You Are My Endless Love
4 Cap 3 - Girl, coffee and biscuits
Notas iniciais
Mas sobre o cap de hoje, teremos personagem novo (ou não hein? xD)e o meu preferido se querem saber /ninguémperguntou¬¬
Sem mais delongas... Boa leitura!!!
[Donghae POV]
A garota finalmente havia largado o pescoço de Hyukjae e agora fazia uma leve reverência em frente a nós. Dessa forma eu pude vê-la melhor.
Ela era linda. Os traços finos, infantis até, e os olhos brilhantes e castanhos revelavam algo de pureza. Os cabelos da mesma cor, bem hidratados e presos em um rabo de cavalo, a pele branca e o vestido rosado simples, mas bem elegante, pareciam dizer certamente que pertenciam a alguém com dinheiro. Sorria como uma boneca perfeita e usava uma maquiagem muito leve e até diria desnecessária para alguém como ela.
Se antes estava atônito pelo susto, agora estava por ver de quem eu levara o susto. No entanto, uma sensação nostálgica me atingiu da mesma forma de quando vi Hyukjae. Como se já houvesse visto ela em algum canto, mesmo tendo a certeza de que nunca a vi em minha vida... Coincidência?
— Você é muito bonita.
— Ah, obrigada. – Ela corou e eu apenas sorria admirado.
— Desculpe, mas já nos falamos antes?
— Bem que eu adoraria, mas não – Ela sorriu. – Provavelmente sequer estaria viva se tivesse acontecido.
— Por quê? – Hyukjae se virou de repente para a garota. Parecia assustado. Demais.
— Como eu disse antes, sunbae é bem famoso entre as mulheres aqui e bem... Eu não acho que elas gostariam de ver o peixe favorito delas conversando com alguma menina por aí sabe? – A garota riu divertida e eu acabei a acompanhando.
— Peixe? Oras, tem certeza que vocês não se conhecem? Pra mim parecem bem íntimos – Hyukjae parecia bem incomodado com a nossa conversa. In Rin fez um biquinho debochado para mim e sorriu para ele. – Você veio aqui mesmo só para se aproveitar que o “popular” aí está comigo e assim não correr risco de ser morta pelas fãs dele ou veio dizer algo útil?
— Omo, que coisa feia oppa! Troca direto o dia pela noite com um monte de biscates, fica de ressaca pra sempre e depois desconta seu mau humor nos colegas. Isso é muito feio sabia?
— In Rin!
Mas um segundo depois, lá estava novamente abraçada no pescoço do moreno que parecia um pouco mais satisfeito. Forcei um sorriso para os dois ao ver a cena.
— Liga não sunbae, ele sempre foi assim. É um chato, mas é uma boa pessoa.
— Obrigado pela parte que me toca mocinha.
— Disponha. Ah é verdade! O tio ligou – disse tomando o Milk Shake das mãos de Hyukjae, bebendo um bom gole. -Disse que quer conversar contigo depois da aula, e por isso é pra você passar por lá na volta para casa. Algo sobre uma conta de bar e o seu carro na oficina, não entendi direito.
Hyukjae deu um pulo da cadeira.
— E por que raios ele ligou justo pra você?!
— Ah, ele disse que seu celular estava desligado e aí deduziu que você estivesse aprontando alguma. De qualquer forma, a única pessoa quem ele poderia ligar pra te passar o recado sou eu então não reclame e seja feliz!
— Aish... Cara problemático!
— Oppa, não fale assim do seu pai. Não sei porque ele ainda faz a bondade de pagar as suas contas.
— Ele tem um bom motivo acredite – disse pondo o cotovelo na mesa, apoiando seu queixo em uma das mãos e dando um suspiro cansado.
— Bem, recado dado agora eu tenho que ir – a garota se levantava e se aprontava para sair. Me deu um tchauzinho com a mão e mandou um beijinho para Hyukjae. – Até mais oppa. E sunbae... Depois a gente conversa direito, certo?
— Claro, como quiser! – Ela sorriu e eu lhe devolvi.
Hyukjae estava com uma cara de poucos amigos, mas decidi não lhe perguntar o porquê. Ele esta pagando o meu almoço, então não posso simplesmente chateá-lo. Embora algo estivesse me cutucando. Algo que estava escrito na testa dele.
