You Make It Real
52 Born a princess
Notas iniciais
Um mês antes...
Henry ainda estava chateado com o fato de suas mães estarem separadas, o menino não entendia muito bem, aquela historia de dar um tempo. E ver Regina e Emma triste era algo que o afetava profundamente ao garotinho. Henry tentava ver o lado positivo de tudo e já que tinha ficado com sua mãe morena aproveitava todo tempo com ela. A relação mãe e filho tinha se aprofundado, mas ainda. Henry sempre estava dizendo que amava a advogada e a enchia de abraços e beijos pela manhã, e o garotinho recebia de volta o mesmo tratamento.
— Eu te amo mamãe. – O garoto dizia a Regina.
— Eu também amo você filho. – A advogada respondia ao filho lhe dando um beijo na testa.
(...)
Com Emma Henry era super, cuidadoso com gravidez da loira. Sempre lembrando a mãe do podia e não podia comer, de praticar exercícios já que Emma ainda com problemas de pressão alta.
– Mãe você não pode comer comida com muito sal. – Henry repreendia a mãe e tomando o saleiro de sua mãe.
— Nossa você ta igualzinho a Regina pegando no meu pé Henry. – Emma falava achando fofo toda a preocupação do menino.
Desde que o garoto tinha ido a uma consulta do pré-natal da mãe e ouvido as recomendações do medico, Henry passara a vigiar todos os passos da mãe quando ia passar os fins de semana em Storybrooke com ela.
– Eu sou filho dela ué. E você sabe que eu to certo mãe é pro seu bem e da minha irmãzinha.
— Está bem meu amor não vou discutir com você.
Embora o garoto aparentasse estar bem Emma via a tristeza nos olhos do filho por esta vivendo aquela situação. Henry estava tão habituado à família que ela e Regina haviam criado. E o menino com tempo passou a ter o temperamento e jeito todinho da morena. Emma via Regina em cada gesto e atitude do seu filho, isso não só lhe dava saudades, mas lhe doía porque mostrava o quanto Regina e Henry se amavam e aquele tempo pedido por ela os privava de estarem juntos. Embora deixar Henry com a morena durante aquele tempo foi sua melhor atitude.
– Está preocupada com ele, não está? – Evan perguntou tirando a irmã de seus pensamentos. Henry já não estava mais na mesa, tinha ido escovar os dentes e Emma se quer tinha percebido isso.
– Sim, eu estou maninho. Sinto-me mal por ele ver eu e a mãe dele nessa situação. Sei que ele não demonstra para não me deixar triste, só que no fundo ele esta arrasado. Ele só quer a família que demos a ele de volta. – Emma confessou triste ao irmão.
– Emma não é sua culpa, vocês precisavam desse tempo, e o Henry por mais triste que esteja sabe que a separação de vocês não é para sempre. – Evan falava enquanto tentava consolar a irmã.
— Eu queria que tudo fosse mais simples Evan.
— Mais as coisas na vida não são simples maninha. Talvez eu possa ajudar a ele se distrair um pouco. O que você acha?
— Eu vou achar ótimo, mas o que você tem em mente moleque?
– Pescaria. – Evan sugeriu. – O papai sempre me levava para pescar quando tudo parecia ruim. E um dia na praia fazia milagres.
Emma achou a ideia interessante, mas quem levaria o pequeno, ela não podia, não com aquela barriga enorme de sete meses.
— Eu acho uma ótima ideia, mas eu não posso levar ele.
— Emma fica tranquila, eu vou levar o Henry. Será um programa só de meninos. – Evan afirmou com sorriso sapeca no rosto.
– Me levar para onde tio Evan? – Henry perguntou assim que chegou a sala.
– Para uma pescaria, pequeno, só eu e você. O que acha?
— Vou achar demais. – O garoto respondeu empolgado. – Eu posso mãe?
— É claro que pode filho.
Emma ficou radiante diante da animação do filho. E agradeceu a Deus por ter seu irmão em sua vida naquele momento.
(...)
