Notas iniciais
Demoramos mas, voltamos. Então preparados para penúltimo capitulo? Esperamos que sim, pois foi escrito com maior carinho. Queria pedir que se atentassem as notas finais, tem algumas observações importantes lá. Boa leitura! Ps: Capitulo sem revisão. Fiz um twitter a pedidos @JuneEverden só seguir que conversamos mais por lá.

Emma

A calmaria depois da tempestade, eu acho que é a melhor expressão para usar depois de tudo que vivemos. Tantas dores, sofrimentos e lágrimas nós trouxeram até aqui, e olhar minha filha dormindo nos braços da mulher que eu amo me faz pensar que tudo valeu a pena. Regina foi meu alento em meio a tudo de ruim que vivi, ela me salvou quando achei que minha vida tinha acabado. Ela fez tudo por mim, e eu quero fazer tudo por ela agora. Quero ser não só a mulher que ela ama, ou a esposa que carrega seu sobrenome. Eu quero ser seu apoio, o motivo de suas alegrias e vitorias. Quero ser sua melhor amiga, sua amante, sua companheira e seu amor por essa vida, e quem sabe nas próximas. Porque se existe mesmo essa historia de alma gêmea eu tenho plena certeza que Regina Mills é minha.

— Porque está me olhando assim Swan? – Regina me questionou me tirando dos meus devaneios enquanto a admirava. Ela estava linda com Isabel nos braços tentando fazê-la dormir.

– Nada meu amor. E é Swan Mills agora, não se esqueça. – Respondi frisando no Mills.

Se havia algo que eu tinha orgulho agora, era de carregar o sobrenome de Regina, e eu sabia que ela se sentia da mesma forma com relação a isso.

– Parece que alguém agora está metida por ser uma Mills. – Regina comentou me fazendo rir.

— É claro que eu estou, pertence à mulher que eu amo.

Vi ela olhar para Isabel e depois para mim, e dar um daqueles sorrisos lindos que me desarmavam sempre.

– Eu me orgulho também Emma de ser uma Swan. Eu tenho orgulho não só por pertencer a alguém que amo, mas por pertencer à uma mulher honrada, honesta e que me deu filhos lindos.

Meu coração se encheu de alegria ao ouvir aquela confissão, porque significava tantas coisas. Eu sempre fui uma pessoa simples, sem grandes ambições e o sobrenome que eu carregava dizia muito sobre mim, e sobre quem eu era. E saber que Regina sentia orgulho, em carrega-lo era realmente gratificante.

— Acho que nós estamos quites, mandona.

A felicidade parecia ser algo constante em nossas vidas agora. Henry apareceu correndo pelo quarto para completar o que de melhor tínhamos, a nossa família.

– Mãe você acordou. – Meu filho dizia animado. E tudo que fiz o pegar no colo e enche-lo de beijos, para que ele tivesse certeza que eu estava bem.

— Sim meu amor, mamãe acordou.

— E você promete que não vai mais dormir tanto assim?

Ouvi Regina rir atrás de nós, e depois se aproximar.

— Ela não vai mais dormir muito filho, e se dormir eu acordo ela.

— E como pretende me acordar Mills? – Perguntei a minha esposa.

Henry parecia meio confuso, mas logo pareceu chegar uma conclusão antes de nós.

– Essa é fácil mãe.

– É mesmo meu amor? Então como sua mãe pretende me acordar?

— Mamãe vai te acordar com um beijo de amor verdadeiro. Igual o príncipe fez com Bela adormecida, só que você vai ser a princesa e mamãe uma Rainha. – Henry concluiu, como se aquilo fosse a coisa mais obvia do mundo.

Caímos na gargalhada com a inocência do nosso filho, à vida sorria para nós da forma mais doce possível. Estamos em paz.

(...)

Cora ainda iria demorar alguns para ter alta, pois sua cirurgia apesar de ter sido um sucesso tinha sido delicada. E isso significava cuidados extremos, na sua recuperação.

— Querida você precisar ficar em repouso. – Sidney tentava argumentar com a esposa.

– Querido eu não farei esforço algum, apenas irei caminhar um pouco. Owen vai ter alta hoje, e quero me despedir dele, eu prometi. Não quero decepciona-lo e quebrar a promessa. – Cora respondeu, deixando seu marido sem saída.

— Tudo bem, no fim você sempre faz o que quer mesmo. – Cora gargalhou e se levantou abraçando Glass.

— Não fique bravo, prometo que depois de ver o menino, eu irei seguir a risca todas as recomendações medicas. – A resposta da velha Mills pareceu satisfazer seu marido.

