You Are My Endless Love

19 Cap 17 - Serpent Of Dementia


Notas iniciais
E aeeeee pessoal O/
Postando cap antes que o mundo se acabe por causa da polêmica do SOPA uashushuashasuhaus
Boa leitura a todos!!!!

[Hyukjae POV]


Seguindo a melodia, eu e Donghae deixamos as malas, o chá e Jaejoong-ssi para subirmos pela escadaria até o mais novo que poderia estar detrás de qualquer uma das inúmeras portas do corredor da direita. Mas foi justamente da única sala onde a porta estava aberta – a última do corredor – que percebi a canção sendo tocada.

Aproximamo-nos lentamente, sem causar ruído algum, e nos esgueiramos até o alcance da porta, onde nos escoramos admirando a visão.

E lá estava ele.

Os cabelos eram curtos com uma franjinha reta e negros como os olhos, que davam atenção apenas às teclas do piano, que sequer parecia estar sendo tocado. Era como se o garoto de rostinho pequeno e infantil sentado no banco à sua frente apenas tivesse tocando levemente em cima das teclas e elas próprias faziam o trabalho de descer e subir novamente. Estava com um casaco preto de mangas e gola longas, uma calça frouxa branca e um cachecol grafite enrolado no pescoço. Parecia ter um gosto bom para roupas, apesar da simplicidade delas.

Totalmente absorto em sua ação, não notara nossa presença e ainda mantinha sua expressão tão suave como a música que fluía obediente de seus dedos. Fitei Donghae e me surpreendi com sua expressão pálida. Parecia tão maravilhado com o lindo garoto quanto eu, o que me causou certa curiosidade para saber o que se passava em sua cabeça.

Passamos alí, emudecidos, pelo que se pareceram muito tempo, apenas observando artista e obra. Várias coisas passaram rapidamente pela minha cabeça nesse período... Sentia meu peito encher-se pelas emoções transmitidas. Algumas muito confusas, por sinal. Como, por exemplo, a mesma sensação de reconhecimento que senti ao ver Donghae pela primeira vez, mas este, deduzi ser porque realmente o conhecia, embora não me lembrasse de nada. Outra que me roubava a atenção – esta mais seriamente que a anterior — era o temor que me atingia.

Algo que envolvia aquele garoto começava a me dar nervosismo, e eu não fazia idéia do porquê. Minhas mãos suavam, meu coração falhava algumas batidas e, por um momento, senti o ar me faltar.

E a cada nota redigida a sensação só aumentava. Assim como a minha vontade de conhecer o poeta mais a fundo.

De repente, senti algo grande passando pela brecha entre meu corpo e a porta, me fazendo cambalear sem equilíbrio. Rapidamente, busquei apoio na porta, e Donghae, que somente agora acordara de seu transe, ajudou a me endireitar.

Ao contrário do que achava que iria acontecer, a melodia não parara, o que provara ainda mais a concentração do pequeno.

Respiramos ambos aliviados.

– O que foi que houve? – Donghae sussurrou.

– Nada. Só achei que alguma coisa tinha me empurrado... – Dei de ombros. Talvez eu ainda estivesse sobre o efeito das alucinações da viagem.

Voltei a olhar para o garoto, que ainda tocando não notara nossa presença, mas foi por pouco tempo. Para fora da janela, no telhado que cobria a janela de uma das torres da catedral, notei algo se remexendo e vindo em nossa direção.

Era um gato. Ou melhor, uma gata. Cinza e com um lacinho vermelho. Cambaleava por entre as telhas e parecia seriamente assustada. Veio devagar até a borda da janela do quarto e se espichou completamente.

Queria atacar.

E seu alvo parecia ser o jovem pianista.