Depois de buscar as varas de pesca e algumas outras coisas tio e sobrinho partiram para praia de Storybrooke. Evan buscava um lugar tranquilo onde ele e Henry poderiam, pescar sem perigo. Quando, chegaram, a praia Evan deu algumas instruções ao sobrinho de como jogar a vara e por a isca no anzol. Alguns minutos depois estavam descalços na areia a beira mar jogando suas varas a espera de pegar algo. Foram momentos descontraídos onde Henry se esqueceu dos problemas e se sentia alegre como antes. O primeiro peixe fisgado fora uma alegria e os que vieram depois empolgaram ao garoto.
– Henry espera aqui, que vou buscar mais iscas. – Evan disse ao sobrinho.
— Tio Evan a vovó vai adorar esse monte de peixes para o jantar. – Henry respondeu empolgado.
Evan sorriu vendo toda empolgação do sobrinho e teve certeza que a pescaria tinha sido uma boa ideia. Evan deixou Henry na areia mais a sua vista e foi ate sua bicicleta buscar mais iscas. Sozinho e olhando para mar o garoto não percebeu uma mulher que andava pela praia. A mulher também não se deu conta do menino, pois olhava a paisagem distraidamente. Ate que alguns passos e acabaram se esbarrando.
— Ai. – Henry reclamou quando sentiu o esbarrão e uma pisada em seu pequeno pé. – Olha por onde moça.
– Me desculpe. – A mulher respondeu assim que percebeu que tinha esbarrado em um garotinho.
— Está desculpado, só meu pé que está doendo um pouquinho.
A mulher se desesperou pensando ter machucado o garoto de forma grave.
— Me deixa olhar querido.
— Tudo bem.
A mulher se abaixou e verificou o pé do menino, mas não encontrou nada grave. Massageou o local e Henry logo sentiu alivio.
— Parou de doer? – A mulher perguntou a Henry.
– Sim obrigado moça.
— Nada meu anjo. E me desculpe mais uma vez.
— Está desculpada, você é enfermeira senhora?
– Não pequeno sou mãe. E minha filha mais nova vivia aprontando e se machucando e quando doía muito eu fazia essa mesma massagem para passar a dor.
— Você é uma boa mamãe então. Minha mamãe Regina também sempre faz isso quando eu me machuco. – Henry disse sorrindo.
– Sua mamãe é uma boa mãe também, e tem o mesmo nome da minha filha.
— Que legal, mas como a senhora se chama?
— Elizabeth. E o seu nome meu anjo qual?
– Henry. – Respondeu o garotinho.
Coincidências a mulher pensou. Encontrar uma criança que tinha o mesmo nome de seu falecido marido e era filho de alguém que tinha o mesmo nome de sua filha mais nova. Por um momento Cora sentiu que aquilo talvez fosse um sinal da vida, para começar a fazer tudo diferente. Storybrooke parecia dar a ela a cada dia isso. Uma nova chance e fora ai que ela decidira usar seu segundo nome, se era um recomeço Cora Elizabeth Mills deixaria de existir por um tempo. Seria somente Elizabeth Mills dali em diante, ate mesmo no hospital em que iniciaria seu tratamento dera seu segundo nome. Evitaria fofocas ou ate mesmo que a impressa lhe achasse.
— Prazer Henry. – Elizabeth disse estendendo a mão para cumprimentar o menino.
– O prazer é meu, senhorita Elizabeth. – Henry respondera assim como Regina havia lhe ensinado.
Eles trocaram mais algumas palavras ate que Evan voltasse e uma amizade inusitada nascia ali. As pescarias de Evan e Henry se tornaram um ritual toda vez que o menino visitava a mãe, assim como as idas de Cora a praia para conversar com Henry, o garoto havia lhe dando uma luz e força para lutar que a mulher pensava não ter mais. Evan e Henry comentaram superficialmente em casa sobre a senhora da praia. Emma nunca perguntou a fundo sobre a mulher tendo confiança que Evan jamais deixaria Henry em perigo. A cada conversa com o menino e um novo sorriso trocado dava forças a Cora para lutar por sua melhora. E para repensar sua vida a cada quimioterapia, pensava como tinha feito tudo errado. Tanto em sua vida como com suas filhas, e tudo que ela queria agora era se curar e lutar pelo perdão daqueles que amava.
