You Are My Endless Love
12 Cap 11 - Happiness and Uncertainty
Notas iniciais
[Donghae POV]
Sentia uma dor incômoda no estômago, minhas entranhas se remexiam e pareciam dizer que não iam parar de fazer isso antes que eu me levantasse e desse a elas o que queriam. E eu sabia o que elas queriam. Abri os olhos lentamente. Ainda estava abraçado a Hyukjae que dormia tranquilamente. Sorri observando-o. Era mais lindo do que eu me lembrava e parecia ficar cada vez mais toda vez que eu o via.
Todo o longo dia me veio à cabeça feito um flash.
Os olhares na piscina, a explosão, as insinuações, o leve beijo – ou quase isso – de mais cedo, a viagem sem rumo, a boate, a segunda explosão, o tapa que eu lhe dei e finalmente, a verdade e a noite que tivemos juntos. Tudo agora fazia sentido. Ele me amava também, e isso era muito mais do que eu esperava que fosse. Uma última coisa me veio: a história do casamento. Sentia meu peito doer só de pensar. Não queria perdê-lo, de jeito nenhum.
Ao escutar sobre o maldito casamento, eu simplesmente entrei em desespero. As lágrimas vieram inconscientemente. O que me levou a mandar todos os meus medos e preocupações às favas e me entregar por inteiro quando Hyukjae confessou o que sentia por mim. Não me arrependia de nenhuma forma. Para falar a verdade, nunca fui tão sincero comigo mesmo em relação a algo que eu queria. E neste momento, era ele.
Cuidadosamente, e com certo descontentamento, me desvencilhei de seus braços e me levantei. Corri meus olhos atrás de minha calça pelo chão, pegando-a e vestindo-a ao encontrá-la. Pé ante pé, fui andando em direção à porta e toquei a maçaneta, mas ao girá-la escutei um pequeno barulho e um grunhido vindo da direção da cama.
- Onde é que pensa que vai? — escutei sua voz rouca no meu ouvido, o que me fez arrepiar de imediato.
- Acordei com fome – disse me virando para abraçá-lo e dando um selinho em seus lábios. — Ia até a cozinha preparar alguma coisa. Quer vir também?
Ele assentiu e juntos descemos aos agarros até a cozinha. Lá vimos em cima da mesa alguns pratos que os empregados já haviam deixado preparados para quando voltássemos. Hyukjae pegou tudo e foi jogando de um por um no microondas. Eu ajeitava a mesa para nós dois quando senti seu olhar em cima de mim e virei para fitá-lo.
- O que foi? — perguntei sorrindo curioso.
- Donghae, posso te perguntar uma coisa? – ele sorria encabulado, passando as mãos nos cabelos.
- Claro.
- O que você achou deles?
- Deles? — Não havia entendido a pergunta. O que ele queria dizer com “eles”?
- É, sabe... Meus amigos. É a primeira vez que você tem algum contato com esse tipo de pessoa então achei que você podia estranhar e...
- Ah você quer saber o que eu achei de Kim Heechul – interrompi rindo, já querendo saber onde ele queria chegar.
[Flashback on]
Já era por volta da meia-noite. Hyukjae ainda bebia, agora juntamente com Sungmin, conversando baboseiras, quando Donghae percebeu duas figuras imponentes vindo na sua direção. As pessoas abriam passagem para eles, algumas até os reverenciavam, principalmente à pessoa que vinha um pouco atrás.
O homem da frente era grande e largo, mas não parecia gordo, apenas muito forte. Tinha a expressão firme, o rosto redondo e os cabelos um pouco claros num corte redondo ao redor de sua cabeça. Vestia um blazer preto por cima da camisa salmão, calças largas azuis e calçava um tênis esportivo preto. Mas mesmo tendo o tamanho que tinha, de forma alguma escondia o que vinha logo atrás.
Era alto, esbelto e tinha um sorriso egocêntrico nos lábios corados enquanto avançava. Era lindo. Seu rosto era muito feminino, envolto no cabelo negro repicado na altura do queixo e Donghae com toda certeza o confundiria com uma mulher se não fosse pelas roupas e pelo pomo de Adão em sua garganta. Também vestia um blazer, mas azul escuro, camisa branca meio aberta mostrando uma parte do colo e calça de cor neutra. Seus sapatos sociais negros refletiam a luz colorida do salão. Parou a certa altura do caminho ao mesmo tempo em que o que vinha mais à frente deu um sorriso largo e caloroso.
