You Belong With Me

38 Capítulo 38


Notas iniciais
não postei ontem pois minha rua estava um inferno por causa das eleições.

Eu estava feliz. Mais uma criança. Olhei para o sasuke mas seu olhar não era de felicidade. Ele estava preocupado.

— Sasuke, o que foi? Não está feliz?

— Estou. Só estou preocupado com você.

— Comigo?

— Sakura. O kouji ainda só bebe de você e mais uma criança... Não sei se você aguenta. E tem eu.

— O que tem você?

— Não sei se consigo me controlar. A qualquer momento eu posso voar em seu pescoço. Pra falar a verdade estou muito tentado a fazer isso agora.

— Controle-se Uchiha. – disse Tsunade. – Você vai precisar de todo seu controle nesses meses. Prepararei uma mistura com o sangue da Sakura para o koiji. Sei que você tem outros meios de se alimentar. Será difícil mas é por pouco tempo. Ou podem tomar uma decisão drástica.

— E o que seria? – disse Sasuke.

— Interromper a gravidez.

—NUNCA! – eu praticamente gritei.

— A decisão é do Sasuke. – respondeu Tsunade.

— Não, a decisão é minha. É meu corpo. E não vou matar meu filho.

— Sakura, você é a humana dele. Terá que fazer o que ele decidir.

— Tsunade nos deixe a sós. – ela nada disse apenas saiu. Ficamos em um silencio perturbador. Fui a primeira a quebra-lo.

— Sasuke, você não esta pensando no que ela disse não é? Você mesmo me disse que queria ter outros filhos.

— E quero. Eu jamais pensaria em matar nosso filho Sakura. Sei que será difícil especialmente pra mim. Mas eu aguento. E depois que a criança nascer transformarei você em vampira. – sorri para ele e ficamos abraçados.

...

Os quatro primeiros meses passaram voando. Pra mim não estava sendo difícil mas eu via que o Sasuke estava sofrendo por não poder ficar perto de mim.

Muitas vezes ele dormia em outro quarto, pois dizia não poder se controlar. Isso me deixava triste, pois eu sentia muito a falta dele me abraçando todas as noites. Eu o queria perto de mim.

Kouji já andava e mexia em tudo. Era uma criança calma mas curiosa. Sasuke quando não estava cuidando dos negócios passava todo o tempo livre com ele. E quando eu completei seis meses de gravidez kouji começou a falar. Sua primeira palavra foi sangue o que me deixou um pouco assustada, logo ele estava falando mamãe, papai e titio. Eu ainda não sabia o sexo do bebe, optei por saber só na hora do parto. Eu estava louca pra ter uma menina.

...

— Sakura, eu sei que é cansativo mas hoje esteja pronta as sete em ponto. Vamos a um coquetel na casa de um dos sócios da empresa. – ele estava com kouji no colo que quando me viu esticou os bracinhos pra mim.

— Eu tenho mesmo que ir? – peguei kouji no colo. Ele me cheirava e puxava minha blusa. Me mordeu no peito. Aquilo doía, mas tentei não demonstrar.

— Sim. Como minha esposa deve me acompanhar em alguns eventos.

— Ok. Mas com quem deixaremos kouji, eu que cuido dele e não temos uma babá.

— O deixaremos com a esposa do baka do Naruto. Já falei com ele e ele me disse que tudo bem.

— Não quero ir. Sempre que vamos a essas reuniões você me deixa sozinha e sempre acontece alguma coisa para brigarmos.

— Prometo não deixa-la sozinha. – ele tirou kouji do meu colo. – Já chega filho. – ele se agitou nos braços de Sasuke querendo voltar pra mim.

— Me da ele.

— Não Sakura, ele tem bebido muito de você.

— Não tem problema.

— Tem sim. Você não vai aguentar perder tanto sangue. – kouji começou a chorar. Eu o peguei novamente em meus braços e ele mordeu meu pescoço. – Esta vendo? Ele esta viciado em você. Você não vai aguentar alimentar dois bebes.

— Vou sim. Eu dou conta. – eu estava ficando tonta. Sasuke puxou kouji de mim, suas pequenas presas quase rasgaram minha pele.

— Já chega filho. – ele voltou a se agitar. – Você não quer machucar sua mãe. – ele pareceu entender e se acalmou. – Isso, bom menino. – e deu um beijo na testa dele.

As sete em pronto eu estava pronta. O vestido que usava deixava minha barriga bem evidente. Quando desci as escadas Sasuke me esperava com kouji no colo.

— Você está linda.

— Mentiroso! Eu estou horrível e gigante.

— Não, você não está. Está perfeita. Atiça minha sede. – ele se aproximou para me beijar, mas logo se afastou como que se estivesse lembrando de algo. — E me da muita satisfação olha-la e saber que carrega meu filho no ventre. – fiquei sem graça e ele sorriu. – Vamos. Primeiro vamos passar na casa do Naruto para deixar o kouji. – e assim fomos, o deixamos na casa do Naruto.

