You Are My Endless Love
3 Cap 2 - The first impression
Notas iniciais
Segundo cap pra vcs, espero que gostem! Não to com muita coisa pra dizer, somente que eu estou muito feliz pq o maldito pc da minha sala está finalmente pegando músicas e vídeos kslasdjasçdjaajdsçdljaçdaldjlkasd OO// YEAH I CAN!!!
Também queria agradecer as pessoas que mesmo que não postem review estão lendo a história e falando comigo por msn e twitter. Vcs são umas lindas!
[Donghae POV]
Tanto trabalho para nada.
Depois de acordar tarde, tomar café às pressas, ser perseguido pela minha tia, esbarrar em um desconhecido e quase perder o ônibus, ainda descubro que eu perdi minha carteirinha e sou obrigado a pagar passagem inteira e ainda dar um pequeno suborno para o porteiro da universidade me deixar entrar. Coisa mais chata! E como eu dizia antes: Depois de tudo isso – e mais uns 10.000 wons gastados –, eis que agora eu não tenho animo nenhum para a aula.
E por conta de quem? Justamente do estranho com quem me esbarrei hoje de manhã.
Desde que me despedi às pressas dele para pegar o ônibus, eu comecei a sentir algo estranho. Tristeza, talvez? Por não ter agradecido a ajuda que ele me deu direito ou por tê-lo machucado – é, porque eu o vi reclamando da cabeça logo depois da queda – ou mesmo ainda por saber que talvez eu nunca mais vá vê-lo e pagar minha dívida.
Agora estou eu aqui, sentado em uma das mesas do refeitório, sem comida nenhuma na mesa – já que eu havia gastado o dinheiro do lanche para subornar o porteiro – e sem vontade nenhuma de voltar para a sala. Havia fugido da aula, coisa totalmente nova para mim que nunca fez isso na vida. Estava tão distraído que pela primeira vez achei que o professor de latim havia resolvido fazer jus ao esteriótipo e dar aula em alguma língua alienígena. Assim, cansei de tentar entender o que ele estava tentando dizer e resolvi cabular aula no pátio.
Muitas vezes, acho que meus colegas de sala têm razão sobre mim. Acabei ficando muito preso a regras devido à minha criação e ao rumo que escolhi na vida. Sou o único da minha turma que já entrou na faculdade com a profissão meio que garantida. E por isso, acabei me excluindo. Para evitar desvios desnecessários. Dou uma olhada no relógio. Já era quase hora do intervalo. Logo isso tudo ficará cheio de gente. Gente estranha, que me olha estranho, principalmente as mulheres, não sei porquê. No início, assim que eu comecei a estudar aqui, eu me incomodava dos olhares, sempre tão interrogativos, tão cheios de expectativa, tão fora do meu mundo. Nunca entendi eles e nem o que buscavam em mim. Depois, isso foi ficando tão comum que eu acabei por me acostumar.
O primeiro que tinha me olhado diferente havia sido ele. E de novo o estranho estava nos meus pensamentos. Qual era o nome dele mesmo? Era... Lee... Lee Hyu... Lee Hyukjae! Isso! Impossível esquecer... Pois como eu dizia, ele foi o único que me olhou diferente nesses últimos anos, mas ainda sim era muito difícil entender o que se passava em sua cabeça naquele momento. Talvez por isso, a imagem dele, ainda tão fresca nos meus pensamentos, está começando a me confundir e me intrigar. E o mais estranho, é que eu sinto que já o vi em algum lugar.
Alto, cabelos castanhos escuros bem arrumados e com franja na altura da sobrancelha, rosto fino, pele corada... Suas roupas despojadas e ainda sim elegantes davam a entender que ali se tratava de um típico playboy, embora ele me parecesse simpático demais para um.
Mas quem sou eu para dizer algo? Logo eu que cresci vendo que a maioria das pessoas nem sempre são o que aparentam...
- Então Lee Donghae, acho que você acabou esquecendo isso na rua. – Meu queixo caiu nessa hora ao vê-lo novamente na minha frente, sorrindo como se fosse uma criança quando ganha um doce, segurando algo que parecia ser a minha carteirinha.
~x~
[Hyukjae POV]
- É, acho que cheguei um pouco atrasado... Já é quase hora do intervalo. – Falei enquanto ria e me sentava ao seu lado. Ele me olhava meio surpreso, talvez não achasse que ia esbarrar comigo novamente. Estendi minha mão com sua carteirinha, ele pegou de um jeito bem tímido e depois ficou me olhando, enquanto eu esperava alguma reação de sua parte.
- Obrigado, mas... O que faz aqui? – Ele perguntou depois de algum tempo, me fazendo rir novamente.
- Eu estudo aqui.
- Tá brincando? Não me lembro de te ver por aqui.