— Obrigado pela conversa Henry. – Elizabeth agradeceu abraçando o menino.
— Nada Tia Liza. Não fica triste, logo quando você melhorar seu cabelo vai crescer de novo. – Henry respondeu beijando a mulher na testa. E lhe arrancando algumas lagrimas.
– Eu sei meu anjo, obrigado por isso.
Alguns minuto depois Sidney apareceu para buscar Cora, ele lhe chamou pelo nome que mulher adotara.
— Senhora Elizabeth está na hora de voltarmos.
— Estou indo Sidney. – Ela respondeu. – Henry eu preciso ir agora, vá para casa, direitinho e obedeça a seu tio.
— Tudo bem Tia Liza, e pode deixar no dia que ficar no hospital eu vou te visitar.
Elizabeth sorriu e se sentiu ainda mais encorajada com afirmação de Henry. Em um mês faria uma mastectomia para retirada do câncer e Henry fora o que lhe dará mais coragem de seguir adiante. Despediu-se e seguiu caminhando com Sidney quando chegaram, ao chalé, próxima à praia onde residiam desde que chegaram a Storybrooke Cora parou na porta e fez o pedido, mas inusitado do mundo ao seu fiel mordomo e companheiro de uma vida inteira.
— Sidney Glass, você aceita se casar comigo? O homem parou incrédulo não acreditando no que ouvira.
— Senhora Mills tem certeza do que está me propondo?
— Nunca estive tão certa, Sidney. Você me tem sido fiel durante toda minha vida. Ate quando eu estava errada, e agora quando tudo parecia perdido você não me virou as costas. Quero a chance de recomeçar e quem melhor para recomeçar do que com companheiro de toda uma vida. – Cora confessou.
Sidney viu seu maior sonho se realizando. Apaixonara-se por Cora a primeira vista, mas sempre a respeitara e ao seu casamento com Henry Mills. Nunca teve ilusões com seu amor platônico. E agora vinha a vida lhe dando uma oportunidade de ser feliz com a mulher que amava. Abraçou Cora sem medo e lhe beijou a testa antes de lhe dizer sim. Era um recomeço para a matriarca Mills.
(...)
Atualmente...
Emma dormia com pernas entrelaçadas a de Regina, a morena acariciava a barriga volumosa fazendo carinho na filha que ainda estava por vir. Regina tinha um sorriso tão lindo em seus lábios, estava feliz por ter a mulher que amava de volta em seus braços. O bebê parecia perceber a felicidade da mãe morena e começou a se agitar dentro da barriga de Emma, Regina sorriu assim que sentiu o chute.
— Ei filha sem pular ai dentro ou vai acorda sua mãe meu amor. – A advogada sussurrou baixinho abaixando a cabeça para ficar mais próximo à barriga da namorada. Outro chute, e Emma acabou despertando com o incomodo dos chutes da filha.
— Ai filha. Já acorda fazendo festa com sua mamãe e não tem a menor pena da sua mãe loira aqui. – Emma reclamou assim que despertou.
— Bom dia meu amor. – A morena disse assim que viu Swan despertar. Regina deu um selinho em Emma demonstrando toda sua alegria em vê-la despertar ao seu lado. – Dormiu bem teimosa?
– Feito um anjo mandona. Dormi nos braços do amor da minha vida. – Emma respondeu a namorada não escondendo o sorriso.
– E quem seria essa sortuda hein?
— Uma advogada que é meio heroína e além de tudo a morena mais linda do mundo Mills.
— Nossa quero conhecer essa mulher maravilha Swan.
Regina puxou Emma com delicadeza a trazendo para seus braços lhe dando um beijo profundo.
– Eu te amo Emma. – Confessou a advogada assim que beijo cessou.
– Eu também amo você Regina. Nunca deixei de amar.
Felicidade era o que sentiam naquele momento por finalmente estarem juntas e em paz.
(...)