Koiji já estava acostumado com eles então não fez objeções. Umi estava brincando no chão e koiji foi até ela e se sentou junto.

— kouji, se comporte viu? – eu disse e ele pareceu entender. Saímos de lá e fomos para o tal coquetel. Entramos e logo o pai da karin veio até nós.

— Sejam bem vindos. E senhora Uchiha você está linda. Sintam-se a vontade. Agora se me derem licença irei receber os outros convidados. – e se retirou.

— Sasuke, porque não me disse que viríamos para casa da karin?

— Não achei que fosse importante. – fechei a cara pra ele. – Não fique emburrada. Sorria. – andamos por todo o salão eu sabia que ele estava odiando tudo aquilo mas estava la por ser um evento da empresa.

— Sasuke preciso sentar um pouco. Minhas pernas estão doendo. – ele me levou até um sofá.

— Fiquei aqui, vou pegar algo para você beber. – vi que ele mandou que o garçom viesse até mim. Nessa hora alguém o chama para conversar, ele fez cara de emburrado mas foi até a roda de homens que ao meu ver discutiam sobre negócios. O garçom veio até mim me oferecendo um suco de frutas.

— Quero um pouco de champanhe por favor.

— Me desculpe senhora, mas o senhor Uchiha me disse para oferecer-lhe um suco ou água. – peguei o suco de má vontade. Bebi e me levantei iria para o jardim, nunca gostei dessas reuniões e queria um pouco de ar fresco. Olhei para onde o Sasuke estava e ele pareceu não notar minha saída.

Fiquei pelo que me pareceu uma meia hora no jardim, quando voltei para a sala não avistei Sasuke. Fui até o senhor que nos recebeu. Percebi que não sabia seu nome.

— Me desculpe incomoda-lo mas o senhor viu o meu Marido?

— Da ultima vez que o vi ele estava perto da escada. – ele sorriu pra mim. – Como ele pode deixa-la aqui sozinha. Se quiser posso lhe fazer companhia.

— Obrigada. Mais vou procura-lo.

— A vontade.

Procurei por ele por todo o salão mas nada. Avistei a karin que descia as escadas com a mão no pescoço. Ela tinha sido mordida. Ao me ver ela deu um sorriso malicioso e veio até mim. Desejei poder me desviar e sair de perto.

— Boa noite senhora Uchiha. Se está procurando o Sasuke-kun sugiro que suba as escadas e vá ao terceiro quarto a direita. – ela deu uma gargalhada ao perceber que eu olhava para o seu pescoço. – Sasuke-kun tem uma sede insaciável. – e saiu de perto de mim.

Subi as escadas mais rápido do que poderia no meu estado. Cheguei a porta do quarto e hesitei.

Tive medo do que iria encontrar.

Tomei coragem e abri a porta. Então o vi. Sasuke estava sentado em uma poltrona com uma garota em seu colo, ele mordia o pescoço da mesma que gemia. Ainda havia mais duas garotas deitadas na cama sujas de sangue. Tive vontade de chorar. Apesar de saber que era inevitável que ele se alimentasse de outras garotas aquilo me deixava angustiada.

Ele soltou o pescoço da garota que caiu no chão. Nesse momento ele olhou diretamente para mim. Sua boca estava suja de sangue. Num piscar de olhos ele estava perto de mim e antes que eu pudesse dizer alguma coisa ele fala:

— Não faça drama. Isso não é nada de mais. Estava apenas me alimentando.

— Imbecil. – eu não conseguia controlar as lágrimas. – Você as matou?

— Não. Estão apenas desacordadas. Agora recomponha-se. Vou descer primeiro depois você vai e não quero ver lagrimas nos seus olhos. Entendeu? – eu não respondi nada então ele segurou meu braço com força. – ENTENDEU?

— Sim. Agora me solte. Está me machucando.

— Desculpe. – me deu um beijo na testa – Te espero no salão. — e saiu.

Chorei.

Não entendi porque sentia raiva. Ele estava certo eu estava fazendo drama atoa. Devia ser os hormônios da gravidez não sei. Senti uma tristeza imensa e só queria sair dali e não olhar pro Sasuke.

Pelo menos por hoje.

Não sei se suportaria isso todos às vezes. Olhei para as garotas. Duas delas estavam sem blusa. Senti muita raiva. Desci as escadas, mas ao invés de ir para o salão fui para a cozinha e sair pela porta dos fundos.

Andei pelo jardim e sai para rua. Não precisei andar muito até achar um ponto de táxi. Entrei no carro e pedi que me levasse pra casa de Hinata para buscar meu filho.

Eu sabia que não devia ter saído de casa hoje.

Notas finais
espero que tenham gostado. Obrigada a todos por acompanharem. =]