E alguns minutos depois, ela estava vestida de forma adequada, e ansiosa para ver Owen. E partiu em direção a ala infantil acompanhada do marido.

— Tia Cora você veio mesmo. – O menino gritou empolgado, assim que viu Cora na porta de seu quarto quarto.

— Owen não pule na cama, você ainda está em recuperação. – A freira Eva advertiu o menino. Cora adentrou o quarto e foi abraçar ao garotinho.

— É claro que eu vim meu amor. Achava mesmo que iria ir embora sem te dar um abraço apertado? – A velha Mills respondeu abraçada ao garoto.

— Viu irmã Eva eu disse que Tia Cora vinha.

Owen estava animado com a presença de Cora ali, e todos podiam notar como a mulher fazia bem ao garoto. Mas a verdade era que Owen também fazia bem a Cora, ele despertava nela uma sensação antiga já conhecida. A sensação de ser mãe.

— Sim Owen você disse. Então vou deixar vocês a sós para se despedirem. Eu vou tomar um café enquanto conversam. A freira deixou o quarto e Sidney a acompanhou. Cora e Owen começaram uma conversa animada.

— Poxa Tia, mas eu estou triste. – O menino se lamentava.

– Mas porque meu amor? – Cora questionou a Owen. – Você agora está curado, e poderá voltar para casa.

— Eu não tenho casa Tia, eu moro no orfanato. E bem, eu não vou mais poder ver a senhora, ou ao Tio Sidney.

A velha Mills sentiu um aperto no coração ao ouvir as palavras do garoto. E tudo que ela queria era abraça-lo, e dizer que ele não estava sozinho.

— Owen olha para mim. – Cora disse fazendo o menino olhar em seus olhos. – O orfanato é seu lar, e enquanto não aparecer uma família para cuidar de você. As irmãs e as outras crianças são sua família meu amor.

– Mais eu já estou grande, e nenhuma família quer um menino grande. Só os bebês são adotados Tia Cora.

A mulher queria dizer que as coisas não eram bem assim, mas a verdade é mesmo não conhecendo bem o sistema de adoção, tinha plena certeza que a preferência dos casais era sempre por bebês, e as chances de Owen ser adotado eram pequenas.

— E quem disse para você que não nós veremos mais? – Cora resolveu mudar o rumo da conversa.

— Bem você vai pra sua casa, e é bem longe e eu não vou poder te visitar.

– Só o que você não sabe, é que se tornou meu grande amigo. E bem eu não gosto de ficar com saudades dos meus amigos Owen, por isso irei te visitar sempre. E para ficar mais pertinho, podermos nos falar todos os dias. Eu te trouxe um presente, para isso. – Cora pegou um embrulho na bolsa e passou para o garoto. Owen abriu o pacote todo animado, e sorriu quando viu que se tratava de um celular.

— Nossa um celular! – O menino exclamou. – Eu sempre quis ter um, obrigado Tia. – Owen agradeceu, abraçando Cora em seguida.

— De nada meu amor. Você pode me ligar sempre que sentir saudades, ou mandar mensagens.

O garoto estava feliz, demonstrava em seu pequeno sorriso e nos abraços constantes que dava em Cora a cada segundo. Um laço maior estava sendo construindo, e tanto Sidney quanto a freira Eva perceberam isso quando voltaram ao quarto. Owen teve alta do hospital e partiu, e Cora voltou ao seu quarto, mas ambos tinham certeza que ainda se veriam e novamente.

(...)

Emma tinha passado por bateria de novos exames, e finalmente foi constado que sua saúde estava em perfeita. E ela iria ter o que mais desejava, alta e poderia ir para casa.

— Emma seus exames estão ok, sua filha está forte e não apresenta nenhum problema. Não vejo porque mantê-las aqui mais tempo. Irei assinar a sua alta hoje. E pedirei ao pediatra de plantão para assinar a de Isabel, e poderão ir para casa. – Whale dizia a Emma.

– Graças aos céus, tudo que quero é ir para casa.

— Victor não leve a mal minha mulher. – Regina tentou justificar a ansiedade de Emma.

— Não preocupe Regina, é normal essa ansiedade em todo paciente. Bom eu vou até a recepção assinar os papeis, e já volto.

Bastou Whale sair, e Mary e David chegaram animados com as novidades por saber que a filha tinha acordado e estava bem.

— Mãe, pai que bom ver vocês. – A loira disse animada, assim que viu os pais.