Assustado com o que viria, me aprumei para avisá-lo, mas antes que pudesse sair qualquer coisa de minha boca, a música parara bruscamente e eu pude ver o menino ser claramente arrastado para trás pelo casaco por alguma força invisível ao mesmo tempo em que a gata avançava exatamente onde sua cabeça estava momentos atrás. Este caiu com um baque audível no chão de madeira do quarto e, com uma expressão dolorida, deu um gemido alto.

– LILITH!!! – Gritou com os olhos cerrados.

A gata passou por mim correndo loucamente e, logo após sua passagem ao meu lado, senti outra presença passando pelo mesmo caminho e na mesma velocidade. No entanto, desta vez um ser invisível passara por cima do meu pé, o que me fez dar um solavanco para trás, gemendo de dor.

Apalpando as costas, o menino endireitou-se no chão, ainda resmungando. Consegui escutar um "cadela idiota..." vindo dele, mas supus que era besteira, já que o que o atacara era uma gata. Olhei para Donghae e vi que este variava o olhar preocupado entre eu e o irmão, tentando ver se estavam todos bem, antes de logo se perder na direção do piano.

Segui seu olhar e me deparei com o pequeno ereto no chão, com as pernas cruzadas e nos olhando curiosamente. Principalmente para mim.

Gelei na hora.

Seus olhinhos negros me fitavam fixamente como se eu fosse um animal exótico em exposição. E mais, tentava me desvendar. Me senti totalmente exposto, desnudo, enquanto ele vasculhava livre e silenciosamente a minha alma à procura de respostas.

Recolhi-me no canto da parede imediatamente.

– Hyung... – disse finalmente, quebrando o contato entre nossos olhos e fitando o irmão ainda ao meu lado. – Você está loiro...

– Gostou? – Donghae sorria como uma criança para o garoto. Este assentiu e também sorriu largamente. Senti meu coração dar um pulo nesse momento.

– Joongie-hyung não deu um piti?

– Ah não. Até disse que ficou bom em mim.

– Hunf. Padre de quinta...

Donghae riu abertamente, retirando do ar a sensação tensa do susto de antes. Aproximou-se do menino e oferecendo-lhe a mão, puxou-o para um abraço.

O jovem tinha a altura do queixo do irmão, e assim foi completamente envolvido pelos braços deste, apoiando a cabeça em seu peito. Achei realmente muito bonita a cena e notei logo que o carinho que Hae tinha pelo caçula não era apenas fraternal. O menor logo voltara sua atenção para mim e Donghae percebendo isso deu-lhe um sorriso.

– Vem cá, deixa eu te apresentar ele – disse puxando-o pela mão até perto de mim e me fitando – Hyukjae, este é o meu irmãozinho, Kim Junsu. Su-ya este é o amigo que eu te falei nas cartas, Lee Hyukjae.

O garoto sorriu e me estendeu a mão numa pequena reverencia, e eu me apressei para pegá-la. Não consegui apertá-la, por medo de machucar o jovem que a cada segundo me parecia cada vez mais delicado. Era como se ele fosse de vidro e pudesse se partir à menor pressão sentida. De repente entendi as razões que levou o pai dos meninos a impedir que o mais novo se expusesse ao mundo exterior.

– Prazer.

– O prazer é meu – respondi sem jeito. – Seu irmão me falou muito de você...

– Mas nada realmente relevante e além de babações, aposto.

Ri ao ver Donghae lhe dando um tapinha na cabeça enquanto este rolava os olhos para o meu último comentário.

– Eu te trago um fã e é assim que você me agradece?

– Você fala como se isso fosse grande coisa...

– Ouvi dizer que esteve enlouquecendo a cabeça do hyung.

– Ainda saudavelmente, não se preocupe. – deu de ombros – Quando ele estiver pronto para ser internado eu te aviso.

Agora era Donghae quem rolava os olhos. Eu apenas os observava e me forçava a segurar a montanha de perguntas que queria fazer ao artista. Mas uma coisa conseguiu passar a minha força de vontade.

– Posso perguntar como esta indo o meu presente?

O menor voltou sua atenção para mim e deu um muxoxo cansado.

