You Are My Endless Love

11 Cap 10 - Anyway, loving...


Notas iniciais
"Um capítulo atrás do outro, como assim?!" - Vocês devem estar pensando né? xD Eu explico. Amanhã que era o dia de postar eu estarei de folga do trabalho, logo, sem net pelo resto do dia e do fim de semana kkkkkkkkkkkk :B Ai pra não deixar vcs na ânsia de cap (quanto mais parando onde parou né? xD) resolvi postar mais cedo, tchanrans!!! :D
Bjinhos e queria dizer muito obrigado às leitoras fantasmas que estão começando a dar de suas graças! Isso pessoas, não se acanhem e podem me esculhambar, me mandar para o raio que o parta e etc sem medo de serem felizes!!! Espero que continuem assim ♥
Agora sem mais enrolação... Cap pra vcs lerem e até segunda feira! Boa leitura ♥!

Como uma caldeira com a válvula de escape aberta.

Era assim que eu me sentia.

Todos os meus medos, frustrações e sentimentos reprimidos agora me deixavam graças àquele beijo. Nossas línguas em uma dança calma, ditada apenas pelo nosso próprio ritmo. Não queríamos pressa. Tínhamos a noite inteira pela frente, afinal. O que buscávamos era apenas aquilo: uma maneira de mandarmos nossos fantasmas pessoais embora.

Donghae ainda se recuperava do choque da notícia, percebi. Ainda tinha as mãos trêmulas e eu ainda as segurava firmemente. Podia também perceber uma leve umidade em suas bochechas, o que me levou a soltar suas mãos finalmente e a abraçá-lo com um dos braços e enxugar seu rosto com a mão livre. Acariciei de leve as maçãs do rosto com os polegares, ainda preso aos seus lábios, sussurrando acalentos e mimando-o, até que este, por fim, nos separou e me fitou apreensivo.

Sorri levemente, agora segurando seu rosto com minhas duas mãos e beijando-lhe a testa.

- Não se preocupe – sussurrei-lhe enquanto passeava pelo seu rosto com meus lábios dando-lhe selinhos em diversas partes deste. – Vai ficar tudo bem... Você confia em mim, não é? – Ele assentiu e eu ainda sorrindo tomei-lhe novamente os lábios, agora num ritmo um pouco mais rápido.

Desci minhas mãos pelas laterais de seu corpo bem devagar, enquanto ainda me deliciava com seu gosto tão doce e viciante, chegando à barra da calça e fui andando puxando-o pelos passantes, sem nos separar de maneira alguma. Ao me esbarrar com a cama, sentei na beirada e pus Donghae em meu colo, trazendo-o mais para perto de mim o possível.

Suas mãos desciam e subiam pelas minhas costas, acariciando e puxando os cabelos de minha nuca ao mesmo tempo em que eu começava a tocar lentamente a sua pele por baixo da regata, apenas com as pontas dos dedos. Subia um pouco, arranhando-o de leve, descia e voltava a subir explorando mais um pouco de pele. Donghae se arrepiava e eu podia sentir as correntes elétricas passando-lhe pelo corpo, tirando-lhe o ar e, cada vez mais, a razão.

Sua boca já pedia por mim com mais intensidade e, o ar que já nos era tão pouco, agora quase não existia. Não que nos importássemos. Apenas as sensações novas que nos atingiam ali que eram de real importância. Nada mais. Explorava cada pedacinho de sua boca aveludada, memorizando-a, materializando-a como se fosse o meu caminho de redenção em meus pensamentos, que apesar da situação um pouco dramática, não eram nada puros.

Percorri pela lateral de seu corpo por inteira até chegar à altura das axilas quando mudei meu rumo para a parte da frente, tocando-lhe os mamilos enrijecidos com os polegares, fazendo movimentos circulares. Donghae se soltou de minha boca, mordendo o lábio inferior com certa força, reprimindo um gemido.

- Hyukkie... você é tão malvado – gemeu em meus lábios. Ri de escárnio.

