You Make It Real
56 Solutions and problems
Notas iniciais
Emma olhava para seu dedo anelar, e girava a aliança que estava ali. Um sorriso involuntário se formava em seus lábios. Ainda não acreditava em tudo que vivera nas ultimas horas. A surpresa, os momentos juntos aos amigos queridos e familiares, e melhor de tudo tinha se casado com alguém que amava de verdade. Seus filhos estão bem e felizes, e um sentimento reconfortante lhe invadia o peito, a loira tinha certeza que era felicidade.
— O que está pensando filha? – Mary perguntou se sentando ao lado da filha na cama.
– Nada em especial minha mãe. Apenas pensando, em como eu tenho sorte. A sorte de ter casado, com uma pessoa incrível como Regina.
Mary sorriu diante da confissão da filha, pois compartilhava a mesma opinião, Regina era um ser humano incrível. E ela nunca poderia estar mais feliz, por sua filha ter se casado com ela.
— Eu concordo com você filha. Regina é uma pessoa admirável e estou feliz por saber ela irá cuidar de você, quando eu e seu pai não estivermos por perto.
– Mãe eu não sou o bebê aqui. – Emma reclamou. – Isabel é quem precisa de cuidados.
— Emma Swan, aprenda uma coisa você será sempre o meu bebê querendo ou não. Até mesmo quando estiver com quarenta anos, e isso nunca mudara.
A loira gargalhou pela forma como era tratada pela mãe. E mesmo que reclamasse no fundo, ela amava a forma como a mãe cuidava dela, pois ela nunca tivera aquilo boa parte da vida. Mary tentava todos os dias suprir um pouco isso.
— Ok mamãe. Eu adoro quando todos os seus mimos dona Mary. – Emma confessou abraçando a mãe. Mary retribuiu ao abraço e beijou a cabeça da filha.
— Tem algo que quero lhe mostrar.
Mary pegou o celular na bolsa, destravou a tela mexeu por alguns segundo e depois passou para a filha. Emma pegou o aparelho, e viu que se tratava de vídeo, automaticamente tocou a tela para dar play. Seus olhos marejavam assim que as primeiras cenas começaram a se formar na pequena tela, era Regina dando o primeiro banho em Isabel. Mary ficou feliz pela reação da filha, pois aquele era um momento único.
– Ela tem mesmo todo jeito de mãe. E minha filha se aparece tanto com ela que às vezes tenho duvida, se ela não é parte de Regina também. – Emma comentou, limpando as lagrimas que rolavam por sua face.
— Às vezes o amor é tão grande, que faz as pessoas se tornem parte nós Emma. Acho que esse é o caso de Regina com Isabel, ela amou tanto essa criança em cada estagio de sua gravidez, que a pequena sentiu. E passou a ser parte de Regina, como Regina passou a fazer parte dela.
— Parte mãe? Você quis dizer inteira não é. Porque Izzy é cara da Regina.
– Não exagera ela tem seus olhos Emma.
A conversa seguiu animada, e quando o clima ficou ameno, Mary finalmente tocou no assunto que levara até ali. Ela queria contar a Emma sobre Valerius, Leônidas e toda situação de sua família.
– Filha eu preciso lhe contar uma coisa. – Mary finalmente se pronunciou. A loira olhou para mãe certo nervosismo, e temeu o pior.
– Mãe aconteceu alguma com meu pai ou Evan?
— Não Emma, eu quero lhe contar sobre a nossa família. –Mary respondeu a filha. Em seguida começou a contar a historia dos Blanch.
A mulher contou a filha sobre suas origens, sua descendência nobre, e que a loira assim como seus filhos eram herdeiros do trono da Irlanda. Mary contou também porque, largou seu o país de origem e toda briga com seu tio Valerius e Leônidas. Emma estava atônita com todas aquelas revelações. Imaginou que sua mãe tivera problemas no passado com os pais, e por isso pouco mencionava algo sobre eles. Mas a loira nunca pensou que sua mãe fosse rainha de uma país na Europa, e muito menos que isso fazia dela uma princesa.
