You Make It Real
54 Family secrets
Notas iniciais
Assim que viu a mensagem de Regina, Zelena deu uma semana de folga aos funcionários, e a Mills advocacia entrou em recesso, por uma semana. Depois disso teve tempo, apenas de passar em casa arrumar as malas e partir para Storybrooke as pressas. A ruiva não precisou avisar nada a namorada, pois Ruby já estava lá, conhecendo um pouco sobre a família.
— Olá maninha. — Zelena cumprimentou a irmã, assim que a viu sentada na lanchonete do hospital.
— Até que enfim, você apareceu Zel. — Regina respondeu a irmã parecendo ansiosa.
— Olá, para você também Regina. E onde é incêndio? Achei que você estaria eufórica pelo nascimento da sua filha. Só não, sabia que minha presença era assim tão requisitada assim maninha.
Regina acabou rindo das piadas da irmã, e lhe abraçou a cumprimentando de forma mais carinhosa.
— Me desculpe Zel, eu estou apenas nervosa e eu achei que você não viesse.
— Regina eu precisava resolver as coisas no escritório antes de vir pra cá. E, é claro que eu viria primeiro porque minha namorada está aqui, e não queria mais ficar longe dela. E também porque eu estou doida para conhecer a minha sobrinha e afilhada.
— Já está se convidando para o cargo é Zelena.
— Não porque Emma me convidou tem dois meses. — A ruiva revelou achando graça. — Ok. Fora toda agitação pelo nascimento da pequena, e você e Emma terem voltando. O que você está aprontando, melhor dizendo o que você vai fazer Regina?
Pela cara que a advogada tinha feito, Zelena teve certeza que Regina estava aprontando algo.
— Eu vou me casar com a Emma Zel e você vai me ajudar.
A ruiva arregalou os olhos e ficou extremamente curiosa, para saber como a irmã iria fazer tal feito, já que estavam em um hospital, e Emma tinha acabado de dar a luz.
— Minha curiosidade é como fará isso, já que Emma acabou de dar luz. E um casamento envolve muito planejamento. — Zelena argumentou.
Regina sorriu para irmã, como se dissesse eu sei.
— Se acalme maninha, eu tenho tudo planejado, na verdade planejo isso há alguns meses. Dei entrado nos papeis no civil, dois dias depois que pedi Emma em casamento, você sabe como isso demora e não queria arriscar. Não será nada grande, apenas vamos assinar os papeis e estaremos casadas.
— Ok. Essa parte eu entendi. Mais como planeja se casar em um hospital Regina? E como vai voltar à Nova York buscar os papeis e achar um juiz de paz a tempo? — A ruiva questionou a irmã parecendo ainda mais curiosa.
— Simples Belle já me enviou todos os documentos por e-mail. O avô da Emma é juiz, e mora na cidade, liguei para ele e contei minha ideia ele adorou e disse que ficaria feliz em realizar a cerimônia sem problema algum.
— Maninha, eu estou impressionada.
— Zel, esse é o certo, depois de tudo que Emma e passamos. Além do mais eu e ela temos uma família casar é só mais um passo, para que tudo entre nós seja para sempre.
— Não tenho a menor duvida disso Regina. Mais me diz como posso te ajudar.
— Eu quero que você e Ruby sejam madrinhas da Emma e testemunhas. Já que o Killian e a Tinker serão os meus.
Zelena se sentiu extremamente tocada e feliz com o pedido da irmã. E ela não tinha a menor duvida quanto à resposta.
— Regina mais é claro que eu aceito, e tenho certeza que Ruby dirá a mesma coisa.
— Bem então vou lhe explicar como faremos o resto. Killian e Tinker já estão a caminho de Storybrooke. — Regina começou a explicar a irmã suas idéias a Zelena, e a ruiva achou tudo bem inusitado, mas bem romântico. Conversaram por alguns minutos, e depois Regina voltou ao quarto de Emma, e Zelena foi ao encontro de Ruby.
(...)
Ao chegar ao quarto, Regina encontrou o médico dando algumas instruções a Emma.