— Filha que bom te ver acordada e bem, meu amor. – Mary respondeu abraçando a filha. David se juntou ao abraço, sentindo a mesma felicidade.

— Princesa não nós assuste mais assim. – David pediu.

— Eu prometo que vou tentar pai.

Regina ficou feliz em ver aquela cena, amava ver sua mulher feliz junto aos pais. Logo a animação ficou mais amena e os Nolan souberam das novidades. Mary gostou de saber que as coisas entre a filha e Cora Mills estavam tranquilas. E que talvez Regina e a mãe, pudessem ter uma segunda chance. Logo as coisas de Emma estavam arrumadas, Whale voltou ao quarto com a papelada e deu alta a loira e a filha. Minutos depois Emma deixava o hospital com família, sem ter ideia que uma festa esperava por ela na casa dos pais, e convidados ilustres a aguardavam por lá.

(...)

Dois dias antes...

Mary Margaret contou ao filho e o marido toda sua historia com o tio e o irmão, e ambos entenderam seu lado, mas assim como Emma achavam que hora de perdoar e seguir em frente. E depois de toda tensão com historia de Ingrid, Mary ficou feliz em ter o apoio de Val. Os dias que Emma passou desacordada, Valerius foi seu suporte incondicional, assim como Leônidas e de forma lenta e gradativa o laços entre Mary e os dois homens foram se tecendo novamente. E ela fez o que Emma havia lhe pedido, seguiu em frente e resolveu deixar o passado para trás.

– Estamos, aqui pequena porque nós chamou? – Leo perguntou a irmã. Ele e o marido ainda estavam confusos com chamado de Mary.

— Bem eu chamei vocês dois aqui... Por que... – Mary fez uma pausa antes de continuar. – Eu quero tentar...

— Mary pare de enrolar e vá direto ao ponto. – Val insistiu.

— Eu quero que façam parte da minha família Valerius, eu quero que meus filhos conheçam a vocês. Eu quero minha família completa novamente. – Mary confessou com os olhos marejados.

Valerius deixou toda sua implicância com sobrinha de lado, e se levantou a tomando em um abraço aperto. Leônidas ficou emocionado com cena e se juntou a eles naquele abraço. Não foi preciso muitas palavras, sabiam que Mary os tinha perdoado. Evan conheceu os tios e ouviu historias sobre suas origens, mas talvez o que o tenha animado mais, fora o fato de saber que era um príncipe. Mary convidou os tios para um o café da manhã e as coisas fluíram animadas. À tarde o telefone tocou, era Regina dando a noticia que Emma e Isabel receberiam alta. Val se animou e sugeriu que aquele fato merecia uma pequena comemoração, a qual ele mesmo organizaria. Seria um momento de alegria, comemorariam a união de sua família e conheceria Emma e seus filhos.

(...)

Atualmente...

Emma desceu do carro, com filha nos braços, não tendo ideia do que a esperava dentro da casa dos pais. Regina ajudou a esposa como podia, e assim que porta se abriu apenas se ouviu a frase em conjunto. "Bem vinda ao lar Emma e Isabel".

Todas as pessoas que importavam para Emma e Regina estavam lá, amigos e parentes. Alguns já conhecidos e outros rostos novos, que Mary logo tratou de apresentar.

– Emma eu quero que conheça meu tio Valerius Felix Blanch. Emma olhou o homem com aquele terno nada discreto e sorriu, com toda certeza seu tio era uma figura.

– Olá Emma, é um prazer conhecer a mais nova princesa da Irlanda. – Val se adiantou cumprimentado a sobrinha neta.

— Olá Tio Valerius... Devo lhe chamar de assim, eu acho.

— Sem formalidades meu anjo, sou Tio Val. – Emma sorriu seu tio avo era mesmo uma figura, e ela sabia que iria dar boas risadas com ele.

– Então vamos esquecer essa historia de princesa por enquanto. – Emma pediu.

Regina se juntou a esposa, e as apresentações seguiram. Léo se encantou pela sobrinha, e pela família que a loira tinha formado com Regina.

Depois que todas as apresentações foram feitas, a atração da festa se tornou Isabel, todos queriam um pedacinho da pequena princesinha. E claro os comentários que o bebê, era cara de Regina foram muitos, mas Emma sempre enfatizava que olhos eram dela. E todos sempre achavam graça disso.