— Nossa é muita coisa para absorver mãe. – Emma dizia ainda confusa. – Mais sobre seu tio e seu irmão, eu acho que as coisas podem ser diferentes agora. Mãe você não é mais uma adolescente, é hora deixar essa birra de lado e perdoar os dois.
— Não é tão fácil assim filha. – Mary respondeu meio envergonhada.
— Mãe se prender ao passado, não fará diferença agora. E admitir que estava errada não é vergonha Dona Mary Margaret, e além do mais eu quero conhecer meus tios.
– Não vou me opor a isso filha. Você e seu irmão iram conhecer Valerius e Leônidas. Quanto ao titulo real deixarei que se decida por você mesma. E seu irmão quando tiver idade suficiente para isso.
— Vamos por partes mãe. Eu acabei de me casar, e por enquanto quero pensar só na minha família.
— Irei ligar para o assessor de Valerius, e pedir para que eles venham lhe fazer uma visita. Tudo bem para você filha.
— Sim mãe. Mais a senhora ira fazer, as pazes com eles?
— Vamos por partes Emma, uma coisa de cada vez. – Mary repetiu a frase da filha. Ela já estava certa de sua decisão.
(...)
Henry aproveitou a distração dos adultos, e com ajuda de Evan saiu do quarto para visitar a tia Liza, ou melhor, Cora Mills.
– Henry não demora lá dentro, ok? Porque quando Emma e a mamãe derem falta da gente, elas vão começar a ligar e teremos que voltar logo. – Evan dizia dando instruções ao sobrinho.
— Está bem tio Evan, eu não vou demorar. Só quero desejar boa sorte para tia Liza. – Henry respondeu justificando sua ida até o quarto de Cora.
– Tudo bem pequeno, eu te espero aqui fora. E qualquer coisa eu entro e te chamo.
O garoto concordou com a cabeça e em seguida bateu na porta e esperou que alguém atendesse. Do lado de dentro do quarto de Cora, Sidney ouviu as pequenas batidas e foi atender. Assim que viu ser o pequeno Henry ali, sorriu para menino e deu passagem para que ele entrasse.
— Parece que você tem visita minha querida. – Sidney informou a esposa. Quando viu Henry a velha Mills sorriu de forma genuína.
– Pequeno você veio mesmo.
— Sim Tia Liza eu vim. Minha mamãe Regina diz que se promete algo a alguém você tem que cumprir.
— Sua mãe é alguém sabia Henry, mais venha cá para que eu possa te dar um abraço.
O garotinho se aproximou mais e depois subiu na cama e se sentou ao lado de Cora. Deram um abraço saudoso e contaram as novidades. Cora contou a Henry da forma mais simples, sobre seu parentesco com Regina, e das coisas ruins que tinha feito. Mais deixou claro que lamentava por tudo, e que estava arrependida e que havia mudado e que ele fora o motivo maior por toda sua mudança.
– Você foi má tia, mais o importante é que está arrependida e quer fazer o bem agora. Minha mãe Emma, diz que todos merecem uma segunda chance. Então eu te dou uma segunda chance e te perdoou tia Liza. A velha Mills derramou algumas lagrimas com palavras da criança.
— Obrigado pequeno isso significa muito para mim. – Cora respondeu ao menino em meio as lagrimas.
— Não chora tia, logo você vai ficar boa. E logo minhas mamães vão fazer as pazes com você também.
– Eu espero que sim pequeno.
— Olha vou te mostrar algo legal para fazer você se sentir melhor. – Henry tirou o celular do bolso, mexeu por alguns segundos e em seguida virou a tela para Cora olhar. – Essa é Isabel minha irmãzinha. Cora olhou para tela do aparelho e sorriu olhando aquela foto, o bebê lembrava muito Regina.
— Ela é linda, Henry e se parece com sua mãe Regina.
— Todo mundo diz isso, e minha mãe Emma sempre fica brava.
