You And The Stars

24 Grenades and discoveries


Notas iniciais
Hello, peoples Gente, vocês lembram do Nicholas? Então, já é garantido que ele vai ter mais uma ou duas aparições mais para frente! Todas comemoram! Então, 80% aprovou Satthew õ// eles são lindinhos juntos, mas vamos ver no que vai dar, vocês sabem que o Matt é um guri difícil, e a Sam impossível Boa leitura e até lá embaixo!

–- Ei, aquela nuvem se parece com você.

–- Se parece, é? Ela tem um formato estranho... parece alguém mostrando o dedo do meio.

–- Exatamente.

Matthew e eu demos risadas.

–-- Aquela ali parece com você -- falei apontando para o céu.

–- Por quê? -- indagou Matthew.

–- Ela tem um bundão.

–- E desde quando nuvem tem bunda, Sam?

Ri:

–- E desde quando nuvem tem dedo?

–- E desde quando você repara na minha bunda?

Revirei os olhos.

–- Posso parecer idiota, mas não sou cega.

Ainda estávamos na área particular da praia, deitados na areia e eu apoiava minha cabeça no peito dele. Olhávamos o céu, procurando figuras, como dois idiotas que éramos. Ah, mas, vai, eu duvido que você nunca tenha ficado encarando o céu por um tempão, procurando figuras.

Tudo bem, talvez quando você tivesse 5 anos, não 15.

–- Não foi isso que eu perguntei, loira. Desde quando você nota minha bunda?

–- Eu noto a bunda de todo mundo. Eu lembro que há um ano atrás eu anotava tudo em um caderninho de mais legal ou mais ridículo que as pessoas tinham na aparência física ou no comportamento. Uma vez eu escrevi mais ou menos isso sobre o Dustin " O cabelo dele é tão ruim que a mãe dele deve olhar pro cabelo dele e ter um ataque de Tripofobia"

Matthew caiu na gargalhada:

–- E o que mais?

–- "A Layssa é tão vadia que se alguém fala que fulano é cara de pau ela vai e senta na cara dele." Você não pegou ela, pegou? -- arqueei a sobrancelha.

–- Claro que não. Eu não sou tão rodado assim, tá? -- disse.

–- Colega, você é mais rodado que prato de microondas.

Matthew ignorou com uma careta.

–- Mas e aí? O que você escreveu sobre mim? -- falou.

–- Não sei. Tô com dificuldades para me lembrar... -- sussurrei com um sorriso travesso nos lábios.

–- Ah, qual é... você se lembra sim!

–- Não lembro -- sussurrei num tom provocativo.

Matthew tirou minha cabeça do peito dele e a depositou delicadamente na areia. Ele me fitava nos olhos. Coçou o queixo e bagunçou os cabelos. Sorriu. Será que ele sabia o quanto era gostoso?

–- Eu faço você se lembrar -- disse Matthew.

–- Ah, é? E como, Matth? -- perguntei desafiadoramente.

Ele abriu um sorriso maior.

–- Assim.

Começou a fazer cócegas no meu estômago. E eu comecei a rir e a querer dar um chute nele, tudo ao mesmo tempo.

Entenda uma coisa: Cócegas não é fofo, não é legal e não é engraçado. E eu super-entendo se você levar um soco quando tava tentando bancar o engraçadinho fazendo cócegas em algum coitado.

–- Para... Stonem.... Caralho! Para! -- implorei enxugando as lágrimas que escorriam do meu rosto.

–- Você vai falar? -- ele sentou no meu estômago, ameaçando fazer mais cócegas.

–- Você... é cruel! -- exclamei dando risadas de verdade.

Matthew sorriu.

–- Eu tento ser. Agora fala.

–- Tá, mas sai de cima de mim primeiro, seu obeso -- falei com uma careta de dor.

Ele se jogou pro lado e eu me sentei lentamente.

Saí correndo. De idiota, eu só tinha a cara mesmo.

–- Samantha, sua filha da puta! Volta aqui, porra -- disse ele se levantando e indo atrás de mim.

–- Panaca! -- exclamei dando gargalhadas e correndo.

Matthew era rápido. Ele estava no meu encalço. Na realidade, ele parecia nem fazer esforço para me pegar, eu que era mole demais.

Senti as mãos dele se fecharem na minha cintura. Ele parou e me puxou contra seu corpo.

Droga.

–- Peguei você e isso foi mais fácil do que roubar doce de criança -- disse ele.

–- Que... merda, Stonem -- reclamei ofegando.

Ele abriu um sorriso sedutor. Se bem que, na última uma hora, qualquer sorriso dele era sedutor. Meus lábios ainda formigavam.

–- Agora fala -- disse, me apertando ainda mais. Eu conseguia sentir o calor do seu corpo e o seu coração pulsar. E eu também sentia o meu que parecia prestes a sair pela boca.

