You Make It Real
58 Second chance
Notas iniciais
A conversa com a freira Eva tinha sido como uma fagulha de esperança para Cora. O pequeno Owen tinha enchido Cora de alegria aquele dia, e em meio a tantas dores que ela havia causado o menino tinha sido algo bom. Agora Cora precisa encerrar um ciclo de sua vida, indo ver Emma. Tinha que pedir perdão a loira mesmo que a resposta fosse negativa, ela tinha que tentar.
— É isso mesmo que ouviu Sidney eu quero visitar Emma. – Cora afirmava ao marido.
– Querida tem certeza, que isso é uma boa ideia. Você acabou, de ter um encontro nada agradável com Regina, as coisa podem sair do controle. – Sidney tentava argumentar, para fazer a esposa mudar de ideia.
— Então eu devo apenas, evitar encontra minha filha novamente. – Cora respondeu decidida.
— E como pretende fazer isso? – Glass questionou a esposa. – Segundo Zelena, Regina não sai um minuto do lado de Emma.
— Você ira até lá e vai descobrir o horário que Regina sai. E assim eu poderei ver Emma sem problemas meu querido.
Sidney achou a ideia meio arriscada, afinal as coisas estavam tensas entre mãe e filha. Uma visita a Emma Swan poderia fazer o que já não estava bem, piorar de forma irreversível. Mais ele sabia que não poderia discutir com sua esposa, e quando Cora Mills se determinava a fazer algo, ela não desistia fácil, e ia até o fim custasse o que custasse.
— Bem eu sei que não haverá argumentos meus que te farão mudar de ideia minha querida. Apenas me prometa que ficara na cama, enquanto eu vou até a recepção do hospital e descubro o puder. Cora sorriu sabia que tinha convencido ao marido.
– Tudo lhe, aguardarei aqui quietinha aqui.
(...)
Zelena acabou deixando o hospital meio tensa, a situação com Regina tinha sido desgastante. Tudo que a ruiva queria era um banho quente, e os carinhos da namorada. Ruby estava hospedada na casa da avó, e Zelena acabou ficando lá com ela. Granny fez questão, e tratará o casal com todo amor e carinho do mundo.
– Querida que bom que você chegou. – Granny cumprimentou Zelena, assim que ela entrou na lanchonete.
– Boa noite senhora Lucas. – Zelena respondeu parecendo cansada.
— Ruby está lá em cima, o jantar já está pronto. Você está abatida Zelena precisa descansar.
— A situação no hospital com Emma está delicada, e minha irmã está uma pilha de nervos. – Zelena se lamentou.
– Tudo ficara bem Zelena, o tempo é o melhor remédio para tudo. Agora suba e tome um banho, irei apenas fechar a lanchonete e subo para jantarmos todas juntas.
Zelena seguiu o conselho de Granny, e subiu para encontrar Ruby. A morena de mechas vermelhas aguardava a namorada no andar de cima nervosa, alguns dias tinha tomando uma decisão importante.
Não sabia se aquele seria o momento apropriado, com Emma e Regina passando por tantos problemas, mas a verdade é que a situação das amigas tinha ensinado a ela uma lição. Não importa o momento para se, dizer algo importante a quem amamos, o importante é estar sempre junto não importando a situação. Assim que Zelena chegou à porta do quarto que dividia com Ruby, estranhou não ouvir nenhum barulho. Ruby Lucas sempre fora uma bagunceira, e sempre se sabia onde estava pela musica alta e toda bagunça que morena fazia.
— Ruby você está aqui? – Zelena perguntou abrindo a porta. A ruiva encontrou o quarto iluminado por velas, e um perfume bom pairava no ar.
Uma silhueta familiar lhe chamou atenção no canto do quarto, uma musica suave de fundo começou a tocar. A ruiva estava curiosa, e adentrou o quarto foi pega de surpresa por Zelena que a abraçou por trás.