– E porque ela fica brava, pequeno? – Cora questionou ao garotinho, curiosa.
— Porque ela diz que carregou minha irmã nove meses e ela saiu à cara da minha mãe Regina.
A mulher soltou uma gargalhada ao ouvir o motivo, e se imaginou vivenciando momentos em família com a filha, nora e os netos. Ela era avó agora pensar nisso lhe dava ainda mais força e alegria para lutar por sua vida. Henry e Cora conversaram por mais alguns minutos, até que o garoto se deu conta que hora de voltar ao quarto da mãe antes que dessem falta dele.
– Tia agora eu preciso ir, ou vou lembrar bronca. Você se cuida tá.
— Eu vou me cuidar pequeno pode deixar.
— Depois que o medico tirar a parte ruim do seu dodói eu volto pra te visitar. – Henry se disse já de despedindo.
A visita do garotinho fora um alento, para Cora em meio a todos os seus problemas. E agora se via preparada, para enfrentar aquela cirurgia sem medo algum. Henry voltou ao quarto da mãe com Evan, sem causar suspeitas. O garotinho não queria mentir, mas ele tinha prometido visitar Liza antes dela se operar e não quis quebrar sua promessa. Depois disso ele, jurou não sair mais sem permissão para visitar Cora até que ela e suas mães se entendessem.
(...)
Como previsto no dia seguinte, Emma e Isabel receberiam alta no final do tarde. A loira estava impaciente, e louca para ir para casa e finalmente desfrutar do ambiente familiar.
— Meu amor não faz essa cara. Daqui uma hora o médico vem assinar sua alta e da nossa princesa, e vamos para casa. – Regina falava tentando animar a esposa.
— Para casa dos meus pais você quis dizer. – Emma respondeu.
– Sim para casa dos seus pais, mas lá confortável e vai ser só por alguns dias, teimosa. Não podemos viajar com um bebê recém-nascido. – A advogada justificou.
– Eu sei mandona, e eu amo esse cuidado que você tem com nossa filha.
— É minha obrigação cuidar da nossa família. – Regina disse se virando e dando um selinho em Emma. – Talvez isso te anime. – Regina pegou um papel em sua bolsa e mostrou a Emma.
– O que você aprontou dessa vez Mills?
– Veja você mesma Swan.
Emma pegou o papel e começou a ler, quando percebeu do se tratava um sorriu espontaneamente. Tratava-se da certidão de nascimento de Isabel. Regina tinha registrado a menina em nome das duas.
— Acho que agora é mesmo oficial, Isabel é mesmo sua filha. – Emma comentou ainda olhando o papel.
– Isso é só um papel Emma. Isabel sempre foi minha filha, desde dia que eu soube que você estava grávida dela. – Regina afirmou com tanta convicção, que até mesmo quem não conhecesse a historia das duas não teria a menor duvida que Isabel fosse de fato uma Mills. – Eu soube que ela era minha, porque eu a amei independente de todas as outras coisas.
Emma foi até a esposa e abraçou forte, em seguida trocaram um beijo carinho e voltaram a admirar a filha que dormia no berço tranquilamente. Elas foram interrompidas pela chegada de uma enfermeira.
— Desculpem a intromissão. – A mulher anunciou assim que entrou no quarto. – Senhora Swan Mills, o Dr. Whale pediu que levesse o bebê até a pediatria. O pediatra de plantão fará alguns exames de rotina, e depois assinara à alta. E alguém precisa passar na recepção para assinar alguns papeis.
– Eu faço isso. – Regina respondeu se adiantando. – Enquanto você leva Isabel até a pediatria eu resolvo a parte burocrática.
– Tudo bem amor. – Emma respondeu a esposa.
Regina deu um selinho na loira e saiu do quarto em direção à recepção do hospital. Emma aguardou mais alguns minutos até que a filha acordasse e depois a levou a ala infantil do hospital. A consulta fora tranquila. O pediatra constara que apesar de Isabel, ser considera prematura, ela era um bebê saudável e seu desenvolvimento estava acontecendo de forma normal. Apenas algumas recomendações e o médico finalmente deu alta ao bebê, para alegria de Emma.
