Notas iniciais
Olá queridos, nossa jornada se aproxima do fim. Muitas coisas serão resolvidas e outras ficaram em aberto. Espero que gostem, boa leitura! Ps: o que acham de continuação de Emma e todos na Irlanda e nossa princesa Swan explorando um novo mundo? Se quiserem nos digam que já temos ideias.

Emma olhava para seu dedo anelar, e girava a aliança que estava ali. Um sorriso involuntário se formava em seus lábios. Ainda não acreditava em tudo que vivera nas ultimas horas. A surpresa, os momentos juntos aos amigos queridos e familiares, e melhor de tudo tinha se casado com alguém que amava de verdade. Seus filhos estão bem e felizes, e um sentimento reconfortante lhe invadia o peito, a loira tinha certeza que era felicidade.

— O que está pensando filha? – Mary perguntou se sentando ao lado da filha na cama.

– Nada em especial minha mãe. Apenas pensando, em como eu tenho sorte. A sorte de ter casado, com uma pessoa incrível como Regina.

Mary sorriu diante da confissão da filha, pois compartilhava a mesma opinião, Regina era um ser humano incrível. E ela nunca poderia estar mais feliz, por sua filha ter se casado com ela.

— Eu concordo com você filha. Regina é uma pessoa admirável e estou feliz por saber ela irá cuidar de você, quando eu e seu pai não estivermos por perto.

– Mãe eu não sou o bebê aqui. – Emma reclamou. – Isabel é quem precisa de cuidados.

— Emma Swan, aprenda uma coisa você será sempre o meu bebê querendo ou não. Até mesmo quando estiver com quarenta anos, e isso nunca mudara.

A loira gargalhou pela forma como era tratada pela mãe. E mesmo que reclamasse no fundo, ela amava a forma como a mãe cuidava dela, pois ela nunca tivera aquilo boa parte da vida. Mary tentava todos os dias suprir um pouco isso.

— Ok mamãe. Eu adoro quando todos os seus mimos dona Mary. – Emma confessou abraçando a mãe. Mary retribuiu ao abraço e beijou a cabeça da filha.

— Tem algo que quero lhe mostrar.

Mary pegou o celular na bolsa, destravou a tela mexeu por alguns segundo e depois passou para a filha. Emma pegou o aparelho, e viu que se tratava de vídeo, automaticamente tocou a tela para dar play. Seus olhos marejavam assim que as primeiras cenas começaram a se formar na pequena tela, era Regina dando o primeiro banho em Isabel. Mary ficou feliz pela reação da filha, pois aquele era um momento único.

– Ela tem mesmo todo jeito de mãe. E minha filha se aparece tanto com ela que às vezes tenho duvida, se ela não é parte de Regina também. – Emma comentou, limpando as lagrimas que rolavam por sua face.

— Às vezes o amor é tão grande, que faz as pessoas se tornem parte nós Emma. Acho que esse é o caso de Regina com Isabel, ela amou tanto essa criança em cada estagio de sua gravidez, que a pequena sentiu. E passou a ser parte de Regina, como Regina passou a fazer parte dela.

— Parte mãe? Você quis dizer inteira não é. Porque Izzy é cara da Regina.

– Não exagera ela tem seus olhos Emma.

A conversa seguiu animada, e quando o clima ficou ameno, Mary finalmente tocou no assunto que levara até ali. Ela queria contar a Emma sobre Valerius, Leônidas e toda situação de sua família.

– Filha eu preciso lhe contar uma coisa. – Mary finalmente se pronunciou. A loira olhou para mãe certo nervosismo, e temeu o pior.

– Mãe aconteceu alguma com meu pai ou Evan?

— Não Emma, eu quero lhe contar sobre a nossa família. –Mary respondeu a filha. Em seguida começou a contar a historia dos Blanch.

A mulher contou a filha sobre suas origens, sua descendência nobre, e que a loira assim como seus filhos eram herdeiros do trono da Irlanda. Mary contou também porque, largou seu o país de origem e toda briga com seu tio Valerius e Leônidas. Emma estava atônita com todas aquelas revelações. Imaginou que sua mãe tivera problemas no passado com os pais, e por isso pouco mencionava algo sobre eles. Mas a loira nunca pensou que sua mãe fosse rainha de uma país na Europa, e muito menos que isso fazia dela uma princesa.