— Apenas ouça Zel, não fale nada e me deixa falar. – Ruby disse abraçada a namorada. Zelena relaxou nos braços de Ruby e suspirou profundamente como se dessa a permissão para ela continuar. – Há um tempo atrás, eu achei que vida era apenas um lugar de curtições. Nada de amores, apenas sexo quente algumas vezes, e se enjoasse bastava uma nova escolha e coisas seriam interessantes novamente. Eu nunca tive família de verdade, Emma e Henry eram mais próximo que tinha disso, e eu estava satisfeita em fazer parte da vida deles. Mais ai Emma se apaixonou por Regina, e eu vi de perto cada momento ela construir algo lindo com junto com alguém que amava de verdade. Elas se amavam e lutavam, a cada dia para ficarem juntas, e para manterem junta, a família que construíram. E me peguei pensando algumas vezes como seria ter aquilo, não era inveja delas, era apenas necessidade. E de repente você apareceu, no começo eu quis insistir que era só atração, desejo e nada mais. Só que quando eu te beijei pela primeira vez, todas aquelas coisas bregas e piegas de amor fizeram sentindo para mim. Borboletas no estômago, mãos suando frio e coração acelerado, eu comecei a sentir tudo isso por Zelena, eu comecei a te amar. Eu vi que não queria só uma noite de sexo, eu queria que quando acontecesse algo entre nós fosse perfeito, e não só mais uma transa. E quando eu encontrei minha avó tudo fez ainda mais sentido ainda, eu passei a querer tudo, eu quero tudo na verdade. – Ruby deu uma pausa e virou Zelena de frente para ela.
A ruiva tinha os olhos cheios de lágrimas, e não conseguia dizer nada.
– Eu quero todas as coisas bobas de casal Zel, eu quero todos os momentos de uma família, eu quero ter filhos com você. E, é por isso que eu quero lhe fazer uma pergunta.
– Ruby – Zelena exclamou emocionada.
Ela sabia o que viria a seguir. Lucas se ajoelhou em frente a ela, com uma caixinha nas mãos, e depois de abri-la e revelar as alianças que continham lá Ruby Lucas simplesmente fez a pergunta mais importante de sua vida.
— Zelena Mills você aceita se casa comigo? Zelena se ajoelhou da mesma forma, abraçou Ruby e a encheu de beijos.
— Sim, sim... Mil vezes sim, eu aceito me casar com você Ruby Lucas.
A morena de mechas vermelhas finalmente tirou as alianças da caixinha, e colocou uma delas no dedo da namorada, que agora se tornava sua noiva. Zelena repetiu o gesto, e elas trocaram um beijo apaixonado, um beijo que selava uma nova fase na vida das duas. A casa dos Lucas, depois de tantas perdas finalmente estava em festa.
(...)
Regina finalmente deixou o quarto de Emma, para ir a casa dos Nolan buscar roupas e descansar. Foi à oportunidade que Cora esperava, e assim que soube que a filha não estava mais no quarto de Emma, exigiu que Sidney a levasse lá.
— Tem certeza que isso é uma boa ideia querida? – Sidney questionava a esposa.
— Meu querido, eu não vou demorar mais que cinco minutos. Eu preciso fazer isso, preciso falar com Emma, sei que mesmo dormindo, ela me ouvira. – Cora respondeu decida.
– Tudo bem, eu sei que não conseguirei te convencer do contrario. Irei esperar aqui fora.
Ainda com certa dificuldade, Cora caminhou até a porta do quarto e entrou. Emma dormia tranquilamente, estava serena a velha Mills não conseguia entender o que havia de errado com a nora, e o porque ainda não havia acordado. Já que pelas informações que tinha, sabia que não havia nada de grave com ela. Cora tomou toda coragem que havia, em seu coração e se aproximou da cama de Emma, e as primeiras palavras saíram com certa dificuldade.
