You Are My Endless Love
18 Cap 16 - The Death's Nephew
Notas iniciais
Quem viu meus surtos no twitter hj sabe o pq de eu estar aloka hj: MEU SS3 E MEU IN HEAVEN CHEGARAM HJ!!!! Na verdade eu to postando agora mesmo escutando a faixa In Heaven do CD a toda morrendo aqueeeeee *-*
Well, surtos pulgativos a parte... Queria dizer o quanto estou agradecida pelos reviews lindos de vcs! Finalmente comecei a conhecer as minhas leitoras e eu estou tão feliz por isso ♥ Suz, Sammya e Vivi saibam que vcs terão minha vozinha perturbando o juízo de vcs eternamente!!! *corre* Amo vcs do fundo do meu coração!!! #Ai que coisa gay mas perdoem, é por causa da chegada dos meus novos bebês *O*#
Boa leitura pra todo mundo!!!!
Algumas horas antes...
Maldito hyung, ele ainda me paga!
Como se não bastasse quebrar o meu pincel favorito como se fosse um graveto ordinário, ainda faz o favor de esconder minhas partituras... Depois reclama quando eu me ponho a infernizá-lo!
E é porque eu ainda nem comecei a dar trabalho, diga-se de passagem.
Já rodei essa catedral de cima a baixo atrás delas por pelo menos três vezes e não consegui achá-las! Uma coisa eu tenho que admitir. Criatividade para esconder coisas, ele tem.
Exausto e estressado, dou uma última olhada pela cozinha – local favorito de Jaejoong-hyung em toda a igreja – e acabo por perceber um envelopezinho em cima da larga mesa de madeira. Chego mais perto do objeto e o pego, curioso.
Era um telegrama. Na parte de trás, pude ver o nome de Donghae-hyung como o remetente. Sorri feliz. Já fazia algum tempo desde que ele não mandava nada e aquilo havia deixado tanto eu como Joongie-hyung um pouco preocupados.
Em sua última correspondência, ele havia falado algo sobre mudar um pouco radicalmente o seu jeito. Hyung quase teve um infarto de preocupação, mesmo eu lhe dizendo que Donghae nunca seria capaz de se envolver com coisas ruins e, se ele estava nos avisando de que faria algo, era só mais uma prova disso. Isso sem falar que ele ainda estava preso à promessa que fizera ao papai e que jamais a trairia.
Abri com certo receio o envelope e me pus a ler o que havia escrito, sorrindo imediatamente. A mensagem era bastante breve, mas objetiva. Hyung estaria chegando à cidade hoje para passar as férias e, ao que parecia, acompanhado de um amigo.
Este amigo poderia ser o dono do meu próximo trabalho?
Ótimo. Assim eu podia ver com meus próprios olhos se ele era mesmo digno das minhas criações!
Não sou do tipo mesquinho com meus quadros, mas é que também não dou minhas telas para qualquer um sem antes ter absoluta certeza de que o novo dono vá cuidar apropriadamente delas. Me dói vê-las saindo de casa sabendo que não voltarão, no entanto, sei que é bem melhor para elas tal destino do que ficar trancadas na pequena casinha de madeira do lado de fora da catedral, na qual eu, modestamente, chamo de atelier.
Agora o que me espanta é justamente o fato de hyung ter achado alguém confiável o bastante para acabar trazendo para que nós possamos conhecê-lo. Não que isso seja algo ruim, pelo contrário. Mas é que hyung sempre fora tão fechado com as pessoas de fora que até me estranha ter virado tão amigo assim de alguém. Sim, porque o conhecendo do jeito que o conheço, posso afirmar que ele jamais se daria tanta liberdade, a ponto de viajar sozinho com esse cara algumas vezes, se não confiasse muito nele.
O que, de certa forma, já dá a ele certo crédito comigo.
Contente e um pouco mais esquecido das minhas partituras, vou subindo para o meu quarto lentamente, pensando nas inúmeras opções de revolta de Donghae-hyung e como seria lindo ver a cara de desespero de Joongie-hyung diante disso.