Já era tarde da noite quando David e Mary chegaram em casa. Cansados da viagem foram direto dormir acreditando que os filhos e o neto também já dormiam. Henry e Evan chegaram da pescaria, cansados, apenas tomaram banho e foram direto para cama pensando que todos na casa já dormiam e não se deram conta que a casa dos Nolan tinha uma visitante chamada Regina Mills. Pela manhã David fizera como de costume e entrara no quarto da filha sem bater.
— Emma filha está na hora... – As palavras morreram na boca de David assim que viu a bunda de Regina a sua frente e a cabeça da morena no meio das pernas de sua filha.
— Papai. – Emma gritou assim viu seu pai estava dentro de seu quarto. Regina deu um pulo da cama e se agarrou ao lençol tentando esconder sua nudez.
– Me desculpe, eu não sabia que Regina estava aqui. – David se desculpava colocando as mãos sobre olhos para não ver a nudez de sua filha e nora.
— Papai será que podemos falar disso depois. – Emma pedia vermelha feito um pimentão.
David não disse mais nada e buscou sair do quarto da filha logo. O loiro se sentia completamente constrangido, mas não pode deixar de notar que a nora tinha um belo traseiro.
— Filha eu já sabia que você e Regina transavam. E a propósito bela bunda minha nora, minha filha tem sorte. – Gritou David do corredor.
Regina se jogou na cama se sentindo completamente envergonhada. Seu sogro tinha a pegado em flagrante enquanto fazia sexo oral em Emma e ele iria zombar dela para sempre.
– Eu nunca mais saio dessa quarto, Emma. – Regina disse colocando um travesseiro no rosto.
– Amor eu estou tão envergonhada quanto você. E sei que meu pai vai fazer piadinhas eternamente sobre isso, mas pense pelo lado bom.
— Que lado bom, teimosa?
– Estava tudo tão gostoso que mal percebemos o tempo passar. E podemos continuar. Já que você ainda não terminou o serviço, mandona. – Swan afirmou fazendo um cara bem sacana.
– Emma quando foi que você ficou tão safada assim? – Regina perguntou a namorada fingindo surpresa.
— No dia que me apaixonei por você amor. A morena avançou sobre a namorada lhe beijando com vontade e quando tudo começava esquentar elas foram interrompidas por um pequeno furacão que invadia o quarto.
— Maaaamãe. – Henry gritou pulando na cama em cima da mãe morena. Regina se sentou ao lado de Emma e ambas se cobriram com o lençol.
– Oi meu príncipe. – Regina disse recebendo o garoto em seus braços.
– Vocês namoram durante a noite mamãe? Isso significa que acabou o tempo? E vamos voltar para casa? – O menino bombardeou Regina de perguntas.
— Ei se acalme garoto. São muitas perguntas. E que educação é essa que não fala com sua mãe. – A advogada repreendeu o filho.
Henry se sentou no meio das mulheres e abraçou Emma em seguida lhe deu um beijo na bochecha da loira.
— Desculpa mãe. Mais vocês voltaram? – A pergunta agora eram para as duas mulheres. Ambas olharam uma para outra com um olhar cúmplice e sorriram. Henry olhava de uma para outra em expectativa esperando que a resposta de sua pergunta fosse sim, e que sua família estava novamente unida.
– Sim. – Emma e Regina responderam ao mesmo tempo.
O gesto foi automático o garoto se jogou sobre as mães as abraçando forte.
– Obrigado mamães estou tão feliz. – Henry agradeceu as mulheres com olhinhos cheios de lagrimas.
Em troca recebeu muitos beijos e carinhos de suas mães, o menino sentiu seu coraçãozinho se encher de alegria. Sua família estava novamente completa. – Henry porque perguntou se namoramos essa noite? – Regina perguntou depois de contar algumas novidades.
— O vovô David que disse lá em baixo para vovó Mary. E ele disse que se vocês tinham namorado era porque voltaram. Eu ouvi da sala e vim correndo ver se era verdade mamãe. – Regina fez uma careta, não acreditando que sua vida intima era piada ate do sogro. – Só não entendi porque a vovó Mary bateu no vovô David quando ele disse que você tinha um belo travesseiro mamãe, essa parte eu não ouvi direito.
A advogada arregalou os olhos e Emma começou a rir. Henry ficou mais confuso e não entendeu mais nada.