— Você gosta dela não é? – Perguntei voltando a dar atenção ao meu suco que havia sido abandonado. Mesmo assim, ainda consegui ver a cara surpresa dele.
— Do-do que é que você está falando?
A gagueira e o suor frio só confirmaram as minhas suspeitas.
— Você ouviu. Gosta dela não é?
— Claro que não! Como pode pensar algo assim?! – Ele agora estava nervoso. Sorri provocando-o.
— Tem certeza? – Ele me confirmou com a cabeça. – Então quer dizer que eu posso pegar ela pra mim?
— De jeito nenhum!!!
Não aguentei segurar o riso por mais tempo e desatei a rir. Ele continuou me olhando todo raivoso e com um bico enorme.
— Viu? Eu disse! – De repente a expressão dele mudou. As rugas raivosas saíram e deram espaço para uma cara meio tristonha. Parei de rir na hora. – O que foi?
— Pois é. Eu gosto dela sim. E nem é de hoje se quer saber.
— Sério? – Ele afirmou. – E qual o problema então?
— O problema é ela se dar conta disso.
— Já pensou em se declarar?
— Já, mas... Eu não posso.
— Por quê?
— Deixa pra lá.
Mesmo que junto disso tenha vindo também um alívio um pouco estranho, não deixei de ter uma certa pena dele. Deve ser difícil gostar de alguém que não gosta de você. Nunca passei por isto, então não sei como pode ser.
Fiquei observando-o olhar para o nada por algum tempo. Parecia perdido pensando sobre o assunto. Me incomodava vê-lo assim, mas decidi não cutucar mais a ferida.
O silêncio se estendia e por um momento parecia que ficaríamos assim até o fim do dia. Porém, algo perturbou a nossa paz incomoda.
Um grito histérico e horrorizado na mesa ao lado.
~x~
[? POV]
Mais um dia de trabalho. Mais uma vez em Seul. Mais uma vez em frente àquela universidade. E isso me deixou bem feliz! Mas não era por causa do trabalho, por Seul ou pela universidade.
Na verdade, a causa dessa minha felicidade pode ser descrita em três palavras: Lanchonete da esquina.
É impossível descrever em palavras o quanto eu admiro a tia dona daquele lugar e a incrível capacidade dela de fazer seu café divino e os meus adoráveis, amados e idolatrados biscoitinhos amanteigados sabor milho! Sério, amo demais aqueles biscoitos.
E por isso, eu chego ao pequeno estabelecimento assim, sendo guiado pelo cheiro maravilhoso de café e biscoitos e com um sorriso bobo e satisfeito no rosto. Paro na porta e me encosto num canto, observando rapidamente os clientes do lugar. Estava cheio de jovens. Ao que parece ou as aulas da universidade acabaram mais cedo ou a meninada não tava nem aí pros estudos. Uma leve cutucada me disse para apostar na segunda opção.
Nenhum problema. Afinal, a grande maioria daqueles que estudam ali são ricos ou tem uma boa condição financeira. Em outras palavras, todos ali já têm o futuro garantido, logo não precisam fazer do diploma sua principal preocupação.
Dou mais uma prestada de atenção nos rostos e reconheço praticamente todos. É isso que dá ter todos eles como seus futuros clientes, se você não aprende a reconhecê-los pode acabar fazendo uma grande confusão no futuro, e na minha profissão um erro desses é totalmente inaceitável e problemático.
Procuro um canto para sentar e me dou conta imediatamente que teria de dar a volta e entrar novamente. Sabe como é, pra não assustar o pessoal com uma aparição repentina. Assim, eu saio por onde entrei, dou um suspiro cansado e entro novamente, me sentando na mesma cadeira onde estava antes. Logo uma garota me vê e vem com o cardápio.
— Um café e uma porção de biscoitinhos amanteigados de milho.
— Sim, senhor. – Noto a menina me encarando e rindo discretamente. Será que tem alguma coisa suja no meu terno?
Me encosto na cadeira não ligando muito para os olhares tímidos e talvez um pouco cobiçosos da mocinha e dou mais uma olhada no estabelecimento. Reparo no relógio acima do balcão, faltava pouco para as 11:00 e... COMO ASSIM AINDA SÃO ONZE?!?! Tô mais de 30 minutos adiantado? Por quê????????? Aish! Culpa daquele desgraçado narcisista que me roubou no xadrez, me fazendo raiva e vindo aqui sem olhar no relógio antes! Em pensar que agora eu poderia estar... sei lá, poderia estar fazendo qualquer coisa do que estar aqui parado, olhando estático e com cara de idiota pro relógio da lanchonete e esperando o maldito do café chegar!!!