— Nossa é muita coisa para absorver mãe. – Emma dizia ainda confusa. – Mais sobre seu tio e seu irmão, eu acho que as coisas podem ser diferentes agora. Mãe você não é mais uma adolescente, é hora deixar essa birra de lado e perdoar os dois.

— Não é tão fácil assim filha. – Mary respondeu meio envergonhada.

— Mãe se prender ao passado, não fará diferença agora. E admitir que estava errada não é vergonha Dona Mary Margaret, e além do mais eu quero conhecer meus tios.

– Não vou me opor a isso filha. Você e seu irmão iram conhecer Valerius e Leônidas. Quanto ao titulo real deixarei que se decida por você mesma. E seu irmão quando tiver idade suficiente para isso.

— Vamos por partes mãe. Eu acabei de me casar, e por enquanto quero pensar só na minha família.

— Irei ligar para o assessor de Valerius, e pedir para que eles venham lhe fazer uma visita. Tudo bem para você filha.

— Sim mãe. Mais a senhora ira fazer, as pazes com eles?

— Vamos por partes Emma, uma coisa de cada vez. – Mary repetiu a frase da filha. Ela já estava certa de sua decisão.

(...)

Henry aproveitou a distração dos adultos, e com ajuda de Evan saiu do quarto para visitar a tia Liza, ou melhor, Cora Mills.

– Henry não demora lá dentro, ok? Porque quando Emma e a mamãe derem falta da gente, elas vão começar a ligar e teremos que voltar logo. – Evan dizia dando instruções ao sobrinho.

— Está bem tio Evan, eu não vou demorar. Só quero desejar boa sorte para tia Liza. – Henry respondeu justificando sua ida até o quarto de Cora.

– Tudo bem pequeno, eu te espero aqui fora. E qualquer coisa eu entro e te chamo.

O garoto concordou com a cabeça e em seguida bateu na porta e esperou que alguém atendesse. Do lado de dentro do quarto de Cora, Sidney ouviu as pequenas batidas e foi atender. Assim que viu ser o pequeno Henry ali, sorriu para menino e deu passagem para que ele entrasse.

— Parece que você tem visita minha querida. – Sidney informou a esposa. Quando viu Henry a velha Mills sorriu de forma genuína.

– Pequeno você veio mesmo.

— Sim Tia Liza eu vim. Minha mamãe Regina diz que se promete algo a alguém você tem que cumprir.

— Sua mãe é alguém sabia Henry, mais venha cá para que eu possa te dar um abraço.

O garotinho se aproximou mais e depois subiu na cama e se sentou ao lado de Cora. Deram um abraço saudoso e contaram as novidades. Cora contou a Henry da forma mais simples, sobre seu parentesco com Regina, e das coisas ruins que tinha feito. Mais deixou claro que lamentava por tudo, e que estava arrependida e que havia mudado e que ele fora o motivo maior por toda sua mudança.

– Você foi má tia, mais o importante é que está arrependida e quer fazer o bem agora. Minha mãe Emma, diz que todos merecem uma segunda chance. Então eu te dou uma segunda chance e te perdoou tia Liza. A velha Mills derramou algumas lagrimas com palavras da criança.

— Obrigado pequeno isso significa muito para mim. – Cora respondeu ao menino em meio as lagrimas.

— Não chora tia, logo você vai ficar boa. E logo minhas mamães vão fazer as pazes com você também.

– Eu espero que sim pequeno.

— Olha vou te mostrar algo legal para fazer você se sentir melhor. – Henry tirou o celular do bolso, mexeu por alguns segundos e em seguida virou a tela para Cora olhar. – Essa é Isabel minha irmãzinha. Cora olhou para tela do aparelho e sorriu olhando aquela foto, o bebê lembrava muito Regina.

— Ela é linda, Henry e se parece com sua mãe Regina.

