You Make It Real
53 Making promises
Notas iniciais
Regina
Ainda era surreal estar sentada em um quarto de hospital, olhar para cama e ver Emma dormindo tranquilamente. E pensar como, ela podia ser responsável por mudar tanto minha vida. Há quase um ano atrás todos me diriam que eu estaria noiva de Robin e comemorando, nosso quinto juntos. Mais nem sempre a vida nós leva aonde planejamos. Não estou casada, mais noiva de uma bela mulher por quem sou loucamente apaixonada. E embora ainda não tenhamos trocados os votos, temos dois filhos lindos. E se me pedissem para, avaliar tudo até aqui, diria que mesmo com todos os problemas eu sou absurdamente feliz com Emma e com a família que ela me deu.
— Mil beijos pelos seus pensamentos. — A voz sonolenta de Emma, chamou minha atenção e me tirou de meus devaneios.
— Nada demais teimosa, apenas refletindo. Sobre como você mudou minha vida. —Respondi indo até a ela e lhe beijando a testa.
— Espero que tenha sido para melhor mandona.
— É claro que foi para melhor Emma, você não é só a mulher que eu amo. Você se tornou minha melhor amiga, minha paz. Você não me deu só amor, você me ensinou amar de tantas formas diferentes. — Confessei olhando nos olhos da minha noiva. E vi aquele olhos verdes se encherem de lagrimas. — Você me mostrou o amor mais lindo que existe Emma. O amor de mãe, sem você eu jamais teria o Henry ou nossa pequena Isabel.
— Você sempre me deixa sem palavras Regina. — Emma me dizia, tentando secar as lagrimas que escorriam por seu rosto.
— Só digo o que sinto. É o que você provoca em mim teimosa.
Confessar essas coisas a Emma era tão simples, e tão intenso ao mesmo tempo. Eu sentia que Henry era tão meu quanto dela. E quando eu pensava em Isabel, o pensamento mais simples que vinha a minha cabeça, era que eu amei aquela criança no momento que soube que ela estava vindo. E em meu coração eu sabia que ela seria minha filha.
— Você diz que tem sorte, mas eu é que tenho sorte Regina Mills. Sorte por você ter batido no meu carro, e por transformar o meu mundo inteiro.
— Nesse caso acho que ambas temos sorte Emma Swan. — Conclui finalmente a beijando levemente sobre os lábios.
Cada vez que eu beijava Emma sentia meu coração se aquecer um pouco mais. Sentia que era capaz de tudo por ela e pela família que ela tinha me dado.
— Onde está nossa filha, e o Henry? — Emma me questionou ainda com lábios próximos aos meus.
— Isabel está no berçário. E como você teve um parto difícil o obstetra achou melhor deixar você descansar, enquanto a pequena passava por exames de rotina. E daqui a pouco vão traze-la para primeira mamada. Henry está com uma enfermeira na sala ao lado, esperando ansioso para ver você e a irmãzinha. E enquanto você tirava uma soneca, eu liguei para os seus pais, e informei tudo. Eles e seu irmão vão vir mais tarde, e iram trazer roupas para você e nossa princesa.
—Que mulher eficiente que eu tenho. — Emma me respondeu em um tom de brincadeira.
— Tenho ser, afinal minha noiva acabou de ter um bebê e precisa de todo cuidado do mundo. — Respondo com carinho.
Ficamos trocando alguns beijos e não demora muito e os Nolan chegaram para a primeira visita, trazendo Henry junto. A comoção era grande e a curiosidade por conhecer Isabel também.
— Olá mamães, parece que temos uma princesinha com bastante fome aqui. — Uma enfermeira apareceu na porta chamando atenção de todos.
Ela tinha um pequeno embrulho cor de rosa nos braços. E eu podia sentir que Emma estava ansiosa, seus olho brilhavam em expectativa. Era primeira vez que pegaria nossa filha em seus braços desde seu nascimento. E finalmente quando a mulher lhe entregou Isabel, o sorriso que Emma deu poderia iluminar o mundo inteiro.
— Oi meu amor, sou sua mamãe Emma. — Minha teimosa dizia conversando com nossa filha. Mary e David se aproximaram para conhecer a neta e ficaram encantados com a pequena.
— Ela é linda filha. E se parece muito com você Regina. — Minha sogra comentou.
— Pois é, eu carrego nove meses e ela sai a cara da outra mãe morena. —Emma reclamava parecendo indignada por nossa filha, ter uma semelhança física muito grande comigo. Embora, eu achasse quase impossível definir com quem ela se parecia ainda, por ser apenas um bebezinho.
