You Make It Real
61 Extra 01 - O que vem depois da tempestade
Notas iniciais

Regina
(Save You — Kelly Clarkson ♪)
O que vem depois do felizes, para sempre? É a pergunta que todos devem ser fazer quando se alcança a felicidade ao lado de quem se ama, mas a verdade é que eu não tenho ideia de como será a minha vida com Emma e nossos filhos agora. A única certeza é que somos uma família e cada dia vivido era uma nova descoberta. Henry aprendendo novas coisas, aprendendo a escrever novas palavras, Isabel começando a dar os primeiros sorrisos e Emma feliz por poder acompanhar cada passo de nossos filhos. Não havia mais ninguém a espreita querendo destruir nossa felicidade, ou querendo tirar nossos filhos. Só havia nós e a paz de saber que temos uns aos outros.
— Está muito pensativa hoje, meu amor. — Ouço a voz de Emma. Ela tem Isabel nos braços que parece se agitar sempre que me vê.
— Eu estava apenas refletindo sobre tudo que vivemos, para chegar até aqui Emma.
— O passado não importa muito mandona, o que importa é que temos agora. — Emma me responde com maior certeza do mundo. — Temos uma família linda, nossos filhos estão crescendo fortes, saudáveis. Você está bem com sua mãe, eu tenho meus pais de volta. Até sua irmã está feliz. E ela e Ruby vão se casar em breve.
— Eu sei sobre tudo isso, mas e agora Swan, o que você deseja daqui para frente? — A questiono, mas a verdade era que aquela duvida era bem mais minha do que dela. Eu tinha certeza que amava Emma, e que minha vida era ao seu lado. Só muitas coisas tinham mudado desde que nós conhecemos.
— Ainda não parei para pensar muito sobre daqui a dez anos Regina, eu prefiro viver um dia de cada vez. Se vamos criar planos que seja devagar, é bom saber que eu posso dormir em seus braços sem preocupações, é bom ver nosso filho correr pelo jardim sem medo de alguém o sequestrar. É bom acordar com o choro manhoso da nossa pequena seja por fome ou apenas por birra. Eu quero viver tudo por etapa Mills, já pulamos muitos ao longo do nosso relacionamento.
As palavras de minha mulher faziam sentido, mas ainda havia algo que precisa acontecer para que nossa vida realmente começasse como uma família de fato.
— Concordo com tudo que disse Emma, mas há algo que quero planejar com você. É algo simples, porém significativo e talvez seja o que falta para que tudo se encaixe melhor. Emma me deu um daqueles olhares profundos, e muitas vezes me perdia naqueles olhos verdes.
— Você quer voltar para Nova York. — Ela afirmou e eu me perguntava como ela conseguia me desvendar apenas ao me olhar.
— Como você sabe?
— Simples Mills, eu conheço você. E não é tão difícil de adivinhar que você quer voltar para seu canto, pro seu trabalho e para a sua rotina Regina.
— Você só errou em uma coisa Emma. — A corrigi e abracei e consequentemente nossa filha também.
— Eu quero voltar para o nosso canto Emma, aquele apartamento é nosso. Claro que você quiser podemos comprar uma casa... — Não consegui terminar, pois os lábios de Emma me interromperam, quando se colaram aos meus. O melhor beijo de toda minha vida, e nunca me cansaria de beija-la, porque nunca era igual a ultima vez.
— Minha casa é onde você está Regina Mills. — Emma me respondeu ainda com lábios colados aos meus. Isabel se intrometeu entre nós colocando suas mãozinhas em meu rosto, e dando um sorriso banguela.
— Parece, que alguém quer atenção também mamães.
— Uma vez ouvi dizer que quando se encontra o lar em alguém a vida se torna completa Swan. Mais eu quero o que você quer Emma.
Eu não queria pressionar Emma a nada, afinal ela tinha reencontrado os pais e estava descobrindo suas origens, sua historia. Nova York e todo resto poderia esperar.
— Regina eu quero voltar para casa tanto quanto você. E se está com receio por causa dos meus pais, eu te digo que não precisa ter. Nada, vai mudar eles podem nos visitar e vice versa, eu não estou perdendo ninguém, pelo contrario minha família apenas cresceu.
