Notas iniciais
Queridos, chegamos ao ultimo capitulo, está cheio de emoções. Skye e eu esperamos de coração que realmente que gostem. Foi feito com carinho. Boa leitura!

( You Make It Real — James Morrison )

Os primeiros dias de Emma e Regina com Isabel, em casa foram tranquilos. A pequena era extremamente calma, e só chorava quando sentia fome, precisava ser trocada ou sentia que algo a incomodava. Regina se mostrou uma mãe dedicada, e uma esposa extremamente amorosa. Emma as algumas vezes reclamava do excesso de cuidados, mas no fundo adorava a forma como Regina estava sempre pronta para atender qualquer pedido da loira. Mary tinha preparado o quarto de Emma, para se adequar a um casal, e colocou lá o berço que deveria ser de Emma. Facilitava para ambas as mamães ter o bebê dormindo no quarto que elas dividiam quarto, assim quando Isabel chorasse por algo, estaria pertinho de suas mães. E ela era como um reloginho sempre acordava, suas mães pela manhã com chorinho manhoso.

— Eu não acredito que ela acordou às seis da manhã. – Emma disse assim que despertou e olhou o relógio ao lado da cama.

— Amor ela tem acordado esse horário, todos os dias desde que voltamos para casa dos seus pais. – Regina respondeu. A morena já tinha despertado, sabia que logo Isabel despertaria com fome.

— Eu não me lembro disso Regina, lembro-me dela acordar de três em três horas para mamar.

— Isso porque você tem ficado cansada demais. Está tão focada na pequena que não presta atenção aos horários.

— Ei eu estou me adaptando novamente a essa rotina de ter um bebê recém-nascido em casa. – Emma se justificou.

— Eu sei Swan, relaxe. É para isso que você tem uma esposa maravilhosa para te ajudar com tudo. – Regina falava do jeito mais amoroso possível.

Em seguida deu um selinho em Emma, e se levantou indo em direção ao berço para pegar a filha. Encontrou Isabel ainda chorando, mas assim que ouviu a voz de Regina a pequena se acalmou.

— Oi, princesa porque toda essa choradeira logo cedo, hein? Mamãe já está aqui. – A morena falava enquanto tirava Isabel do berço. Emma sorria vendo todo carinho que a esposa tinha com a filha. A morena verificou a fralda de Isabel e viu que ela estava sequinha, e só podia ser mesmo fome. Ela pegou a menina novamente nos braços e foi em direção à cama, enquanto continuava conversando com Emma fingindo ser Isabel.

— Eu estou limpinha mamãe Emma, acordei fazendo todo escândalo porque estou com fominha. – A advogada disse fazendo uma vozinha de criança. Emma não aguentou e começou a rir das palhaçadas da esposa logo cedo.

— Anda, vem cá e me dá essa gulosa. Antes que ela comece a reclamar novamente. – Swan pediu a morena.

— Não fala assim da nossa princesa teimosa.

— E quer que fale como Regina? Ela parece que está sempre com fome. Só pode ter puxado isso do Henry.

— Isso eu tenho que concordar. De cada cinco frases do nosso filho, três é eu estou com fome.

As duas se olharam e acabaram rindo juntas. Aqueles momentos definitivamente não tinham preço. Foi por aquilo que lutaram com tanto afinco, o dia a dia lado a lado. As lembranças que cada coisa simples criava. Elas finalmente eram uma família como qualquer outra vivendo o cotidiano e não havia nada que apagasse aquela felicidade que sentiam a cada segundo vivido.

Isabel sugava o seio da mãe com vontade, enquanto as mãozinhas seguravam parte da camisola de Emma. A loira achava o gesto da filha tão fofo, e simplesmente não conseguia parar de admirar sua pequena princesa.

— Calma meu amor, mamãe não vai fugir. – Emma falava enquanto falava olhando para filha.

