You Make It Real

62 Extra 02 - Happy Birthday, Henry


Notas iniciais
Olha quem resolveu aparecer, espero que gostem! Boa leitura! Ps: Desculpem algum erro, não deu tempo de revisar com calma.

(Não Precisa Mudar — Ivete Sangalo e Saulo Fernandes♪)

Os dias se passaram tão rápido que Emma e Regina mal perceberam, haviam prometido a Mary só partir no final do mês. Assim a família poderia desfrutar mais a companhia uns dos outros. E crianças aproveitariam, mas a calmaria de Storybrooke, e o resto das férias. Emma tinha tempo e a tranquilidade de curtir os filhos, sem a correria de Nova York e Regina ainda podia gerir seu escritório sem se ausentar tanto da vida dos filhos e da esposa.

— Amor o que está fazendo? — Emma perguntou assim que entrou no quarto que dividia com a esposa.

— Só lendo alguns e-mails que Zelena me mandou minha linda. — Regina respondeu fechando o notebook para dar atenção à esposa. — Nada demais.

A loira olhou bem para advogada e sabia que havia algo mais, ela conhecia Regina como ninguém. E nos últimos dias a morena andava meio misteriosa.

— Regina eu conheço esse seu “nada demais”. Pode começar a falar o que está aprontando?

Mills deu um daqueles sorrisos sacanas e se aproximou da esposa lhe abraçando por trás. Encheu o seu pescoço de pequenos beijinhos e mordidinhas.

— Você anda muito desconfiada teimosa.

— Regina comporta-se Henry está em casa e Isabel dormindo no berço. — Emma protestava tentando se livrar das caricias de sua mulher.

— Eu estou com saudades teimosa, estamos há quase dois meses... — Antes que Regina pudesse completar a frase Swan a interrompeu.

— Eu sei mandona, também estou com saudades, mas lembre-se o que o medico disse. Sexo só depois do resguardo. Agora não muda de assunto e diz o que está aprontando. E não tenta me enrolar porque eu tenho visto você e minha mãe de segredinhos pela casa.

Regina vendo que não tinha saída resolveu contar a verdade.

— Ok, ok você venceu, eu vou lhe contar. — Regina disse fazendo um gesto com as mãos em sinal de rendição.

— Nós voltamos para casa daqui a uma semana, e sua mãe quer fazer uma pequena comemoração. Então eu me lembrei de que no aniversario de seis anos do nosso filho não comemoramos como se devia. Em família, entende?

Emma sentiu uma ponta de culpa, afinal quando Henry completou seis anos elas estavam separadas. E embora Henry tenha ganhado uma pequena festinha, Regina não estava presente ao menos não fisicamente. Ela só havia acompanhado a festa do filho via chamada de vídeo, feita por Evan.

— Eu me sinto péssima por isso amor. — Emma se lamentou. — Por minha culpa você não estava presente.

Regina se aproximou da esposa e abraçou.

— Ei não diz isso, estávamos juntos de alguma forma. E bem nunca é tarde para se comemorar a vida Emma, podemos celebrar por tudo que temos também. O que você acha? — A ultima parte Regina disse esperançosa.

Ela queria muito que Emma concordasse com a ideia de uma pequena festa. Embora não fosse só isso, Regina tinha algumas surpresas a mais.

—Eu acho uma ideia maravilhosa mandona. E tenho certeza que o nosso filho vai amar. — Emma respondeu lhe dando um sorriso.

— Só não quero que conte nada a ele, porque faremos uma surpresa. — Regina pediu animada.

— Por mim ele não saberá nada. — Emma disse cruzando os dedos e os beijando em sinal de promessa. Regina achou o gesto bem fofo e acabou rindo.

— Acho bom Swan ou teria que te castigar. — Regina ameaçou.

— É mesmo. E como seria esse castigo Mills? — Emma provocou.

— Vamos para banho e você vai descobrir.

O banho foi longo, e ficaram entre provocações e alguns amassos, não poderiam transar de fato. Só que com o tempo e experiência, ambas descobriram inúmeras formas de chegar ao ápice sem quebrar as regras.

***

(Stay —Rihanna ♪)

A semana passou a ser uma maratona, pois organizar a festa, cuidar das crianças e ao mesmo tempo distrair Henry para que não descobrisse nada estava sendo uma verdadeira provação.

— Regina se acalme, Evan levou nosso filho para pescar. — Emma tentava acalmar a esposa.

— Hoje é sexta Swan, e nosso filho não é bobo. – Regina argumentou. —Ele vai perceber que tem algo errado, Evan nunca o levou para pescar durante a semana Emma.