— E você ainda não viu nada... – vi seus olhos tomarem um brilho lascivo.

Aprovando totalmente a reação obtida, aproveitei para descer com meus beijos pela linha do seu maxilar, em direção ao pescoço.

Ali, tive uma nova surpresa ao descobrir uma pequenina – mas totalmente sexy – pinta, contrastando em sua pele alva. E que agora, depois de descoberta, me parecia tão aparentemente visível, o que me espanta o fato de nunca ter reparado em um detalhe tão chamativo – pelo menos na minha humilde opinião. Contornei-a com a língua e após, passei a arranhar de leve a pele da região com os dentes, avançando com pequenas mordidas até a curva do pescoço e seguindo até o ombro.

Donghae, ofegante, já não conseguia impedir que os gemidos lhe escapassem. Contorcia-se por inteiro, prensando e roçando seu membro com o meu. Sentia meu baixo ventre formigar fervorosamente com os movimentos incessantes de seu quadril contra o meu, fazendo com que o tesão sentido em ambos aumentasse consideravelmente. Ele já transpirava bastante por debaixo da regata, umedecendo-a e a deixando transparente. Mas por mais que a visão daquilo fosse extremamente excitante, a maldita peça de roupa já me estressava.

Parei com minhas carícias em seu peito, descendo minhas mãos à barra da blusa e tirando-a de uma vez. Donghae suspirou aliviado avançando em minha boca, dessa vez, faminto. Sorri de canto.

Senti suas mãos descerem possessivas pela gola de minha camisa, e subirem novamente, com suas unhas me arranhando as costas. Entendi a ação como um sinal de que eu deveria fazer a mesma coisa se ainda quisesse tê-la inteira. Levantei meus braços com Donghae tirando-a já impaciente, enquanto ria da pressa dele. Largou-a em qualquer canto, voltando novamente sua atenção a mim. Fitou-me de cima a baixo, os olhos transbordando luxúria, parecendo me provar com eles antecipadamente.

Já eu, o puxei de volta ao meu encontro. O choque de temperatura de nossos corpos, me arrepiando por completo e fazendo as veias de meu membro pulsarem freneticamente. Lambia, mordia e arranhava sua pele, marcando-a com minha propriedade, sentindo-o fazer o mesmo em mim. O calor nos transbordava e nossa posição já nos incomodava. Assim, me virando lentamente de lado, o joguei na cama, suas pernas ainda me envolvendo.

Parei um pouco para admirar sua pele que mesmo corada de prazer era tão clara refletindo a luz da Lua que teimava em entrar pelas frestas das cortinas. Era lindo. Totalmente perfeito. Não fazia o estilo malhado, mas era masculinamente definido o bastante para arrancar suspiros de qualquer mortal na Terra.

Engatinhei pelo colchão lentamente, subindo pelo seu corpo. Minhas mãos passeavam livremente pela região descoberta e minha boca traçava um caminho úmido até seus lábios, que me esperavam entreabertos num gemido mudo. Roçava nossas ereções propositalmente, o atrito causando-nos espasmos, fazendo gemidos tímidos ecoarem pelo quarto. Beijei-o voluptuosamente, me entregando às sensações que ambas as coisas me causavam. Minha mente, antes esquecida num canto qualquer e tão negra enevoada de pensamentos, agora se mostrava branca pálida, vazia. Fiz questão de trancá-la a sete chaves. Não a queria aqui neste momento, a me perturbar com coisas triviais.

Donghae subiu seus toques até o meu cabelo, puxando-o levemente, enquanto que eu descia os meus até a barra de sua calça, que já se encontrava completamente úmida graças ao pré-gozo causado pela fricção de ambos os membros excitados. Procurei meio afoito, ainda entregue ao beijo, pelo botão que a prendia, encontrando-o depois de um tempo de tentativas e com certa dificuldade. Desabotoei-a e fazendo o caminho inverso pelo seu corpo com meus lábios, fui tirando-a, descobrindo enfim seu membro rijo, ainda preso à boxer completamente molhada. Tirei-a também. Tateei por um momento a região do seu membro, espalhando o pré-gozo da base à glande, procurando dar-lhe algum conforto após tirá-lo do confinamento. Um urro de alívio foi ouvido.