Emma soube da prisão de Ingrid e ficou aliviada que aquela mulher não iria interferir mais em sua vida, e tudo que queria agora era aproveitar seus momentos de paz junto à família. Algumas coisas não passaram despercebidas por Regina, como os olhares que Belle e James andavam trocando, e o mais surpreendente foi pegar Killian e Tinker aos amasso na cozinha. A maior surpresa da noite foi quando Zelena contou a irmã que Ruby tinha a pedido em casamento.

— Eu não acredito que ela fez o pedido Zel. – Regina comentava com irmã.

— Regina pare de implicar com minha noiva, ela sabe ser romântica quando quer. – A ruiva argumentou.

— Ok. Não está mais aqui quem falou. E que eu jurava que seria você a fazer o pedido. – Regina se defendeu e abraçou a irmã. – Estou feliz por você maninha, eu te desejo toda felicidade do mundo a vocês.

— Obrigado Regina, eu espero ser tão feliz quanto você e a Emma. – Zel agradeceu.

– E já contou para Emma? – Quando Zelena ia responder ouviu os gritinhos animados de Ruby e Emma do outro lado da sala. Ela e Regina se entre olharam e caíram na gargalhada, antes de dizer juntas.

— Acho que não precisa mais.

Do outro lado da sala Henry dava gargalhadas com Léo e Val que faziam caretas para garoto.

— Legal isso de ter um monte de vovós e titios. – O menino disse animado.

— Que bom que gosta pequeno. – Léo disse ao garoto.

— E logo levaremos você e sua mãe, para conhecer o castelo da nossa família. – Val completou. Henry ficou animado com ideia, ele estava radiante com toda aquela festa.

Emma e Regina logo subiram para colocar Isabel no berço, tinha sido um dia bom, porém cansativo.

— Às vezes ainda acho que estamos vivendo um sonho Regina.

– Não é um sonho Emma, finalmente estamos juntas, você tem toda sua família reunida. Temos nossos filhos aqui conosco, e melhor parte somos uma da outra e nada mais pode nós separar.

A loira se aproximou de Regina e a abraçou forte, trocaram um beijo intenso. Corações batendo no mesmo ritmo, respirações pesadas e aquela sensação de plenitude.

– Eu nunca pensei que pudesse ser tão feliz assim Regina. – Emma disse assim que o beijou cessou. – Você me salvou Mills quando eu achei que minha vida estava acabada, e me fez te amar um pouquinho cada vez mais. Você me salvou de todas as maneiras possíveis, e estou grata por poder passar a vida te compensando por isso.

A advogada deixou algumas lágrimas rolarem, Emma a emocionava, sempre com aquelas declarações sempre tão intensa.

— Você sempre me deixa sem palavras, teimosa.

— Eu deixando Regina Mills sem palavras? Isso é novidade. – Emma zombou.

— Só Emma Swan tem esse efeito sobre mim. E bem você me salvou também Emma. Você me salvou de ter uma vida infeliz, uma vida sem amor. A verdade que você me mostrou que eu podia amar novamente, e me entregar sem medos. E me deu junto com esse amor a coisa mais linda do mundo.

– E o que seria mandona?

— Filhos, teimosa. Você me tornou mãe Emma. Me deu Henry e Isabel, e talvez isso posso parecer clichê dizer isso, mas eu sou a mulher mais feliz do mundo por isso.

Parecia clichê, talvez fosse clichê, mas Emma não se importava porque ela se sentia da mesma forma.

— Eu amo você Regina Mills. – Emma declarou.

– Eu também amo você Emma Swan. – A morena respondeu de forma simples e clara.

Elas se abraçaram, sentido que a palavra lar nunca pareceu tão certa. As vezes o lar não é mais lugar e sim uma pessoa.

Notas finais
Bem temos tudo na mais tranquila paz, Emma com família toda reunida e feliz com Regina e os filhos. Pedidos para continuarmos a fic tem sido grande, mas acham mesmo viável esticar a historia? Estamos chegando no capitulo 60 e elas passaram por muita coisa para chegar até aqui. E eu e Skye não queremos criar dramas e a historia perder o sentindo e coerência. Achamos que todos querem ver o pouco do crescimento da Isabel. O que pode ser feito? Bem acreditamos que uns 2 capítulos extras bem grandes mostrando isso seja suficiente para todos. E temos a ideia de uma continuação, que seria elas na Irlanda ( com base em Diário de uma princesa). Não para agora é uma ideia que precisa se amadurecida antes. Fica a duvida que queremos que respondam, vocês desejam esses dois capítulos extras e a segunda parte da historia?E é claro queremos muito pedir que nós digam o que acharam do capitulo, retorno é sempre importante para quem escreve. É isso a bola está com você. Até breve