— Emma meu amor, não fique zangada. Ainda é cedo para dizer com quem Isabel se parece. — Eu disse me defendendo. Minha namorada apenas sorriu, como se dissesse eu sei.
—Emma eu estou pensando no trabalho que essa garotinha vai dar ao vovó aqui. — David como sempre fazia uma piada.
—Mãe acho que meu pai tem razão. — Evan disse logo atrás de David.
— Parem de falar besteiras vocês dois, ela é só um bebezinho.— Mary repreendeu o marido e o filho.
— Mais a Regina é maior gata mãe, e a minha irmã também então...
— Com toda certeza nossa princesa vai ser linda como suas mães. E quando crescer terei que afastar todos os marmanjos dela. —David argumentava tirando gargalhadas de todos nós.
Isabel ainda tinha os olhinhos fechados alheia a tudo, apenas movimentava a cabecinha de lado para outro, parecia procurar algo.
— Amor eu acho que nossa filha está com fome. —Alertei Emma. Logo Swan tratou de abaixar a parte de cima da camisola para alimentar Isabel, e assim que a pequena teve contato com o seio da mãe, ela abriu os olhos revelando dois pares de esmeraldas verdes iguais aos de Emma.
Aquilo parecia ser uma recompensa para Emma e talvez equilibrasse as coisas, quando todos começassem a dizer que Isabel se parecia mais comigo do que com ela.
— Viu Swan ela tem o seus olhos. — Eu comentei fazendo uma careta para ela.
— Algo meu ela tinha que ter Mills. — Emma rebateu me dando língua.
Parecíamos duas crianças bobas, dividindo um brinquedo novo e aquilo parecia ridículo, mas quem se importava. O mais importante era que estávamos juntas e felizes.
A pequena parecia mamar, com certa vontade e acabou fazendo Emma reclamar pelo desconforto da primeira mamada.
— Ai filha, não precisa se desesperar, eu não vou fugir. — Emma resmungou baixinho com Isabel fazendo todos rirem.
No cantinho ainda meio tímido notei meu filho. Henry ainda não tinha se aproximado para ver a irmã de perto, tinha a visto somente de longe pelo vidro do berçário.
— Ei meu príncipe vem cá conhecer sua irmãzinha. — Disse a ele, o chamando para chegar mais perto da cama. Quando Henry chegou perto o peguei no colo sentando na cama com ele. Ainda meio sem jeito meu garoto se aproximou para olhar o rostinho da irmã.
— Ela é tão pequeninha mãe. — Henry murmurou baixinho.
— Sim meu amor, por isso temos que ter todo cuido e carinho com ela. — Emma respondeu a ele calmamente.
— Eu vou sempre te proteger Bel. — Henry disse dando um beijinho no rostinho da irmã.
Foi um momento de ternura, e pela primeira vez percebi, eu que tinha a minha família completa e em meus braços.
Os Nolan já tinham voltado para casa, e Henry se recusou a voltar com eles, alegando que queria ficar com sua família e estava cansado de separações. Sem argumentos decidimos que ele passaria aquela noite conosco e não haveria mais discussões. Nosso pequeno já tinha adormecido ao lado da mãe, e Isabel tinha terminado de mamar. Emma estava distraída observando nossa filha admirada.
— O que foi teimosa?— Perguntei me aproximando e deitando ao seu lado.
— Nada é que estou feliz por estarmos em paz Regina. E eu tenho medo que nada disso seja real.
— É Real, Emma. Tudo é real. Nossa filha está aqui forte e saudável. Henry está seguro e feliz. E nós estamos juntas e nada nem ninguém vai nos separar. — Falei querendo tranquiliza-la.
Emma se ajeitou e deitou no meu ombro como se quisesse ter certeza que eu estava mesmo ali.
— Promete mandona?
— Prometo teimosa.
Naquele momento eu prometeria tudo a ela, porque eu sabia que todas mentiras e problemas que, nós separavam não existiam mais. Ela era minha e eu era dela, e resto do mundo não importava mais. Assim que Emma adormeceu mandei uma mensagem a Zelena, para que ela viesse para Storybrooke conhecer a sobrinha e me ajudar em algo que mudaria minha vida e da Emma para sempre.
(...)
Assim que o jatinho posou em solo americano, Valerius começou a reclamar.
— Marcolino por Cher, porque essa terra tem ser mais quente do que o inferno.
