ir à recepção para finalmente saber noticias de sua mãe. Assim que chegou a recepção do hospital, Regina foi em direção ao balcão onde uma mulher mexia em alguns papeis.
— Olá, gostaria de informações sobre um uma paciente. – Regina começou a falar com a mulher, em busca de informações.
— A senhora poderia me dizer o nome da paciente.
— Cora Elisabeth Mills.
— Só um minuto irei verificar no sistema. A mulher se virou e parecia mexer no computador a sua frente. Não demorou nem um minuto ela já tinha uma resposta. – Poderia me informar, seu nome e o que é da paciente.
— Meu nome é Regina Mills, sou filha da paciente.
– Bem sua mãe, está no ultimo andar, quarto numero oito. E hoje é dia de visita se quiser pode subir e ir vê-la. Só preciso de documento seu para confirmar o parentesco e manter o registro, de visita controlada.
A advogada teve que voltar, ao quarto de Emma para buscar sua identidade rapidamente, e depois de tudo checado ela á agradeceu a mulher e foi em direção ao quarto de Cora. Era hora de confrontar sua mãe.
(...)
– Tia eu estou feliz, porque a senhora está melhor. – Henry dizia sentado na cama ao lado de Cora.
— Eu estou feliz também Henry. E eu prometo que farei as coisas diferentes agora.
— Eu sei vai Tia, e quando minha mãe Emma melhorar tudo ficara melhor.
Cora não entendeu bem, o que o garoto queria dizer e resolveu tirar suas duvidas.
— Pensei que sua mãe estivesse bem pequeno.
– Ela estava tia, mas ela caiu e machucou a cabeça. E está dormindo desde então, o médico disse que ela vai ficar boa logo.
Cora olhou para Zelena que estava em pé ao lado de sua cama. A ruiva tinha levado Henry ao quarto da mãe a pedido dele mesmo, achando que faria bem para ambos. Zelena não tinha contado nada a Cora sobre o estado de Emma, e nem mesmo que sua cunhada tinha doado sangue para ela.
– Longa historia mamãe, mas não se preocupe Emma ficara bem. – Zelena disse se adiantando, para que a mãe não começasse a fazer perguntas.
— Eu espero que sim querida. – Cora respondeu ainda desconfiada.
— Henry nós não podemos demorar, Regina já deve ter dado falta de você. – Zelena comentou tentando mudar de assunto.
– Está bem Tia Zel. – O garotinho respondeu se levantando da cama. Antes que pudessem dizer algo mais, duas batidas foram ouvidas na porta.
— Deixa que eu atendo. – Sidney disse se levantando da poltrona, que ficava ao lado da cama de Cora. Ao abrir a porta se deparou com Regina.
— Quero ver minha mãe Sidney. – Regina comunicou já entrando no quarto. E o que encontrou lá deixou a morena atônita, Henry no quarto de sua mãe.
— Henry o que está fazendo aqui? – Regina questionou o filho.
— Mamãe, eu... Eu... – Henry gaguejava tentando responder a mãe.
— Eu o trouxe Regina. Se quiser brigar com alguém brigue comigo. – Zelena interviu.
— Eu não acredito nisso, Zelena. Você era a ultima pessoa que esperava fazer algo assim. – Regina acusou a irmã.
— Regina se quer culpar alguém culpe a mim. Eu pedi que Henry viesse me visitar. – Cora se intrometeu.
Não queria ver uma discussão entre as filhas. Regina olhou para mãe, pela primeira vez, desde que entrara no quarto. Percebeu de imediato a aparência frágil da velha Mills.
– Eu não tenho ideia do que você está aprontando Cora, ou porque envolveu meu filho nisso. Mais não permitirei que faça mais mal a minha família. – A advogada acusou a mãe.
E o peso, das palavras de Regina atingiram Cora de forma profunda. E mesmo sabendo que merecia ouvir aquilo, não a impediu de se sentir triste.
– Mamãe não briga com a Tia Liza. – Henry pediu a mãe. – Ela foi má mais se arrependeu. Ela não vai fazer mais mal a ninguém.
Regina queria acreditar nas palavras inocentes do filho, mas seu passado com a mãe impedia.
– Henry isso são assuntos de adultos, e você não entende. Agora volte para o quarto da sua mãe, ou te colocarei de castigo.