A loira deixou a sala feliz e começou a caminhar para voltar ao quarto. No caminho uma enfermeira nervosa, acabou esbarrando em Emma.
— Me desculpe senhora. – A mulher se desculpou.
— Tudo bem, só tome cuidado por onde anda. – Emma respondeu.
— Temos uma emergência, em uma das salas de cirurgia. Uma senhora precisa de uma transfusão de sangue, e o hospital não tem o tipo sanguíneo dela banco de sangue. – A mulher tentou se justificar.
– Eu entendo, espero que consiga o sangue e dê tudo certo. – Emma tentou amenizar a situação.
– Meredith anda vamos. – Outra enfermeira chamou a mulher.
— Estou indo Lexie. Temos fazer umas ligações e tentar arrumar sangue em outro hospital ou a senhora Mills pode não sobreviver.
Elas conversaram, alheias a presença de Emma, mas a loira não deixou de notar o sobrenome citado, Swan teve certeza que algo estava errado.
— Me desculpem me intrometer, mais você disse Sr. Mills? – Emma questionou a enfermeira.
— Sim. Você a conhece?
– Bem minha mulher se chama Regina Mills, e pensei que poderia ser algum parente dela.
— A mulher que está na cirurgia se chama Elisabeth Mills.
– Meredith eu li o prontuário dela, Elisabeth é seu segundo nome. – A outra enfermeira se intrometeu. – O primeiro nome dela é Cora.
Ao ouvir o nome de sua sogra, Emma entendeu o motivo de Cora estar em Storybroke.
— Ela é minha sogra. – Swan afirmou. – Podem, me dizer o motivo da cirurgia?
— Mastectomia para retirada de um câncer de mama senhorita. Não podemos ficar aqui de conversa, acho melhor se informa com o medico dela. Temos que ir atrás do sangue, ela corre risco de vida.
Em seguida Emma entendeu porque Cora manteve singelo de sua ida para cidade, ela não queria contar a ninguém sobre estar doente.
— Qual tipo sanguíneo vocês precisam? – Emma perguntou de forma seria.
– O negativo, senhorita.
Sem ao menos pensar, Emma tomou uma decisão que mudaria inúmeras coisas para todos naquele dia.
– Eu posso doar, meu sangue é O.
As enfermeiras sorriram diante da afirmação da loira. Pouparia-lhe trabalho e salvariam a vida da senhora na cirurgia.
— Vamos até o ambulatório recolher o sangue então.
Tudo fora rápido, e quando Emma percebeu estava sentada em uma cadeira, enquanto a enfermeira que esbarra nos corredores do hospital coletava seu sangue.
– É gesto bonito da sua parte senhorita Swan. E isso salvara uma vida.
— Eu estou fazendo o que acho certo. Ela é mãe da minha mulher. Mais tenho um pedido, se Cora Mills perguntar sobre o sangue não cite o meu nome. – Emma pediu.
— Tudo bem é direito seu. Não direi de onde veio o sangue. – A enfermeira respondeu. – Pronto terminamos aqui. Se alimente bem nas próximas horas e logo seu corpo irá repor o sangue Emma.
A loira se levantou meio tonta, pegou a filha que estava no colo da outra enfermeira se despediu de ambas e deixou o ambulatório.
(...)
Emma voltou ao quarto e encontrou os pais e o filho, que começavam arrumar as coisas para sua saída do hospital. Cumprimentou a todos, e depois colocou a filha no berço, mas sentiu que algo estava errado. Sua cabeça começava a girar, e tudo ficou preto a sua frente. Depois só se ouviram gritos de Henry.
— Mãeeee.
David correu tentando amparar Emma, mas era tarde, ela já tinha ido ao chão e batido a cabeça sobre o piso frio. Sua atitude em seguida foi pegar a filha no colo o mais rápido possível, e coloca-la sobre a cama com cuidado.