— Val aqui é a América, e as temperaturas aqui podem variar muito de um estado para outro. — O assessor tentava explicar.
— Temos um carro com ar condicionado que nós levara até Storybrooke Val não se preocupe.
— Providencie algo alcoólico e gelado para que eu possa beber Marcolino. Pois aguentar a ladainha da Chataret com esse calor não será fácil.
Marcos sorriu dos exageros do patrão e ele tinha certeza que o encontro de Val e Mary Margaret seria para lá de hilário.
— Vou providenciar isso também Val, agora vamos.
Eles viajaram de carro por cerca de duas horas de Boston até finalmente chegarem a Storybrooke. Como não havia hotéis na pequena cidade, Marcos alugara uma casa de veraneio que ficava próxima a praia, mas decido a enfrentar logo a sobrinha Val dera ordens diretas deviam seguir direto para a casa dos Nolan.
— Até que a casa é de bom gosto Marcolino. —Val comentou assim que saiu do carro.
— O sangue nobre de sua sobrinha ainda fala alto majestade.
— Marcos vamos parar com formalidades. Aqui sou livre para soltar toda purpurina que tenha pelo meu belo corpinho. E chega dessa coisa de majestade por Cher. Vamos logo que estou louco para ver a cara da minha sobrinha, quando eu tocar a campainha e ela dar de cara comigo.
(...)
David decidiu não ir trabalhar no dia seguinte ao nascimento da neta e acabou mandando Graham fazer plantão na delegacia. O rapaz ficou animado querendo visitar, Emma assim que soube que ela tinha dado a luz.
— Graham eu sei que você tem sentimentos por minha filha. Eu te acho um ótimo rapaz, mas Emma é apaixonada pela Regina. E sabemos que ela nunca te iludiu quanto isso, espere alguns dias e quando ela estiver aqui em casa você faz um visita ok. — David foi sincero com rapaz. E mesmo ficando com certo desapontamento, Graham entendeu o que David queria dizer.
— Eu entendo senhor Nolan, eu quero que Emma seja feliz independente de qualquer coisa. — Graham respondeu já de saída.
Mary ouviu a conversa do marido com o rapaz, e ficou feliz pela atitude de David. Ela já havia se apegado a Regina, e tinha certeza do amor da nora por sua filha. Mary não teve tempo de comentar nada com o marido, pois assim que Graham partiu a campainha tocou novamente. Ela caminhou tranquilamente ate a porta, e assim que atendeu não acreditou quando viu parado diante dela seu tio Valerius e o seu fiel assessor Marcos.
— Olá querida sobrinha, já que não visita a anos para contar as novidades. Decidi vir eu mesmo até aqui conhecer os novos membros de minha família. — Valerius disse deixando Mary estática e sem resposta.
(...)
Ingrid estava em seu escritório sozinha, lendo o obituário do jornal e lá constava o nome de Neal Cassidy. Ela já tinha buscado, seus contatos e descoberto que Neal morrera, nas mãos dos traficantes que ele devia. A única parte que ela não teve conhecimento foi do envolvimento de Regina em toda a historia.
— Eu te disse mil vezes seu idiota. Por não me ouvir acabou se dando mal, e eu tinha tantos planos para você Neal. — A loira falava consigo mesmo. Até ser interrompida pela chegada de um rapaz loiro que aparentava ter uns vinte quatro anos de idade.
— Mãe está falando sozinha. — Ingrid olhou para o rapaz e sorriu.
—Não meu amor, eu estava só pensando alto.
— Estava pensando no meu pai? — O rapaz perguntou curioso.
— Não Natan eram só coisas de trabalho.
— Mãe meu pai tem mesmo um irmão que se parece muito com ele?
— Sim Natan eu já lhe contei essa historia milhares de vezes.
— Eu sei, só que você só conta até na parte, em que diz que eu pareço, mais com meu tio do que com meu pai. E depois sempre foge do assunto.
— Agora não é hora de falar sobre isso. Porque não vai tomar um banho que daqui a pouco irei preparar o jantar.
O rapaz apenas obedeceu a mãe e saiu do escritório deixando Ingrid mais uma vez sozinha. Olhar seu filho lhe doía porque Natan a lembrava que mesmo que se parecesse tanto com homem que ela amava, ele não era fruto desse amor. E sim o resultado frustrado de tentar substituir uma pessoa pela outra. Mais fora ele que lhe motivara a fazer tudo que fez até ali. Para Ingrid Natan merecia tudo que estava destinado a Emma Swan, pois por causa dela Ingrid jamais pode ter David.
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