Regina estava sentada na poltrona ao lado da cama, com laptop sobre o colo, enquanto, verificava seus e-mails. Quando olhou para frente não pode deixar de sorrir, ela podia rever aquela cena um milhão de vezes, e sempre sentiria a mesma emoção. Não havia nada mais lindo no mundo, do que observar Emma amamentar Isabel, era um momento único e mágico. A advogada podia sentir o amor entre mãe e filha, cada gesto, toque e carinho, era a base para construção de amor descomunal. E ela se sentia extremamente grata por poder participar de momentos como aqueles, laços genéticos não faziam diferença ali. Só o amor contava, e amor de mãe, Regina Mills tinha de sobra. Quando Emma percebeu que esposa a observava, levantou a cabeça e devolveu aquele olhar de devoção e amor que recebia dela.

— Porque está me olhando assim mandona? – A loira questionou Regina.

— Apenas admirando os amores da minha vida. E pensando que talvez, possamos ter mais uma ou duas coisinhas lindas como Isabel. Emma olhou a esposa e ficou intrigada com que ela acabara de dizer.

— Regina nós acabamos de ter uma filha, e Isabel não tem nem um mês de vida. E você já está pensando em ter mais filhos.

— Se acalme teimosa, é claro que eu não estou pensando nisso para agora. – Regina respondeu, se levantando e indo sentar na cama ao lado da esposa e da filha. – Quem sabe daqui uns quatro anos.

— Eu não sei se eu aguento passar por outra gravidez. – Emma confessou.

— Você não precisa passar, eu posso muito bem gerar. Usamos um óvulo meu e um doador com as suas características físicas. E imagina a coisa mais linda que vai nascer.

Emma estava mesmo sem acreditar no acabara de ouvir Regina Mills estava mesmo disposta a engravidar, e parecia ser algo que ela realmente desejava.

— Você quer mesmo isso amor? – Swan indagou.

— Sim Emma, eu quero uma família enorme com você. Uma casa cheia de crianças correndo pela casa, e nos deixando loucas por todas as travessuras que eles vão aprontar. Elas trocaram mais alguns sorrisos, e Emma começou a gostar da ideia.

— Se isso que você quer mandona, e é o que quero também. E vou amar te ver grávida, eu vou cuidar de você e te mimar em cada etapa. Assim como você fez comigo. E eu vou amar tanto nosso filho, assim como você ama Isabel. Regina achou que um beijo fosse a melhor resposta e uniu seus lábios aos de Emma, era um beijo cheio de afeto e carinho. Quando se separam, Regina beijou a cabecinha da filha que agora dormia tranquila depois de mamar. Alguns segundos depois Henry invadiu o quarto das mães com de costume, pulou na cama.

— Izzy já dormiu? – Ele perguntou a Emma.

— Sim filho, e nada de farras eu não quero que ela acorde.

— Está bem mãe. – Henry disse baixinho.

— Eu só vim pedir se podemos ir ao parque hoje. Podemos por favor? – Emma olhou para Regina como se dissesse me ajude aqui, e morena entendeu o recado.

— Filho nós iremos ao parque se você se comportar. Agora vá escovar os dentes e fazer sua cama.

— Mas eu já fiz tudo isso mamãe. – Henry informou.

E deixando suas mães surpresa. O garotinho estava mesmo crescendo rápido, e aprendendo a ajudar nas coisas do dia a dia. Suas mães não podiam estar mais orgulhosas.

— Então que tal assistirmos um desenho. – Emma sugeriu. Henry abriu o maior sorriso, ele adorava ver seus desenhos favoritos na companhia de suas mães.

— Oba! – O menino exclamou.

Regina foi até a TV ligou o aparelho e sentou na cama ao lado de Emma, Henry sentou no meio das duas e escolheu o canal. E aquela era só mais uma manhã comum na vida da família Swan Mills.

***

Cora olhava com carinho a foto que havia acabado de colocar no, porta retrato. Era uma foto dela e Owen, no Central Parque, o menino fazia uma careta enquanto ela tentava imitar o gesto. A velha Mills gargalhou quando se lembrou do momento, o garotinho tinha enchido sua vida de luz e alegria e Cora só lembrava-se de ter sido feliz assim quando Regina e Zelena eram pequenas.