- Mas vejam só quem está aqui Shindong, bebendo às suas custas! Pode colocá-lo pra correr, eu deixo. – O moreno olhava para Hyukjae com um ar debochado.
- Omo! Chulla, minha diva, é você mesmo?! – Hyukjae virou-se imediatamente ao ouvir a voz do moreno e com um sorriso brilhante correu na sua direção, abraçando-o. O rapaz retribuiu o abraço na mesma medida também com um sorriso alegre no rosto. – Não sabia que estava de volta.
- E nem eu que você estava na cidade, macaco idiota. Quando foi que chegou que sequer ligou para avisar, hein?
- Há três dias. Vim pelo feriado. – Hyukjae se largou do esbelto para virar na direção do outro que já estava no balcão sentado onde ele estava antes. – Shindong meu velho! Você está mais magro... O que foi que houve? Os negócios estão indo mal?
- Se os negócios estão indo mal é por culpa sua, que sempre vem sem um tostão no bolso e ainda bebe meio bar por conta da casa – Heechul dizia ríspido, dando um tapa na cabeça do menor.
- Deixa ele, Chul! – Àquele que parecia ser o dono da boate sorriu simpático na direção dos dois. — Vocês já não vão começar a se espancar não ,né?
Donghae assistia a cena inteira boquiaberto, mas calado. Achava que de maneira alguma podia se envolver na conversa. Mas o teve o sentimento absorto ao perceber Shindong sorrindo, analisando-o. Heechul parou para ver o que o amigo observava e se aproximou dele, imitando-o.
- E você quem é? Nunca te vi por aqui...
- Deixa o rapaz Shin – Heechul tocou o queixo de Donghae e virou-o para ambos os lados, analisando seu rosto. — Você é bem bonito! Como se chama?
- Ô patrãozinho... — Sungmin até então calado, se intrometeu. — É melhor não mexer com ele não. Está com Hyukkie.
- Como é que é?!? — Heechul virou furioso atrás do outro que voltava para um outro banquinho do balcão. — Lee Hyukjae, acabei de saber que você está me traindo com um moreno lindo, simpático e com cara de bom moço. O que tem a me dizer a seu favor, hein?!
- Ah Chulla meu amor, não pira, você sabe que o meu coração é só seu! – Hyukjae gritou de volta com uma cara terrivelmente cínica e divertida, se aproximando de volta. – Ah, é verdade! Deixa eu apresentar ele a vocês... Shin e Chul, este aqui é Donghae, um amigo da faculdade. Hae, esse é Shindong, o dono da boate – apontou para o maior que lhe estendia a mão – e este aqui é Kim Heechul, sócio do Shin e minha puta particular.
- Como?! – Donghae variava os olhares de Hyukjae para Heechul, meio perdido e tentando tragar o que acabava de ouvir.
- A puta dele, meu rapaz. E desde o jardim de infância, se quer saber. — Heechul sorriu divertido. Donghae entendeu toda a brincadeira e, respirando aliviado, estendeu-lhe a mão com um sorriso tímido. — Aliás, todos nós aqui conhecemos essa desgraça desde criança. Eu desde o jardim, Shin se juntou a nós no primário e Kangão e Minnie no ginásio. Me alivia saber que tem alguém de juízo tomando conta dele também na faculdade. É um prazer conhecê-lo.
- Como se você tivesse algum juízo não é Chul? — Shindong brincou.
- Calado, seu gordo maldito!
- E lá vamos nós de novo... — Sungmin revirou os olhos detrás do balcão. — Patrão, patrãozinho, vocês vão querer alguma coisa?
- Minnie ,prepara pra gente a área vip, ok? Já faz séculos desde que todos nós nos reunimos, então hoje terá bebida de graça para todos!
- Tá vendo? Depois reclama das contas... — Heechul revirava os olhos.