— Esqueça isso filho agora vá escovar os dentes que eu e sua mãe já descemos e, todos nós vamos tomar café juntos. E pare de ouvir atrás das portas garotos isso é falta de educação.
— Está bem mamãe.
Henry saiu correndo do quarto e Regina se indignou com Emma que continuou a rir da situação. No fundo Mills estava feliz de ter de volta ate as piadas e os constrangimentos em família, ela estava em casa e isso que importava.
(...)
Na cozinha entre sorrisos e os preparativos do café da manhã um ingrediente para as panquecas faltava e Emma se prontificou a ir ao mercado buscar. Regina insistiu que não precisava, mas Emma fez questão. Henry disse que iria com mãe para ter certeza que Emma não compraria nada que não pudesse comer.
– Regina eu já volto. Enquanto é isso converse com minha mãe botem o papo em dia. – Emma tranquilizava a namorada.
— Está bem amor só não demore. – A advogada concordou dando um selinho em Emma.
— Mamãe eu vou cuidar dela pode deixar. – Henry afirmava todo metido.
– Cuide mesmo meu príncipe.
Mary assistindo a cena feliz, por ver sua filha bem e com sua família reunida novamente.
(...)
O caminho até o mercado mais próximo foi feito tranquilamente, Emma preferiu ir a pé com o filho. O dia estava lindo e caminhar fazia bem à loira. Quando chegaram próximo ao Granny Henry pediu para entrar e comprar um chocolate com canela enquanto Emma esperava no lado de fora.
– Emma Swan o que faz aqui? – Uma voz conhecida chamou pela loira. Quando Emma olhou em direção a voz que chamara reconheceu de imediato, Cora Mills, mesmo com aparência debilitada e um lenço na cabeça era inconfundível. E Emma teve certeza que a mãe de Regina estava ali diante dela.
— Eu que pergunto o que faz aqui senhora Mills? – Emma rebateu a pergunta.
Cora não sabia bem o que responder não esperava aquele encontro tão cedo temia dizer a coisa errada e piorar toda situação. Olhou a barriga grande da loira sentiu-se mais arrependida ainda por tentar separar Regina de Emma.
– Apenas a passeio senhorita Swan, aqui é bom lugar para descansar.
A presença de Cora deixou Emma completamente agitada e ela parecia não se sentir mais bem.
– Se veio atrás de mim para tentar dizer qualquer coisa para me afastar de Regina perdeu seu tempo senhora Mills.
— Não tenho essa intenção Emma. Foi um acaso nosso encontro e não quero causar incomodo.
Emma começou a se escorar na parede mais próxima sentindo o mundo gira a sua frente. Henry saiu do Grannys com copo na mão e quando viu a mãe apoiada à parede deixou o copo cair no chão e correu em sua direção.
– Mãe! Você está bem? – O menino perguntou a mãe alheio a presença de Cora ali.
— Estou bem filho, só preciso ir para casa.
Quando Cora viu Henry todas às coisas se encaixaram e ela percebeu que coincidências não existiam tudo na vida acontece por um motivo. O pequeno garoto fora seu alento quando ela mais precisara e ela fora a causadora de toda dor do menino e sua família, ironias da vida estava com câncer pagando por tudo o que fizera.
— Henry ela está bem? – Cora finalmente se pronunciou.
— Tia Liza? A senhora conhece minha mãe? – Henry questionou a velha Mills assim que viu parada ali.
— Sua mãe é uma velha conhecida minha, pequeno e a encontrei por acaso... Ela esta bem? Quer que eu leve, vocês para hospital?
– Henry se afaste dessa mulher ela é a mãe da Regina, ela só quer separar nossa família. – Emma murmurava tentando se equilibrar.
— Não mãe ela minha amiga. – Henry respondeu já com voz de choro, ele não queria acreditar que sua amiga Liza fosse uma pessoa má.
— Não sei com que intuito se aproximou do meu filho Cora, mas não vou deixar que faça mal a ele. Vá embora. – Emma gritava.
– Eu não quero o mal do menino Emma, eu não queria fazer mal a vocês me desculpe. Henry vendo a mãe quase aos gritos se desesperou.