— Quando vai tomar a decisão querida? – Sidney apareceu atrás dela chamando sua atenção.

— Que decisão querido? – Cora questionou ao marido sem entender a pergunta feita por ele. – Se for sobre o que conversamos do hospital em Storybrooke, eu vou pedir a Zelena para que veja como podemos ajudar. Só que criar uma ala infantil para tratamento de câncer deve demorar algum tempo, além da parte burocrática.

— Estou falando do menino Cora Mills. Porque não o traz de uma vez para cá.

Cora olhou para Sidney tentando absorver o que ele acabara de dizer, e queria ter mesmo certeza se tinha entendido o pedido.

— Você está mesmo sugerindo, o que acho que está Sidney Glass?

— Sim querida, eu vejo como olha o garoto e como sofre quando tem que deixa-lo naquele orfanato. E nunca te vi tão feliz desde que se curou, ele te trás a paz que procura. Então sim, eu estou sugerindo o que seu coração grita para que faça, mas só não teve coragem ainda. Entre com pedido de adoção do menino e vamos ser pais.

Cora estava sorrindo sem ao menos perceber, aquela era uma possibilidade que pensara por diversas vezes, mas achava que Sidney não se agradaria com ideia. Além de sua idade, temia não ter fôlego para cuidar de uma criança, mas ouvir aquilo de seu marido a deixou feliz, e a encheu de coragem.

— Quer mesmo fazer isso Sidney? Ou está apenas querendo me agradar? – Cora não queria que houvesse dúvidas, afinal era de outra vida que estavam falando.

— Querida eu quero fazer isso por nós, você merece e Owen também. E além do mais sempre desejei ser pai, mas com a mulher que sempre amei, e bem agora estou casado com ela e uma coisa leva a outra.

Não houve mais perguntas ou dúvida, Cora abraçou o marido, estavam felizes e com a certeza que queria se tornar pais. O próximo passo é voltar ao orfanato e conversar com Owen a respeito.

***

Há dois meses Killian tinha decidido pedir para que Tinker fosse morar com ele já que casamento não era algo que loira cogitava agora. O namoro estava firme, mas Tinker insistia em dizer que era cedo para pensar em casamento ou algo do tipo. E morar juntos parecia uma boa solução.

— Será que Regina vai me aprovar? – Kill perguntou a namorada insegura quanto à aprovação de Regina.

— Claro que vai meu amor. E Regina não é essa mulher brava que você acha. – Tinker responder rindo da reação de Jones.

— Bom ela me pareceu quando reencontrei Emma na empresa dela.

— Ela estava com ciúmes da namorada dela Killian Jones. Você era alguém do passado que a Emma tinha acabado de reencontrar. Estavam cheios de coisas para recordar. Regina só estava na defensiva, então relaxe ela é minha melhor amiga e quer minha felicidade. E bem minha felicidade é com você capitão.

Killian deu a Tinker um sorriso tímido e declarou algo pela primeira vez a namorada.

— Eu te amo Tinker. A loira o beijou e respondeu ainda com lábios colados aos dele.

— Eu também amo você Kill. Agora vai seu irmão acabou de chegar.

O moreno estava radiante, tinha a mulher que amava junto dele e agora finalmente reencontraria seu irmão. Jones caminhou tranquilo em direção ao rapaz que muito lembrava ele e não teve medo, Liam sorriu quando o viu. Killian teria de volta seu irmão em sua vida, e poderia recomeçar. Tudo estava bem.

***

caminhava de lado para outro ansioso, seria a primeira vez que encontraria seu filho, desde que soubera de sua existência. Logo após a prisão de Ingrid tudo se revelou para Nathan, sua mãe lhe contou sobre seu pai e todo o resto da história. A mulher esperava que seu filho lhe odiasse, mas o rapaz fora extremamente compreensivo. Nathan percebeu que sua mãe era uma pessoa doente, e que precisava pagar por seus crimes, e acima de tudo se tratar. O rapaz manteve contato com pai via e-mail por alguns dias, e logo depois por telefone, até finalmente tomarem coragem para finalmente se encontrar.

