You Are My Endless Love
13 Cap 12 - Truths
Notas iniciais
Boa leitura a todos e todas!!!
[Donghae POV]
O nosso último dia na casa passou tão depressa que, às vezes, eu acho que o dia engoliu umas duas ou três horas sem que percebêssemos.
Passamos a manhã inteira arrumando as malas — que graças as nossas saídas aumentaram consideravelmente, a ponto de quase não caberem no porta-malas do carro – e outros pertences para a viagem de volta. Após o almoço, fomos até o centro atrás de alguma locadora de filmes aberta em pleno feriado e passamos as duas horas seguintes assistindo — ou melhor, tentando assistir ao filme, já que ficamos o tempo inteiro namorando em frente à TV e esquecemos dele completamente.
Assim, quando menos esperávamos já era hora de partirmos.
A viagem de volta também foi bem mais rápida do que a ida. E com toda certeza, mais tranquila. Passamos pelos velhos cantos para uma visita rápida e três horas depois estávamos estacionando na garagem do apartamento de Hyukjae. Ele fez questão que eu ficasse para jantar e eu, mesmo recusando diversas vezes por meio que saber o que ele iria me pedir logo em seguida, acabei aceitando. Da mesma forma, eu aceitei dormir lá àquela noite.
Pela manhã, eu consegui acordar antes do despertador tocar.
Sentei-me na cama, observando mais do local e me lembrando da primeira vez em que eu estivera ali. Naquele dia, Hyukjae estava dormindo tão tranquilamente quanto agora e eu, mesmo ficando encantado por sua beleza, jamais imaginei que um dia estaria deitado nesta mesma cama, junto ao dono e perdidamente apaixonado por ele.
Voltei a me deitar, abraçando-o e tomando todo o cuidado para não acordá-lo. Hyukjae suspirou profundamente e, talvez adivinhando que era eu quem se ajeitava em seu peito, se virou de lado, me abraçando também. Fiquei a fitá-lo e a passear com meus dedos pelo seu rosto lentamente, desenhando-o e decorando cada linha em meus pensamentos. Ele, aos poucos, foi abrindo os olhos e sorriu.
- Acordou cedo...
- Também me admirei – ri baixo. Geralmente quando sei que é dia de faculdade, eu quase nunca acordo cedo. - Ficamos nos fitando em um silêncio gostoso. – Deixa eu adivinhar... O senhor não está com a mínima vontade de ir pra aula, não é? – murmurei preguiçoso. Ele assentiu, rindo.
- Mas temos que ir. Preciso conversar com In Rin hoje e terá que ser lá pra não levantar suspeitas do meu pai.
- Levantar suspeitas?
- É. Ele pode não imaginar que o filho está namorando com um homem, mas com certeza sabe que eu vou fazer algo para que esse casamento não aconteça. Lá é mais seguro.
- Hum... – assenti. – Então é melhor levantarmos logo, não?
- Não, agora não. – Hyukjae me puxou para mais perto de si e eu pude claramente ver o ar malicioso que o rondava. Arrepiei de imediato. – Está cedo, não acha?
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele me tomou em um beijo sedento, cheio de luxúria. Suas mãos corriam possessivas pelo meu corpo, sua boca descia acariciando meu pescoço, me fazendo soltar um gemido baixinho, chamando por ele. Minutos depois, eu ouvia o despertador finalmente nos alertando do horário enquanto sentia seu corpo cansado e suado tombar sobre o meu, após gozar tão deliciosamente quanto só ele podia fazer dentro de mim.
Levantamos às pressas para um banho. Puxei alguma roupa limpa minha na mala e me vesti, para após ajudar Hyukjae a se vestir também – ele havia se enganchado na camisa e quase morre sem ar. Descemos e nos deparamos com o café já pronto e posto na mesa. Olhei de relance para a empregada e vi esta me encarar de um jeito estranho. Será que ela havia ouvido alguma coisa?
- Hyukkie... – murmurei baixinho, tirando sua atenção de uma fatia de pão.
- O que foi? – ele me imitou, procurando pelos lados alguma razão para que eu estivesse fazendo aquilo.
- A sua empregada está me olhando esquisito – ele se virou para olhá-la, que ao ser surpreendida pelo patrão desviou o olhar para qualquer coisa que estivesse à sua frente. – Será que ela ouviu algo?
- Provavelmente. Ela sempre chega um pouco antes de eu acordar – Hyukjae riu baixo. – Mas não se preocupe, ela é bem discreta. Já está acostumada a ver e ouvir o que não deve.
- Hum... – Não estava convencido, mas sem escolha, assenti. – Hyukjae? Sabe que antes de irmos à faculdade, nós temos que passar lá na igreja não é?