Será que ele virou um daqueles punks de cidade grande? Ou um gótico típico de mangás? Bem, certamente ele daria um jeito de ainda continuar belo mesmo com o monte de maquiagens toscas, certeza.
Uma coisa que eu nunca entendi sobre Donghae-hyung: por que diabos ele sempre fora tão fechado quando tem absolutamente tudo que qualquer homem no mundo queria ter para arrastar meio quarteirão de mulheres de uma só vez? Se bem que eu sempre achei que o charme dele é justamente a timidez e o jeito que cora bonitinho em meio a algo constrangedor. E depois diz que o fofo da família sou eu!
Nunca entendi isso. Juro.
Abobalhado e perdido em pensamentos, giro a maçaneta da porta e entro deixando a porta aberta em direção ao meu querido piano, que se mostrava cada vez mais simpático e acolhedor diante da perda do meu caderno de composições.
- Olha só! E essa felicidade toda é pelo quê? – Uma voz já me tão conhecida ecoou de repente pelo quarto me fazendo pular imediatamente. Detestava quando ele fazia isso.
Observei, ainda com o coração acelerado pelo susto, o homem vestido em seu costumeiro terno inteiramente preto deitado em minha cama. Sua bengala com a ponteira dourada em forma de caveira descansava em sua barriga, subindo e descendo lentamente com a respiração do dono, que me olhava com seu velho sorriso de canto e seu olhar de esmeralda, cínico. Procurei encontrar fôlego para lhe reclamar um monte pelo quase ataque cardíaco, mas o que me saiu foi somente:
- Ah... É você...
Ele riu.
- Adoro suas recepções calorosas, sabia?
Se um dia me perguntassem quem me ensinou a ser tão cínico, irônico e cético com a vida, eu certamente só teria o nome desta pessoa a dizer. Meu querido tio Tod. Mesmo que não sejamos parentes de sangue – até porque isso seria um pouco impossível, se levar em conta quem ele é – posso dizer que sua presença em minha vida se tornou tão comum e normal quanto à dos meus irmãos adotivos. Talvez, seja porque eu o conheça a tanto tempo que sequer lembro quando foi o dia que nos conhecemos. Ele diz que foi quando eu tinha três anos, mas sempre alguma coisa dentro de mim diz que foi bem antes disso.
- Que bom – disse enquanto voltava até a porta e a fechava a fim de evitar bisbilhoteiros. Ele detestava isso.
- Aposto que essa cara boba é por conta do peixe maldito que está chegando, não? – continuou, sentando-se no colchão e me olhando reprovador.
- Ah tio, não começa com isso de novo... – retruquei, sentando-me também no banco à frente do piano. – Além do mais, como sabe que ele está chegando? Estava me bisbilhotando de novo?
- Bisbilhotando sim, mas não você. Ele, ou melhor, eles. Vim seguindo os passos deles até a rodoviária. Acabaram de chegar. Daqui a pouco devem estar despontando por aí.
Sorri animado, o que fez meu tio dar um suspiro estressado.
- Você não fez nada com ele não, né?
- Bem... Eu até tentei assustá-los pelo percurso para ver se desistiam de vir, mas não deu muito certo não, sabe?
- Tio!
Ele simplesmente deu de ombros, ignorando o meu protesto.
- Ele vem com um amigo, não é? – perguntei fingindo não ver seu aborrecimento pela conversa – Como será que ele é?
- Hyukjae-sshi?
- É esse o nome dele?
- É. – deu de ombros – Ah, ele é um cara da cidade. Típico de lá. Uma boa pessoa apesar de tudo, tenho que admitir. Mas anda com Lee Donghae e isso não o faz menos perigoso do que ele.
As últimas frases dele me despertaram a curiosidade. Aliás, esse repúdio que meu tio sempre teve para com Hae-hyung sempre o fez alvo de diversas perguntas minhas e horas de conversa jogada fora tentando se explicar. No fim, nós sempre chegávamos ao ponto de ele quase falar algo que não devia e assim ele parava e mudava de assunto, me deixando terrivelmente frustrado. Para tio Tod, Donghae-hyung é tão suspeito quanto um criminoso de alta periculosidade, e estar ao seu lado era bem parecido com se estar correndo risco de vida.