— Todo mundo diz isso, e minha mãe Emma sempre fica brava.

– E porque ela fica brava, pequeno? – Cora questionou ao garotinho, curiosa.

— Porque ela diz que carregou minha irmã nove meses e ela saiu à cara da minha mãe Regina.

A mulher soltou uma gargalhada ao ouvir o motivo, e se imaginou vivenciando momentos em família com a filha, nora e os netos. Ela era avó agora pensar nisso lhe dava ainda mais força e alegria para lutar por sua vida. Henry e Cora conversaram por mais alguns minutos, até que o garoto se deu conta que hora de voltar ao quarto da mãe antes que dessem falta dele.

– Tia agora eu preciso ir, ou vou lembrar bronca. Você se cuida tá.

— Eu vou me cuidar pequeno pode deixar.

— Depois que o medico tirar a parte ruim do seu dodói eu volto pra te visitar. – Henry se disse já de despedindo.

A visita do garotinho fora um alento, para Cora em meio a todos os seus problemas. E agora se via preparada, para enfrentar aquela cirurgia sem medo algum. Henry voltou ao quarto da mãe com Evan, sem causar suspeitas. O garotinho não queria mentir, mas ele tinha prometido visitar Liza antes dela se operar e não quis quebrar sua promessa. Depois disso ele, jurou não sair mais sem permissão para visitar Cora até que ela e suas mães se entendessem.

(...)

Como previsto no dia seguinte, Emma e Isabel receberiam alta no final do tarde. A loira estava impaciente, e louca para ir para casa e finalmente desfrutar do ambiente familiar.

— Meu amor não faz essa cara. Daqui uma hora o médico vem assinar sua alta e da nossa princesa, e vamos para casa. – Regina falava tentando animar a esposa.

— Para casa dos meus pais você quis dizer. – Emma respondeu.

– Sim para casa dos seus pais, mas lá confortável e vai ser só por alguns dias, teimosa. Não podemos viajar com um bebê recém-nascido. – A advogada justificou.

– Eu sei mandona, e eu amo esse cuidado que você tem com nossa filha.

— É minha obrigação cuidar da nossa família. – Regina disse se virando e dando um selinho em Emma. – Talvez isso te anime. – Regina pegou um papel em sua bolsa e mostrou a Emma.

– O que você aprontou dessa vez Mills?

– Veja você mesma Swan.

Emma pegou o papel e começou a ler, quando percebeu do se tratava um sorriu espontaneamente. Tratava-se da certidão de nascimento de Isabel. Regina tinha registrado a menina em nome das duas.

— Acho que agora é mesmo oficial, Isabel é mesmo sua filha. – Emma comentou ainda olhando o papel.

– Isso é só um papel Emma. Isabel sempre foi minha filha, desde dia que eu soube que você estava grávida dela. – Regina afirmou com tanta convicção, que até mesmo quem não conhecesse a historia das duas não teria a menor duvida que Isabel fosse de fato uma Mills. – Eu soube que ela era minha, porque eu a amei independente de todas as outras coisas.

Emma foi até a esposa e abraçou forte, em seguida trocaram um beijo carinho e voltaram a admirar a filha que dormia no berço tranquilamente. Elas foram interrompidas pela chegada de uma enfermeira.

— Desculpem a intromissão. – A mulher anunciou assim que entrou no quarto. – Senhora Swan Mills, o Dr. Whale pediu que levesse o bebê até a pediatria. O pediatra de plantão fará alguns exames de rotina, e depois assinara à alta. E alguém precisa passar na recepção para assinar alguns papeis.

– Eu faço isso. – Regina respondeu se adiantando. – Enquanto você leva Isabel até a pediatria eu resolvo a parte burocrática.

– Tudo bem amor. – Emma respondeu a esposa.

Regina deu um selinho na loira e saiu do quarto em direção à recepção do hospital. Emma aguardou mais alguns minutos até que a filha acordasse e depois a levou a ala infantil do hospital. A consulta fora tranquila. O pediatra constara que apesar de Isabel, ser considera prematura, ela era um bebê saudável e seu desenvolvimento estava acontecendo de forma normal. Apenas algumas recomendações e o médico finalmente deu alta ao bebê, para alegria de Emma.