— Vai embora Dona Elizabeth, minha mãe está passando mal por sua culpa. Eu odeio você.
As palavras do menino feriram Cora profundamente e ela sentiu a dor de perder novamente alguém que ferira sem saber. Ela saiu do local segurando as lagrimas e deixou Henry e Emma para trás mesmo querendo ficar e ajudar.
Henry buscou o celular no bolso, andava com um desde o sequestro da mãe, discou o numero de Regina rapidamente assim que viu a mãe começar a sangrar.
— Mamãe. — O menino disse assim que Regina atendeu.
– Filho você se perdeu? – Regina respondeu do outro lado da linha percebendo a vozinha chorosa do filho.
— Não é minha mãe, ela ta passando mal. Mamãe vem pra cá o neném, mamãe. Tem sangue eu to com medo vem logo.
— Henry não sai de perto da sua mãe. Diz-me onde vocês estão que a mamãe está indo para ai.
O menino informou onde estavam e Regina correu para o local sem olhar para trás. Informaria aos sogros e o cunhado depois agora tudo que importava era socorrer Emma. Em menos de cinco minutos Regina parara em frente ao Grannys pegara a namorada nos braços e a colocou no carro. Henry seguiu a mãe e juntos foram para hospital. Emma rapidamente foi atendida e como o medico suspeitava a pressão dela estava alta demais, o sangramento tinha sido controlado, mas a bolsa tinha estourado e não havia volta o bebê ia nascer. O medico chegou à sala de espera para informar a Regina o estado de Emma.
— Senhorita Mills, eu sou Whale o médico de plantão. Conseguimos controlar o sangramento da sua namorada, mas a bolsa estourou. – O medico explicava a Regina.
— O bebê já vai nascer? Ainda não é cedo doutor? Ela esta com oito meses e meio ainda. – Regina perguntava desesperada.
– Se acalme Regina, o bebê está todo formado e com peso normal. E mesmo que um bebê de oito meses seja considerado prematuro não há risco se ela nascer agora. O problema é que Emma passou boa parte da gravidez com a pressão alta. Sua pressão alta que provocou o sangramento e não posso fazer um parto com a pressão dela acima do normal ou ela corre o risco de ter principio de eclampse. E pode correr risco de vida se tentar uma cesárea, o ideal é que tentarmos instabilizar a pressão dela e fazer um parto natural.
Ao ouvir as palavras risco e Emma na mesma frase Regina se desesperou mais uma vez.
– Eu quero vê-la doutor?
— Sim você pode Regina, talvez seja bom para acalma-la. E Regina não há outra saída o bebê está a caminho.
– Meu príncipe se comporte que vou ver sua mãe.
– Está bem mamãe.
Henry ficou com uma enfermeira enquanto Regina ia com medico ver Emma. Depois de fazer esterilização e colocar a roupa apropriada Regina pode finalmente ver Emma. A loira chorou assim que despertou e viu a namorada próxima a sua cama.
— Amor nossa filha, eu estava sangrando. – Emma lamentou entre lagrimas.
– Emma se acalme você não pode ficar nervosa, nossa filha está bem. O medico controlou o sangramento, mas sua bolsa estourou. E nossa menina já está vindo. – Regina respondeu tentando acalmar a loira.
— Ainda não é hora faltam algumas semanas ainda Regina.
– Mas nossa menina tem pressa amor, acho que ela quer vir comemorar o fato que estamos juntas de novo.
A advogada beijou a testa da noiva querendo lhe passar confiança. O medico entrou no quarto para verificar o estado de Emma, a medicação dada para controlar a pressão da loira tinha feito efeito e sua pressão estava instável.
– Ai, ai, ai. – Swan reclamou de dor. Eram as primeiras contrações começando.
— Parece que o bebê está ansioso para conhecer suas mamães. Emma sua pressão está controlada e suas contrações vão começar a ficar a ficar mais regulares, vou preparar a sala de parto e volto em vinte minutos para trazemos sua menina ao mundo. – Whale informou.
E em seguida deixou o quarto de Emma. Minutos depois na sala parto Emma urrava com as dores do parto.