Regina estava uma pilha de nervos queria que tudo saísse perfeito. A morena queria que o filho tivesse boas lembranças e se esquece da descoberta da morte do pai.

— Regina eu sei que está super nervosa, e eu sei também que está fazendo tudo para compensar nosso filho. Só que você precisa para de se culpar amor, Henry não culpa você por nada.

— Eu sei só que... — Regina tentou falar algo, mas Emma a impediu. — Henry ama você Regina Mills, não existe mais. Se quiser fazer uma surpresa faça porque o ama e não para tentar diminuir a culpa que ainda sente. Você não tem culpa de nada e nosso filho sabe bem disso.

Mills respirou fundo e parecia que tinha soltado todo peso do mundo que carregava no peito. Embora ela negasse, ela ainda se sentia culpada pela morte de Neal. E temia que seu filho a culpasse também um dia e passasse a odia-la por isso, mesmo Henry tendo lhe dito varias vezes o contrario.

— Me desculpa amor, eu só quero que ele fique feliz. — Regina confessou.

— Ele já feliz Regina. Agora vamos esquecer isso e terminar de arrumar o falta. — Emma encerrou o assunto e saiu puxando a esposa para jardim.

No final da tarde Evan voltou com Henry e logo Mary colocou ambos no banho, para tirar a areia da praia. À noite jantaram como de costume, no mesmo horário em meio a sorrisos e conversas agradáveis. Depois do jantar Emma e Regina colocaram os filhos para dormir e voltaram à cozinha para ajudar Mary. As três mulheres finalizaram os últimos detalhes da festa e confirmaram o restante dos convidados.

—Seus tios estão viajando por Los Angeles, mas disseram que chegam ao final da tarde. — Mary disse enquanto secava a louça.

— Não acredito que Tio Val e Léo estão mesmo em Los Angeles. — Emma comentou rindo. — Eu queria ser uma mosquinha só para ver as loucuras que Val deve estar aprontando por Hollywood. — Regina completou caindo na gargalhada.

— Eu espero que ele ao arrume problemas Regina ou o parlamento Irlandês vai à loucura.

— Mary ele é meio doido, mas é sensato.

— Assim espero, agora parem de falar da vida do meu irmão e o marido e vamos finalizar tudo.

— Já está tudo pronto, mãe. Zelena e Ruby chegam pela manhã. A mãe da Regina, Sidney e Owen também o restante do pessoal chega depois do almoço.

—Então acho que podemos ir descansar. E vocês duas vão se deitar também, amanhã será um longo dia e essa casa estará cheia de crianças. — Mary advertiu enquanto deixava a cozinha.

Emma e Regina a seguiram em seguida subindo as escadas, apenas entraram para quarto trocaram de roupa e foram se deitar. O sono veio rápido, o dia tinha sido longo e as duas estavam exaustas.

***

(Pro dia nascer feliz — Cazuza♪)

A casa dos Nolan tinha acordado em festa, era o ultimo fim de semana da Emma em casa e a comemoração do aniversario de Henry. Haveria muitas coisas e a grande comemoração seria grande local, e Mary Margareth Nolan queria tudo perfeito.

— Evan traga as coisas e deixe na sala. — Mary pedia ao filho.

— Pode deixar mãe.

Regina chegou alguns minutos depois com algumas sacolas e viu a agitação na casa da sogra já tinha começado pela manhã.

— Meu Deus, parece que todos estão com pressa hoje. — A morena comentou, assim que viu o irmão Owen passar feito um foguete correndo pela sala.

— A Tia Mary está com pressa Rê. Ela disse que quer tudo perfeito antes que a mamãe volte com Henry para casa. — O garoto respondeu quando sua irmã o abraçou.

— E onde eles foram? —Mamãe o levou ao shopping. Ela disse algo sobre Henry ajudar a escolher o seu presente de aniversario.

— Bem eu vou subir e ver Isabel e Emma. E você se comporte. — A advogada advertiu ao irmão caçula, e deixou a sala.

Vinte minutos depois Cora, Emma e Henry chegavam das compras à casa dos Nolan. O pequeno percebeu que algo estava errado, quando notou que a casa estava toda fechada, e o silencio pairava por todo lugar.

— Vovó tem algo errado. Onde está todo mundo? —Henry questionou Cora assim que entraram na casa. — Mamãe, mãe onde vocês estão?

— Calma meu amor, devem estar no jardim vamos até lá. — A velha Mills sugeriu.

Deixaram a sala e caminharam em direção aos fundos da casa, onde ficava o jardim. Assim que Henry abriu a porta tomou um susto quando todos surgirem do nada gritando em coro.

— Surpresaaaaa!