–- Hmm... O.k. Você ganhou. Foi mais ou menos algo do tipo: "Tudo bem, eu admito: Matthew pode ser egocêntrico e pegador, mas ele é lindo, e a bunda dele é... formidável. Ah, qual é. Você também repararia se ele simplesmente ficasse andando de cueca box bem debaixo do seu nariz."

Matthew soltou uma risada abafada.

–- Quando isso?

–- Há um ano atrás. No acampamento -- respondi.

–- O que você fez com esse caderno?

–- O que você acha?

–- Jogou fora.

–- Quase isso. Álcool, fósforo. Fogo. Cinzas.

Matthew voltou a rir.

–- Enfim, eu sempre soube que você babava no corpinho aqui.

–- Você é... nojento. Sabia?

–- Cala a boca. Você acha minha bunda formidável que eu sei.

Dei risada.

–- É... pois é -- alisei a ponte do nariz.

Fazia... o quê? Uma hora, ou uma hora e meia desde que Matthew e eu havíamos nos beijado. Eu ainda não tinha almoçado e nem conversado com o Will. E cá entre nós, isso era uma lembrança distante de coisas que eu tinha que fazer. Tudo que eu conseguia era ficar perto de Matthew Stonem. E ele sabia disso.

Certo, Matt afirmava que gostava de mim. Pior, ele parecia sincero quando dizia. Mas isso não significava que eu gostava dele. Não mesmo. Mas Matthew Stonem era o tipo de cara que eu simplesmente não consegua resistir. E eu duvido muito que você também conseguiria. Aquele garoto simplesmente tinha umas mãos... uma boca. Suspiros. Mas isso não significava que eu gostava dele. Não mesmo. Puft.

Ele me virou. Coloquei as mãos no ombro dele e ele me pegou pela cintura, comprimindo nossos corpos. Aproximou nossos lábios levemente, um pequeno selinho, se é que existia alguma coisa menor que um selinho. Roçou nossos narizes. Me encarou nos olhos. Suspirou.

–- Sam... já aconteceu alguma coisa que te magoou muito, mas que se você abrisse a boca e falasse para as pessoas o que te magoou... isso iria magoa-las muito mais?

Franzi a testa.

–- Acho que sim. Não sei. O que aconteceu? -- perguntei com hesitação.

Ele não respondeu, continuou como se não tivesse me ouvido:

–- E que as pessoas que te magoaram... estão do seu lado e se por acaso você anunciasse o que te magoou isso iria explodir e machucar todo mundo como uma granada?

–- Matt... do que você tá falando? -- perguntei e senti um nó se formar na minha garganta. -- Foi alguma coisa que eu fiz?

Ele encarou os pés.

–- Não... Não tem nada a ver -- ele me olhou nos olhos novamente.

–- O que é então, Matthew? -- perguntei assustada.

Ele deu um sorriso triste.

–- Estou só supondo. Fica calma -- ele me abraçou.

Encostei minha cabeça no peito dele. O abraço dele era terno e bom. Fiquei ouvindo o coração dele bater.

–- Estou aqui, o.k? Se quiser me falar...

–- Acho que já deu a hora de entrar, né? -- falou rapidamente.

–- Certo.

Pov's Matthew

Tudo estava tão... confuso.

Tá, talvez nem tudo.

Eu sabia o que sentia pela loira. Eu gostava dela. Isso eu posso afirmar. Eu gostava dela, tipo, de verdade.

O.k, vamos ver: um mês atrás eu só queria comê-la e mais nada. Afinal, o quanto se podia mudar em quatro semanas? Tudo.

Em outras palavras, quatro semanas atrás eu só queria que ela fosse minha. Agora eu era completamente dela.

Quatro semanas antes eu nem sonhava que o que eu virá na despensa podia sequer haver uma remota possibilidade de existir. Aquilo acabava comigo. As pessoas mereciam saber. Todo mundo deveria saber... só que se aquilo me matava aos poucos, imagine o estrago que faria se eu contasse para todo mundo. Seria definitivamente um choque. Porém aquilo não podia continuar. Não podia. Simples.

Não. Tudo, menos simples.

Eu não havia dormido a noite. Eu não conseguia esquecer. Aquilo não saía da minha mente. Era uma baita de um filha-da-putagem. Nem sei se esse termo existe, mas foda-se.

Só que... pelo menos uma coisa havia dado certo. Samantha e eu estávamos juntos. Podia ser melhor?!

Eu não previ aquilo. Em um dia ela estava no Closet fingindo estar fazendo putaria com o amigo... no outro... estávamos nos beijando. E eu também não previ aquilo tudo que eu disse pra ela. A inspiração veio na hora. E eu não podia ter dito palavras mais sinceras.

Eu estava completamente louco pela garota mais louca do mundo.

–- Dá pra você se virar? -- falou Sam.

–- Por quê? -- a analisei de cima a baixo. A minha camiseta caía bem nela.

Ela revirou os olhos. Aquilo era uma mania, só podia.