– Parado, graças à última genialidade do senhor padre. Fiz o desenho há alguns dias, mas como perdi meu pincel favorito não tenho como terminá-lo.

– Ah! Quanto a isso nós já resolvemos com o hyung! – Donghae começou animadamente – Hyukjae vai te comprar um pincel novo. Igualzinho ao outro.

– Sério? – Junsu me sorriu surpreso e lhe assenti – Muito obrigado! Não sabe a falta que aquele pincel tem me feito.

– Então, já que vou ajudá-lo... Posso ver seu atelier?

O menino retraiu o rosto imediatamente numa expressão cínica.

– De jeito nenhum. – me surpreendi com a resposta imediata – A não ser...

– A não ser o quê?

– Olho por olho... O que mais tem a me oferecer?

Pensei calado por um momento, no entanto, desisti logo. Queria muito ver seu local de trabalho, mas já não tinha nada a oferecer em troca disso. Antes que pudesse falar algo que ajudasse a renegociar minha visita ao atelier, Donghae intrometeu-se novamente.

– Junsu-ya!

– O que foi? — o menino o olhou, inocente.

– Você vai mostrar-lhe sim! Afinal... – pausou por um momento olhando-me e talvez se perguntando se prosseguiria – Ele será seu novo professor de música – concluiu.

Agora estava sem palavras.

Como assim "professor de música"?

De repente, os pedidos estranhos de Donghae me fizera de manhã cedo pelo meu violino e no táxi me fizeram sentido. Era isso que ele queria dizer com "Concorde com o que eu disser, não importa o quê". Mas agora a pergunta era... Por que tanto mistério só por isso? Eu mesmo poderia ter me oferecido para ensinar algo ao garoto se ele tivesse me avisado antes.

– Verdade? – O pequeno me olhou talvez desconfiado da minha reação tão surpresa quanto a dele próprio.

– É... É sim! – Tratei logo de concordar e quase pude ouvir um suspiro de alívio vindo de Donghae – Tem algum instrumento que você não saiba e queira aprender?

Junsu parou um pouco torcendo o lábio, pensativo.

– Que tal violino? – adiantei-me antes que ele pudesse dar alguma sugestão.

Deu certo, e o pequeno logo se iluminou novamente.

– Sabe tocar violino? Sério?

– Desde novinho. Minha especialidade depois do violão.

– Então eu quero sim! – Senti que o garoto quase quicava de felicidade, mas logo depois, voltou a assumir a expressão presunçosa de outrora — Mas só te mostro o meu atelier depois que começarmos as aulas, ok? Só por garantia. – Ri baixo. Ele sabia mesmo como negociar.

– Fechado. – estendi-lhe novamente a mão e este apertou-a, claramente feliz.

Fomos interrompidos por Jaejoong-ssi que batia na porta chamando-nos a atenção.

– Hyukjae-ah? Já que eu adiantei as coisas por aqui, quer logo dar uma volta pela vila para encontrar um hotel pra você?

Olhei para Donghae e este me assentiu.

– Tudo bem então. – respondi sem muito animo. Não queria interromper a conversa logo agora, mas estava ficando tarde e procurar um hotel ou uma pousada a noite ia ser meio dificil. Sem contar que eu continuava exausto da viagem, já que não havia dormido nem uma vez.

Donghae largou o garoto que me fez novamente uma pequena reverencia e me presenteou com um novo sorriso, e saiu do aposento para me acompanhar até a saída.

– Nos vemos mais tarde, professor – Junsu disse ao me ver saindo também do quarto. Dei-lhe um aceno e sorri de volta, esperando bem no fundo realmente poder vê-lo o quanto antes.


Do lado de fora, tive de fazer um enorme esforço para não beijar Donghae alí mesmo na frente do irmão. Mal saímos da catedral e já estava morrendo de saudades...

– Bem... Até depois então – disfarcei, constrangido, olhando para Donghae.