- Temos? – ele me olhou surpreso. – Por quê?
- Como assim “por quê”? Meus livros estão todos lá, sem falar que se o padre não me ver ainda de manhã, é capaz de acabar com sua festa e não me deixar sair para mais nenhum lugar, viu?
- Aish...
Chegamos à igreja mais atrasados do que nunca, devido a insistência de Hyukjae em dirigir devagar para não dar tempo de — se conseguíssemos chegar lá antes do horário da aula — meus tutores fazerem perguntas desnecessárias sobre o meu desaparecimento, e demos de cara com o velho padre e minha tia que já me esperavam praticamente na porta, o que deixou Hyukjae um pouco espantado.
- Que bom que chegou Donghae — o padre me olhava sério, parecendo estar procurando algo ao meu redor enquanto minha tia sorria amarelo. — Já estava começando a achar que não voltaria mais. Aliás, posso saber onde estão suas malas?
Passei por eles rapidamente dando bom dia e tentando dar uma desculpa convincente para o velho padre por não ter trazido as minhas malas comigo – Hyukjae disse que eu as traria depois de fazer uma seleção de roupas minhas e deixar algumas lá, o que me deixou a impressão de praticamente ter me mudado para a sua casa. Só espero que ele nunca descubra isso.
Subi até o meu quarto, peguei meu material em cima da cama, onde acabei vendo um pequeno envelope azul. Era um telegrama. Coloquei-o junto com as minhas coisas e desci na mesma velocidade, partindo direto para a saída onde Hyukjae me esperava encostado no carro conversando aparentemente sobre a viagem com meus tutores. Despedimos-nos deles e voamos para a universidade.
- Eles parecem gostar de você – comentei a certa parte do caminho.
- Isso é porque eles ainda não sabem sobre nós – ele riu.
- Verdade.
- Já pensou em como vai contar aos seus irmãos?
- Não – suspirei pesadamente. – Acho que vou contá-los quando viajar para lá nessas férias. Ou pelo menos, tentar contá-los.
- Donghae? – ele me chamara depois de um tempo calado.
- Hum?
- Quero que você vá falar com In Rin comigo. Espero contar tudo pra ela hoje e acho que posso acabar desistindo se for sozinho...
- Tudo bem.
Encerramos o assunto ao nos darmos conta que já estávamos em frente à universidade. Estacionamos em uma das vagas, e eu pude notar vários olhares dirigidos a nós quando me viram saindo do carro de Hyukjae. Quer dizer, todos sabiam que havíamos virado amigos, mas mesmo assim eu nunca vira à faculdade com ele, então era novidade a todos. Não que eu me importasse, claro.
As primeiras aulas passaram tão rápido quanto o dia anterior. Cinco minutos antes do horário do intervalo, meu estômago revirava de ansiedade e minhas mãos suavam. Por duas vezes um colega de classe me perguntou se eu estava passando mal e o professor já estava quase me mandando à enfermaria quando decidiu que era melhor encerrar a aula por ali. Saí cambaleando até o banheiro mais próximo e comecei a jogar água no rosto a fim de me acalmar. Se eu estava assim, imagino como estaria Hyukjae...
Ainda sem forças, me apoiei na parede fria do banheiro, procurando clarear minha mente. Precisava ser forte. Não por mim, mas por ele.
Minutos se passaram se arrastando, até que eu ouvi o barulho da porta do banheiro se abrindo. Antes mesmo de ver quem era, me ajeitei rapidamente tentando fazer uma expressão menos abatida. Me surpreendi ao ver Hyukjae parado me olhando de um jeito que parecia que havia acabado de tirar o mundo das costas.
- O que aconteceu? Você sumiu — ele falou depois que eu, igualmente aliviado por vê-lo, me lancei em seus braços.
- Desculpe, eu não estava me sentindo bem. Vim aqui e acabei não percebendo o tempo passar — sussurrei manhoso, me apertando mais contra seu corpo, recebendo em troca um suspiro cansado e afagos em minha cabeça. — Me atrasei muito?
- Nem tanto, não se preocupe — ele disse, puxando meu rosto de encontro ao seu, selando nossos lábios carinhosamente. — É só que eu já estava bem nervoso com tudo e você não apareceu no refeitório... Acabei me preocupando mais do que devia.
- Já achou ela? — ele negou. — Então é melhor a gente se apressar, não?
Me separei dele, indo em direção a porta; mas antes que pudesse me afastar muito senti sua mão me puxando de volta num abraço apertado. Seus lábios correram pela minha orelha, me fazendo sentir correntes passando pelo meu corpo.