— Olá minha querida, eu lhe devo uma visita a algum tempo. Bem mesmo temendo que minha filha e até mesmo você não iriam querer me receber, eu precisava vir. – Cora deu um sorriso fraco, aquela afirmação era uma verdade amarga. Ela não tinha ideia de como as coisas seriam mesmo se Emma acordasse.
— Eu precisava vir aqui, mesmo arriscando piorar as coisas Emma. Eu tinha que lhe agradecer por salvar a minha vida, mesmo botando a sua em risco. E acima de tudo dizer o que quanto eu lamento, por todas as coisas ruins que eu fiz a sua família. – As lágrimas começaram a rolar pelo rosto da velha Mills. A voz embargava, e as palavras se perdiam presas na garganta. – Você tem um filho maravilhoso Emma, eu quero que saiba disso também. Henry fora um presente enviado a mim em um dos momentos mais difíceis de minha vida, e eu diria que seu filho salvou minha alma. E você minha vida, eu nunca poderei apagar todas as coisas ruins que fiz, mas posso tentar ser alguém melhor agora E lhe peço o seu perdão por tudo, se eu pudesse trocaria de lugar com você agora. Você merece viver muito mais que eu.
Cora não percebeu mais lágrimas rolavam pela face de Swan, mesmo dormindo a loira não estava alheia à presença dela ali.
— Desejo de todo meu coração que você acorde, e volte para sua família Emma, rezarei todos os dias por isso.
Cora estava tão emocionada, que não percebeu a chegada de Regina novamente ao quarto, com a filha nos braços. A verdade é que Regina, já estava ali há um tempo ouvindo cada palavra dita pela mãe a sua esposa. A advogada sentiu o coração se aquecer com o pedido de perdão da mãe, e mesmo que não conseguisse admitir em voz alta ainda sabia, que sua mãe tinha mesmo mudado.
– O que faz aqui mamãe? – Regina finalmente se pronunciou.
Cora se assustou com chegada repentina da filha, mas procurou evitar qualquer confronto.
– Eu só vim me desculpar, e agradecer a Emma Regina por salvar a minha vida. Mas já estou de saída.
Regina foi se aproximando, em direção ao lado esquerdo da cama de Emma, onde estava o berço de Isabel. Colocou a filha, que dormia tranquilamente no berço, e se virou para olhar sua mãe de frente. Cora se sentiu ainda mais tocada em ver Regina com Isabel nos braços. Todo o cuidado da morena com a filha era notável, Cora teve certeza que Regina era uma mãe incrível, mas a velha Mills sentiu também seu coração, se encher de amor ao ver aquela criança. Cora se sentiu avó pela primeira vez na vida, e a ideia de ter Henry a chamando assim nunca lhe pareceu tão doce.
— Tudo bem mamãe, entendo que queria agradecer, mas Emma ainda não acordou. – Regina disse.
A morena estava agora ao lado de Emma na cama segurando sua mão. E quando ela ameaçou dizer algo mais, algo chamou sua atenção. Um sussurro de Emma, e um aperto forte em sua mão.
— Sem brigas Regina. – Emma disse fracamente, apertando a mão de Regina novamente. E quando a morena, se deu conta do estava acontecendo, seus olhos se nublaram pelas lágrimas que ameaçavam cair.
— Amor você acordou finalmente. – Regina respondeu com voz embargada. A advogada se virou para abraçar a esposa, e encher sua face de beijos. – Você voltou para mim finalmente.
– Eu sempre volto mandona, fiz uma promessa que nunca deixaria você. – Emma falou ainda sonolenta.
Cora admirava a cena, estava também contagiando pelo momento, mas achou que era intrusa e deveria se retirar. Quando ela se virou para deixar o quarto, a voz de Emma lhe interrompeu.
– Cora espera. – A loira pediu.
Regina se surpreendeu com a atitude de Emma, mas estava tão feliz pela loira ter despertado que não a questionou. Emma estava um pouco mais consciente, mais ainda se lembrava de todas as palavras, que Cora tinha lhe dito enquanto ela ainda dormia.