— Você ainda precisa ficar alguns dias em observação Emma, pois sua pressão alta ainda requer cuidados, e o bebê também. Sua filha nasceu de oito meses, embora ela esteja com saúde em perfeitas condições. Ela ainda é considerada prematura e precisamos seguir as recomendações. O pediatra fará mais alguns exames, e em três dias mãe e filha estarão liberadas. — O medico explicava.
A loira fez uma careta, não gostando nada da ideia de ter que ficar mais tempo no hospital, mais já que não tinha saída faria o melhor por sua saúde e de sua filha.
— Não ainda fazer essa cara Swan. — Regina advertiu assim que entrou no quarto, e se aproximou de Emma. — Não se preocupe doutor, eu vou garantir que ela siga todas as orientações medicas.
— Muito bem, parece que tem alguém para puxar sua orelha na minha ausência Emma. Então vou indo e deixarei vocês duas a sós. — O médico se despediu e deixou o quarto.
— Quer dizer então que vai pegar no meu pé Mills. — Emma disse assim que viu que estavam sozinhas.
— Claro que sim Swan, sei o quanto você pode ser teimosa. — Regina respondeu sorrindo.
— E você mandona demais.
Ambas acabaram caindo na gargalhada, pois tinham usado os apelidos carinhosos que tinham surgido entre elas com tempo. A vida parecia tão mais leve e as coisas começavam a caminhar para algo melhor, e Regina teve certeza que a decisão de preparar um casamento surpresa para Emma era a certa.
— Onde está Henry? — Regina questionou a noiva sobre o filho.
— Evan veio busca-lo para tomar banho, e comer algo saudável na casa dos meus pais amor.
— Então porque, você não aproveita que nossa princesinha, também está tirando uma soneca e toma um banho e troca de roupa. Sei que se sentira melhor depois de banho quente.
Emma adorou a ideia de Regina e não pensou duas vezes, se levantou e foi para pequeno banheiro que tinha no quarto tomar banho. Aquela era o momento que a advogada esperava. E enquanto Swan estava no banho, ela aproveitou para fazer algumas ligações e acertar o resto das coisas.
(...)
Mary Margaret ainda, estava sem palavras e não conseguia acreditar, que era mesmo seu tio que estava ali na sua frente. Depois de quase vinte anos sem se falarem e ela ignorar todos os contatos com ele, jamais imaginou que Valerius iria aparecer do nada em sua porta.
— Será que ficou muda depois de todos esses anos Chataret, ou isso tudo é emoção por ver seu velho tio. — Val se pronunciou mais uma vez ainda parado na porta dos Nolan.
Mary finalmente saiu de seu transe, e tentava colocar seus pensamentos em ordem, para poder formular uma frase.
— Não me chame desse apelido ridículo. E o que veio fazer aqui Valerius? — Mary finalmente respondeu.
— Vim conhecer meus sobrinhos netos, e seus descendentes. Já que minha única sobrinha e herdeira se nega a ter contato com seu velho tio aqui. E onde estão seus modos Mary Margaret Blanch? – Valerius a repreendeu. — As aulas de etiqueta em sua adolescência tem que ter servido para algo. Por Cher não se deixa uma visita esperando do lado de fora.
— Alteza acredito que um escândalo em sua porta não lhe agradara muito. —Marcos alertou Mary ao lado de Val.
A mulher pensou por alguns segundos e ponderou que uma confusão em sua porta era o que menos queria no momento.
— Entrem, e Marcos esqueça essa historia de alteza, eu sou apenas Mary Margaret.
Ambos entraram na casa e o assessor sabia que conversa entre os dois seria complicada e bem exaustiva. Mais aquele confronto era inevitável, Valerius era paciente só haviam coisas que iam além de rixas familiares e povo da Irlanda era um deles.
— Os dois não se entendem por isso, são parecidos em tudo. —Marcos concluiu murmurando para si mesmo.
A conversa entre sobrinha e tio se tornava intensa a cada, palavra trocada. Mary parecia irredutível e Valerius sabia ser duro quando precisava.