A loira deixou a sala feliz e começou a caminhar para voltar ao quarto. No caminho uma enfermeira nervosa, acabou esbarrando em Emma.

— Me desculpe senhora. – A mulher se desculpou.

— Tudo bem, só tome cuidado por onde anda. – Emma respondeu.

— Temos uma emergência, em uma das salas de cirurgia. Uma senhora precisa de uma transfusão de sangue, e o hospital não tem o tipo sanguíneo dela banco de sangue. – A mulher tentou se justificar.

– Eu entendo, espero que consiga o sangue e dê tudo certo. – Emma tentou amenizar a situação.

– Meredith anda vamos. – Outra enfermeira chamou a mulher.

— Estou indo Lexie. Temos fazer umas ligações e tentar arrumar sangue em outro hospital ou a senhora Mills pode não sobreviver.

Elas conversaram, alheias a presença de Emma, mas a loira não deixou de notar o sobrenome citado, Swan teve certeza que algo estava errado.

— Me desculpem me intrometer, mais você disse Sr. Mills? – Emma questionou a enfermeira.

— Sim. Você a conhece?

– Bem minha mulher se chama Regina Mills, e pensei que poderia ser algum parente dela.

— A mulher que está na cirurgia se chama Elisabeth Mills.

– Meredith eu li o prontuário dela, Elisabeth é seu segundo nome. – A outra enfermeira se intrometeu. – O primeiro nome dela é Cora.

Ao ouvir o nome de sua sogra, Emma entendeu o motivo de Cora estar em Storybroke.

— Ela é minha sogra. – Swan afirmou. – Podem, me dizer o motivo da cirurgia?

— Mastectomia para retirada de um câncer de mama senhorita. Não podemos ficar aqui de conversa, acho melhor se informa com o medico dela. Temos que ir atrás do sangue, ela corre risco de vida.

Em seguida Emma entendeu porque Cora manteve singelo de sua ida para cidade, ela não queria contar a ninguém sobre estar doente.

— Qual tipo sanguíneo vocês precisam? – Emma perguntou de forma seria.

– O negativo, senhorita.

Sem ao menos pensar, Emma tomou uma decisão que mudaria inúmeras coisas para todos naquele dia.

– Eu posso doar, meu sangue é O.

As enfermeiras sorriram diante da afirmação da loira. Pouparia-lhe trabalho e salvariam a vida da senhora na cirurgia.

— Vamos até o ambulatório recolher o sangue então.

Tudo fora rápido, e quando Emma percebeu estava sentada em uma cadeira, enquanto a enfermeira que esbarra nos corredores do hospital coletava seu sangue.

– É gesto bonito da sua parte senhorita Swan. E isso salvara uma vida.

— Eu estou fazendo o que acho certo. Ela é mãe da minha mulher. Mais tenho um pedido, se Cora Mills perguntar sobre o sangue não cite o meu nome. – Emma pediu.

— Tudo bem é direito seu. Não direi de onde veio o sangue. – A enfermeira respondeu. – Pronto terminamos aqui. Se alimente bem nas próximas horas e logo seu corpo irá repor o sangue Emma.

A loira se levantou meio tonta, pegou a filha que estava no colo da outra enfermeira se despediu de ambas e deixou o ambulatório.

(...)

Emma voltou ao quarto e encontrou os pais e o filho, que começavam arrumar as coisas para sua saída do hospital. Cumprimentou a todos, e depois colocou a filha no berço, mas sentiu que algo estava errado. Sua cabeça começava a girar, e tudo ficou preto a sua frente. Depois só se ouviram gritos de Henry.

— Mãeeee.

David correu tentando amparar Emma, mas era tarde, ela já tinha ido ao chão e batido a cabeça sobre o piso frio. Sua atitude em seguida foi pegar a filha no colo o mais rápido possível, e coloca-la sobre a cama com cuidado.

— Mary chame um medico. E você Henry se acalme, tudo vai ficar bem.

Regina voltou ao quarto e entrou em desespero ao, encontrar sua esposa desacordada e com corte na cabeça.