Após isso, sentei em seu quadril, desabotoando a minha própria calça. Donghae se sentando também me ajudou na difícil tarefa. Riu ao ver a nossa aflição diante da dificuldade em que nossos dedos trêmulos e afoitos encontraram para tirar o botão de sua casa. Alguns segundos depois, finalmente conseguimos. Sorriamos vencedores. Tomei seus lábios quase que imediatamente em que ele próprio vinha em minha direção. Precisávamos comemorar o nosso feito heroico.

Deitei-o delicadamente. Nossas bocas batalhavam atrás de espaço e ar. Deliciávamos-nos com o nosso próprio aroma cada vez mais acentuado pelo suor. Estávamos cobertos por ele, causando um prazer maior ao sentir nossos corpos se roçarem.

Donghae entrelaçou suas pernas ao redor de meu quadril usando-as para retirarem minha calça e com ajuda de suas próprias mãos, minha boxer. Um alívio imediato me tomou conta. Meu membro doía de excitação, sentia minhas veias se expandindo cada vez mais pela circulação sanguínea que furiosamente corria pelo meu corpo. Pressionei mais ainda nossos corpos em busca de contato. Donghae se contorcia de prazer e seus gemidos haviam se tornado brados, e por mais fortes que eram ainda se tornavam música aos meus ouvidos.

Desci minha mão por uma de suas coxas, apertando-a internamente, e subindo lentamente até o seu membro, comecei a masturbá-lo. Senti suas unhas rasgando a pele de minhas costas, e não duvidava que o feito houvesse vertido sangue nela. Gritei num misto de prazer e dor, ofegando em busca de ar. Desci novamente a mão, agora agarrando sua perna e separando-a da outra o máximo que pude, me encaixando corretamente para penetrá-lo.

Parei por um momento analisando a cena. Donghae, ofegante, se mostrava ansioso pelo o que viria. Ele acenou com a cabeça, dando-me a permissão para que continuasse. Antes de fazê-lo, inclinei-me em sua direção depositando em seus lábios um beijo carinhoso. Ele me abraçou, fazendo o mesmo.

Fui penetrando-o devagar, ultrapassando anel após anel, sentindo-o se contorcer de dor embaixo de mim. Para evitar que um grito saísse de seus pulmões, Donghae cravou seus dentes na curva de meu pescoço. Quanto a mim, também me obriguei a segurar um grito, fazendo o possível para que ali, tomado pela dor e pelo prazer, a sanidade não me abandonasse e eu não acabasse penetrando-o de uma vez.

Uma vez completamente dentro dele, esperei algum tempo para que ele se acostumasse com a invasão. Com os polegares, enxuguei algumas lágrimas que caiam pelo seu rosto, dando-lhe um selinho. Depois de alguns segundos, ele se remexeu em meu membro, avisando-me para prosseguir. Comecei com estocadas leves, apenas para lhe dar um gostinho do que viria. E ele gostou. Começava a aumentar os gemidos consideravelmente. E assim, por mais que este não pedisse em palavras, eu conseguia saber exatamente o que ele queria e em que hora ele queria. Podia ler cada um de seus pensamentos, cada um de seus sentimentos em seu corpo, seus movimentos, ou mesmo em seus olhos, agora semicerrados de prazer.

Estávamos sincronizados. Totalmente. Dançávamos conforme a música invisível que nos rodeava. Orquestrado pelas molas do colchão que rangiam, pelo estrado da cama, pelo barulho incessante da cabeceira que batia constantemente na parede atrás de si, pelo ruído de nossos corpos se friccionando e pelos gemidos que se seguiam cada vez mais altos.