— Eu não vou embora Mary Margaret, vamos nós entender de uma vez por todas. Irei conhecer meus sobrinhos quer você queria, quer não. Está na hora de deixar sua birra adolescente de lado. Você é uma mulher feita e mesmo que renegue seu sangue, seus filhos tem direito de conheceram suas origens e decidirem por si mesmo se querem ou não o titulo que pertence a eles. — Val argumentava deixando a morena de cabelos curtos ainda mais nervosa.
— Você não vai colocar meus filhos no meio dessa sujeira toda e muito menos meus netos. — Mary gritava.
— Meu casamento não é uma sujeira, não pode me condenar por amar alguém. E olha só me condena tanto por alguém do mesmo sexo e filha está apaixonada por uma mulher. — Valerius rebateu.
— Você sabe muito bem que isso não tem nada ver com sua sexualidade Valerius, isso nunca foi um problema. O único problema foi você seduzir a única pessoa que tinha restado na minha vida.
— O problema foi por quem ele se apaixonou não é pequena. E ele não me seduziu Mary, nos apaixonamos é diferente. — A voz familiar pegou todos de surpresa. E fez Mary se lembra do motivo, que ela e tio romperem os laços a tantos anos.
— Léo meu querido, o que faz aqui? — Valerius se perguntou ao marido, assim que o viu parado na sala da sobrinha.
— Achei que teria problemas com minha irmã cabeça dura, meu anjo. — Léo respondeu ao marido. E logo depois se dirigiu a irmã mais nova.
— Nossa família cresceu pequena é hora de deixar as magoas para trás. Todos já perdemos muito Mary, nossas vidas parecem finalmente começar a ter paz. Todos merecem um recomeço e isso que vim buscar junto com Val.
— Eu comuniquei ao Duque Leônidas sobre nossa vinda para America Val. — Marcos interrompeu a conversa.
Valerius olhou para assessor com olhar de alivio como se dissesse obrigado, no fundo ele sabia que Mary ouviria apenas o irmão mais velho. Ele fora o motivo pelo qual, ela havia rompido os laços com seu tio depois da morte de seus pais, antes mesmo de renegar o trono. E talvez somente ele a fizesse ceder de uma vez por todas.
Leônidas fora fruto das aventuras de Leopold ainda na juventude em uma de suas férias na Itália. Sendo um bastardo o rapaz nunca escondeu a magoa do pai, que mesmo lhe dando assistência financeira nunca lhe dera amor. Sua única ligação com os Blanch se tornou a irmã mais nova. Mary Margaret amou Leônidas desde o primeiro contato. Léo como ela o chamava carinhosamente nunca escondeu sua sexualidade.
Isso nunca fora problema para Mary, que amava o irmão independente de com quem ele se relacionasse. Quando Mary se apaixonou por David e renegou o trono da Irlanda para viver esse amor, Léo a apoiara incondicionalmente. Mais bastou Valerius e ele trocarem um olhar e uma paixão sugira dali. O que eles não esperavam era que Mary não fosse aceitar bem a relação dos dois.
O fato concretizou no afastamento total de Mary quando veio estudar na America e nunca mais voltou para Irlanda depois da morte de seus pais. Ver seu irmão depois de tantos anos desarmou Mary, ela apenas queria abraça-lo e matar a saudade de quase vinte anos de ausência.
— Não sei o que dizer no momento Leônidas. — Mary finalmente disse algo.
— Que tal começar dando um abraço no seu irmão mais velho. — Léo respondeu com sorriso que mexia com qualquer um.
E foi isso que Mary fez, foi até o irmão e abraçou sem reservas. Ninguém sabia como as coisas seriam, mas aquele abraço significava algo. Talvez um recomeço para todos.
Evan e Henry apareceram na sala meio eufóricos interrompendo o momento. Henry tinha o celular na mão procurava a avô para atender e mal percebeu as visitas.
— Vovó, vovó a senhora tem que atender é minha mãe Regina. Ela está preparando algo grande. — O menino dizia indo ate a Mary com aparelho nas mãos. Mary saiu do abraço do irmão para finalmente dar atenção ao neto e saber o motivo de toda aquela animação.