– David o que aconteceu? – Regina questionou ao sogro.

— Ela desmaiou assim que chegou com Isabel Regina. Mary foi buscar um medico não se exalte pense no Henry e em Isabel. – O loiro respondeu tentando amenizar a situação.

Seu mundo parecia desabar uma vez mais e Regina não sabia o que fazer, ou como agir. Não tinha ideia do estava acontecendo com Emma e isso a angustiava completamente. Cerca de cinco minutos depois, Mary retornou com Whale.

— Por favor, Whale você tem me dizer o que Emma tem?

— Vamos descobrir Regina, se acalme. – Whale respondeu e começou a examinar Emma.

No exame superficial ele não achou nada de errado e achou melhor levar Emma para fazer alguns exames. Uma tomografia constatou que Emma tivera uma compulsão cerebral. Não era nada grave e em uma semana a loira estaria bem, o problema era ele descobrir o que havia causado o desmaio. Whale notou um pequeno curativo no braço direito de Emma e marca de agulha, olhou o prontuário da loira e não achou nada. Até encontrar Meredith a enfermeira que Emma conhecera nos corredores do hospital. Ela contou a Whale que Emma tinha doado sangue, e assim ele desvendou mistério e descobriu o que casou o desmaio da loira. Já com diagnostico em mãos ele voltou ao quarto para dar a noticia a família.

– Emma fez uma doação de sangue essa tarde. E ela não podia ter feito isso por estar tomando uma medicação para controlar sua pressão. – Whale explicava. – Doar sangue fez com sua pressão caísse, o remédio se tornou mais forte em seu organismo abaixando mais sua pressão sanguínea mais que normal, causando tonturas e o desmaio. A queda fez com ela tivesse uma compulsão cerebral.

– Doar sangue? Compulsão cerebral? – Regina perguntava. – Ela saiu daqui para levar Isabel ao pediatra e não para doar sangue Whale.

— Regina se acalme. – Mary interviu.

— Não peça para eu me acalmar Mary ela esta desacordada a mais de uma hora.

– Senhora Mills você precisa se manter sã. Sua sogra tem razão precisa se acalmar e pensar nos seus filhos agora. O que Emma tem não é nada grave, ela esta desacordada pelo efeitos dos sedativos e assim que passar ela ira acordar. – Whale falava.

Regina respirou fundo e foi até a cama olhou para sua mulher que dormia serenamente e fez a pergunta que rodava em sua cabeça.

— Para que ela doou o sangue Whale?

— Cora Mills. Presumo que você já saiba quem seja. – O medico respondeu.

A advogada não conseguiu acreditar no que acabara de ouvir, Emma tinha doado sangue para sua mãe. Mais perguntas se formavam em sua cabeça. Whale não soube responder o porquê Cora precisou do sangue, ou o que Cora tinha, isso somente o medico de seu caso poderia dizer. Regina queria respostas, mas antes queria ter certeza que sua mulher ficaria bem. Decidiu procurar respostas somente quando Emma acordasse.

(...)

Ingrid chegou a Storybrooke pela tarde, e assim que seu carro passou pelas pequenas ruas da cidade ela fora, inundadas de lembranças. Lembrou-se dos tempos de escola e da paixão por David não correspondida. Quis tanto ser a mulher que ele amava, mas tudo que conseguiu fora uma vida de frustrada e um filho com irmão do rapaz. Sua vingança foi tirar a filha de David e Mary e ainda assim não obteve o sucesso desejado, ela queria tudo e no final só lhe restava o nada.

Ela seguiu direto para o hospital onde Emma estava internada, com toda papelada em mãos o plano era pegar o bebê e sumir mais uma vez. Informou-se na recepção e noticias lhe agradaram, Emma havia tido complicações e estava desacordada, isso facilitaria as coisas. Ela foi em direção ao quarto da loira, quando pensou em bater, encontrou Henry saindo do quarto. – Olá garoto. – Ingrid cumprimentou ao menino. O garoto se assustou e acabou soltando um grito.

– Mamãe. – Henry gritou por Regina.