- E o que é que tem, tio?
- O que é que tem?! Como ainda pergunta, moleque? Tem tudo! Sabe que eu não gosto e não quero que ande com ele, oras!
- Como se isso fosse importante... – rolei os olhos – Tio, ele é meu irmão! Não dá pra simplesmente não andar com ele! Sem falar que até agora eu ainda não entendi porque você o detesta tanto. Ele é um cara legal!
- Eu sei criança, mas é que... – suspirou, bagunçando o cabelo claro num gesto impaciente – Olha, pra mim, esse cara não é uma boa companhia para você. Ele... vocês dois... Ah, é muito desgosto pra mim te ver JUSTO com ele!
Isso me doeu, de certa forma. Tio Tod sempre fora pra mim mais que um amigo. Era meu mestre, meu senhor, meu tio e um segundo pai. A única pessoa do mundo inteiro na qual eu não conseguia desobedecer a uma ordem direta. Se ele me mandava esquecer, eu esquecia; se me mandava agir, eu agia; se me mandasse cometer suicídio, eu o faria sem pestanejar. Detestava desagradá-lo, mesmo que não admitisse para mim mesmo. Seus olhos verdes pareciam me implorar para que o entendesse e apenas obedecesse como sempre, mas nunca me dava uma ordem concreta com relação a este assunto. Achava que, apesar dos pesares, não tinha esse direito. E sabia que eu não podia acatar algo assim sem nem ao menos saber o motivo. Assim, ele perdia seu tempo pedindo e eu tentando entendê-lo ainda desobedecendo-o.
- Não podia ser outra pessoa? Qualquer outra? Tem bilhões de pessoas no mundo, porque tinha que ser Lee Donghae?
- Tio, porque você sempre fala como se eu morresse de amores por ele e fosse me casar? É meu irmão, mas sabe que eu não me importo realmente com isso.
- O que realmente me alivia, mas... Será assim até quando, minha criança?
Eu não sabia o que dizer.
Meu tio sempre pareceu saber algum fato importante sobre Donghae-hyung que eu não sabia, e tudo em seu semblante preocupado dizia que queria me contar, mas sabia que não podia me revelar coisas desse tipo.
- Tio, você sabe de alguma coisa, não é?
Ele suspirou, cansado.
- Sei. E como sei. E se você também soubesse, não chegaria a menos de um quilômetro dele!
- Se me contasse seria mais fácil.
- Não posso e sabe disso. Só me promete que vai ter cuidado, ok?
Tio Tod me fitava com dor no olhar. Eu sabia o quanto me ver mal por qualquer motivo o deixava assim, e isso só me confirmou o quão grave parecia ser o assunto. Mas também sabia que se por acaso fosse para eu saber de algo, eu saberia, mais cedo ou mais tarde. Assim, suspirei derrotado e resolvi mudar de assunto.
- Tudo bem, tio. Mas você não veio aqui só para falar mal de Donghae-hyung, não é? – ele riu – Serviço de novo?
- Pois é. Vocês vão ter bastante assunto pra falar e trabalho essa semana.
- Por quê? – perguntei espantado – Quem vai ser dessa vez?
- Pão's e cia – respondeu rindo de sua própria piada – O padeiro, a mulher do padeiro, o filho do padeiro, o cachorro e até o canário. Vítimas de intoxicação. Veneno para baratas, ou pelo menos o que pensaram que era. Na verdade, era chumbinho líquido. Evaporou por conta do calor e foi parar na caixa d'água que estava meio aberta. Idiota, eu sei, mas é que eu tinha que levar todos de uma vez só e, infelizmente por conta de alguns acontecimentos atuais – rolei os olhos pela ironia – estou um pouco sem criatividade para coisa melhor.
Eu ri.
É, realmente ele já teve idéias bem melhores do que essa. Mas eu o entendia. Inventar fatos reais pode ser um pouco cansativo, principalmente se você o faz milhares de vezes em um só dia. Por isso, muitas das vezes quando ele está um pouco desanimado, acaba vindo me pedir opinião. Trabalho que eu acho meio macabro, embora goste bastante.