— Mary chame um medico. E você Henry se acalme, tudo vai ficar bem.
Regina voltou ao quarto e entrou em desespero ao, encontrar sua esposa desacordada e com corte na cabeça.
– David o que aconteceu? – Regina questionou ao sogro.
— Ela desmaiou assim que chegou com Isabel Regina. Mary foi buscar um medico não se exalte pense no Henry e em Isabel. – O loiro respondeu tentando amenizar a situação.
Seu mundo parecia desabar uma vez mais e Regina não sabia o que fazer, ou como agir. Não tinha ideia do estava acontecendo com Emma e isso a angustiava completamente. Cerca de cinco minutos depois, Mary retornou com Whale.
— Por favor, Whale você tem me dizer o que Emma tem?
— Vamos descobrir Regina, se acalme. – Whale respondeu e começou a examinar Emma.
No exame superficial ele não achou nada de errado e achou melhor levar Emma para fazer alguns exames. Uma tomografia constatou que Emma tivera uma compulsão cerebral. Não era nada grave e em uma semana a loira estaria bem, o problema era ele descobrir o que havia causado o desmaio. Whale notou um pequeno curativo no braço direito de Emma e marca de agulha, olhou o prontuário da loira e não achou nada. Até encontrar Meredith a enfermeira que Emma conhecera nos corredores do hospital. Ela contou a Whale que Emma tinha doado sangue, e assim ele desvendou mistério e descobriu o que casou o desmaio da loira. Já com diagnostico em mãos ele voltou ao quarto para dar a noticia a família.
– Emma fez uma doação de sangue essa tarde. E ela não podia ter feito isso por estar tomando uma medicação para controlar sua pressão. – Whale explicava. – Doar sangue fez com sua pressão caísse, o remédio se tornou mais forte em seu organismo abaixando mais sua pressão sanguínea mais que normal, causando tonturas e o desmaio. A queda fez com ela tivesse uma compulsão cerebral.
– Doar sangue? Compulsão cerebral? – Regina perguntava. – Ela saiu daqui para levar Isabel ao pediatra e não para doar sangue Whale.
— Regina se acalme. – Mary interviu.
— Não peça para eu me acalmar Mary ela esta desacordada a mais de uma hora.
– Senhora Mills você precisa se manter sã. Sua sogra tem razão precisa se acalmar e pensar nos seus filhos agora. O que Emma tem não é nada grave, ela esta desacordada pelo efeitos dos sedativos e assim que passar ela ira acordar. – Whale falava.
Regina respirou fundo e foi até a cama olhou para sua mulher que dormia serenamente e fez a pergunta que rodava em sua cabeça.
— Para que ela doou o sangue Whale?
— Cora Mills. Presumo que você já saiba quem seja. – O medico respondeu.
A advogada não conseguiu acreditar no que acabara de ouvir, Emma tinha doado sangue para sua mãe. Mais perguntas se formavam em sua cabeça. Whale não soube responder o porquê Cora precisou do sangue, ou o que Cora tinha, isso somente o medico de seu caso poderia dizer. Regina queria respostas, mas antes queria ter certeza que sua mulher ficaria bem. Decidiu procurar respostas somente quando Emma acordasse.
(...)
Ingrid chegou a Storybrooke pela tarde, e assim que seu carro passou pelas pequenas ruas da cidade ela fora, inundadas de lembranças. Lembrou-se dos tempos de escola e da paixão por David não correspondida. Quis tanto ser a mulher que ele amava, mas tudo que conseguiu fora uma vida de frustrada e um filho com irmão do rapaz. Sua vingança foi tirar a filha de David e Mary e ainda assim não obteve o sucesso desejado, ela queria tudo e no final só lhe restava o nada.