Shindong se levantava e todos começaram a acompanhá-lo para uma área afastada da multidão escondida por detrás do balcão, perto da saída se emergência.
[Flashback off]
- É... pois é – Hyukjae corava furiosamente e não era para menos. Kim Heechul era a pessoa mais... “diferente” que eu já conheci na vida. — Ele sempre foi daquele jeito... Mas é uma boa pessoa, garanto.
- Não se preocupe, eu sei, ele realmente me pareceu ser uma boa pessoa apesar de tudo.
- Hehe,aposto que ele deve ter te dito um monte de coisas constrangedoras de mim sem que eu tenha visto, não é? – Hyukjae se aproximava trazendo alguns pratos já esquentados para a mesa.
- Até que não... – respondi pensativo. – Só mesmo aquela história do casamento. Vocês realmente não tinham o que fazer naquela festa não é?
- Acha que se tivéssemos o que fazer teríamos inventado aquilo? – Ele ria, enquanto se sentava, pondo um pouco de arroz em sua tigela.
[Flashback on]
Donghae já começara a se acostumar com as presenças estranhas e até brincava um pouco com eles. Descobrira que Heechul havia sido mandado estudar na França – sua terra natal, mas que havia deixado com a família ainda recém-nascido – pelos pais assim que terminara o colegial, e que este, graças a isso, pouquíssimas vezes voltava à Coréia. Mas quando vinha sempre era em seu período de férias e nunca ficava na capital.
- ...Pois eu lhe digo meu caro macaco saltitante, que a França é linda. Cheia de lugares bonitos, mulheres lindas, bebidas maravilhosas, mulheres lindas, pessoas educadas, costumes interessantes, mulheres lindas, clima maravilhoso e eu já falei que as mulheres lá são lindas?
- Já Chul, você já deixou isso bem claro – Shindong dizia impaciente.
- Mas mudando de assunto... Shin, você ainda não me respondeu porque você tá tão magro – Hyukjae perguntava analisando o amigo.
- Acontece Hyukkie que nosso amiguinho redondo está prestes a fazer a pior besteira da vida dele.
- Que besteira?
- Ele vai casar Eunhyukkie – Sungmin respondia rindo da cara do patrão.
- Como é?!
- É isso aí! Casar Eunhyukkie, casar! Vê se pode uma coisa dessas? – Heechul se espalmava na mesa redonda se servindo de mais um drink.
- Eunhyuk? – Donghae perguntava baixo para Sungmin.
- É um apelido que o patrão e o patrãozinho deram para ele quando criança. Sempre o chamamos assim. – Sungmin lhe explicava pacientemente na mesma altura.
- Mas por quê? E com quem?
- Como assim “com quem”? – Shindong olhava-os. – Você conhece a Nari, Hyukjae. Eu os apresentei há anos, lembra?
- Nari? Aquela lá? E ela ainda existe? – Hyukjae perguntava pasmo.
- Acontece que eu não sou nem você, nem Heenin e nem Minnie. Sou um homem de uma mulher só, entende? – O dono da boate continuou. – Você deveria experimentar Hyukkie, casar é legal!
- Isso pra mim é uma perca de tempo isso sim! – Heechul berrou.
Hyukjae por um momento pareceu analisar o conselho do amigo, deixando Donghae, que assistia a tudo calado, um pouco apreensivo. Sacudiu a cabeça tentando se livrar dos pensamentos que o perturbavam e voltou a prestar atenção à conversa.
- Hum... Ok. Chulla vamos casar? – Hyukjae soltou finalmente, fazendo a mesa inteira se acabar no riso.
- Opa, na hora! – O moreno se ajeitava na cadeira pomposamente. – Mas meu bem, é o seguinte... Eu quero que o casamento seja em um castelo inglês, com pelo menos 2000 convidados e eu quero nossa lua-de-mel no Hawaii ouviu?
- Mas Chul, você vai casar comigo ou com o meu dinheiro?
- Com você, Luz-da-minha-vida, mas eu não tenho culpa se você é um herdeiro riquíssimo né? Sua herança vem de brinde.
- Tá vendo Hyukjae? Eu sempre disse que ele nunca te amou de verdade e só queria te explorar – Shindong se acabava de rir.