— Não desconte no menino sua raiva de mim Regina, ele não tem culpa dos meus erros. – Cora tentou se justificar. – Eu jamais machucaria o Henry. Nós conhecemos por acaso, e sem ter a menor ideia de quem éramos.
— Eu entendo sim mamãe, às vezes as pessoas fazem coisas feias. E às vezes elas se arrependem e tentam melhorar. A Tia Liza está tentando melhorar, eu sei que você está magoada com ela, pelas coisas ruins que ela fez. Mais minha mãe Emma me ensinou que se a pessoa se arrepende do fundo do coração ela merece ser perdoada. – Henry disse tudo o que sentia de uma vez só.
As palavras do menino tocaram Cora. O garotinho a estava defendendo, e isso lhe dava esperanças que no futuro tudo poderia melhorar.
— Henry obedeça a sua mãe. – Cora pediu ao menino.
Henry foi até a cama beijou o rosto de Cora e se despediu. Sidney se ofereceu para acompanhar o menino de volta ao quarto de Emma, enquanto as mulheres Mills conversavam. Cora contou a Regina sobre o câncer e o que a levou a Storybrooke, como conheceu Henry, e como o menino fora um alento em sua vida.
— Eu sei que difícil acreditar em mim, lamento por todas as coisas ruins que fiz você e sua família passarem. Eu não espero que me perdoe, mas estou tentando fazer o certo. – A velha Mills confessava.
— Você quase fez a Emma perder minha filha Cora.
— Foi um encontro ao acaso também Regina. Eu não tinha ideia do estado da gravidez da Emma era delicado. Eu tentei ajudar, mas Henry pediu que fosse embora, e foi o que fiz.
A advogada estava surpresa, por toda historia da mãe com seu filho, e apreensiva com relação à saúde de Cora. Ela queria acreditar em toda a mudança da mãe em seu coração, mas sua mente gritava o contrario.
– Eu lamento que esteja doente. E que tenha que ter passado por tudo isso, para perceber que estava errada.
— Eu não posso apagar as coisas que fiz Regina, mas posso tentar ser uma pessoa melhor.
– Sabe o que é irônica Cora Mills, é que as pessoas que você mais prejudicou fora as que te salvaram. Henry fora a criança que tocou seu coração, e te fez repensar sua vida, e você separou a família que ele tanto ama. E Emma botou a vida dela em risco para salva a sua, mesmo depois de tudo que você fez a ela.
— Eu não entendo do que você está falando Regina? – Cora perguntou em pânico.
– Não contou a ela Zelena? – Regina dirigiu sua pergunta à irmã.
— Regina chega, mamãe passou por uma cirurgia delicada. Você está de cabeça quente, volte para quarto da Emma vocês conversam depois.
— Não ela vai saber. Ela vai saber que a mulher que ela desprezou, e não achou digna de estar ao meu lado, doou o sangue que salvou a vida dela. – Regina agora gritava. Cora arregalou os olhos ao ouvir aquilo.
— Isso mesmo Cora Mills, o sangue da morta de fome corre nas suas veias agora. Emma botou a vida dela em risco para salva a sua. E agora ela está desacordada a mais de 24 horas, com um edema na cabeça.
– Regina eu não sabia, por Deus eu não sabia filha. Se eu soubesse...
— Se você soubesse não mudaria nada Cora, você pode estar arrependida, e talvez um dia eu pudesse te perdoar. Mais hoje não, e se Emma não melhorar a culpa será sua. Você vai deixar Henry e a uma recém-nascida sem a mãe. E eu sem mulher que eu amo, e isso eu nunca vou perdoar.
– Regina chega dessa historia, você está transtornada. Vá dar uma volta e volte para quarto da Emma. – Zelena tentou acalmar a irmã.
– Eu vou embora, não tenho mais nada a fazer aqui. – Regina respondeu e caminhou em direção à porta.
Quando a morena sai de vista Cora desabou em lagrimas, sentiu tudo ao mesmo tempo, dor, tristeza e arrependimento. Rezava em sua mente pedindo a Deus que Emma ficasse bem, para que ela pudesse um dia agradecer a nora por tudo que fizera por ela. Zelena vendo o estado da mãe foi até ela e abraçou forte.
