You Are My Endless Love
7 Cap 6 - Playground
Notas iniciais
Hoje quero dedicar a nota inicial da fic pra agradecer as leitoras que acompanham a história. E isso inclui as leitoras fantasmas claro x3
Bjo suas lindas e boa leitura a todas!
[Donghae POV]
A casa de Hyukjae era a maior casa que eu já havia visto na vida. Não que fosse uma mansão enorme, mas é que eu não via tantas casas de pessoas ricas assim e meu quarto era bem pequeno então aquilo, por menor que fosse, com certeza caberia o meu quartinho umas cinquenta vezes.
Eu e In Rin fomos no carro dela até a casa,estávamos parados em frente e eu fiquei babando a residência enquanto ela estacionava. Quando finalmente paramos notei que ela ria discretamente da minha reação. Me recompus imediatamente.
– Agora é só irmos buscar o preguiçoso.
– Ele disse para nós virmos buscá-lo em casa?
– Bem... Na verdade... sobre o passeio... ele ainda não sabe que nós vamos — disse ela com um sorriso travesso nos lábios e eu fiquei olhando-a boquiaberto.
– Mas se é assim... E se ele não estiver em casa?
– Ah ele está sim, não se preocupe. Acho até... — ela parou um pouco consultando seu relógio e depois continuou. — que uma horas dessas ele está dormindo.
– Dormindo?
– É. Ele tem mania de trocar o dia pela noite.
Caminhamos até a entrada e In Rin pegou uma chavezinha do seu bolso e abriu a porta.
– Você tem a chave da casa dele?
– Isso. Da mesma forma que ele tem do meu apartamento.
Fiquei olhando surpreso para ela enquanto entrávamos em casa. Eram tão íntimos assim?
Fomos recebidos por uma senhora gorda e baixinha. Parecia ser a empregada. Ela fez uma pequena reverência e baixou os olhos em mim, como se estivesse me analisando, logo após sorriu, comecei a achar que ela gostou de mim. Ao ser questionada sobre Hyukjae, a senhora apontou para cima e disse que o patrão havia chegado da farra já de manhã e que agora estava dormindo. In Rin acertara em cheio.
Subimos pelas as escadas e vimos um corredor com três portas. Vi In Rin avançar em direção a última porta e abri-la sem cerimônia alguma. Corri para acompanhá-la.
O quarto estava bem escuro por conta das cortinas grossas e aveludadas que cobriam as portas de vidro da sacada, mas ainda dava para ver que era enorme. Todo decorado em branco, tinha bem em frente à porta uma pequena saleta com poltronas e puffs e perto das cortinas um piano branco podia ser visto.
Entrei e à direita da saleta, separada por mais duas cortinas finas estava a cama e nela, um Hyukjae adormecido de bruços e enrolado até o quadril, deixando o tronco nu de fora.
In Rin se virou para mim exibindo seu costumeiro sorriso travesso e me fez um sinal para que não fizesse nenhum barulho. Foi até a lateral da cama e chegou bem perto do ouvido do adormecido.
– Oppa... — sussurrou, fazendo com que Hyukjae se remexesse um pouco. — Oppa... acorda...
Hyukjae se remexeu mais um pouco e se virou pra a direita. Por um momento, eu implorei mentalmente para que ela parasse com aquilo, me incomodava bastante e eu não sabia o porquê.
– Oppa... se você não acordar agora eu vou contar pro tio que vi você com uma senhora casada entrando em um motel de quinta, ouviu?
Hyukjae se remexeu mais uma vez e começou a abrir os olhos lentamente. Olhou para In Rin e com um salto repentino se jogou para fora da cama de uma vez num baque surdo.
– Ai... IN RIN!!! VOCÊ QUER ME MATAR DO CORAÇÃO?!?
A garota pulou da cama e veio se postar ao meu lado, rindo abertamente. Também não consegui segurar o riso por muito tempo e a acompanhei. Hyukjae só pareceu se dar conta da minha presença naquele momento e começou a nos olhar desconfiado.
– O que fazem aqui? — o olhar afiado dele atravessava o meu e me fez encolher um pouco.
