You Can't See Me

6 Capítulo 5 - Curiosidade Pode Matar?


Notas iniciais
SWEETS! I'M BACK! Trago para vocês mais um capítulo, e aviso logo: pode ser que ele apenas confunda mais vocês ou que ele os ajude um pouco em busca de A.M. DICA: vejam bem tudo que aconteceu na fanfic até agora. Talvez, APENAS TALVEZ você consiga ter uma ideia do que A.M pretende.

Capítulo 5 — Curiosidade Pode Matar?

Assim que Annabeth pôs seus pés dentro do velho ônibus mal cheiroso, logo se arrependeu. Porém, para sua total infelicidade, suas opções eram ou esse ônibus de quinta categoria com ar condicionado quebrado ou uma van três vezes mais suja e sete vezes mais quente e mal cheirosa.

O ônibus não estava cheio, tinham várias cadeiras sobrando. Talvez uma cadeira mais ao fundo estivesse mais limpa que as outras...

Respirou fundo e vagueou seu olhar pelas pessoas do ônibus. Nele apenas quatro pessoas estavam embarcadas, sendo estes uma mulher morena, um idoso, uma jovem que aparentava ter 15 anos e por último, uma freira. A última além da roupa de freira usava óculos escuros.

Annabeth franziu a testa. Algo na freira lhe parecia familiar.

– O dinheiro, por favor – uma mulher de meia idade trajando roupas meio apertadas para o seu tamanho tirou Annabeth de seu transe.

– Oh sim, perdão – disse, logo pegando em sua bolsa a quantia de dinheiro necessária para a passagem.

– Obrigada e pode passar – a mulher ajeitou sua blusa rosa, deixando metade de sua barriga descoberta pelo tecido.

Annabeth esboçou uma careta.

“Desnecessário” – pensou. Em sua opinião aquela mulher não deveria usar roupas assim, ou sequer ter um trabalho digno como aquele. Se quiser usar roupas assim, vá trabalhar na esquina ou na casa de algum milionário de meia idade.

A loira sentou-se em um dos últimos assentos do ônibus e olhou pela janela, vislumbrando as várias árvores que rodeavam a rua.

Como fora chegar exatamente a esta situação? Até três dias atrás tinha tudo certo em sua vida; um trabalho basicamente garantido, um belo carro e uma melhor amiga. Bem, agora sua mãe estava mandando-lhe para trabalhar como arquiteta de Percy Jackson, o garoto que mais odiava provavelmente do mundo inteiro; seu carro tinha sido roubado e sua melhor amiga fora sequestrada e não havia nem uma pista sequer de sua situação.

Era extremamente estressante. Agora não poderia nem ajudar na busca de Silena, pois sabia que Perseus Jackson não largaria de seu pé até conseguir sua casa da maneira que queria.

Annabeth, cansada, encostou a cabeça na janela do ônibus, e logo estava dormindo.

***YCSM***

– Moça – Annabeth sentiu uma mão em seu ombro, fazendo-a pular em seu assento.

– O-oi – respondeu, esfregando os olhos. Olhou então para quem estava falando consigo e viu que era a garota de 15 anos.

– Moça, estamos no último ponto. Você não vai descer? – a menina mirou Annie com seus grandes olhos de cor marrom.

A loira franziu a testa. Já estava no último ponto?

– Oh, obrigada – falou, e com um sorriso, a menina saiu do ônibus, deixando Annie um pouco atolada com seus próprios pertences.

Assim que saiu do ônibus, Annabeth conseguiu ver a imensa mansão de Percy Jackson. Apesar de estar a muitos metros mais a frente, a mansão branca erguia-se bela e imponente.

Annabeth respirou fundo, tentando se acalmar e começou a caminhar até a casa, logo percebendo que estava um pouco tonta.

“deve ser o stress” – pensou.

***YCSM***

Percy mal deitara no largo sofá da sala quando a campainha soou. A garoto bufou.

– THALIA! VÁ ATENDER A PORTA! — gritou, logo após enterrando seu rosto na almofada de linho.

– VÁ VOCÊ E DEIXE DE SER PREGUIÇOSO – foi sua resposta.

Percy já estava prestes a abrir a boca para responder quando finalmente Thalia Grace apareceu. Ela poderia até respondê-lo e mandá-lo parar de ser preguiçoso, mas no final sempre acabava abrindo a porta.

– Se preguiça matasse, ambos estariam mortos – resmungou.

Percy escutou a porta sendo aberta e barulho de passos o fez erguer a cabeça.

– Percy, essa é Annabeth, a nossa arquiteta – Thalia sorriu para a loira.