- Mas vocês dois já não são casados? – A voz vinha da entrada da área vip. Todos se viraram para verem Kangin se aproximar. – Olha só, bebida grátis!
- Casados? – Donghae se intrometia novamente. – Como assim?
- Ah... É mesmo... – Heechul e Hyukjae diziam ao mesmo tempo, com a cara mais distraída que poderiam fazer.
- Viram? Esse casamento pra mim é que é perca de tempo. Eles sequer lembram que são casados, e ainda se traem a torto e a direito.
- Quando foi isso? – Donghae parecia interessado com a conversa.
- Ihhhh... A história é longa! – Heechul se preparava para contar aquilo que parecia ser algo bem engraçado. – Foi no aniversário dele de 15 anos, lembra Sungmin?
- Claro que eu lembro. Fui o padre, esqueceu?
- Pois é. Hyukjae fazia 15 anos na época. O pai dele preparou uma festa toda pomposa, mas chatíssima pra comemorar. Nós todos fomos e não havia chegado nem na metade da festa e já estávamos sentados em um batente escondido no jardim, completamente entediados. Até que me veio a ideia de fazermos nossa própria festa, já que a dos adultos não nos interessava. Queríamos algo diferente, fora do comum, sabe? Daí veio a história do casamento.
- É porque Hae, Heenin desde muito novo sempre foi confundido com uma garota por conta do rosto afeminado dele. Então para que os outros garotos não viessem perturbá-lo nós fingíamos para todos que o Eunhyukkie era namorado dele – Shindong explicou. – Por isso toda essa brincadeira entre eles.
- Continuando. Após decidirmos que finalmente depois de anos de enrolação de ambas as partes, nós iríamos firmar com o nosso amor eterno, começamos a fazer os preparativos. Encontramos uma saleta escondida perto da dispensa, a arrumamos inteira e escolhemos o que cada um iria fazer. Shindong e Kangin foram os padrinhos e testemunhas, Sungmin o padre, Hyukkie o noivo e eu a noiva. Então havia uma garotinha que desde que eu me lembra sempre vivia grudada no Hyukjae, como era o nome mesmo dela hein?
- In Rin.
- Pois é, ela mesma. Acontece que In Rin ah estava passando um tempo na casa dele para o aniversário. Aí nós pedimos a ela um vestido emprestado, e ela nos deu com a condição que teria que ser a dama de honra. Nós aceitamos, lógico. Precisávamos tanto do vestido como de alguém para ser a dama de honra. Daí nós casamos.
Donghae ria mais que qualquer um ali.
- Mas você não sabe do melhor Hae – Hyukjae tomou a palavra controlando o riso. – Assim que terminamos de casar, voltamos para a festa porque ia começar um tal baile lá e eu tinha que estar presente. Saímos correndo da saleta, tanto que sequer deu tempo de arrumarmos as coisas lá e trocarmos de roupa. Mas antes de começar o baile alguns adultos resolveram fazer um concurso de beleza entre as garotas presentes... – Heechul, que gargalhava a essa altura, se segurou na cadeira para que não caísse. – E advinha o que aconteceu?
- O quê? – Donghae se mostrava curioso ao ver as reações dos presentes na mesa, que quase sequer respiravam de tanto rirem.
- Eu ganhei, oras! – Heechul falava de pé e estufando o peito. – Simplesmente desbanquei todas as mocréias da festa! E por causa disso tive que dançar valsa com o Hyukkie por três músicas seguidas! Imagina a cena! Meu pé quase que se esfola por conta do salto que usava.
As risadas do grupo podiam ser ouvidas a metros de distancia devido a intensidade.
[Flashback off]
- Vocês parecem que tiveram uma infância bem feliz... — eu ria despreocupadamente enquanto tinha a cadeira arrastada por Hyukjae para mais perto dele.
- Pois é... As preocupações mesmo só chegaram a vir para nós no fim do colegial...
- Como assim? — Hyukjae, com uma expressão distante, pegou um pedaço de legume e pôs em minha boca, me dando um selinho em seguida.
- Heenin. — disse por fim. — Ele se envolveu em um pequeno problema. Os pais descobriram, se revoltaram e o condenaram a passar o período de faculdade inteiro na França. Por isso que ele só aparece de vez em quando e sempre sem avisar.