Se não fosse pela chegada do meu cliente eu poderia ficar lá o dia inteiro. Podem não entender a minha situação, mas isso de chegar muito adiantado em um canto é totalmente contra os meus princípios! Nem adiantado, nem atrasado. Sou do tipo que chega sempre na hora certa, isso quando tudo dá certo e segue as leis. Certo que eu já tinha planejado chegar pelo menos 15 minutos mais cedo para poder parar para um café e os meus biscoitos, mas já estava planejado! E se tem uma coisa que eu detesto, é quando algo foge do meu controle.
Mas voltando ao meu cliente... Ele acabara de chegar e me tirar de minha disputa interna. Veio acompanhado de uma garota, sua colega de classe se não me engano. Tem 24 anos, uma família rica e futuro promissor – pela opinião dos pais. Mas o que estes não sabem é que o menino sofre de insuficiência cardíaca e de vez em quando sua pressão baixa, levando-o a ter desmaios bem perigosos, diga-se de passagem. Meu trabalho? Ajudá-lo, lógico! Quer dizer, dependendo do ponto de vista.
O rapaz sequer se dá conta da minha presença e se senta em uma mesa um pouco mais longe, já do lado de fora do estabelecimento. Tão sorridentes! Tão felizes! Tão... inocentes. Nem imaginam o que está por vir. Nem eles e nem os outros do restaurante. O que me lembra que isso vai acabar dando uma zorra daquelas! Mas, o que fazer? Ele é que veio para um lugar errado, na hora errada. Não tenho nada a ver com isso.
Lembro que ainda tenho tempo suficiente para vadiar mais um pouco e acabo me distraindo olhando para as mesas do lado de fora. De repente, bem ao lado da mesa do meu cliente eu tomo um grande e surpreendente susto. Alí, sentados e conversando animadamente estavam as duas pessoas que há tempos eu venho acompanhando. E o melhor, estavam JUNTOS! O que só quer dizer uma coisa...
— Eu trabalhando e perdendo a minha novela favorita esquentando! – Sim sou super noveleiro, se querem saber! Adoro assistir as vidas das pessoas desde o principio. Suas alegrias, tristezas, derrotas, conquistas. Nada me passa despercebido. Até porque às vezes, eu uso de algumas ações dessas pessoas como critérios para o meu trabalho mais tarde.
E estes dois são os personagens da minha atual novela favorita! Me senti um pouco ultrajado por não ter pegado o capítulo do começo, mas tá valendo! E com o tempinho esfriando deu uma vontade de me enrolar dos pés à cabeça numa cama e assistir a tudo comendo pipoca!
Não, eu não sinto frio. Mas como sempre vi as pessoas fazendo isso, sempre tive curiosidade de saber como é a sensação...
— Senhor, seu café – me virei de repente, assustando a coitada da garçonete.
— Antes tarde do que nunca! – sorri para a garota e depois desviando meu olhar para o prato de biscoitos que ela estava pondo na mesa.
Meus biscoitos. Meus adorados biscoitos.
Aposto que se meu pequeno garotinho estivesse aqui estaria agora me batendo. Ele simplesmente detesta essa minha obsessão. Diz que eu fico com cara de pastel, vê se pode isso?
De repente, outro susto. Agora de uma menina com seus cabelos num rabo de cavalo que vinha na direção dos rapazes correndo e gritando toda sorridente “Oppa!”
A garota simplesmente se enganchou no pescoço de um dos rapazes, enquanto o infeliz se engasgava com o sanduíche. Queria tanto chegar mais perto e ouvir o que falavam... O que me impede? O meu lanche, oras!
Então uma luz chega em minha cabeça – sim, de vez em quando acontece isso. Engulo o café de uma vez, tiro um guardanapo e ponho todos os biscoitos dentro, fazendo uma trouxinha e colocando-a no bolso, tiro o dinheiro de um dos bolsos, deixando em cima da mesa e desapareço por fim, me aproximando da mesa dos rapazes.