Ela seguiu direto para o hospital onde Emma estava internada, com toda papelada em mãos o plano era pegar o bebê e sumir mais uma vez. Informou-se na recepção e noticias lhe agradaram, Emma havia tido complicações e estava desacordada, isso facilitaria as coisas. Ela foi em direção ao quarto da loira, quando pensou em bater, encontrou Henry saindo do quarto. – Olá garoto. – Ingrid cumprimentou ao menino. O garoto se assustou e acabou soltando um grito.
– Mamãe. – Henry gritou por Regina.
Ele se lembrava de bem daquela mulher, e temeu que ela tivesse voltado para leva-lo. A morena que cochilava ao lado da cama da esposa despertou com grito do filho, se levantou e correu até a porta para ver o que estava acontecendo. Quando deu de cara com Ingrid, perguntou que problemas aquela mulher trazia com ela até ali.
— O que faz aqui sua doida? – Regina questionou Ingrid.
— Eu que deveria fazer essa pergunta senhorita Mills. Vim cumprir a lei, tenho uma ordem judicial para levar em custodia o bebê que Emma Swan deu a luz.
— Você só pode estar louca. Nunca colocara essas suas mãos sujas na minha filha. – A advogada respondeu.
Ingrid si quer percebeu que estava sendo seguida desde que deixara Boston e naquele momento James e sua equipe estava a postos para prendê-la no hospital.
— Eu estou cumprindo a lei nada mais, e que saiba a menor é filha de Emma Swan e não sua senhora Mills.
— Há muitas coisas as quais você desconhece Sr.ª Ingrid James. – A voz de Belle interrompeu a discussão.
A loirinha havia partido para Storybrooke no mesmo dia que Ingrid. Ela fazia parte do plano de James para prender Ingrid.
– Quem é você e o que tem haver com esse caso?
— Eu sou procuradora de Emma Swan Mills. – Belle explicava assim que se aproximou. Belle se virou para finalmente cumprimentar Regina. – Desculpe minha visita atrasada Dr. Mills.
— Tudo bem Belle. – Regina respondeu a sua assistente com sorriso no rosto. A advogada sabia que Belle era esperta, e sempre aparecia com trunfo nas mãos.
— Emma Swan Mills? Do que está falando minha jovem?
– Como eu disse senhora James há muitos fatos que aconteceram aos quais a senhora desconhece. Emma Swan ainda em juízo deixou um documento que faz da Dr. Mills única guardiã legal de seus filhos, caso ela não pudesse cuidar de ambos.
– Esse documento não vale perante o estado, Emma Swan é órfã. E posso provar que é o melhor para as crianças é ficarem aos cuidados do estado, até achar um lar adequado para ambos. – Ingrid argumentou.
— Emma não é órfã Senhora James, ela achou os pais a poucos meses, e é casada com a Dr. Mills, que é cidadã respeitada e pode cuidar bem dos menores. Quanto a menor Isabel Swan Mills, ela esta registrada em nome também segunda mãe Regina Mills, e o processo de adoção de Henry Swan já corre no suprema corte em Nova York. Isso tudo invalida a sua ordem judicial. E em segunda instancia a guarda dos menores iria para David Nolan e Mary Margaret Blanch Nolan, os pais de Emma.
As palavras de Belle fizeram todos os planos de Ingrid, irem por água abaixo. E antes que ela pudesse fugir James e seus homens entraram em ação.
— Senhora Ingrid James está presa falsificação de documentos, e por tentar burlar a lei. Tudo fora tão rápido que Ingrid não teve como fugir e no minuto seguinte estava sendo algemada.
— O que? Como assim? Eu sou uma funcionaria do governo. Uma assistente social respeitada em Boston. – Ingrid dizia enquanto era levada.
— Terá a chance de provar isso na delegacia. – James respondeu com sorriso triunfante no rosto.
Regina olhou sem entender nada e Belle apenas olhou para ela como se dissesse explicou depois. A advogada apenas pegou o filho no colo e voltou ao quarto, ao menos um problema tinha resolvido aquele dia, tudo que ela queria agora era que Emma acordasse logo.
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