Espasmos nos corriam pelo corpo, eletrizando-nos ainda mais. Inconscientemente, aumentávamos a intensidade dos movimentos, procurando contato, procurando nos afogar de vez no mar de luxúria que nos envolvia.

As minhas investidas iam através de seu corpo mais e mais fundo e, eu pude sentir seu corpo tremer descontroladamente quando atingi seu ponto sensível. Ouvi-o me chamando alto. Dentre os vários ruídos ali presentes, era a sua voz tensa, carregada, o único que realmente me chegava aos ouvidos. Invadindo-me e aumentando o fogo que me consumia aos poucos, juntamente com a exaustão que começava a aparecer. Mas eu sabia que não podia deixar que esta última me dominasse, não agora.

Retirei-me dele, fazendo-o me olhar interrogativo. Como uma resposta a sua pergunta invisível, fiz um sinal para que se virasse e ele compreendendo o que eu queria, atendeu o chamado, me dando uma ótima visão de sua silhueta, agora completamente marcada pelas minhas unhas. Deitei-me em cima de si, abraçando suas costas, dando-lhe beijinhos na nuca. Escutei um pequeno suspiro e sorri.

- Você é lindo sabia? – sussurrei em seu ouvido.

- Não mais que você – ele sussurrou de volta, rindo.

Voltei a ficar de joelhos no colchão, ajeitando seu quadril para que pudesse facilitar a nova invasão. Mas antes, não consegui evitar dar-lhe mordiscadas nas nádegas tão perfeitamente durinhas e empinadas. Penetrei de uma vez, arrancando-lhe um forte gemido. Trancava minhas unhas em seu quadril, movimentando-o de acordo com o meu gosto. As estocadas não eram mais leves e devagar, muito pelo contrário. Meu membro gritava pedindo o alívio de toda aquela tensão e eu podia ver que também era exatamente o que o corpo de Donghae implorava.

Desci uma de minhas mãos pela sua perna, seguindo até o membro quente e rijo, envolvendo-o em meus dedos fortemente para após começar a estimulá-lo de acordo com o ritmo de ambos os corpos. Donghae esticou os braços para debaixo do travesseiro, segurando-se na borda do colchão, gritando de prazer com toda a força que sua garganta aguentava. Meus gemidos também acompanhavam os dele, fazendo uma espécie de competição de intensidade.

Minutos assim e eu pude finalmente sentir o deleite de Donghae escapar-me entre os dedos e sujar os lençóis brancos. Seu corpo inteiro se contraía, relaxando instantaneamente, apertando meu membro conta as paredes de sua entrada e segurando-o, dificultando minha passagem. Estoquei-o mais forte ainda, meu tesão no auge, conseguindo assim depois de mais alguns poucos movimentos, me derramar por inteiro dentro dele.

Ofegante, saí de dentro de si para desmaiar na cama ao seu lado. Olhei para o lado, meu pulmão quase saindo pela boca reclamando de falta de ar, e sorri satisfeito ao vê-lo numa situação bem parecida me fitando. Levei a mão até seus cabelos, afastando uns poucos fios colados de seus olhos e depois descendo meus dedos até os seus lábios, desenhando-os com as pontas. Recebi um beijinho nas costas da mão.

Não falávamos nada. Não precisávamos de palavras. Sabia que da mesma maneira que eu aprendera a ler seus pensamentos, ele também sabia exatamente como eu me sentia ali. Pleno e extremamente feliz.

Donghae arrastou-se visivelmente cansado até mim, repousando seu corpo sobre o meu e seu rosto na curva do meu pescoço. Tomei-o num beijo caloroso, sentimental; brincando com seus cabelos, ninando-o, até ver que por fim ele adormecera em meus braços. Tombei a cabeça para o lado, inspirando um pouco do seu perfume, deixando que ele me acalmasse a alma e me enfeitiçasse até que meu corpo, vencido pelo cansaço, também apagasse.

Notas finais
4 caps para o fim da introdução e contando... xD