– Até – Já este parecia se divertir com a minha situação. Aproveitou um momento de distração do mais velho e me deu um selinho, passando para um rápido abraço e finalmente foi até o meu ouvido – Mais tarde eu vou lá te fazer uma visita... – sussurrou insinuante.

Sorri malicioso em completa aprovação à idéia.

– Bem, vamos? – Jaejoong se levantava do chão, onde havia se abaixado para ajeitar a rodinha de uma das malas que se enganchara no calçamento. Acenei para Donghae e finalmente comecei a seguir o mais velho dos três irmãos até o ponto de táxi.



Após rodarmos por algumas pousadas, acabamos por achar uma que me pareceu bem simpática apesar de simples. Jaejoong havia me perguntado o quanto eu queria gastar com hospedagem para ter uma noção de onde pudéssemos começar a procura. Disse-lhe que, embora dinheiro não fosse problema para mim, era bom procurarmos algo bem comum, mas confortável. Eu não queria luxo, queria uma boa noite de sono e nada mais.

E aquela pousada parecia ser exatamente o que eu procurava.

Era um pouco rústica como todos os prédios da vila, mas tinha uma linda fachada e, o dono e os empregados eram bastante humorados, o que me fez sentir como se estivesse em casa. Jaejoong me ajudou com as malas até a porta do meu quarto e depois saiu com um sorriso amigável e a promessa de que teria a minha presença provando sua comida no jantar daquela noite.

Deixei as malas no canto da parede e me arrastei, sem prestar muita atenção à decoração do quarto, ao banheiro para uma rápida ducha. Rápida, mas proveitosa. A água corria pelo meu corpo numa espécie de massagem, desfazendo a tensão de meus ombros e me fazendo esquecer todas as maluquices que passara durante o dia. Saí do chuveiro coberto com um roupão da pousada e, do mesmo jeito que estava, me joguei na cama.

O banho começava a fazer efeito sobre o meu cansaço, aumentando-o a ponto de estar quase me dominando por completo. Apagara totalmente todas as más impressões e lembranças que ocorrera até alí, com exceção de uma.

O jovem artista confinado naquela catedral e seu sorriso encantador.


~x~

[Donghae POV]

E eu que pensava que estava tudo bem... Se soubesse, sequer teria voltado a este lugar novamente.

Talvez Hyukjae não tivesse notado – e eu realmente espero que não – mas o sorriso que eu lhe dera há poucos minutos fora completamente forçado. E não só o sorriso. O abraço, o beijo, minhas palavras... Foram tudo para manter as aparências, para ele não descobrir o que realmente me acontecia por dentro. Até porque eu mesmo não queria encarar o que eu realmente sentia ali.

Como eu poderia ser tão frio? Tão ridículo? Tão... Sujo?

Havia prometido a mim mesmo que quando pusesse os pés ali novamente seria uma nova pessoa. Que deixaria os erros do passado para trás e que viveria um recomeço junto da pessoa que eu amava. Mas só agora eu vejo o quão estava sendo inocente. Nunca que algo assim iria simplesmente se extinguir apenas pela força, pelo cansaço; e o tempo, que eu sinceramente achei que me ajudaria nesta empreitada, me apunhalou pelas costas e se mostrou meu inimigo. Mais uma vez.

Uma serpente. Era isso que o meu coração me parecia naquele momento, no fatídico momento em que adentrei àquele quarto, enfeitiçado pelo som do piano. Venenosa, vil, que apenas esperava o momento certo para dar o ar de sua graça, me enlaçar e levar ao fundo do poço. Ou mais fundo do que isso. E eu, cego e iludido pela falsa segurança que me causara ao logo desses meses, caí como uma criança boba e deixei que o monstro adormecido voltasse à tona.