De repente, algo me veio à cabeça. Algo realmente perturbador. Perturbador e importante!
- Mas espera um pouco, tio! Se o padeiro e a família inteira vão morrer, então... – parei para pensar um pouco e concluir o meu raciocínio – Isso quer dizer que a vila inteira vai ficar sem pão? É isso mesmo?! Como assim?!
Um longo silêncio se fez depois de minha observação e antes que meu tio começasse um ataque de riso. Não entendi bem o porquê.
- Esse é o meu garoto!!! Sabia que eu pensei a mesma coisa quando recebi a ordem? – Isso me assustou um pouco. Uma coisa que eu não queria era ficar igual a ele.
Não me levem a mal. Não é que meu tio seja uma má pessoa, muito pelo contrário. Tio Tod é a pessoa mais bem humorada que eu já conheci nestes meus dezenove anos.
Mas vejam só. O cara vive com aparência de um homem de trinta anos – coisa cômica se considerar quem ele é e qual é a sua verdadeira idade, anda por aí de terno todo preto e uma bengala com uma ponteira de caveira só pra tentar dizer que é elegante. Isso sem falar que é idiotamente viciado em café e biscoitos de milho. Não é realmente como alguém o imagina. Aliás, nem sei de onde as pessoas tiraram essa imagem dele tão assombrosa que mostram nos filmes e livros... E é exatamente isso que me irrita! Ele é tão alegre que, às vezes, chega a se tornar retardado!
- Mas não se preocupe. Com certeza vão dar um jeito. Enquanto isso, se virem com as hóstias... Não dizem que elas são o pão de Cristo? – Eu não disse?!
- É o Corpo de Cristo, tio – corrigi.
- Que é representado pelo pão da Santa Ceia, caramba! Eu ainda lembro de suas aulas de Catecismo, sabia?
- As mesmas que o senhor me fazia dormir para não prestar tanta atenção no que papai falava? – ironizei.
- Ah... Era por uma boa causa! – tentou se explicar – Eu nunca lhe escondi que a verdade dos humanos é incompleta. Desse jeito, eu o fazia dormir apenas nas partes em que eram de conhecimento desnecessário, e para isso, eu tinha que assistir as aulas todas, oras!
- Sei... Tio me dá seu celular?
- E eu lembro bem o que ele falou das hóstias... – continuou, me passando o aparelhinho – Além do mais é feito de farinha de trigo então dá no mesmo! – deu de ombros.
Assenti, mexendo no objeto e clicando no meu jogo favorito. Logo, um cenário de cemitério e um bonequinho de zumbi apareceram na tela principal e eu o pus a correr entre alguns obstáculos de um povo com tochas na mão.
- Mas tio, não podemos sobreviver apenas com hóstias! – voltei à conversa, ainda prestando atenção em meu personagem que quase caía de uma árvore em cima de um aldeão.
- Aish... Eu já não disse para não se preocupar? – reclamou – Vai demorar um pouco, mas vão comprar o prédio e remontar a padaria, menino!
Olhei para ele, e sorri ao ver que tinha uma expressão culpada na cara e as mãos na boca. Oba, arranquei mais algo dele! Adorava fazer isso. Começava uma conversa como quem não quer nada e o fazia dizer além do que devia. Ele sempre ficava nervoso com esse meu poder de persuasão, e até tentava se desvencilhar, mas na maioria das vezes acabava se distraindo e se esquecendo de tomar cuidado.
- Ótimo! De fome já sei que não morro! – zombei.
- Haha, que engraçado... – ironizou – Agora antes de eu ir... Vou deixar sua prima com você por uns dias.
- Lily? – perguntei surpreso e olhando ao redor à sua procura. – Ela está aqui? Onde?
- Lá embaixo. Tentando matar a gata da vizinha pela milésima vez.
- Ainda? Por quê? – Ele fez um sinal com a cabeça apontando para o corte em minha mão quase curado – Mas isso já está até cicatrizando!
- Diz isso pra ela, oras! Você sabe que ela não vai descansar até mandar a bichana para o inferno – riu. Balancei a cabeça em reprovação.