Ele se lembrava de bem daquela mulher, e temeu que ela tivesse voltado para leva-lo. A morena que cochilava ao lado da cama da esposa despertou com grito do filho, se levantou e correu até a porta para ver o que estava acontecendo. Quando deu de cara com Ingrid, perguntou que problemas aquela mulher trazia com ela até ali.

— O que faz aqui sua doida? – Regina questionou Ingrid.

— Eu que deveria fazer essa pergunta senhorita Mills. Vim cumprir a lei, tenho uma ordem judicial para levar em custodia o bebê que Emma Swan deu a luz.

— Você só pode estar louca. Nunca colocara essas suas mãos sujas na minha filha. – A advogada respondeu.

Ingrid si quer percebeu que estava sendo seguida desde que deixara Boston e naquele momento James e sua equipe estava a postos para prendê-la no hospital.

— Eu estou cumprindo a lei nada mais, e que saiba a menor é filha de Emma Swan e não sua senhora Mills.

— Há muitas coisas as quais você desconhece Sr.ª Ingrid James. – A voz de Belle interrompeu a discussão.

A loirinha havia partido para Storybrooke no mesmo dia que Ingrid. Ela fazia parte do plano de James para prender Ingrid.

– Quem é você e o que tem haver com esse caso?

— Eu sou procuradora de Emma Swan Mills. – Belle explicava assim que se aproximou. Belle se virou para finalmente cumprimentar Regina. – Desculpe minha visita atrasada Dr. Mills.

— Tudo bem Belle. – Regina respondeu a sua assistente com sorriso no rosto. A advogada sabia que Belle era esperta, e sempre aparecia com trunfo nas mãos.

— Emma Swan Mills? Do que está falando minha jovem?

– Como eu disse senhora James há muitos fatos que aconteceram aos quais a senhora desconhece. Emma Swan ainda em juízo deixou um documento que faz da Dr. Mills única guardiã legal de seus filhos, caso ela não pudesse cuidar de ambos.

– Esse documento não vale perante o estado, Emma Swan é órfã. E posso provar que é o melhor para as crianças é ficarem aos cuidados do estado, até achar um lar adequado para ambos. – Ingrid argumentou.

— Emma não é órfã Senhora James, ela achou os pais a poucos meses, e é casada com a Dr. Mills, que é cidadã respeitada e pode cuidar bem dos menores. Quanto a menor Isabel Swan Mills, ela esta registrada em nome também segunda mãe Regina Mills, e o processo de adoção de Henry Swan já corre no suprema corte em Nova York. Isso tudo invalida a sua ordem judicial. E em segunda instancia a guarda dos menores iria para David Nolan e Mary Margaret Blanch Nolan, os pais de Emma.

As palavras de Belle fizeram todos os planos de Ingrid, irem por água abaixo. E antes que ela pudesse fugir James e seus homens entraram em ação.

— Senhora Ingrid James está presa falsificação de documentos, e por tentar burlar a lei. Tudo fora tão rápido que Ingrid não teve como fugir e no minuto seguinte estava sendo algemada.

— O que? Como assim? Eu sou uma funcionaria do governo. Uma assistente social respeitada em Boston. – Ingrid dizia enquanto era levada.

— Terá a chance de provar isso na delegacia. – James respondeu com sorriso triunfante no rosto.

Regina olhou sem entender nada e Belle apenas olhou para ela como se dissesse explicou depois. A advogada apenas pegou o filho no colo e voltou ao quarto, ao menos um problema tinha resolvido aquele dia, tudo que ela queria agora era que Emma acordasse logo.

Notas finais
Não fiquem nervosos com que aconteceu com Emma ela ficara bem. Isso foi importante, para fechar o enredo entre Regina e Cora e consequentemente a Emma junto. Pediram Henry e Cora ( Elizabeth ) mantivemos a relação e isso continuara ao longo da historia. Ingrid presa eu ouvi amém? Espero que sim hahahaha... O restante da historia dela fecho no próximo capitulo e toda historia dela vira a tona. Então é isso me digam suas opiniões e teorias nos comentários. Até!