— Confesso que meu maior medo era esse. Você perdeu tanto com relação a seus pais e bem não quero que se afaste deles. — Confessei finalmente o que estava guardado há alguns dias.
— Regina você não vai me afastar dos meus pais, nós nos casamos e é normal que vá moramos na nossa própria casa.
— Sua mãe é super protetora Swan, não sei se ela vai concordar muito com isso.
— Minha mãe te adora mandona, e por mais protetora que ela seja ela vai entender.
E mais uma vez Emma e eu conseguimos ser parceiras, amigas além de mulher uma da outra. Nossa cumplicidade para decidir tudo, era o que mais nós unia e fazia nosso amor se fortalecer cada dia mais.
— Mães. — Escuto a voz de Henry procurando por nós.
— Estamos aqui na varanda filho. — Emma respondeu. Ele apareceu todo animado, como se sempre era pela manhã.
— A vovó esta chamando para tomar café mamãe.
— Já estamos indo seu apressado. — Respondi a nosso filho.
— Eu estou com fome mamãe, e a vovó disse que só vamos tomar café quando vocês duas estiverem na mesa.
— E quando você não está com fome filho? — Ele me deu aquele sorriso sapeca e ficou sem resposta. Ele sempre estava com fome, era um fato.
— Mais eu acabei de acordar, por isso a fome é do tamanho do mundo. — Ele argumentou.
— Ok, você venceu já estamos indo, mas antes eu e sua mãe queremos te perguntar algo.
Olhei para Emma e ela me deu aquele olhar cúmplice e eu sabia que podia ir em frente.
— Diz logo mamãe.
— O que você acha de voltarmos para casa? Mais eu quero dizer para nossa casa lá em Nova York.
Henry me olhou meio pensativo e eu temi que ele não gostasse da ideia de deixar a casa dos avós ainda. Ele tinha se acostumado, a uma nova rotina há alguns meses e talvez não estivesse pronto para voltar para Nova York ainda.
—Filho se você não quiser voltar ainda vamos entender. — Emma se adiantou.
— Eu vou achar demais voltar para casa. — Henry finalmente respondeu. — Eu gosto daqui, eu gosto da comida da vovó e de como ela me ensina as coisas da escola. Eu gosto de passear no carro do xerife com o vovô e de ir pescar sempre com tio Evan, mas também sinto saudades dos meus amigos da escola e do meu quarto. Então sim, eu quero voltar para casa mamãe.
O alivio foi enorme e acho que para Emma também, pois ela suspirou aliviada. Decidir as coisas em família era algo que começava virar algo rotina entre nós e nós consolidava ainda mais como a família que havíamos formado e no fundo sabia que era algo bom. Tornava-nos mais forte. E embora ainda não quiséssemos planejar tudo do nosso futuro, aquela decisão já era certa, em breve voltaríamos para casa, em breve voltaríamos para Nova York.
***
Emma
(My Heart Is Open – Marroon 5, Gwen Stefani ♪)
Eu ainda paro para pensar na minha vida antes de Regina, e penso como o acaso pode mudar tudo. No meu caso uma batida de carro e Neal esconder drogas no meu carro, isso fez com que Regina permanecesse na vida de modo permanente. Ela transformou tudo a minha volta e deu sentido a minha existência, sem ela talvez eu não fosse quem sou hoje. Com Regina sinto que não é um aprendizado novo a cada dia, e de certa forma nos completamos até mesmo nas nossas decisões. Não tinha ideia como meus pais reagiriam a noticia que voltaríamos para casa em breve, mas não dava mais para adiar a noticia.
— Mãe eu preciso falar algo importante com a senhora. — Eu disse a minha mãe enquanto ela tirava a mesa do café.
— Pode me dizer filha. — Ela me respondeu com aquele jeito calmo.
Eu estava tensa, não queria que ela achasse que Regina queria me levar para longe, ou mesmo que eu não gostava dali. Storybrooke era um lugar maravilhoso, calmo e tranquilo onde sei que meus filhos cresceriam em segurança, mas agora eu precisava de espaço que pudesse construir a minha historia com Regina, e um lar para chamar de nosso.