Lily era do tipo muito ciumenta e seu ciúme foi claramente “puxado” do pai. Não suportava que alguém chegasse a menos de dois metros de mim, e só não explodia com meus irmãos por ordem minha e com meu tio por motivos óbvios. Mas apesar de tudo, eu gostava muito dela e já era acostumado a colocá-la sob meus cuidados toda vez que titio se ocupava o bastante para não conseguir dar atenção a ela. Está tentando matar a coitada da gata da vizinha há quase um mês desde que a felina me estranhou e deixou um arranhão enorme nas costas de minha mão perto do dedão.
- E ela vai ficar dessa vez por quê?
- Está de castigo! – Tio Tod se levantou da cama num pulo de raiva – Andou se enxerindo por aí esses dias com um vira-lata qualquer enquanto eu trabalhava arduamente para sustentá-la, acredita?!
- Ah tio, qual o problema da coitada namorar um pouco?
- O problema, sobrinho, é que eu já tenho você e ela pra me dar dor de cabeça o bastante. Não vou criar filho de ninguém! E isso vale tanto pra ela quanto para você, fui claro?!
- Nossa tio, serão seus netos! Meus sobrinhos! O senhor teria coragem de deixar os coitados órfãos que nem eu? – Entrei na brincadeira fingindo estar horrorizado.
- Você não é órfão! Não tem a mim por acaso?! – “O que é que isso tem a ver?” pensei enquanto ele ainda falava – E se quer tanto assim os bebês, pegue eles e ela para criar!
- Mas é sua filha!
- E sua prima!
- Tudo bem tio, você ganhou. – suspirei derrotado, levantando em direção à porta, mas não antes de devolver o aparelho de volta ao dono – Vou lá buscá-la... Até mais.
- Até! – E sumiu tão de repente quanto aparecera, me deixando sozinho caminhando pelo corredor até a minha querida prima.
Na metade da escadaria até a cozinha eis que encontro um dos coroinhas da catedral. O meu preferido, diga-se de passagem. Lembro-me que estava devendo uma perturbação ao meu irmão e me viro sorrindo para o rapaz.
- Kyu-ah! Faz um favorzinho pra mim? — perguntei com um sorriso divertido.
O garoto me jogou seu olhar curioso por uns instantes e compreendendo a mensagem oculta sorriu perverso. Ele sabia exatamente o que eu queria e que ganharia algo bom em troca do serviço.
- Pode dizer hyung!
- Vou estar um pouco ocupado agora então queria que você colasse em Joongie-hyung e não desgrudasse dele até que ele diga onde estão as minhas partituras. Com certeza, ele vai vir com a mesma conversa de que não estão com ele e blábláblá, mas eu sei que estão! Não me volte até que tenha conseguido, ok?
- Pode deixar! Aliás... Posso dar uma dose de aborrecimento extra? – perguntou ansioso – É que ele me fez limpar o depósito inteiro ontem...
- À vontade! – falei passando a mão pelos cabelos castanhos, orgulhoso – Quando voltar eu te pago um sundae duplo com bastante confete, combinado?
- Um sundae, hyung? Não sou mais uma criança — me olhou um pouco desapontado, mas ainda com os lábios num oblíquo traquina.
- Não quer?
- Não, tudo bem. Estava mesmo com vontade de fugir pra um sorvete então... Combinado! — Animou-se, fazendo-me logo uma reverência e se virando para sair.
Dei-lhe um último aceno e o vi sumir em direção ao grande salão antes de voltar a me dirigir à porta dos fundos da cozinha e deixei que uma brisa fresca me atingisse o rosto. Fazia um tempo desde que eu não saia desta catedral de pedra negra. Os raios de sol queimando-me de leve a pele. Uma saudade do ar livre me preencheu.
- Lilith? – gritei à procura da minha nova hóspede. – Aqui garota!
De longe, pude ver uma enorme cadela de pêlo espesso e brilhantemente negro se virando em minha direção e correndo alegremente até mim.
Notas finais
Tanta gente especulando teorias sobre o Dolphin... Para essas pessoas, não se preocupem suas dúvidas começaram a ser sanadas a partir de agora é!
Bjitos bjitos bjitos e mandem reviews!!!
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