- Bem, então estamos empatados porque eu também não me lembro de te ver por essas bandas e olha que eu sou bom com fisionomias! – Sorri e fui retribuído, talvez ele já tenha saído do susto inicial.
- Tudo bem então. – Ele calou-se por um momento, parecia querer me dizer algo. – Olha... Naquela hora, eu não tive tempo pra me desculpar direito por ter esbarrado em você e nem agradecer por ter me ajudado. Desculpe mesmo... Deve ter doído, não? – Ele apontava para a própria cabeça.
- Ah isso? Não se preocupe, está tudo bem. E nem precisa agradecer. Como eu disse antes, estou acostumado a lidar com esse tipo de coisa, então não me custa nada ajudar. – Me lembrei da cena na igreja e da cara de medo dele enquanto nos escondíamos. – Você parecia com bastante medo... Ela é tão assustadora assim?
- Só quando eu resolvo fazer coisas erradas, digamos assim. Mesmo que dessa vez tivesse sido exagero mesmo.
- Exagero é? E o que foi que você fez?
- Nada demais... Só tirei uns biscoitos da bandeja escondido dela, nada mais que isso. – Ah só isso? Achei que ele tivesse traído ela ou coisa assim... Mas espera um pouco! Como assim biscoitos? E de dentro de uma igreja?
- Ãh... E eu posso saber o que ela é sua? – Intrigado, espantado e curioso. Era assim que eu estava.
- Ela? É minha tia. – Disse naturalmente, enquanto finalmente guardava a carteirinha dentro da carteira. – Ah e obrigado mesmo por achar isso e me devolver. Fui obrigado a pagar inteira no ônibus hoje e ainda tive que dar o dinheiro do meu lanche pro mercenário do porteiro não me entregar para a direção.
- Sua tia? Sério? – Fiquei tenso na hora.
- É, pensou que fosse o quê? – Ele me olhou curioso.
- Não, nada não... – Ok, por alguns segundos isso me trouxe um alívio, mesmo que eu continue sem saber o porquê, mas logo depois algo me passou pela cabeça. Algo tão ridículo que eu resolvi deixar passar. Não era possível! Ou era? – Vem cá. Você disse antes que deu seu dinheiro pro porteiro né? Então quer vir comigo lanchar aqui em frente? Pode deixar que eu pago.
Ele me olhou de um jeito meio estranho, como se estivesse estudando a mim e a minha proposta. Depois de um tempo, talvez considerando suas opções, fez uma cara de recusa meio tímida.
- Ah vamos lá! Eu disse que ia pagar não disse? Anda, não gosto de comer sozinho!
- Tudo bem – por fim ele disse e eu sorri vitorioso.
A cafeteria que havia em frente à universidade era bem simples, mas ainda sim muito agradável e aconchegante. Havia umas mesas com sombrinhas do lado de fora, outras na varanda coberta e mais algumas dentro da lanchonete, perto do balcão. Ficamos em uma das mesas da varanda e chamamos um dos garçons para fazer o nosso pedido. Eu sempre vim comer aqui, não que eu não gostasse da comida da cantina da faculdade, mas digamos que a vista daqui seja bem mais bonita, cheio de pessoas bonitas e... Bem, resumindo, eu sempre vim pra cá desde o dia em que fui obrigado a me matricular aqui.
Quando o garçom veio perguntei o que meu convidado queria. Ele, ainda tímido e talvez até um pouco inseguro, resolveu pedir só um suco. Já eu estava com uma baita fome por conta da minha caminhada de manhã então pedi um milk shake e um hambúrguer. Enquanto esperava o nosso pedido chegar, fiquei observando de soslaio um pouco as pessoas do lugar. Eita mania terrível! Aprendi com o meu curso. Nem me formei e já estou querendo adivinhar o que se passa nas cabeças dos outros. No entanto, nenhuma das pessoas ordinárias ali presentes – que por acaso pareciam nos observar minuciosamente também – me despertavam mais curiosidade do que aquele à minha frente.
Donghae mantinha a cabeça baixa, evitando os olhares dos outros, parecia desconfortável com eles. O silencio se mantinha e já estava me esgotando a paciência. Dei uma última olhada reprovadora aos arredores, que pareceram se tocar do que faziam e pararam imediatamente. Resolvi aproveitar o momento e, aos poucos, ir desvendando o rapaz.
- Está tudo bem?
- Ah... Sim, está. – Ele levantou a cabeça e deu uma olhada ao redor e suspirando abaixou a cabeça novamente. – Desculpe por isso. Nunca entendi o que eles tanto vêem em mim. – Ah, então era pra ele que eles estavam olhando assim?
- Sem problemas... Mas eles são todos assim com você? – Perguntei cuidadosamente, sem querer falar o que não deve.