— Emma você está me deixando nervosa, aconteceu algo com as crianças ou Regina? —Minha mãe me perguntou já parecendo aflita.
— Não mãe, é só que eu e Regina decidimos... — Gaguejei não conseguindo terminar a frase.
— Decidiram o que Emma? Não estou entendendo todo esse desespero e mistério, não temos segredos algum. Olhei para minha mãe e ela pareceu entender tudo. — Espera está tentando me dizer, o que acho que está?
— Bem, eu não sei o que a senhora está pensando mãe.
— Estou achando que você e Regina querem voltar para casa. E você está com receio que eu vá reagir mal a essa decisão.
Soltei um longo suspiro de alivio e ao mesmo tempo de espanto, aquela historia de que as mães conhecem bem seus filhos era mesmo verdade.
— Quero ter a mesma mágica que senhora quando Henry e Isabel crescerem. Saber com antecipação o que eles querem dizer é bem mais fácil.
— Não existe mágica querida, é apenas sexto sentido de mãe e questão de lógica no seu caso. Você acabou de ser casar, é normal querer seu espaço criar sua própria rotina com sua família Emma. E se Regina estiver com medo diga a ela que não há motivos para isso, sei que ela cuidara muito bem de você e de meus netos. E se a saudade apertar eu posso ir visita-los, ou podemos nós falar pela internet ou por telefone, eu, seu pai e seu irmão estaremos sempre por perto.
O alivio ao ouvir as palavras de minha mãe foram suficientes para saber que Deus tinha me dado a melhor mãe o mundo.
— Mãe eu amo você! — Declarei a abraçando em seguida. — Obrigado por ser essa mulher incrível e compreensiva e obrigado por ser minha mãe.
Vi os olhos de Mary Margaret marejar e ela limpar as lágrimas que desciam por sua face. Fiz questão de seca-las, ela estava feliz por mim e eu mais ainda.
— Não me faça chora Emma, eu estou grávida e mais sensível que o normal. — Minha mãe me respondeu. Eu me abaixei e beijei sua barriga saudando o irmão ou irmã que crescia ali.
— Nossa mãe é uma chorona bebê, mas é a melhor mãe que você poderia ter.
Algumas gargalhadas e logo meu pai, Evan e Regina chegaram do passeio, meu pai e Evan receberam bem o noticia que logo voltaríamos para Nova York, e tivemos mais um dia perfeito em família.
***
(No Air – Jordin Sparks e Chris Brown ♪)
As inúmeras perguntas de Henry sobre o pai passaram a ser constantes. O garoto sabia bem que pai não era boa pessoa, mas ainda sim queria saber de seu paradeiro. Emma sempre desconversava, mas aquela altura sua desculpas não estavam adiantando mais.
— Mãe, onde está meu pai? Tipo de verdade? Ele foi embora para sempre e nunca mais vai vir arrumar confusão entre a gente? — O garoto começava suas inúmeras perguntas novamente. E como sempre Emma se via perdida e sem saber o que responder.
— Filho eu já te disse que estamos bem melhor sem ele. O vovô é um ótimo pai para você, e sempre estará lá para você quando precisar. — Emma respondeu tentando mudar o rumo do assunto.
— Eu sei mãe, mas eu só queria saber onde o meu pai tá. Eu queria não ligar, porque sei que ele fez coisas ruins, mas eu ainda fico preocupado com ele. — Henry confessou de cabeça baixa. — Me desculpe eu sei que devia odiar ele mãe.
O coração da loira se partiu com as palavras do filho. Naquele momento Emma percebeu o quanto andava distante de Henry. Ela devia ao pequeno, verdade, mesmo que fizesse o sofrer, ela estaria lá para consola-lo sempre.
— Não precisa se desculpar meu amor, ele é seu pai é normal que preocupe e que o ame. — Emma abraçou o filho que se agarrou a ela.
— Mas ele não merece mãe. — Henry disse entre as lagrimas.
Emma secou o rostinho do filho e deixou-se chorar junto a ele.
— Henry olha para mamãe, o amor é incondicional em todas as formas. E às vezes mesmo que a pessoa não mereça, nós a amamos e continuamos a amar pelo resto da vida. Seu pai pode não ter sido um bom pai sempre, mas ele foi, em algum momento e você tem lembranças sobre isso. Não tem?