Nem bem deixei que Hyukjae dobrasse a esquina com hyung e já voltava ansioso para o quarto. A passos lentos. Como se quisesse mais uma vez me convencer de que ainda estava no controle e que aquilo tudo que sentira ao vê-lo fosse apenas um dos muitos e infelizes devaneios que tivera durante o dia. Estava cansado, e talvez tudo fosse conseqüência disso.

Enquanto eu mais uma vez me iludia, meu coração trabalhava arduamente, espalhando seu veneno cruel pelo meu corpo. Batia freneticamente, como da primeira vez ao entrar no aposento iluminado. Ditava as regras, puxava as rédeas, limitava minha vontade própria. Sussurrava o que queria e, embora eu soubesse exatamente o que era, lutava contra. Não podia simplesmente perder depois de tanto tempo de luta.

Mas o que eu me esquecera quando novamente respirei o aroma de madeira fresca e verniz do quarto e vi sua silhueta foi que eu era apenas um escravo que só procurara liberdade depois de quase vinte anos servindo alegremente ao meu senhor, e que por isso, ainda era totalmente dependente de sua vontade.

– O que achou dele? – perguntei me aproximando de suas costas enquanto observava atentamente a rua lateral da igreja pela janela.

– Ah ele parece ser uma boa pessoa – respondeu ainda sem me olhar, mas pude ver um sorriso bobo em seus lábios. Senti a fera rosnando raivosa em meu interior ao mesmo tempo em que o calor de seu desgosto também me tomava — E bem inteligente também. Interessante... Gostei dele!

– Fico feliz.

Não menti. Eu acho. Quer dizer, estava sim feliz por ele ter gostado do jeito de Hyukjae, mas, além disso, estava detestando a idéia de uma aproximação íntima dos dois. Respirei fundo. O que eu queria afinal? Fora eu mesmo quem os apresentara e agora me reprovava mortalmente por isso? Não. Não podia. Havia traçado planos para os dois e não podia dar para trás por conta de meus sentimentos.

Porém, o ódio repentino que eu sentia estava me matando por dentro. Sufocava, enlouquecia, dominava. Minha vontade era de simplesmente aprisioná-lo como tantas vezes me passara pela cabeça durante a minha triste vida. Aprisioná-lo e guardar a chave em um canto escondido. Onde apenas eu saberia o lugar, apenas eu teria o acesso. De forma a mantê-lo longe dos olhares cobiçosos de qualquer ser impuro do planeta.

Mas isso não incluiria a mim também? Aliás, não deveria começar por mim a expurgação? Eu sabia que sim. No entanto, como não havia nem mais sombra de salvação para a minha alma perturbada, então não precisava me preocupar com a boa moral e o que pensam dela.

– Não quero você muito próximo dele, ouviu? – sussurrei-lhe autoritário ao ouvido antes que descesse e roçasse a ponta de meu nariz pela nuca. Abracei-lhe a cintura pequena, apertando-o contra mim, me deliciando com o som de sua respiração acelerando aos meus toques e sentindo o seu perfume doce me quebrar o pouco de dúvida que restava. Deixei que minha boca procurasse o sabor de sua pele lentamente. Arrepios o tomaram e um gemido pode ser ouvido.

Eu era doente, sabia. Até mais do que imaginava que fosse. Minha doença era clara como a água – mesmo que apenas para mim e ele – e poderosíssima como a sua queda dos penhascos. E a sua causa sempre fora a mesma.

Desde o princípio mais imediato.

Minha única e mais linda obsessão.

Notas finais
Capitulozinho tenso esse hein? *corre* Olha só as coisas se coisando ae...
Queria aproveitar para agradecer mais uma vez pelos reviews de vcs! I love uuuuuuuuuuuuuu ♥
E pra terminar uma foto da nossa cadelinha/lobinha: https://picasaweb.google.com/lh/photo/2y9x06LrVg-qheaf8KuIdj74ahLVo3dWZxniFyUJMmQ?feat=directlink (obs: imaginem ela com o dobro do tamanho ok? xD)
Próximo cap: Vices