— Mãe não é sua culpa. Emma assumiu o risco, ela fez isso pela Regina.
— Eu sei querida, mais ainda sim me sinto horrível porque eu estou aqui bem graças a ela. E se ela não ficar bem, a sua irmã jamais me perdoara. E eu não conseguirei carregar essa culpa filha. – Cora confessou entre lagrimas.
— Regina está tensa por tudo que passou, nas ultimas semanas. Emma ficara bem, e com tempo tudo vai se ajeitar.
Sidney voltou ao quarto, e ficou tenso ao ver o estado da esposa. Sabia pelo estado de Cora, que com toda certeza a conversa com Regina não tinha sido agradável.
— Querida eu sempre estarei aqui com você. – Sidney disse se sentando ao lado da esposa e apertando sua mão.
— Obrigado querido, eu agradeço por isso.
Cora se sentia amparada por ter Zelena e Sidney estarem perto dela naquele momento. Não se sentia digna do carinho e afeto dos dois, mais tentaria fazer o seu melhor para merecer. E mesmo a situação com Regina sendo extremamente delicada, continuaria a tentar fazer o seu melhor para consertar seus erros. Não tinha garantias que a filha a perdoaria, ou que poderia conviver com sua família, mas ela iria tentar.
(...)
Zelena tinha deixado o quarto da mãe à contra gosto, só depois de Sidney prometer que não sairia do lado dela, que a ruiva partiu. Ainda imersa em seus pensamentos, Cora não percebeu quando um garotinho invadiu seu quarto.
— Owen volta aqui. – Uma freira dizia correndo atrás do garoto.
— Não, eu não quero irmã Eva. – O garoto respondeu se jogando nos braços de Cora. – Me salva moça, ou eu irei virar anjinho, eu ainda não quero virar anjo.
Cora a principio se assustou com a criança, mas logo que seus olhos encontraram os do garotinho sentiu o peito se encher de amor.
– Calma meu amor não vou deixar ninguém te fazer mal. – Cora respondeu abraçado o garoto.
– Me desculpem a invasão, mais esse garoto sempre arruma confusão. – A freira tentava se desculpar assim que entrou no quarto.
— Tudo bem, só me diz por que o garoto está assustado, e fugindo.
— Ele recebeu alta hoje, mas se recusa a voltar ao orfanato. Por isso fugiu enquanto eu arrumava as coisas dele.
– Se eu voltar eu não ficar bom, e Deus me fará virar anjinho. Eu ouvi o medico dizendo irmã. – O menino choramingava agarrado, a Cora.
– O que você tem Owen? É esse o seu nome não é? – Cora perguntava ao garotinho tentando acalma-lo.
– Sim é Owen. Eu tenho leucemia.
— A instituição que ajudava ao nosso orfanato, com as dispensas medicas das crianças fechou. E bem aqui é hospital particular. Por isso o medico deu alta antes do previsto. Mais eu já disse a Owen para ter fé, porque Deus ira nós ajudar. – A freira explicava.
Ao ouvir aquilo, o coração da velha Mills se quebrou. A criança que estava em seus braços lutava bravamente para viver. Ao seu modo inocente, mas lutava. Talvez a vida estivesse lhe dando a oportunidade de começar a fazer algo bom.
– Owen fique calmo, você não ira virar anjinho. Porque Deus ainda tem muitos planos para sua pequena vida. Agora me diga quantos anos você tem?
— Eu fiz sete na semana passada. Não teve festa, mas eu não fiquei triste porque a irmã Eva me deixou comer bolo de chocolate.
— Bolo de chocolate é muito bom. – Cora disse animada com garoto ainda em seus braços. – Irmã Eva sente-se talvez Deus tenha a trazido aqui com propósito.
A freira mesmo desconfiada aceitou o convite e a pedido de Cora contou a historia de Owen. Cora Mills tinha decido que de alguma forma faria de tudo para salvar a vida daquela criança, Owen aparecera para um recomeço e ela iria recomeçar. Cora incumbiu a Sidney de pagar todas as despesas medicas do garoto. Assim ele iria poder terminar seu tratamento sem problemas, o ultimo pedido deixou Sidney confuso.
— Eu quero visitar Emma Sidney. Foi isso mesmo que você ouviu. – Cora confirmou seu pedido ao marido.
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