Henry apenas balançou a cabeça a positivamente e chorou mais.
— Então não é errado você continuar amando o seu pai. O ame pelas coisas boas que ele fez por você. — A loira continuou falando e beijou o topo da cabeça do filho.
Em seguida trouxe Henry para seus braços e ninou como fazia quando ele era bebê, e na verdade ele ainda era o seu bebezinho. Regina assistia a cena da porta e se emocionou com momento, se olharam com olhar cúmplice no momento as coisas estavam bem, mas Henry ainda precisava saber sobre a morte de Neal. E elas precisavam achar a melhor maneira de contar.
Regina olhava Emma brincar com filha sobre a cama, Isabel estava começando a querer rolar na cama, com apenas dois meses de vida. E o fato deixava as mães apreensivas a, todo momento.
— Amor eu acho que sei como contar a ele. — Regina quebrou o silencio. Emma a olhou parecendo entender do se tratava.
— Eu estou com tanto medo da reação dele Regina. — Emma confessou desabando em seguida. Mills foi ate ela e abraçou.
— Vai ficar tudo bem, ele é forte como você. No começo pode doer, pois perder alguém nunca é fácil ainda mais para uma criança, mas estaremos aqui para ampara-lo e dar todo amor do mundo.
— O que você tem em mente, para contar a verdade a ele Regina?
— Acho que uma pescaria e a brisa do mar podem ajudar na conversa teimosa.
— Espera você mesmo quer contar? — Emma a questionou, confusa.
Regina sabia que não seria uma tarefa fácil, mas seria ainda mais difícil para Emma, porque lhe traria lembranças de um dia ao qual ela queria esquecer.
— Sim Emma. Eu me sinto responsável pelo que aconteceu, eu devo a verdade a ele tanto ou mais que você. Além do mais quero uma relação honesta com meu filho, não quero que isso volte um dia para nós assombrar.
— Cada dia eu te amo mais por cada gesto seu mandona. — Swan declarou a beijando em seguida.
— Eu faço o meu melhor para que isso aconteça sempre teimosa. —Regina disse em meio ao beijo.
A tensão por aquela situação tinha se dissipado, agora Regina só precisa por em pratica sua ideia para contar a Henry sobre a morte de Neal.
***
(Nobody's Perfect — Jessie J ♪)
Na manhã seguinte era domingo, e como sempre Henry iria sair para pescar com Evan, e era essa a oportunidade que Regina esperava.
— Evan eu preciso da sua ajuda para contar algo ao Henry. — Regina disse assim que chegou a cozinha, onde o garoto arrumava tudo.
Evan olhou para cunhada, meio curioso e sorriu tinha certeza que Regina estava aprontando algo.
— Me diga em que posso ajudar?
Regina puxou a cadeira se sentou e começou a explicar o que contaria ao filho. E porque precisava da ajuda do cunhado. Evan ficou triste, não queria ver seu sobrinho triste, mas sabia que a verdade era sempre a melhor solução para tudo.
— Você é uma mãe maravilhosa Regina. — Evan elogiou a morena. — Henry tem sorte de ter você. Vai dar tudo certo.
Depois de combinarem tudo, esperaram apenas Henry descer para irem a praia fazer a pescaria de domingo. Henry ficou feliz em ter a companhia da mãe na pescaria. O pequeno estava animado em poder lhe ensinar tudo que Evan havia lhe ensinado.
— Mamãe eu vou lhe ensinar como colocar a isca no anzol, e jogar a vara na mar. — Henry dizia animado enquanto desciam do carro de Regina.
— Eu estou animada para aprender tudo com você meu príncipe.
— Está se achando moleque. Aprendeu algumas coisas e já se acha um grande pescador. — Evan disse logo atrás.
— Não tio Evan, mas sei mais que a mamãe. E posso ensinar para ela tudo eu aprendi com você tio Evan. — Henry respondeu sorridente.
Todos acabaram rindo enquanto caminhavam até a praia. Depois de terem pegado alguns peixes encheram o balde, e as iscas tinham se acabaram e Evan se ofereceu para ir buscar mais, deixando assim Regina e Henry sozinhos. Regina não sabia bem como começar aquela conversar, e a verdade era não tinha planejado simplesmente iria deixar seu coração guia-la.