Sim, os olhos dos dois não negavam. Eram os mesmos de quase cem anos atrás, só que com uma nova roupagem, claro. E agora pensando, as coisas mudaram bastante daquele tempo pra cá. Vejam só eu. Naquela época usava um cajado e uma espécie de livro com os nomes dos clientes. Hoje, eu ando de terno elegante, uso uma bengala super estilosa e tenho um celular de última geração! E quando eu digo última, eu quero dizer última mesmo. Daquela que o ser humano não chegará a usar nem em mais uns 50 mil anos pela frente. Exagerado, eu? Imagina! Mas tenho uma boa razão, olha só: É o único que tem uma central própria de atualização de dados ligada direto ao computador do meu querido amigo Destino. Ele faz a lista de nomes da semana, salva no banco de dados e pronto! Um nano segundo depois, a lista está atualizada no meu celular e convertida em arquivo PDF. Super prático e avançado não?
A única coisa que o maldito celular não faz é chamada. O desgraçado que inventou isso encheu o bagulho de coisa inútil – e isso exclui os meus joguinhos, claro – e esqueceu de pôr a função de telefone! Um celular que não faz ligações. Vai entender, né?
Droga, fugi do assunto de novo!
Então voltando... Os olhos deles simplesmente os entregam! Como eram os nomes deles mesmo? Ah, claro! Kim Taewon e Yan MinGi. Hoje, Lee Hyukjae e Lee Donghae, respectivamente.
Lee Hyukjae, antes filho de uma família tradicionalíssima. Rico, bom moço, bem apessoado e famoso entre as mulheres da cidade. Não mudou muita coisa.
Lee Donghae era primo da pobre infeliz de antes. Embora a família de seus tios fossem ricos, ele e seus pais eram desapegados ao dinheiro e ao luxo. Sua educação foi muito proveitosa e ele sempre fora muito obediente, por mais que sua paixão pela prima tivesse acabado por fazê-lo quebrar algumas regras sem ressentimento nenhum. Hoje, órfão, foi criado em uma igreja com mais dois meninos e almeja ser padre por uma promessa feita ao velho padre que o criou. Ou seja, o sentimento continua o mesmo.
Ah! E isso me lembra uma coisa. Algumas palavras a considerar: Não gosto de Lee Donghae.
Sério, já tentei me simpatizar com ele. Sério mesmo. Mas não dá! E eu lhes digo que tenho vários motivos para isso, um mais importante e conclusivo do que os outros, mas tudo bem. A única coisa que me conforta neste mundo atualmente é que um dia eu o verei morrendo na minha frente. Um dia livrarei o mundo de Lee Donghae! Embora eu tenha certeza que a maioria não vá me glorificar por isso. Mas quem liga? Já estou acostumado a esse tipo de situação.
Peguei uma cadeira e me sentei ao lado de Hyukjae-sshi, de frente para o peixe bastardo, e pensei em algo maligno para fazer – Sim! Meus pensamentos se tornam tão negros quanto a minha roupa de vez em quando. – Não demorou para que logo tivesse uma ideia.
Considerando que eu estava tecnicamente trabalhando e que os guris não estavam me vendo, comecei a fazer caretas horrendas para o peixe. Muahahaha! Maligno, não? – Sim, vocês já podem pensar que eu sou patético. Já disse que eu não ligo.
Eles começavam a falar sobre um monte de coisa e nada ao mesmo tempo. Notei um leve desconforto no rapaz ao meu lado ao ver a menina se jogando pra cima do peixe. Talvez a coitada nem esteja, mas a cara do rapaz revelou estar bem incomodada. E a sardinha de fim de feira tá gostando dos encantos da garota, gente! Que descarado cara de pau! Deixa só a novela avançar mais um pouco pra ele ver o que é bom.
Mas essa menina... Estranho. Muito estranho.
Veja bem, sou do tipo que nunca esquece de uma feição ou de uma característica nas pessoas. E eu já vi todos, repito, TODOS os andantes parentes de macacos pelo menos uma vez na vida! Acontece que essa criança me passa uma sensação diferente... Tenho a impressão que já a vi, mesmo tendo certeza que nunca vi seu rostinho de boneca antes. E quando eu digo ver, eu quero dizer por dentro e por fora. As duas faces de uma pessoa. O corpo e a alma.