– Viemos buscar você para um passeio, dorminhoco. Vamos ao parque de diversões e o senhor irá conosco e nem adianta tentar tirar o seu da reta, ouviu? Vou preparar o seu café... almoço... lanche... ah alguma coisa pra comer. Donghae oppa, você fica aqui com ele e não deixa ele fugir pela janela ok?
A garota fez uma última careta para Hyukjae e saiu porta afora. Voltei meu olhar para Hyukjae que agora se levantava calmamente do chão resmungando e tentei falar alguma coisa.
– Olha Hyukjae, desculpe. Eu não queria ter vindo com ela, podia você não gostar de nos ver juntos, mas é que ela foi hoje lá na igreja e eu acabei me descuidando e permitindo sem querer que visse uma coisa que não podia e aí se assustou um bocado. No fim, ela meio que me obrigou a vim como pedido de desculpas... — falei pausadamente encarando, completamente sem forças, os olhos castanhos questionadores.
– Não se preocupe — ele suspirou cansado, sentando na cama. — Não é como se eu pudesse impedir ela de ser sua amiga. E além do mais, ela não ia aceitar um "não" como resposta, como você acabou de ver. Sem falar que com você indo talvez seja até melhor pra mim, assim eu posso me distrair um pouco também. Eu, às vezes, me sinto mal de sair sozinho com ela.
– Eu sei. Ela me contou.
Ele me encarou mais um pouco tentando talvez raciocinar direito o que eu tinha acabado de lhe dizer, se levantou e se espreguiçou. Pude vê-lo melhor em pé e por um momento me faltou o ar. Não é a toa que ele fazia tanto sucesso com as mulheres. O peito nu bem definido e os braços fortes na medida certa com certeza eram um ótimo chamativo. Abaixei a cabeça corando fervorosamente. No que era que eu estava pensando?
– Hei! Mas bem que vocês podiam ter ligado antes, NÉ IN RIN?– Hyukjae praticamente gritou a última frase para que a garota escutasse lá de baixo.
– PRA QUÊ?PRA VOCÊ FUGIR QUE NEM DA ÚLTIMA VEZE EU TER QUE SAIR PELA CIDADETE CAÇANDO FEITO UMA DOIDA?DE JEITO NENHUM!– ela gritou de volta.
– Aish...
O parque de diversões estava lotado, o que já é de esperar de um domingo à tarde. Crianças, jovens e adultos brigavam constantemente por um espaço nas barraquinhas de jogos e nos quiosques de comida. O cheiro de algodão doce e pipoca e o barulho de risos e choros de crianças que brigavam com os pais para mais uma volta se espalhavam ao nosso redor, despertando em nós uma alegria incontestável.
– Qual você quer ir primeiro? — In Rin se virava para Hyukjae animada.
– Não sei... Talvez algo que não balance tanto. Ainda estou de ressaca sabe?
– Aish... Então que tal irmos em um bem leve no começo?
– Qual? — perguntei esperando que ela citasse o carrossel ou o trem fantasma.
– Àquele lá!
Na direção que ela apontava, havia uma montanha russa que chegava há uns 150 metros de altura no mínimo e dava diversos loops. Embaixo, na bilheteria, uma senhora gritava para o filho que parecia ter desmaiado após passar mal. Olhamos os dois incrédulos para a garota, que sorria perversamente.
– Vem cá, qual parte de "algo que não balance muito" a senhorita não entendeu? — Hyukjae falava tentando se controlar ao máximo.
– Aquele lá não balança. Só gira um bocado.
Se eu não soubesse dos verdadeiros sentimentos de Hyukjae por In Rin, eu podia jurar que ele estava prestes a avançar em cima da garota e enforcá-la.
– Eu acho melhor a gente começar com o trem fantasma, que tal? — falei rapidamente, tentando mudar de assunto e evitar uma tragédia sangrenta.
Após eu e In Rin nos acabarmos de rir vendo Hyukjae se contorcer de medo no trem fantasma e ele correr meio parque atrás de nos matar por causa disso, fomos no carrossel e depois nos carrinhos. Paramos um pouco para lanchar no quiosque de frango assado e tivemos que correr logo após pagarmos porque a senhora dona do lugar estava querendo derramar a panela de molho fervente em um senhor bêbado que estava xingando ela de ladra e que por um acaso estava atrás de nós.