— Regina eu não vou conseguir. – Emma gritava sentindo as contrações.
— Emma eu estou aqui amor, você consegue sim. Só mais um pouquinho de força e logo nossa garotinha estará aqui. – Regina encorajava a namorada e lhe beijava a testa.
– Emma eu preciso que faça força quando sentir outra contração. – Whale pedia a Emma. E quando sentiu novamente a aquela dor terrível a loira fez força. Swan começava a suar à medida que as horas passavam, Emma sentia como se tivesse passado uma eternidade ali dentro e Regina segurava sua mão e lhe dizia palavras de conforto a todo instante. Depois de seis horas o bebê começava a coroar.
– Emma eu já estou vendo à cabeçinha, quando a sentir outra contração empurre. Só mais um empurrão e ela vai estar aqui.
Regina levantou o corpo da namorada e apoiou a mão em suas costas como se ajudasse Emma a fazer força.
— Força meu amor.
Quando Emma sentiu a contração se aproximar começou a empurrar e segurava com força a mão de Regina.
— Aaaah. – Swan deu um ultimo grito e sentiu um alivio, um chorinho forte encheu a sala.
Finalmente o bebê tinha nascido. O medico deu a honra de Regina cortar o cordão umbilical e em seguida a bebê foi colocada em cima do peito do Emma. Isabel ainda chorava mostrando que tinha um pulmão forte, Regina chegou mais perto e viu aquela pequena vida tão frágil junto à mulher que amava seu coração transbordava de amor. Analisou os pequenos fios negros pela cabeçinha do bebê, e depois fez um leve carinho sobre a pequena costa da garotinha.
— Oi minha princesa, finalmente você está aqui seja bem vinda Isabel. – Regina dizia emocionada e com se Isabel reconhecesse sua voz o chorou cessou. Emma observou a cena maravilhada tudo ate ali tinha valido a pena, tinha sua filha forte e saudável e seus braços e Regina estava lá.
– Ela reconhece sua voz mandona. – Swan afirmou e Regina sorriu.
— Obrigado por me dar esse presente teimosa. Ela é linda. Eu te amo. – A advogada declarou emocionada e deu um selinho em Emma e em seguida beijou a cabeçinha da filha.
Logo a enfermeira veio buscar à pequena que deveria passar por alguns exames de rotina e Emma iria para quarto. Regina tinha que avisar aos Nolan que Isabel tinha nascido e Emma estava bem e claro contar ao filho que certamente estava desesperado por noticias.
Dublin Capital da Irlanda.
Como sempre Marcos o assessor do Rei corria pelos corredores do palácio para dar novas noticias ao Rei Valerius.
– Majestade eu tenho noticias da America.
— Marcos diga logo e espero que seja algo importante. – Val respondeu sentado em seu trono assistindo uma de suas novelas preferidas.
– Meus informantes disseram que sua sobrinha neta está em Storybrooke e deu a luz uma menina saudável há algumas horas atrás.
— Por Cher, tenho mais um descente em minha linhagem. Esses parlamentares iram enlouquecer quando souberem. E lá se vai à família real tradicional desse país. – Val comentou comemorando o fato.
– Não é só isso majestade. Sua sobrinha neta está noiva de uma Mills.
Ao ouvir aquele sobrenome Valerius fechou o semblante, seu passado com a família Mills não era muito agradável e ter alguém de sua família, envolvido com um deles lhe preocupava.
— Quem ela é Marcolino, desembuche?
– Regina Mills, a filha mais nova de Cora e Henry Mills.
– Então aquela víbora teve mesmo filhos com Henry. Estou passado, ao menos ela tem sangue do bom homem não está de tudo perdido.
— Ainda não perdoou Cora Val? – Marcos perguntou ao rei.
— Não guardo magoas Marcolino a vida se encarrega dessas coisas. Veja só ela tem uma filha que beija mulheres, pagou com própria língua. – Uma não, Val duas. A filha mais velha de Cora também está envolvida com uma mulher.
— Por Cher eu preciso de champanhe para comemorar isso. E ao nascimento de mais uma princesa nessa família. E Marcolino faça as malas embarcamos para America amanhã mesmo.
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