- Hae... Obrigado. Por tudo.
- De nada — sorri-lhe, dando um selinho.
Saímos do banheiro em direção à área de artes da universidade, procurando pela menina serelepe de pele rosada em todos os lugares por onde passávamos, mas parecia que ela se escondia de nós porque ninguém a tinha visto. Já estávamos para desistir de achá-la quando escutamos sua voz nos chamar enquanto passávamos por uma passarela mais afastada e totalmente deserta; o que me fez pensar o que raios ela estaria fazendo ali.
Nos aproximamos dela cautelosamente, tentando procurar palavras para começar o assunto, porém acabamos por nos distrair ao vermos seu rosto corado e os olhos um pouco inchados. Ela havia chorado recentemente. Eu e Hyukjae nos entreolhamos, estávamos sem reação diante daquilo.
- Oppa... — ela começou, com a vozinha embargada antes de se atirar em Hyukjae que a abraçou instintivamente. — Desculpe. Eu não queria isso, acredita em mim. Papai e o tio me obrigaram. Disseram que se não fosse comigo, seria com uma estranha qualquer... Eu não consegui dizer não. Pelo menos assim nós teríamos tempo pra arranjar um jeito de impedir essa loucura...
- In Rin-ah — ele a puxou até a parede da passarela fazendo-a sentar de frente a si e me chamando para o seu lado. Assenti, fazendo o que me pedia. — Está tudo bem. Sabia que o meu pai ia jogar sujo. Não é culpa sua.
- Mas agora estamos presos a isso! — ela se revoltava, meio raivosa. — Não tem jeito. Quando eu chegar em casa eu vou conversar direito com o meu pai. Vou fazê-lo parar com isso nem que eu tenha que ameaçar me matar!
- Caramba! Assim não que magoa, viu? — Hyukjae deu um sorriso fingindo se espantar. — Não será necessário tanto, não se preocupe.
- Bobo... — ela sorria de leve. — Mas eu ouvi dizer que você estava atrás de mim... Era por isso?
- Também. — Havíamos finalmente chegado ao ponto em que queríamos, mas agora o frio na barriga me fazia querer sair dali o mais rápido possível.
- Como assim "também"? O que era então?
Hyukjae me fitou procurando silenciosamente por ajuda. Eu estava tão nervoso quanto ele e não sabia nem por onde começar. Acabamos ficando em silêncio mais tempo do que o necessário.
- Ai gente, vocês estão começando a me deixar preocupada... Aconteceu alguma coisa? — In Rin nos acordou de nosso contato mental, quebrando o silêncio.
- Aconteceu In Rin-ah — comecei. Ela assentiu, ansiosa. — É que nós dois... Sabe, no feriado...
- In Rin — Hyukjae me interrompeu. — Você sabe que eu gosto muito de você, não é? — Ela assentiu novamente, vermelha , estava para explodir de ansiedade. — Pois é. Acontece que eu não quero me casar com você somente pelo casamento.
- Ah não? Então por que é? — In Rin nos olhava apreensiva. — Oppa está com algum problema ou coisa do tipo?
- Não é bem um problema. Ou até é, depende do ponto de vista; mas o caso é que nesse fim de semana aconteceu várias coisas. E a maioria me fizeram pensar bem sobre tudo sabe, sobre o que eu sou hoje e como é que vai ser amanhã. Além, é claro, sobre essa maluquice toda dos nossos pais. Confesso até que no começo eu fiquei um pouco chateado com você. Não entendi bem o porquê de você ter compactuado com tudo, mas ainda bem que por causa de Donghae eu acabei por esfriar a cabeça e analisar melhor a situação...
- Oppa deixa logo de enrolar e vai direto ao assunto que eu tô começando a achar que algum de vocês vai morrer!
- E como eu estava dizendo, aconteceram muitas coisas nesse fim de semana. E eu posso dizer que eu mudei bastante por conta delas. Mas enfim... In Rin... Eu e Donghae temos algo a te dizer.
- Pode dizer.
- In Rin-ah — Hyukjae me olhou e eu acenei em positivo a ele, o encorajando a continuar. Tinha que ser agora. — Eu e Donghae... estamos juntos.
In Rin permaneceu em silêncio. Começava a ficar pálida e eu, de repente, comecei a achar que era melhor a gente não ter contado nada a ela. Parecia ter congelado por conta da expressão vazia. Como se não estivesse neste mundo e sim perdida em seus pensamentos. Hyukjae parecia tão preocupado com relação ela quanto eu.
- Juntos... juntos? — ela conseguiu falar depois de um tempo. — Como um...
- Casal. É, isso mesmo.