— Mamãe o que você está querendo me contar? — A voz de Henry era mansa, ao fazer a pergunta que quebrou o silencio do lugar. A advogada olhou para o filho, como buscasse as palavras certas.
— E como sabe que eu quero te contar ao algo espertinho?
— Você está seria. Não falou mais nada desde que o tio Evan saiu, está olhando para frente como sempre faz quando está pensando muito em alguma coisa.
— Acho que eu nunca percebi que você me conhece tão bem assim filho.
— É claro que conhece né. Eu sou seu filho e todo mundo diz que sou igualzinho a você.
Regina sentiu seu coração transbordar de amor, Henry não tinha nascido de seu ventre, mas tinha nascido de seu coração. E cada ato de amor do garotinho por ela, era um alento a mais ao seu lado materno.
—Tem razão filho, eu quero muito lhe contar algo.
— E sobre o meu pai, não é? — Henry indagou e Regina sentiu um aperto no peito.
Não havia uma maneira fácil de contar a uma criança de seis anos sobre a morte de seu pai. E embora o pequeno fosse maduro para sua idade, uma perda era sempre uma perda. Neal não tinha sido um exemplo de pai, mas ainda sim era o pai de Henry. Regina queria que garotinho tivesse ao menos memórias das coisas boas que Neal tinha feito na vida de seu filho.
— Sim é sobre seu pai. Espera, você anda ouvindo atrás das portas Henry? Henry abaixou a cabeça e, ficou alguns minutos pensativo.
— Talvez? — O gatinho disse com uma carinha sapeca. — Me desculpe não queria ter ouvido, mas a minha mãe tinha conversado comigo antes. Por isso eu acho que viemos aqui, para a senhora me contar algo sobre meu pai. Sei que devia odiar ele e amar só a você, porque ele foi ruim para gente... — Regina não deixou o garoto terminar a frase.
— Ei filho, eu não quero que odeie o seu pai entende. Nunca pediria que fizesse isso, porque todos tem um lugar na vida da gente Henry e eu sei que tenho um especial no seu coração.
— Mas ele foi uma pessoa má mamãe. — Henry justificou.
— Mas em algum momento de sua vida ele foi bom para você Henry, e isso que quero que se apegue, nas coisas boas. — Regina olhou para frente o mar estava calmo como o momento que viviam. — Neal fez coisas ruins filho, e se meteu com pessoas ainda piores que ele. Pessoas que às vezes não perdoam quando erram com elas.
— A policia prendeu ele mamãe? E agora ele vai ser castigado pelo que fez a minha mãe e a Izzy?
— Você sabe que foi ele que levou sua mãe, aquele dia no parque não sabe? Henry apenas afirmou balançando a cabeça.
— Eu precisei interferir Henry, ou algo de muito ruim iria acontecer com sua mãe e sua irmã.
— A senhora ajudou a policia a prender ele?
— De certa forma sim, mas seu pai não queria tentar fazer a coisa certa. E as pessoas más que estavam atrás dele o acharam antes da policia e tudo piorou. Eu não tive escolha filho, eu precisava salvar sua mãe e Isabel. Desculpe-me por não conseguir salvar seu pai também filho. — Regina revelou finalmente.
Henry a olhou com olhar vago como se entendesse o que ela tinha acabado de lhe contar. Seu pai estava morto. O garotinho estava confuso, queria chorar, queria gritar sua dor, mas tudo que fez foi ficar em silêncio enquanto as lagrimas desciam por seu rosto. Regina entendeu que ele precisa de tempo, e rezava que ele não odiasse agora que sabia a verdade.
— Você me leva onde ele está agora. — Henry pediu quebrando o silêncio. — Eu só queria visitar e lembrar-se das coisas boas. Como à senhora e a minha mãe, me disseram.
— É claro filho. — Regina disse enquanto secava as próprias lagrimas.
— Eu não odeio você mamãe. — Henry confessou como se escutasse os pensamentos da mãe.