— James se acalme, e pare de andar de lado para outro. Vai acabar fazendo um buraco no meio do meu apartamento. – Belle dizia tentando acalmar James.

Ambos tinham ficado grandes amigos desde processo de Emma, e toda investigação. Belle sugeriu a James que encontrasse Nathan em sua casa, pois seria um ambiente neutro e calmo para conversarem pela primeira vez.

— Me desculpe eu estou nervoso. Eu nunca fui pai Belle e de repente descubro que sou pai de um rapaz.

— James você é um homem incrível, e seus sobrinhos te adoram. Henry é grande exemplo disso. Talvez não seja a mesma coisa, mas irão construir uma relação aos poucos. Não se martirize só deixe as coisas acontecerem.

James se aproximou de Belle involuntariamente e abraçou.

— Obrigado por isso, e também por me deixar encontrar meu filho aqui. – James agradeceu.

— Não há de que James. – Belle respondeu ainda abraçada a James.

Aquele abraço a tinha pegado desprevenida, mas ela se sentia bem nos braços de seu amigo. A amizade que nascia entre eles se fortalecia cada dia mais. James e Belle mostravam como um homem e uma mulher poderiam ser amigos, conversar sobre tudo, e não passar de bela amizade.

Logo a conversa foi interrompida por batidas na porta, Belle foi atender. Era Nathan. Quando o rapaz e Belle trocaram o primeiro olhar, James percebeu que algo iria surgir dali. Pai e filho conversaram longamente, e pareciam já se conhecer a anos. Não houve medos ou receios, eram só pai e filho se conhecendo, se descobrindo e recuperando todo o tempo perdido.

—É bom ter um pai como você, James. – Nathan admitiu.

— É bom ter um filho como você Nathan. Um abraço saudoso depois e a vida parecia melhor agora.

***

As coisas entre Mary e Val estavam bem melhores, assim como entre ela e o irmão. A convivência dos três parecia mais tranquila, e já conseguiam conversar sobre tudo sem maiores problemas.

— Qual seu passado com Cora Mills Val? – Mary perguntou ao tio enquanto mexia nas panelas.

— Fomos amigos na faculdade Chataret, e bem Cora não era essa dama puritana que ela pregava por ai. – Valerius revelou sorrindo.

— Eu sabia essas madames que adoram pagar de santa, sempre tem um passado podre para esconder. – Mary respondeu e acabou rindo depois.

— Ela era uma devoradora de homens na faculdade, até agarrar o velho Henry Mills. E bem quando fomos amigos aproveitamos várias noitadas juntos, mas quando finalmente sai do armário a filha da mãe não me deu nenhum apoio. Nossa amizade foi para o ralo depois disso. Mas como dizem os jovens, vida que segue, e acho que ela já andou pagou por todas suas maldades e aprendeu a ser alguém melhor. Não guardo rancor ou ressentimentos que isso faz mal para pele.

— Eu sinto muito por isso Val. E parece que sim, ela passou por coisas bem ruins e pelo que Emma me contou ela mudou bastante.

— Parece que estão fofocando logo pela manhã. – Leônidas entrou na cozinha interrompendo a conversa.

— Apenas botando a fofoca de vinte anos em dia meu querido. – Val disse sorrindo.

Cumprimentaram-se em selinho discreto. Ambos ouviram Mary falar um “eca” como Henry fazia quando via suas mães se beijaram.

— Não faça essa cara Mary Margaret Blanch Nolan. – Leo repreendeu a irmã em tom brincalhão. Ambos acabaram gargalhando com a situação, e perceberam que estavam finalmente em paz.