Os frangos mal deram para encher a barriga, então depois de os devorarmos seguimos direto para os quiosques de algodão doce e sorvete. Dois algodões doces e três sorvetes para cada um depois, resolvemos visitar a casa dos espelhos.
Lá, In Rin começou a se queixar que estava engordando e eu tive que segurá-la após Hyukjae confirmar e ainda acrescentar que daqui a pouco ela teria que se mudar para um aquário porque iria ficar parecendo uma orca. Levei dois chutes, uma cotovelada e um puxão de cabelo, que deveriam ter sido dados no moreno, que ria como uma criança da minha tentativa de acalmar a fera.
Depois fomos mudando um pouco os estilos de brinquedos até que, uns dez depois, resolvemos finalmente encarar a bendita montanha russa, sonho de consumo de In Rin. Isso mesmo.
"Sempre quis ter uma dessas no quintal da minha casa!" me confessou ela quando estávamos indo para a fila da bilheteria.
– "The Hell's Way". Nome bem sugestivo, não acham? — Hyukjae dizia sarcástico enquanto admirávamos (ou pelo menos In Rin admirava) o pesadelo à nossa frente.
Dessa vez, apenas In Rin saiu do brinquedo feliz e satisfeita, quicando pelos cantos com os olhos brilhando de alegria. Eu e Hyukjae não aguentamos sequer sair direito do "troço-dos-infernos" — como Hyuk batizou a montanha russa — para corremos em direção ao banheiro.
– Você está verde Hae! — Hyukjae riu de mim quando eu sai do box passando a mão no rosto para tirar o suor que teimava em escorrer.
– Olha quem fala... — ri também, me dirigindo a uma das pias.
Ele, contrariado, também abriu uma das torneiras, molhando bem as mãos e depois jogando os respingos em mim.
– Yah! — gritei nervoso, também entrando na brincadeira.
Alguns minutos depois, o piso do banheiro e boa parte das nossas roupas estavam encharcadas. Riamos muito, com medo de que alguém responsável do parque chegasse e nos desse bronca.
– Se por um acaso um deles vier pra cima da gente, é só a gente partir para cima deles também ué! Somos fortes, não somos? — Hyukjae disse, inchando o peito.
– Acho que sim. Eu nunca briguei na vida — falei enquanto pegava alguns pedaços de papel toalha para enxugar o meu rosto.
– Sério? Caramba Hae, você não aproveitou quase nada da vida hein?
Sorri tímido e me virei para sair. Acabei pisando mal em uma poça de água e senti meu pé deslizar. Fechei meus olhos me preparando para o baque no chão. Mas ao invés disso senti dois braços me segurando de repente.
Abri os olhos novamente e paralisei ao ver o rosto de Hyukjae perigosamente próximo ao meu. Ele me olhava surpreso também. Corei furiosamente e voltei a fechar os olhos. Hyukjae também parecia sem ação, pois continuamos assim por mais algum tempo. Senti o cheiro dele, tão próximo, me invadir os sentidos, e por um momento o tempo parecia ser eterno. Minhas pernas ainda vacilavam e meu coração parecia querer sair pela boca. Vários sentimentos me atingiram de uma vez. Cada um mais confuso do que o outro.
Fui abrindo aos poucos os olhos e vi ele se aproximando mais ainda de mim. Seu hálito quente me acariciava o rosto. Minha mente ordenava que eu me afastasse, mas meu corpo não lhe dava atenção e meu coração por outro lado me incentivava a permitir o que parecia inevitável. Já podia até sentir o gosto dele em meus lábios.
– Ô mãe, cê me espera aqui?! – ouvi vindo de perto da porta do banheiro.
Eu e Hyukjae nos soltamos de uma vez. Me apoiei ainda trêmulo em uma das pias, o ar voltando a me aparecer. Evitava olhá-lo, totalmente constrangido. Na minha cabeça, um único pensamento me assolava.
“O que raios eu estava fazendo?”
Notas finais
Olha só a história começando a se desenrolar (pelo menos a primeira parte né? xD) Como vêem a partir daqui ceninhas fofas EunHae será quase obrigação e mais, primeira parte já está quase acabando hein?
Até a próxima :3
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