Ele apenas foi até ela e abraçou tão forte quanto podia, e ela o recebeu com mesmo entusiasmo. Permaneceram assim por um longo tempo, Henry precisava viver sua perda recém-descoberta e Regina daria a ele todo tempo do mundo, afinal não tinham pressa.
***
(Stay With Me — Sam Smith ♪)
Enquanto Regina e Henry se ausentaram, Emma aproveitou para passar mais tempo com a filha. Queria curtir cada nova fase da pequena. Isabel tinha completado dois meses, e começava a descobrir um mundo novo a sua volta, os olhinhos verdes curiosos estavam sempre atentos às coisas ao seu redor. A loira aproveitou o pequeno cochilo da filha, para fazer algumas pesquisas na internet, Emma começava a pensar no seu futuro profissional. Swan queria fazer algo além de ser apenas mãe e esposa, é claro se interar de mais coisas sobre o país ao qual descendia. O chorinho manhoso fez Emma tirar a filha da cama e pegá-la no colo.
— Oi meu amorzinho, mamãe está aqui já. Porque toda essa manhã hein? — Emma conversava com pequena tentando descobrir o motivo de sua inquietação.
Emma verificou a fralda e viu que a menina estava sequinha, tentou amamenta-la, mas a Isabel recusou o seio. Por fim Swan decidiu dar um banho na filha, afinal estava calor e sabia bem que a temperatura alta podia ser bem incomoda para bebês pequenos. Isabel se acalmou um pouco durante o banho, mas bastou Emma seca-la e colocar a roupinha, para a choradeira retonar. Emma começou a se desespera.
— Filha mamãe não sabe, mais o que fazer. Me ajuda vai, está sentindo falta da sua mãe morena é? — Ela conversava com Isabel a balançando em seus braços de lado para outro.
E como por mágica o choro parecia diminuir. Emma tinha colocado a filha de bruços com braço por baixo do corpinho e mão sobre a barriguinha do bebê, Swan percebeu que de acordo que balançava sua mão acabava massageando a barriga da filha e ela parava de chorar.
— Meu Deus! Como eu não percebi isso antes. Desculpa a mamãe filha. — Emma se desculpava com pequena lhe beijando a cabeçinha. — Você está cólica, princesa. E sua mãe burra não percebeu.
Depois que finalmente descobriu o que a filha tinha, Emma continuou a ninar a filha por mais algum tempo enquanto massageava a barriguinha. Depois de alguns minutos ela tirou a roupinha de Isabel a deixando apenas de fralda, deitou-se sobre a cama e colocou a filha de bruços sobre sua barriga. O calor de seu corpo e a presença de Emma foi suficiente para deixar Isabel tranquila. Emma acabou relaxando e adormeceu também.
Uma hora depois Regina chegou em casa com o filho e o cunhado, Henry estava adormecido em seus braços, enquanto Evan tirava as coisas do carro. Regina subiu direto para banheiro levando Henry com ela, queria tirar a areia da praia do corpo. A morena optou por tomar um banho juntamente com Henry, que ainda dormia no processo. Depois do banho e de trocar suas roupas e a do filho, Regina foi em direção ao quarto que dividia com Emma. O que a morena encontrou aqueceu seu coração, sua mulher e sua filha dormiam tranquilamente, e a advogada com Henry nos braços se juntou as duas na cama.
— Estamos em casa amor. — Regina disse baixinho assim que se deitou ao lado de Emma. — Swan abriu os olhos, ainda meio dispersa e encontrou o olhar calmo de Regina. — Deu tudo certo Emma. — Regina a tranquilizou. A loira abriu um sorriso e se virou para dar um selinho na esposa.
— Obrigado. — Emma agradeceu.
— Papai virou uma estrelinha e vai cuidar de mim lá do céu mãe. — Henry resmungou durante o sono.
As duas se entre olharam uma vez mais e sorriram. O filho deveria estar sonhando. E elas torciam para que fosse algo bom, pois tinham aconselhando tantas vezes ao filho em focar nas coisas boas que Neal tinha feito a ele. E foi o que Henry fez, ele se lembrou com carinho de quando seu pai foi realmente um pai em sua vida, e era essa lembrança que ele iria guardar para sempre agora. Porque do resto não lhe faltava mais nada, ele era feliz e isso que realmente importava.
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