***

Cora e Sidney voltaram ao orfanato em Storybrooke mais cedo do que irmã Eva previa, e isso deixou a freira desconfiada, mas era uma desconfiança boa, de algo que ela já suspeitava há algum tempo, e se suas suspeitas se confirmassem certo garotinho iria ficar muito feliz.

— Senhora Mills retornou bem mais cedo. – Irmã Eva disse assim que viu Cora entrar em sua sala. – Devo presumir que sentiu saudades de certo menino e voltou logo para vê-lo.

— Acho que senhora anda conversando muito com Deus irmã. E bem eu vim ver Owen, mas antes eu e meu marido queríamos conversar com a senhora, a respeito de outra coisa.

— Bem entrem sentem-se, sou toda ouvidos.

Cora contou a freira todas suas intenções com relação a Owen. E até mesmo a ideia de financiar a construção de um ala infantil no hospital de Storybrooke, que atenderia as crianças do orfanato sem custo algum, e todas as outras que não pudessem pagar.

— Isso é maravilhoso, senhora Mills, vai beneficiar muitas crianças. E quanto ao Owen nada poderia me deixar mais feliz, ele é menino maravilhoso e merece ter uma família, mas acho que deveriam ir perguntar a ele o que deseja.

— Tem razão irmã, onde ele está agora? – Cora perguntou animada.

— Ele está no pátio com outras crianças, porque não vai lá. Sidney olhou para a esposa e com um olhar a encorajou.

— Vá querida, eu acho que pode fazer isso sozinha.

Cora apenas deixou a sala e foi pátio em busca de Owen. Encontrou o garotinho correndo com os amiguinhos todo animado entre os brinquedos do parquinho, mas assim que avistou Cora, Owen correu em sua direção.

— Tia Cora. – Ele gritava. E agarrou suas pernas. – Pensei que a senhora só voltasse semana que vem. Cora se abaixou para ficar na altura do menino, e lhe deu um abraço apertado.

— Eu estava com muitas saudades Owen. Então eu precisei voltar para ver você de novo, e lhe fazer uma pergunta muito especial.

— Uma pergunta? Que pergunta especial tia? – Owen perguntou confuso.

— É que não quero voltar para casa e sentir saudades.

— Eu também não gosto de sentir saudades Tia, mas você ainda não disse qual é a pergunta.

— Quer deixar de sentir saudades todos os dias, pequeno?

— Para fazer isso eu teria que ir morar com você Tia.

Cora olhou para menino com olhos marejados, e ele a olhou surpreso, como se finalmente entendesse qual era a pergunta especial.

— Você desejaria isso Owen? Deseja ir morar comigo? Owen a abraçou, e as primeiras lágrimas caíram.

— É o que eu tenho desejado todos os dias Tia. – Ele respondeu ainda agarrado à velha Mills, e aquele abraço parecia que iria durar a vida inteira. Cora Mills tinha sua resposta, o resto seria só questão de tempo e burocracia. Owen logo seria um Mills.

***

Regina andava pelas ruas de Storybrooke com Henry e Isabel no canguru para bebê, quando foi abordada por alguns fotógrafos e repórteres que surgiram do nada.

— Sra. Mills, como se sente sabendo que sua companheira é da nobreza?— Um perguntava.

— Não tenho nada a declarar.

— Mamãe quem é essa gente toda? – Henry perguntava confuso, enquanto Isabel começava a chorar assustada com todos aqueles flashes.

— Sugiro que não publiquem nenhuma imagem dos meus filhos, ou vou processar cada um de vocês. – Regina gritava nervosa.

Ela se perguntava como aqueles abutres tinham descoberto sobre Emma ali e toda sua história. Conseguiu sair do meio de todo aquelas pessoas, e acalmar seus filhos.

— Calma meu amorzinho vai ficar tudo bem. – Disse beijando Isabel sobre a cabecinha. A garotinha se acalmou, e voltou a se deitar sobre peito da mãe.

— Mamãe isso tudo é só porque a minha mãe Emma é uma princesa né? – Henry questionou Regina.