Ela assentiu, baixando a cabeça para encarar suas pernas dobradas.
- Isso... é tão...
- In Rin... — comecei, mas ela me fez sinal para que parasse.
- Vocês dois... Isso é tão... — ela respirou fundo. Não podíamos ver sua expressão, mas eu rezava para que não estivesse chorando.
- Meu bem, olha... — Hyukkie começou, se levantando para abraçá-la, mas ela o interrompeu novamente.
- Isso é tão... FOFO MEU DEUS!!!
Antes que qualquer um demonstrasse algum tipo de reação, ela se lançou novamente por cima de Hyukjae fazendo-o estatelar no chão. Um muxoxo de dor pode ser ouvido.
- É sério mesmo?! De verdade?! Verdade verdadeira?! — os olhos dela brilhavam para mim enquanto agarrava Hyukjae, deixando-o sem ar. Eu assenti, sem saber o que saber ou pensar. — Eu sabia! Sabia que não era pra eu ir naquela viagem. Algo sempre me dizia pra não ir e ficar em casa pensando na prova de hoje! Eu sabia! Ainda bem que eu não fui Jesus, ainda bem!
Eu estava em choque. Sempre soube que In Rin era meio estranha mas... não a esse ponto.
- Espera aí — Hyukjae conseguiu murmurar com o pouco ar que lhe sobrava, tirando a menina serelepe e com um sorriso bobo no rosto de cima de si. — Calma aí que eu acho que ela não entendeu bem o que eu disse. In Rin meu amor, eu vou tentar de novo ok? O que eu acabei de dizer foi...
- Que vocês estão juntos! Eu escutei sim e perfeitamente. E posso lhe dizer que essa é a melhor notícia que eu tive dentro de muito tempo viu? — ela sorria abertamente, seus olhos brilhando tanto que poderiam iluminar tudo ao redor se estivéssemos de noite. — Eu sempre achei que vocês dois formavam um casal fofinho... E agora... Ahhhhhhhhhh!!! Isso é tão legal!
- Deus, eu desisto dessa menina — Hyukjae murmurou olhando para cima antes de me encarar totalmente incrédulo.
- Bem que eu estranhei que o oppa nunca mais foi para a balada com o bando de arruaceiros que costumava ir. Não troca mais o dia pela noite, não sai mais sem deixar vestígios, não falta mais às aulas... É Donghae oppa, você está fazendo um bem a humanidade, fique orgulhoso.
Não consegui não rir desse último comentário dela, Hyukjae bufou ao meu lado.
- Então... Está tudo bem pra você? — perguntei a ela fazendo sinal para que se acalmasse.
- Claro que está! Está tudo ótimo! — In Rin nem bem terminou de dizer e pulou em meu pescoço, dando-me um beijo na bochecha. — Aliás, isso me lembra uma coisa... — disse se ajeitando em meu colo. — Também tenho algo a contar para os dois.
- O quê? Não vai me dizer que também... — Hyukjae a olhava desconfiado enquanto se aproximava mais de nós.
In Rin se encolheu um pouco em meus braços. Seu sorriso morrera voltando a dar lugar a expressão triste de antes.
- Também estou gostando de alguém... Por isso que também não quero casar com você oppa.
- Sério? — perguntei espantado e fitei Hyukjae. Este, além de igualmente surpreso, também parecia meio compadecido por ela. Fiquei sem entender o que se passava entre os dois, até que ele percebeu minhas dúvidas.
- Hae, o pai dela é pior que o meu se duvidar — falou dando um suspiro longo e pesado.
- Eu não ligo. Já não sou mais uma criancinha para fazer todos os gostos dele — In Rin se virou de repente, suas lágrimas desciam pelo rosto rosado dando-me certa dó dela. Não estávamos em uma situação tão diferente, afinal. — Saio de casa se for preciso, mas não caso contra minha vontade de jeito nenhum!
Hyukjae a tomou de meus braços, abraçando-a fortemente e deixando-a escorregar pelo seu corpo até pousar a cabeça em sua perna, deixando seu corpo deitado no estreito espaço entre nós dois.
- Não esquenta com isso agora, In Rin. Já não decidimos dar um jeito nisso? Então, depois pensamos nisso. — disse-lhe passando a mão por seus cabelos negros. — Por hora agora, o que eu quero saber é quem é o desgraçado.
- Oppa! — A garota rapidamente se levantou dando um tapa no braço direito do amigo que ria do ataque. — Não fala assim dele, oras!
Acompanhei Hyukjae na zombação com a garota, até que esta também começasse a rir novamente.
- Então In Rin-ah, quem é o felizardo?