- A grande maioria sim. – O silêncio se instalou novamente, mas logo foi desfeito pela chegada do garçom com o nosso pedido.
- Donghae-ah, posso perguntar uma coisa?
- Claro – disse depois de um tempo.
- Por que Teologia?
Ele me olhou surpreso. Deu um sorriso calmo que tirou um pouco a tensão sobre os meus ombros, tomou mais um gole do suco, queria fazer suspense.
- Oras, e por que não Teologia? – E ele me responde com mais uma pergunta. Será que ele não sabe que esse tipo de coisa, de mistério, deixa gente como eu louquinha do juízo? Se bem que eu nunca tive juízo mesmo... Mas né?
- Ah sei lá! Só acho que você é novo demais pra virar padre. – “E bonito demais!” Completei a frase em pensamento. Falei sem pensar. Será que ele vai ficar chateado? – Quantos anos você tem?
- 23. E quem disse que todos que fazem Teologia viram padres? – Oh, ele não ficou chateado! Pelo contrário! Parecia estar se divertindo com a minha confusão. – E respondendo a sua pergunta... Foi por conta de uma promessa que eu fiz ao meu pai de criação, se é que posso chamá-lo assim. É quase uma profissão de família, sabe? E quanto a você, que curso faz?
- Eu? Estou fazendo o último ano de Psiquiatria e agora que tenho 25... E eu sei bem do que você está falando. Comigo foi quase a mesma coisa, só que sem a parte da promessa, foi mais obrigação mesmo. – Pois é. Vindo de uma família tradicional de médicos, eu não tinha muito pra onde correr. Então, para garantir os meus cartões de crédito, meu apartamentozinho e minhas despesas pessoais (leia-se: dinheiro para farra) acabei concordando por livre e espontânea pressão a entrar na faculdade e seguir o ramo da família. – Meu pai queria mesmo era que eu fosse cirurgião, mas como eu vinha obrigado, acabei discutindo com ele pelo menos a liberdade de escolher a minha especialidade. No fim, acabei como Psiquiatra.
- Psiquiatria é? Ora, então não somos tão diferentes assim. – Ele sorria enquanto repousava o copo na mesa.
- Como assim?
- Vocês, assim como nós, procuram ajudar nos problemas e dar conforto às pessoas. Só que vocês tratam da mente e nós, da alma. Mas no fim são coisas bem parecidas.
- Hummm... – Estava bem concentrado na nossa conversa, tão inocentemente, que não percebi quando alguém vinha em nossa direção gritando um...
- Oppa! – Me senti ser agarrado por trás e quase me engasgo com um pedaço de sanduíche. Vi Donghae se assustar e ficar meio apreensivo com o ataque. Me virei apenas por costume, porque nunca que eu me confundiria com aquela voz...
- In Rin? Quer me matar do coração? Ou pior, engasgado? – Ela riu.
- Ai oppa, você é tão dramático! Bom dia pra você e... – Ela se virou para Donghae, que se encolheu um pouco envergonhado, e sorriu novamente. – Bom dia pra você também, Donghae oppa!
Nos olhamos, eu e ele, ao mesmo tempo e parecíamos igualmente assustados e surpresos.
- Vocês se conhecem? – Eu falei finalmente. Recebi um balanço de cabeça em negativa do rapaz.
- Ah não. É só que Donghae oppa é bem famoso aqui na faculdade!
- Eu sou? – Ele disse ao mesmo tempo em que eu disse “Ele é?”
- É sim! Principalmente entre as mulheres – Ok, não estou gostando nada disso. Sabe, eu sou o tipo de pessoa que é possessivo com tudo. Amigos, namoradas, rolos, cachorros, ursinhos de pelúcia, patinhos de borracha... Se são meus, não importa o que for, detesto ter outras pessoas olhando e querendo. Não que o garoto já seja alguma dessas coisas. – É realmente um prazer conhecê-lo, Donghae oppa, quer dizer... Sunbae.
- O prazer é meu... – O coitado ainda estava atônito e a garota, ainda pendurada em meu pescoço. – Mas você é?
- Ah é desculpe. Eu sou Jang In Rin. Faço o segundo período de Artes Plásticas e sou amiga de infância de Hyukjae oppa.
Notas finais
Pessoas vcs não sabem como essa personagem deu trabalho ¬¬' Primeiramente pq quando eu pensei nela (há uns três meses atrás), era pra ser daquelas meninas irritantes, tanto que eu chamava a bixinha de biscate e tudo, só que ai quando eu comecei a escrever sobre ela, acabou virando o doce de candura que vocês verão daqui pra frente xD Embora eu ache que ela ainda vá fazer um monte odiarem ela, sei lá.
Bjocas e reviews pra fazerem esta pessoa feliz!
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