— Eu acho que sim filho, mas não vou deixar essas pessoas fazerem mal a nossa família.

— Eu sei que não vai mamãe, você é minha heroína. – Henry afirmou orgulhoso. – Eu não ligo para isso de príncipe e princesas. Eu ligo para nossa família mamãe, e eu sei que minha mãe Emma também pensa assim.

Regina sentiu aquela sensação familiar, felicidade por ter tudo o que tinha. E por mais que assunto de Emma ser da nobreza a deixar insegura, ela viu em Henry o reflexo de Emma. Afinal ela o tinha educado e a forma de pensar do menino, muito tinha o de sua mãe. Não havia nada o que temer.

Quando chegou a casa dos sogros Regina encontrou sua mulher aflita.

— Regina vocês estão bem?

— Sim meu amor. Porque não estaríamos?

— Está cheio de jornalistas na cidade, e tem isso aqui. – Emma mostrou a Regina à manchete do New York Times.

“A magnata Regina Mills se casou com a princesa perdida da Irlanda, Emma Swan Blanch. E parece estar viver seu próprio conto de fadas.” A matéria de capa contava toda história das duas inclusive o casamento secreto, o nascimento de Isabel e a adoção de Henry.

— Emma nós passamos por isso quando descobriram sobre nós a primeira vez. Eu não gosto que exponham nossos filhos, e bem nessa matéria não tem fotos das crianças quanto ao resto podemos fazer algo depois.

— Amor não é só isso que está lhe incomodando, eu te conheço mandona.

Regina botou a filha no berço e Henry saiu do quarto para brincar com Evan. Aquela era uma conversa de adultos, e ele sabia que precisava deixar suas mães sozinhas.

— Teimosa nós não falamos muito sobre toda história. Você é uma princesa Emma e algumas pessoas vão esperar algo de você. Ou talvez não me achem o suficiente para você.

Swan foi até Regina e a beijou como nunca tinha beijado antes, ela queria demonstrar tudo ali. Amor, paixão, devoção e carinho tudo na mesma medida.

— Eu amo você Regina Mills. E não me importa todo essa história de princesa, só me importa a nossa família. – Emma confessou.

Regina viu ali de alguma forma as palavras que Henry tinha lhe dito poucas horas atrás.

— Mais ainda vamos ter que lidar com a imprensa Emma Swan.

— Minha mulher é advogada Mills. E é uma das melhores. Eu sei que ela vai lidar dar bem com esses abutres.

— Pode apostar que ela vai Swan.

O peso daquele assunto finalmente havia sumido, Regina sabia que ainda teria que lidar com comentários maldosos da imprensa ou dos nobres de onde Emma descendia, mas isso tudo era pequeno diante do que elas tinham construído juntas. Elas, Henry e Isabel eram uma família e o resto não importava. E juntos poderiam enfrentar qualquer coisa.

Muitos dias depois...

O jardim da casa dos Nolan estava todo decorado com orquídeas e rosas brancas, crianças corriam de lado para outro e amigos e familiares comemoravam o primeiro mês de vida da pequena Isabel Swan Mills Blanch.

— Lucas fez o pedido? – Regina zombava da cunhada e da irmã.

— Regina pare de pegar no pé da minha noiva. – Zelena revidava defendendo Ruby.

— Sim eu fiz o pedido e faria mil vezes Mills. Eu amo minha ruiva e isso não é segredo para ninguém. – Ruby confessou abraçando Zelena por trás. A ruiva se virou e a beijou suavemente e todos riram.

— Quem é você e o que fez com minha melhor amiga? – Emma brincou.

— Swan dá um tempo que você e sua mulher são o casal mais meloso do mundo. – Zelena rebateu.

As brincadeiras entre as quatro continuaram até Isabel reclamar no bebê conforto, Emma a pegou sabendo que certamente a pequena estava com fome. Alguns minutos depois Killian e Tinker chegaram e foram felicitados pelas novidades.

— Fadinha que bom que deu um jeito no meu amigo.