- Hyukkie-oppa conhece ele. Faz Artes Plásticas também e é escultor assim como eu.
- Você não tá se referindo ao So Heo Joon, está? — Hyukjae perguntava mais espantado do que nunca, o que me deixou curioso quanto a este So Heo Joon. In Rin assentiu, fazendo-o tombar a cabeça na parede de uma vez.
- O que é que tem ele?
- Hae, esse cara é tão ou até mais galinha do que eu já fui a minha vida inteira. Filho do curador do Museu de Seul, ele sempre foi acostumado a ter o que quer. Sem falar que é o casanova mais conhecido da cidade. Só escolhe as melhores mulheres que existem — solteiras ou não, fica uma noite apenas com elas e depois joga fora como se nada houvesse acontecido.
- E por que você o conhece tão bem? — perguntei desconfiado, com uma cara de poucos amigos. Hyukjae deu de ombros.
- Ele já foi meu companheiro de balada por várias vezes. Por isso conheço bem o estilo dele. É do tipo que muito dificilmente se atrairia a ponto de ficar só com uma mulher.
- Oppa era igualzinho. Por que ele não mudaria?
- Meu bem, eu nunca fui igual a ele. Saía tanto quanto ele sim, e namorava tanto quanto ele, mas nunca fui tão frio quanto ele é. Aquele rostinho bonito é só mais uma arma para fazer as mulheres ficarem a sua mercê. Eu posso até apresentá-lo a você se quiser, só que realmente não acho que isso vá dar certo, mesmo que tome todo o cuidado do mundo.
- Não se preocupe comigo, oppa. Eu sei bem dos riscos que eu corro com isso. Apenas me deixe tentar, ok? — In Rin sorria beijando o rosto de Hyukjae que suspirava derrotado. — Bem agora é melhor eu ir, acho que já começou a aula. Vê se vocês não ficam aí se distraindo demais e se esquecem de voltar pras suas salas, viu?
Ela se levantou e deu um último tchauzinho antes de partir e deixar a mim e Hyukjae sozinhos.
- Pelo menos esse peso tiramos das costas... — comecei tentando distraí-lo.
- Verdade, mas agora fiquei com um pouquinho de medo quanto a ela. — disse estendendo seus braços e abrindo as pernas para que eu me pusesse entre elas. Dei-lhe um selinho antes de apoiar minhas costas em seu peito.
- Não se preocupe. Ela é bem mais forte do que aparenta.
- Eu sei, mas é que... — ele interrompeu parando de afagar meus cabelos e puxando algo de minha calça. — O que é isso no seu bolso?
- Ah isso — Verifiquei o objeto sendo o pequeno envelope que eu havia achado essa manhã junto ao meu material. — Estava com as minhas coisas. Nem vi ainda.
- Posso abrir? — assenti, ajudando-o a abrir o telegrama. Sorri assim que vi a assinatura embaixo. Já sabia de quem se tratava.
- É do meu irmão. — disse ansioso.
- Qual dos? — Hyukjae olhou rapidamente para a assinatura onde um "K.J." podia ser visto.
- Bem isso só dá pra saber pelo conteúdo. Os dois tem as mesmas duas primeiras iniciais e só poem assim nas cartas, de propósito.
Ele riu e começou a ler a carta em voz alta.
"Só recebi seu telegrama ontem. Correio dos infernos atrasou e ainda por cima o aluado daqui esqueceu de me avisar que havia chegado correspondência ¬¬'..."
- É do mais novo — falei assim que ouvi as primeiras linhas, rindo alto.
" Está tudo bem por aqui, tirando o fato do surtado estar mais doido do que nunca por conta de uma festa que a paróquia vai dar. Ele fica doido e me enlouquece junto, pode? Aliás, hyung vai voltar nessas férias? Se você não fizer algo eu vou jogar ele num asilo antes mesmo que se dê conta. Ah sim! O chato está mandando dizer que está com saudades e que quer que você traga algum presente da capital para ele. Se eu fosse você trazia uma pedra de uma praça qualquer. É um presente, oras! u.u' Quanto à tela, pode deixar que assim que eu terminar eu te mando um telegrama avisando.
Abraços.
K.J."
- Então, nós vamos? — Hyukjae perguntou-me com os olhos lacrimejando de tanto rir.
- Vamos sim. — respondi, antes de selar nossos lábios num beijo feliz.
Notas finais
Mais uma dicazinha sobre os irmãozinhos do Hae, hm. Querem outra? Não são Suju, é! *foge com todas as forças* ~~~~~~~~~~~~~~~~)ô)
Três cap pra história de verdade começar e contando...
Fale com o autor