– Annabeth! – a voz de Percy ficou uma oitava mais alta – o que está fazendo aqui?

Ela suspirou.

– Como Thalia acabou de falar, eu estou aqui, pois serei sua arquiteta – Annabeth respondeu lentamente e abriu um sorriso que Percy tinha certeza que era falso.

– Hum... – hesitou – que maravilha!

Não era uma maravilha.

Annabeth Chase não era exatamente sua definição de “fácil de se lidar”. Depois de dois anos tentando ficar com a menina, ele conseguira apenas no último ano de colégio, e olha que a garota estava muito bêbada. Depois disso ela nunca mais falou com ele, e todas as vezes que tentava chegar nela, levava um fora. Foi a primeira e única (tirando Reyna, que era uma missão literalmente impossível) garota que rejeitou Percy.

Após abrir um sorriso forçado, o jovem de cabelos escuros levantou-se do sofá e começou a caminhar para o interior da casa, sendo seguido por ambas as mulheres ali.

– Vamos conversar na sala de jantar, será de fato mais confortável.

A loira assentiu ao puxar uma das cadeiras com o intuito de sentar-se.

– Thalia, poderia chamar o Nico, por favor – ele hesitou – se ele quiser vir, é claro.

A morena de olhos azuis fez um movimento com a cabeça e logo já não estava no cômodo. Percy e Annabeth se encararam.

Ela franziu o cenho.

– O que houve com ele? – perguntou.

Percy coçou a cabeça e pôs uma mão na testa.

– Veja bem... – disse – É complicado. Você está sabendo que alguns sequestros estão acontecendo nas redondezas, não é mesmo?

A menina suspirou.

– Sei bem demais. Estou arrasada, pois minha melhor amiga foi à primeira vítima. Seu nome é Silena Beauregard.

Percy assentiu, lembrando-se imediatamente de Silena, a melhor amiga de Annabeth na escola, e uma das garotas mais gatas que já conhecera (e olha que foram muitas).

– A irmã de Nico, Bianca Di Ângelo foi pega. Ele ficou arrasado – o menino olhou para a porta – e o irmão de Thalia também foi pego, junto com a tal namorada vendida.

– Estranho. Thalia não parece arrasada – murmurou, levando o menino a rir um pouco.

– Claro que não parece. Ela é uma espécie de muralha impenetrável, nunca demonstra seus sentimentos – ele encarou os olhos tempestuosos de Annabeth – Eu só queria saber o por que disso tudo. Parece que essa pessoa que está sequestrando tem algum objetivo, e eu daria tudo para sabê-lo.

*** Y. C. S. M ***

Annabeth acabou saindo mais cedo do que esperava. Nico ainda estava muito abalado, e com o consentimento de Percy e Thalia, combinou de encontrá-los outro dia.

Quando avistou o ônibus chegando a alguns metros, Annabeth tratou logo de pegar o dinheiro da passagem em sua bolsa, porém sua mão se fechou em uma carta que não tinha a menor ideia que estava guardada ali.

Puxou sua mão de dentro da bolsa, logo olhando direta, ente para a carta. O envelope era da coloração vinho e em seu remetente estava escrito e dourado:

Para: Annabeth Chase. De: AM.

A.M? Quem era A.M?

A jovem abriu o envelope no mesmo momento que entrou no ônibus. Ela lia a carta com a testa franzida, tentando entender o que estava escrito.

Quem era A.M e por que ele ou ela dizia para observar melhor tudo e a todos? O que seriam as entrelinhas do caso que a pessoa falara no final da carta?

Novamente, Annabeth se sentiu confusa, arrasada e cansada. Porém ela estava decidida: Descobriria o que aquela carta queria dizer.


***

A.M: Caros leitores! Quantas perguntas, não? Quero dizer, deve estar se perguntando por que meus alvos foram Bianca, Jason, Piper e Silena. Mas com certeza sua maior dúvida é “Quem é A.M?”.

Acalme-se, pois a curiosidade matou o gato e pode matá-lo também.

Espero que pensem muito sobre o assunto, e que um dia possam compreender quem sou e o que faço.

E a propósito, não pensem que estão em vantagem agora.

A.M não trabalha sozinho (a). Seria burrice, não é mesmo?

Gente, quem comentar a partir de agora tem direito a prévia do próximo capítulo, porém necessita pedir ou por MP ou por review.

Notas finais
Bem, eu tenho 70 leitores e 5 deles comentaram. QUE POBREZA GENTE! Vamos fazer o seguinte: apenas postarei o próximo com o mínimo de 10 comentários, valeu? Se não querem fazer por mim, terão que fazer por vocês, pois já eu sei quem é A.M desde que comecei a escrever.