— Emma não força vai. – Killian pediu.

— Quer dizer que Jones era mulherengo? – Tinker direcionou a pergunta a Emma. Porém seu tom era puramente brincalhão. – Acho que temos que conversar mais Emma.

— Com toda certeza fadinha.

— Bom se for um complô, podemos nos juntar então Jones. – Regina sugeriu.

— Acho uma boa ideia Mills.

Mais gargalhadas encheu o local. Killian e Tinker finalmente conheceram a pequena Isabel e se encantaram com a garotinha. E o desejo ter uma, igual se fez presente para ambos, como nunca imaginaram antes.

James levou Nathan à primeira reunião de família, e o rapaz foi bem recebido por todos sem problema algum. Afinal ele não tinha culpa pelos erros de sua mãe. Cora chegou um pouco mais tarde junto com o marido e filho.

A velha Mills conseguiu adotar Owen sem problemas e o processo correu mais rápido do que ela imagina. Em pouco tempo ela e Sidney conseguiram a guarda provisória do menino e o levaram para morar com eles. Regina e Zelena receberam bem a notícia de que teriam um irmão caçula, e sentirá ainda mais orgulho de sua mãe.

— Vovó a senhora veio. – Henry gritava indo na direção a Cora.

— Eu não perderia a primeira festinha de minha neta por nada meu amor. Deram um abraço saudoso e Henry cumprimentou Owen e Sidney em seguida.

— Owen vamos brincar. Meu Tio James me deu um videogame novo. É muito legal.

— Eu posso ir mamãe? – Owen perguntou à Cora. Ouvir o garoto a chamá-la de mãe era uma das suas maiores alegrias. A velha Mills não escondia essa felicidade de ninguém.

— Pode sim filho, mas não faça bagunça. – Cora advertiu ao filho.

Depois viu ele e Henry sumirem pelo jardim a fora. Ela e Sidney se juntaram aos outros. Cumprimentaram George o avô Emma, e tiveram uma conversa amigável com Val e Leônidas e depois foram ver a Isabel. Cora amava mimar a garotinha e a pequena parecia gostar muito do colo da avó.

— Ela vai ficar mal acostumada mamãe. – Regina disse enquanto se aproximava de Cora que ninava Isabel distraída.

— Avó é para isso minha filha, estragar os netos. – Cora respondeu com um sorriso genuíno os lábios.

— Ela gosta de você.

— E eu a amo Regina, de verdade. Essa criança é minha neta não tenho menor dúvida disso.

A advogada se emocionou com as palavras ditas pela mãe. Aquela mulher diante dela era uma pessoa completamente diferente da mulher que ela convivera há alguns anos atrás. Regina se aproximou da mãe e lhe deu um beijo carinhoso sobre a testa.

— Eu estou tão orgulhosa da mulher que você se tornou mãe.

— E eu estou orgulhosa da família que você construiu Regina.

— Eu amo você mamãe. – Regina finalmente disse aquelas palavras a sua mãe. As palavras que não dizia há anos.

— Eu também amo você minha filha.

Elas não perceberam, mas Isabel sorria mesmo em meio ao sono, a menina parecia entender o significado daquele momento. Elas estavam em paz uma com a outra finalmente.

***

Uma gritaria chamou atenção de todos no jardim. Encontram David sentado em uma cadeira e Mary o abanava, ele estava branco feito papel e parecia assustado.

— Papai o que houve? – Emma perguntou ao pai, aflita.

— Sua mãe está... – David gaguejava e não conseguia completar a frase.

— A mamãe está o que pai?

— Sua mãe está grávida. – Ele finalmente revelou. Evan comemorou logo atrás, Emma sorriu e todos felicitavam Mary.

— Por Cher os parlamentares do congresso Irlandês vão surtar. – Val comemorava. – Cada dia meu número de descendentes só aumenta.

— Valerius se contenha. – Leônidas pediu ao marido.

— Deixa ele Leo, hoje você pode tudo Val. E por Cher que se danem os parlamentares. Eu vou ser mãe novamente. – Mary dizia animada.