Logo a expressão de susto do menino, foi substituída por uma de alegria. Henry sorriu de orelha a orelha vendo todo jardim decorado com balões de todas as cores, uma mesa grande cheia de doces variados. E outra com um grande bolo, todos os seus amiguinhos e familiares reunidos, Henry se sentiu o menino mais feliz e sortudo do mundo naquele momento. Regina ficou extramente feliz vendo o rostinho do filho se iluminar, principalmente pelo tema que fora ela que escolheu, pelo sorriso do menino tinha certeza que tinha feito uma boa escolha.

— Mamãaaae. — Henry gritou e correu na direção de Regina. A morena o recebeu em seu colo com o mesmo entusiasmo. — Você lembrou mamãe, está tudo tão legal e tem até a Miólnir.

Regina tinha guardado bem em suas memórias as inúmeras vezes que o filho assistira Thor na TV e as muitas revistinhas em quadrinhos, e acessórios que ele sempre pedia. Com toda certeza sabia que aquele era o herói favorito do menino.

— É claro que eu lembrei filho. Eu sei que o Thor é seu herói favorito. Então tinha que ter o martelo dele também. — Regina respondeu ao pequeno compartilhando de sua animação.

— É Miólnir mamãe, o nome do martelo do Thor. — Henry corrigiu a mãe.

— Ok, espertinho Miólnir.

— Só esqueça não mamãe que o Thor é meu herói da TV e você é a minha heroína na vida real.

A confissão de Henry arrancou algumas lagrimas da advogada e pensava se ainda poderia ser mais feliz.

— Então que tal me dar um beijo na sua heroína e irmos aproveitar sua festa. — A morena pediu e o garoto prontamente atendeu. Henry encheu o rosto da mãe de beijo e recebeu vários em troca.

Emma assistia a cena do outro lado do jardim com Isabel nos braços e seu coração se enchia de felicidade. Logo Regina e Henry se juntaram a ela, e o pequeno lhe deu o mesmo tratamento que deu a mãe morena. Muitos beijos e agradecimentos, e festa seguiu animada. Houve muitas brincadeiras, show de mágicas e muitos sorrisos.

A hora mais esperada só veio ao final do dia, o parabéns. Todos se reuniram em volta da mesa para cantar e desejar coisas boas ao pequeno. Emma, Regina e a pequena Isabel que estava no colo da mãe morena ficaram atrás junto a Henry. Mary aproveitou o momento para bater uma foto da família. Enquanto cantavam parabéns, brincadeiras eram feitas por Ruby fazia suposições de com quem Henry ia se casar.

— Com quem será com será que Henry vai se casar. — Ruby cantava.

— Pare de falar besteiras Lucas, meu filho ainda é um bebê. E não vai pensar em garotas tão cedo. — Regina a repreendeu. E arrancou gargalhada de todos.

— Amor não seja tão ciumenta. — Emma brincou.

— Vamos parar com esse assunto e partir o bolo. — Mary interviu e ajudou ao neto a cortar o primeiro pedaço de bolo.

O pequeno não conseguiu se decidir para quem daria o primeiro pedaço e resolveu dar para as duas mães. Sugeriu que dividissem, assim como dividiam o amor que tinha por ele, justificando que amor de mãe só aumenta e nunca acaba. O segundo pedaço Henry deu aos avós maternos e o terceiro a Cora, e a comoção foi geral. Enquanto todos ainda se divertiam Regina levou Emma para um canto, pois queria dar a esposa, a surpresa que tinha preparado. Afinal elas estavam comemorando dois meses de casadas e ao todo dez meses que estavam juntas. Regina pensava que ela e Emma tinham passado por tanto para chegar até ali, então todo pequeno momento deveria ser comemorado.

— Amor porque me trouxe aqui? — A loira perguntou a esposa confusa. — As crianças estão elétricas depois de comer tantos doces, e minha mãe vai precisar de ajuda.

— Tem bastante gente para ajudar hoje Emma. E são só alguns minutinhos, eu queria só um tempo a sós com a minha mulher. — Regina justificou agarrando Emma e lhe dando um beijo de tirar o fôlego. — Eu estou com tantas saudades Emma. — Murmurou entre os beijos que dava no pescoço da loira.

— Regina se comporte alguém pode aparecer. — Swan a repreendeu tirando a mão da esposa de sua coxa. — Precisa segurar esse fogo todo.

—Tudo bem, eu paro. — Advogada se rendeu fazendo beicinho.

— Não faz essa cara Mills, eu também estou com saudades. E prometo compensar quando voltarmos para casa. — Emma prometeu. — Agora vai me dizer por que me trouxe aqui ou não?