— Eu te perdoou, Cora Mills. E me sinto grata de poder ter salvado a sua vida, você é mãe da mulher que eu amo. E se meu filho lhe deu uma segunda chance, eu lhe darei também.
Cora não conseguia dizer nada, ela tinha imaginado aquele momento tantas vezes, e agora as palavras não vinham. Regina estava atônita e surpresa, ela queria dizer algo, mas o olhar de Emma lhe dizia hoje não, as coisas tem que mudar. Mais o choro de manhoso de Isabel foi o que chamou atenção das três mulheres rapidamente.
— Acho que alguém sentiu que, sua mamãe loira voltou pra nós. – Regina comentou, e se levantou para pegar a filha no berço.
Assim que entrou em contato com calor do corpo de Emma Isabel parou de chorar, parecia sentir que as coisas estavam bem agora. Swan olhou para frente e viu Cora sorrir em meio a lágrimas, seu gesto em seguida foi de todos, o mais inesperado.
– Cora venha até aqui pegar suas netas nos braços, e conheça-la finalmente.
A velha Mills estava insegura, e com um medo gigantesco da reação de Regina, ainda temia caminhar em um terreno delicado com filha.
— Emma não precisa, eu posso fazer isso outra hora. – Cora respondeu sem jeito.
— Eu faço questão. – Emma insistiu.
E Cora cedeu, e se aproximou devagar. Swan lhe entregou o bebê nos braços e o momento foi único, e Cora Mills soube que daria o mundo por aquela criança. Isabel se agitou um pouco e ameaçou chorar, mas o instinto de mãe de Cora falou mais alto. Ela começou a balançar a pequena e cantarolar para ela uma canção de ninar. A mesma que Regina, tinha cantando para o bebê quando Isabel ainda estava na barriga de Emma, as emoções estavam à flor da pele. Regina se rendeu ao momento, e se lembrou de uma mãe carinhosa que tivera quando criança, pois era agora a mesma mulher que via embalar sua filha naquele momento. E seu coração começava a acreditar sem a menor duvida, sua mãe tinha renascido, e se tornado alguém melhor, e merecia uma segunda chance, merecia ser perdoada e seguir em frente. Cora devolveu o bebê a Emma e agradeceu ao gesto, e se despediu em seguida, mas antes de partir Regina lhe chamou.
– Mãe.
— Sim filha. – Cora respondeu.
– Você é bem vinda, quando quiser ver Henry ou Isabel. – Regina declarou.
O coração da velha Mills dava saltos de alegria e ela sorriu abertamente.
— Obrigado por isso Regina.
– Eu quero que você faça parte da vida deles de agora em diante mãe, eles são seus netos e merecem te ter por perto.
– Eu virei visita-los sempre que puder, e claro a vocês também. E Emma eu fico feliz que esteja bem.
A loira apenas assentiu com a cabeça. Era um recomeço inusitado, mas era algo. Nenhuma palavra mais foi dita, Cora apenas deixou o quarto de Emma leve e feliz, o mundo tinha sido tirado de suas costas, agora era uma hora de começar um novo capitulo de sua vida.
Emma e Regina não disseram nada, apenas desfrutaram a paz que sentiam, por estarem juntas e com a filha nos braços, e mesmo sem ter a parte que faltava ali, seu pequeno príncipe. Sabiam que Henry estava bem e seguro, e isso era o que realmente importava.
Emma havia feito Regina dar um passo importante. E a morena estava agradecida por isso, não tinham ideia de como seria a convivência com Cora, mas sabiam que ela agora estaria lá, fazendo parte de suas vidas não para diminuir e sim para somar a tudo de bom que estavam vivendo agora. Elas finalmente iriam recomeçar, sem duvidas ou empecilho, a tal da felicidade tinha chegado finalmente para elas.
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