— Essa é minha sobrinha. – Valeriu abraçou Mary a felicitando mais uma vez. E arrancando mais gargalhadas dos convidados. Depois mais calmo David não parava de falar para todos que seria pai novamente mesmo depois dos 38 anos. Ele estava mesmo feliz.

— Sua família é completamente louca Swan. – Regina sussurrou ao pé do ouvido de sua mulher, que assistia toda animação de sua família da varanda de seu quarto.

— Eu os amo cada dia mais por isso Mills.

— Acredite, eu também. E parece que essa família louca não para de crescer, já que alguém terá mais um irmãozinho ou irmãzinha em breve.

— Uma criança é sempre uma renovação na vida de todos. E meu pai está radiante com ideia de ser pai novamente. Minha mãe está feliz, então estou feliz por eles.

— Nem parece que ele quase desmaiou com a notícia. – Regina brincou.

— Eu tenho certeza que ele e minha mãe se saíram bem.

Regina abraçou mais Emma e lhe beijou a nuca, sentiu o cheiro dos cabelos dourados e sentiu seu peito se encher de amor. Amava tanto aquela mulher em seus braços que chegava a doer.

— Será que é possível eu te amar um pouco mais a cada dia teimosa?

— Eu não sei te responder a essa pergunta mandona, mas posso lhe garantir que eu me faço a mesma pergunta todos os dias. Porque eu me sinto da mesma forma.

— Eu morro de amor por você todas as noites Emma e renasço dele há, cada dia. – A advogada confessou. Naquele momento You Make It Real começava a tocar e Regina se deixou ser levada pela musica.

"You make it real for me. Well I'm not sure of my priorities. When I've lost sight of whoever I'm meant to be. like holy water washing over me. You make it real for me"

(Você torna as coisas reais pra mim

Bem, não estou certo das minhas prioridades

Quando perco a noção de quem eu deveria ser

E como água benta caindo sobre mim

Você torna as coisas reais pra mim)

Regina cantarolou a musica que muitas vezes embalou a vida delas. — Você tornou todas as coisas reais para mim Emma.

"And I'm running to you baby

You are the only one who save me

That's why I've been missing you lately

'Cause you make it real for me"

(E eu estou correndo pra você, meu bem. Você é a única que me salva. É por isso que eu tenho sentido a sua falta ultimamente. Porque você torna as coisas reais pra mim)

Swan continuou a musica que fazia tanto sentido para elas.

— E você me salvou, quando achei que minha vida estava acabada Regina. — Emma se virou para Regina e a beijou. Era um beijo profundo cheio de carinho, ternura e amor.

Todos no jardim olharam para cima e foram testemunhas daquela cena que era digna dos mais belos romances. O céu pintado de laranja e amarelo anunciava o entardecer, se ouvia assovios e chuva de palmas. Estavam felizes, completas e finalmente em paz

Notas finais
Bem tentamos não deixar pontas soltas e mostrar um pouco de cada um, não demos muito destaque a Ruby e Zelena nesse fim porque no capitulo passado mostramos o principal delas. O foco dessa historia sempre foi mostras a simplicidade em tudo, não preciso grandes coisas para ser felizes na vida, basta valorizar o que realmente importa. E foi isso que nosso casal prezou no final a família, uma família não feita de laços genéticos, mas feita de amor. Quero agradecer a todos que nós acompanharam até aqui, comentando, elogiando e dando apoio a nossa historia sempre. Embora esse não seja o fim de fato agradecer sempre é importante. Skye e eu estamos muito curiosas para saber o que vocês acharam, então convido a todos a deixar suas impressões nos comentários, a galera que sumiu e os fantasmas se manisfestem. Os extras não tem data para sair galera, mas irão gostar tem coisas bem legais sendo elaboradas. É isso vemos vocês nas nossas outras historias! Nós encontrem no twitter se tiveram alguma duvida: @JuneEverden e @VulgoSkye