—Se acalme querido eu já vou atender. —Mary respondeu ao neto. — Evan cuide do seu sobrinho enquanto atendo a ligação.
Mary deixou a sala e Evan e Henry finalmente se deram conta das visitas e ficaram curiosos mais nada disseram. Valerius e Leônidas observaram os meninos, e sentiram a emoção de ver os sobrinhos pela primeira vez. Antes que eles tentassem qualquer aproximação com os garotos, Mary Magaret voltou a sala.
— Eu vou precisar sair agora, minha nora precisa de mim no hospital. Henry e Evan subam agora e vão tomar banho.
Os garotos não questionaram a ordem, pois pela cara de Mary ela queria ficar sozinha com os visitantes misteriosos.
— Talvez possamos fazer uma visita. — Val sugeriu.
— Não. — Mary o cortou imediatamente. — Me desculpe, mas ainda há questões a serem resolvidas entre nós. Emma acabou de dar a luz e passou por momentos difíceis, eu quero que ela tenha um momento de paz com a família.
— Nós somos a família dela também Mary, você querendo ou não.
— Léo por favor, não iniciar uma discussão agora, me de um tempo irei contar tudo a Emma sobre vocês e depois entro em contato.
— Vamos esperar minha querida sobrinha. Marcos lhe deixara nosso numero e endereço. — Val completou.
Não houve nenhuma despedida calorosa, eles apenas se levantaram e foram em direção porta.
— Tenha calma Val, ela vai ceder. — Léo encorajou o marido. Eles se abraçaram por alguns minutos em seguida entraram no carro e partiram.
(...)
Zelena e Ruby já se estavam no hospital, mataram a saudade uma da outra por alguns minutos. E depois foram ajudar Regina a distrair Emma. Enquanto a advogada terminava os preparativos para a pequena cerimonia que seria na capela do hospital.
— Ruby vá para quarto da Emma que eu vou até a recepção buscar as flores. — Zelena disse a namorada.
— Ok amor, te vejo depois. — Ruby respondeu. Deu um selinho na namorada e foi em direção ao quarto da amiga. Zelena foi na direção oposta, no caminho encontrou alguém que não esperava.
— Sidney o que faz aqui? — A ruiva questionou ao homem. Assim que percebeu quem era Glass ficou sem reação. — Parece que viu um fantasma Sidney.
— Me desculpa senhorita Mills, é que não esperava encontra-la aqui. — Glass respondeu finalmente.
— A minha cunhada acabou de ter um bebê e Regina esta aqui, então eu vim visita-las.
— Mande minhas felicitações a senhorita Regina Zelena.
— Mandarei Sidney, mas você ainda não me respondeu o porque está em Storybrooke e em um hospital.
— Bem eu... —Sidney tentava responder gaguejando. E antes que dissesse algo, Cora Mills apareceu e respondeu por ele.
— Ele está aqui por minha causa Zelena.
Assim que viu a mãe Zelena entrou em choque, Cora estava mais magra, parecia frágil e usava um lenço sobre a cabeça.
— Mãe o que aconteceu? Porque esta aqui? — A ruiva começou a fazer mil perguntas ao mesmo tempo.
— Uma pergunta de cada vez Zelena, mas vamos ao meu quarto e que contarei tudo.
(...)
Ingrid recebeu as noticias que aguardava a tanto tempo.
— Então Emma Swan deu a luz a uma bela menina. — A assistente social murmurava para si mesma em enquanto lia o relatório que tinha em mãos.
— Acho que talvez eu deva lhe fazer uma visita Swan.
O irônico era que ela sorriu ao ler o local onde Emma tinha tido o bebê. — Storybrooke, parece que vamos terminar isso onde tudo começou Swan.
Iria voltar aonde tudo começou, mais ela não tinha a menor ideia que os Nolan ainda residiam lá. E muito menos que Emma Swan já havia encontrado sua família. Mais talvez a pior parte era que FBI já estava no seu encalce, e ela cairia na própria armadilha.
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