Regina fez uma expressão de quem estava aprontando algo, e Emma sabia que algo estava por vir. A advogada tirou do bolso uma caixinha e mostrou a esposa.

— Não achou que ia esquecer ou deixar hoje passar em branco a nossa data? Achou? — A advogada perguntou a esposa a deixando ainda mais curiosa.

Emma se lembrava de que elas faziam dois meses de casada, mas não achou tão importante.

— Eu me lembrei, mas achei que iríamos comemorar depois mandona. — Swan respondeu se defendendo.

— Temos que comemorar todas as datas que consideramos importantes teimosas. Afinal estamos comemorando dez meses juntas e dois meses que nós casamos. Regina abriu a caixinha finalmente e revelando a corrente que tinha dado a Emma no dia que a pediu em casamento tanto tempo atrás. — Essa é a corrente que minha avó me deu quando faleceu e lhe dei quando lhe pedi em casamento.

— Eu achei que tinha perdido. — A loira disse emocionada admiranda a pequena correntinha.

— Eu mandei restaura-la e acrescentar algo a mais. — A morena tirou da caixinha e mostrou o pingente pendurado a corrente. — Agora você pode carregar nossa família para onde for.

O pingente em forma oval se dividia em duas partes, e dentro tinha duas pequenas fotos, uma da cada lado. Uma de Emma e Regina e outra delas com os filhos.

— É lindo, Regina. — Emma pegou a corrente nas mãos e em seguida abraçou Regina.

— Me deixa colocar em você. — Regina pediu e Emma se virou de costas para que a esposa pudesse colocar a corrente em seu pescoço.

Voltaram a se abraçar e ficaram assim por algum tempo, e depois trocaram outro beijo apaixonado. A parte final da surpresa recebeu a contribuição de Killian que apareceu tocando violão e Regina começou a cantar para Emma.

When your legs don't work like they used to before

And I can't sweep you off of your feet

Will your mouth still remember the taste of my love

Will your eyes still smile from your cheeks

(Quando suas pernas não funcionarem como antes

E eu não puder mais te carregar no colo

A sua boca ainda se lembrará do gosto de meu amor?

Os seus olhos ainda sorrirão em suas bochechas?)

Darlin' I will be lovin' you

Till we're seventy

Baby my heart could still fall as hard

At twenty three

(Querida, eu te amarei

Até que tenhamos 70 anos

Amor, meu coração ainda se apaixonará tão fácil

Quanto quando tínhamos 23)

Thinking out loud era uma musica que dizia muito para Regina sobre sua relação com Emma e canta-la para ela talvez fosse uma forma de expressar tudo que sentia. A loira sentiu cada palavra da musica, e sorriu em meio a lagrimas, elas celebravam a vida uma vez mais. Logo Henry apareceu com irmã nos braços, Emma pegou a filha no colo e Regina Henry. A advogada continuou a cantar olhando sua mulher olhos nos olhos, enquanto dançavam pela sala agarrada aos filhos.

— Eu amo vocês. — Regina confessou.

— Nós te amamos mais. — Henry e Emma disseram juntos.

A família Swan Mills voltou a dançar enquanto todos pararam para contemplar uma das mais belas cenas já vivida na casa dos Nolan. A casa transpirava amor por todos os lados, e as maldades do mundo lá fora não tinham espaço naquele lugar. O domingo foi de despedidas, Leônidas e Valerius voltaram para Irlanda, mas prometeram manter contato. Ruby e Zelena partiram para Nova York na frente, para ajeitar o apartamento de Regina que estava uma tremenda bagunça. Ruby tinha feito algumas mudanças no apartamento da advogada enquanto ela estava com Emma em Storybrooke, e conhecendo a irmã Zelena sabia que tinha que colocar tudo em ordem ou corria o risco de ficar viúva antes mesmo de se casar. Killian e Tinker resolveram permanecer mais um tempo na cidade, para aproveitar as férias do rapaz. Cora, Sidney e o filho também ficaram para escolher uma casa em Storybrooke. Nathan se mudou de vez e foi morar com o seu pai James. Já a família Swan Mills se despedia de Storybrooke para começar uma nova fase de suas vidas. Não era na verdade uma despedida e sim um até logo, afinal naquele pequeno lugar sempre teriam um lar.

Notas finais
Então momentos fofinhos e bem melosos hahaha... Ainda tem mais dois extras que vão mostrar um pouquinho da rotinas deles como família, um hotzinho que pediram hahaha... Bem conversem conosco nos comentários façam pedidos fiquem a vontade, e nos digam o que acham. É isso. Até! Duvidas: Twitter @vulgoskye