Suspeito. Suspeito e – por que não? – perigoso.
Pouco depois que a garota sai saltitando serelepe escuto um grito. Nos viramos ao mesmo tempo para a direção do som e vejo um monte de pessoas agitadas. Olho no relógio de parede. 11:30. Hora de trabalhar.
Me aproximo das pessoas e vejo um corpo caído. Meu cliente.
— Já não era sem tempo!
Já ia pegar minha bengala para fazer o serviço quando um intrometido entra na frente e começa a tentar a ressuscitar o guri. Era Hyukjae-sshi.
— Cara o que tu tá fazendo aí? Desde quando sabe ressuscitar alguém? Não tava estudando Psiquiatria? Teu negócio é com os vivos rapaz, não com os mortos! – falei passando a mão pelos cabelos, impaciente. Mas como é de praxe, o moleque não me escutou e eu fiquei bufando de raiva.
Enquanto ele ficava dando uma de médico super competente lá, eu me lembrei dos meus biscoitos. Tirei alguns da trouxinha no meu bolso e joguei na boca, esperando nada paciente. De repente, ele para. “Cansou, é?”
— Desculpe gente... Ele não resistiu. – Nenhuma novidade.
Ele se levantou devagar, com lágrimas nos olhos assim como Donghae, que estava às suas costas. A garota que acompanhava meu cliente começou a chorar aos berros, e eu senti que já era hora de sair dali.
Peguei minha bengala e pus a base na fronte do rapaz, empurrando-a um pouco. Como uma daquelas travas que a gente empurra e faz um “click”, a alma do rapaz se desprendeu do corpo e já sentado ficou olhando as pessoas a seu redor.
— O que aconteceu? – Sempre a mesma pergunta...
— Bo-cê buggueu – respondi tranqüilo. O rapaz me fitou confuso.
— Desculpe, mas eu não entendi o que você disse.
Bati com minha palma na testa. Claro que não ele entendeu. Eu estou com milhões de biscoitinhos amanteigados sabor milho na boca! Estranho seria se ele entendesse, palerma! Cara eu agora me xinguei. Realmente preciso de umas férias...
— Eu disse que você morreu – falei depois de um esforço absurdo para engolir o bolo de biscoitos na boca.
— Sei... Então você é...?
— O-mal-sem-cura, Única-certeza-na-vida, Aquilo-que-os-humanos-mais-temem, Morte... Tenho vários nomes filho, e em todos os idiomas do mundo, mas pode me chamar de Tod – ele assentiu. – Agora vamos?
Toquei com a ponteira dourada em forma de caveira da bengala novamente na testa do rapaz e a alma dele virou uma bolinha e subiu até desaparecer. Serviço feito.
Olhei para os garotos. Donghae, tirando a tristeza eminente, parecia bem. Vivendo em uma igreja deve ser normal ver pessoas mortas, não é? Já Hyukjae parecia bem abalado. Talvez seja pelo fato de ele ter tentado, em vão, ajudar o pobre rapaz. Eu disse que era desnecessário.
Vi eles dois saindo do estabelecimento e indo na direção de uma viatura da polícia. Quando foi que eles chegaram? Falaram algo para os policiais, fazendo gestos. Talvez estivessem dando seus depoimentos ou coisa assim.
Depois de um tempo lá, eles seguiram andando devagar para longe do local. Os segui imediatamente.
— Você ainda vai pra aula? – Donghae perguntou depois de um tempo calado.
— Não... Acho melhor ir lá no meu pai logo e depois seguir pra casa.
— Sei... A gente se vê então?
— Claro. Até mais.
E se foi. Donghae ainda ficou olhando o amigo até este virar a rua e depois seguiu calado para dentro da universidade. Peguei meu celular, vi o nome do meu próximo cliente na lista e depois o guardei de volta. Ainda tinha mais algum tempo até este. Olhei para a trouxinha de biscoitos no meu bolso. Só sobraram 5 deles.
Lembrei de alguém. E me deu uma vontade de visitá-lo. Ainda segui Donghae mais um pouco com os olhos e depois me virei para partir.
“E agora entramos no segundo ato.”
Notas finais
Gostaram da In Rin? Eu disse que ela não era chata (tá, talvez um pouquinho xD)
Bjitos e até o próximo cap!
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