- Problema? — ele assentiu suspirando e me trazendo para mais perto de si, me abraçando. — Que tipo de problema?
- Ele acabou tendo um curto romance com um colega de classe da gente. — Encarei-o espantado.
- M-mas eu pensei que...
- Que ele era hétero? — assenti, mudo. — Bem... ele é; ou era, até antes de conhecê-lo; ou pode ter voltado a ser, já que eu duvido que ele tenha voltado a se envolver com outro homem. Não sei bem ao certo. Mesmo ele esbanjando bom humor e aquele jeito excêntrico dele em todos os lugares, o fato é que ele mudou muito depois disso.
- E quanto ao cara?
- Ninguém nunca mais o viu.
Voltei a apoiar minhas costas em seu peito, completamente calado e pensando na história que havia acabado de descobrir. Meu peito se encheu de dúvidas. Heechul era tão rico quanto Hyukjae. Também de família influente, por isso, certamente devem ter abominado a ideia de ver o único herdeiro sendo gay. Isso queria dizer que havia a possibilidade de acontecer com Hyukjae também caso o pai dele descobrisse sobre nós?
Como se tivesse adivinhado os meus pensamentos, senti Hyukjae me virando para encará-lo. Abaixei o rosto. Não queria que ele visse as pequenas lágrimas que já teimavam em se formar em meus olhos. Ele me fizera encará-lo. Tinha a expressão serena em um meio sorriso calmo, embora eu pudesse ver seus olhos tão cheios de dúvidas quanto os meus.
- Já não lhe disse para se não preocupar com essas coisas? — Abracei-o, pousando minha cabeça na curva de seu ombro, me deliciando e buscando a calma perdida em seu perfume.
- Mas e quanto ao seu pai? — sussurrei, me esforçando para não chorar. Hyukjae me apertou mais contra si, fazendo carícias em meus cabelos.
- Ele não sabe o que aconteceu com Heenin, os pai dele procuraram ao máximo abafar o escândalo e, sendo eu quem sou, duvido muito que ele sequer desconfie que o filho se apaixonou por um homem. Além do mais, não precisaremos esconder por muito tempo, prometo; darei um jeito de acertar tudo.
- Mas não é só isso você sabe...
- Ah, o casamento? Conversarei com In Rin. Farei ela desistir dessa ideia maluca. — Senti sua mão que estava em meus cabelos escorregar até meu rosto e, com a ajuda da outra, ele ergueu meu rosto me fitando profundamente. — O que realmente me preocupa é outra coisa...
Ao me perder em seu olhar, percebi exatamente o que ele queria dizer.
Até agora as nossas — ou minhas, não sei — preocupações só se resumiam à Hyukjae e sua família. Mas e quanto à minha? Não serão eles mais problemáticos por viverem dentro das leis da Igreja?
Eu sabia que pelo menos quanto ao mais novo, eu não teria problema algum. Por ser um artista, talvez, ele sempre fora mais livre de pensamento. Não que o mais velho também não fosse, mas sendo um sacerdote por conta também de uma promessa ao meu pai, ele não se acharia traído por eu abandonar tudo assim enquanto ele se privou de tudo para ser fiel ao que prometera? Eu não estaria fazendo de mim um covarde? Um traidor?
Senti os lábios macios de Hyukjae me tocando e me puxando em um beijo. Tremi totalmente ao ser acariciado tão profundamente por sua língua, que trocava comigo não apenas desejo, mas também seus sentimentos mais puros. Pude escutar Hyukjae me dizendo do fundo de seu coração o quanto ele me amava e confiava em mim. Eu o retribui da mesma forma. Havia me deixado ser acalentado por ele mais uma vez e, por mais uma vez, eu fiquei mais confiante do que eu sentia.
Ia ficar tudo bem.
Eu sabia e confiava nisso com todas as forças.
Notas finais
E não pensem que seram apenas aí e serão esquecidos não viu? u.u Dessa lista pelo menos dois terão uma ótima história pra contar, hm.
Hehe... Bjitos e até outro dia!
Fale com o autor