–- Pra eu me vestir, idiota! -- disse ela, corando.

–- Por quê? -- exclamei. -- Eu já te vi de lingerie mesmo.

Ela revirou os olhos. De novo.

–- As coisas mudaram -- disse ela, mexendo a mão em um sinal que indicava "Vire-se já se não quiser levar um soco!" -- Agora que você já me beijou, deve estar se perguntando sobre quando é que vai me comer, e eu não quero deixar você ter fantasias sexuais enquanto eu tiro sua camiseta até esse dia chegar. E se chegar. É mais provável que nunca chegue. Agora vire-se.

Bufei, mas me virei.

Alguns minutos depois ela jogou a camiseta no meu ombro. Me virei e olhei pra ela.

–- Você também fica linda vestida -- sorri.

Samantha ruborizou e deu um sorriso. Awn.

–- Obrigada. Dá pra colocar roupas? Assim fica mais fácil de eu respirar.

Dei uma risada. Coloquei minha camiseta. Ela estava levemente úmida por causa do corpo de Samantha, que estava completamente molhado pela água do mar quando a vestiu. Também tinha um cheirinho bom do perfume que ela usava. Ou talvez fosse impressão minha. Vesti minha bermuda também.

–- Vamos entrar? -- falei.

Samantha me olhou com a cara de culpa.

–- O que foi? -- indaguei.

–- Eu acho que... talvez seja melhor ninguém saber da gente... ainda.

Fechei a cara.

–- Por quê? -- eu disse.

–- Matth... como acha que nossos pais vão reagir? Não sei, eu acho melhor esperar, entende? -- falou ela, se aproximando de mim.

Suspirei.

Peguei no rosto dela e fiz uma carícia. Era incrível como a pele dela era macia.

–- Beleza -- assenti.

Pov's Matthew OFF

Pov's Will

Fiquei brincando com meu boné dos Dodgers, revirando-os na mão com impaciência.

Samantha havia simplesmente sumido. Sumido, entre aspas.

Matthew também havia sumido. Entre aspas.

E alguma coisa me dizia pra não ir na área particular da praia. Eu não tinha nada pra encontrar lá, e mesmo se eu tivesse, não seria nada de bom.

Nem pro almoço ela tinha dado as caras, só que eu havia achado melhor não procurá-la. Até eu tinha um certo orgulho.

Parte de mim achava desnecessário insistir numa coisa que não daria em nada. Samantha e eu estávamos juntos para sermos só amigos. Ela era inconstante demais para mim, turbulenta, volúvel, mutável. Pior é que eu não podia culpá-la. Ninguém pede pra desenvolver um transtorno, não é? Mas sabe o que é mais incrível? Isso, para mim, só a tornava mais fascinante. E isso não deixava as coisas mais fáceis. Eu não tinha ninguém para culpar, a não ser eu próprio, por ser tão patético.

Sabe aquela frase do John Green? "Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão." Não tinha uma frase melhor sequer que consiga descrever minha situação

Coloquei meu boné. Estava prestes a sair do banheiro do quarto, quando ouvi risadinhas.

–- Matth... aqui não, caralho.

–- Ah, qual é?! Só um beijo, tenho certeza que não tem ninguém aqui.

Abri a porta do banheiro, que produziu um rangido. Encarei os dois que estavam meio que para fora e meio que para dentro do quarto. Eles me olharam assustados e nervosos. Samantha suspirou aliviada quando viu que era eu. Somente eu.

–- Ah, Will... é você. Tava te procurando -- falou soltando da mão de Matthew.

–- Hum... quer que eu saia para deixar os dois a sós? -- disse e estranhei o tom rouco que saiu da minha voz.

–- Seria uma ótima ideia -- falou Matthew abrindo um sorriso sarcástico.

Samantha deu uma cotovelada nele.

–- Will, Matthew e eu estamos juntos.

Fiquei sem reação.

E fiquei seriamente tentado em dizer que não era necessário que ela tivesse me dito, mas era, porque eu precisava ouvi-lá para acreditar. Mais tentado ainda fiquei a dizer que eu não era cego e nem burro, mas talvez eu fosse, porque meus olhos pareciam querer não enxergar e meu cérebro a processar. Principalmente eu quis dizer com a maior rispidez possível que não me importava nenhum pouquinho e que aquilo não era da minha conta, mas eu me importava, e, acreditem ou não, aquilo era mais da minha conta do que eu desejava. Quando você sente algum sentimento grande como o meu por alguém, de certa forma, tudo passa a valer para você. E com isso, sabe o que vem de pior? Vem o que eu não conseguia negar nem para mim mesmo, que aquilo doía mais do que um soco no estômago.

Pov's Will OFF

Notas finais
Resumindo: Will tá com o coração despedaçado, sagrando, pisoteado e doendo é só apelido viu, gente? Alguém aí topa cuidar dele? (EU ME OFEREÇO!) Ah vou dar um spoiler, só pra deixar vocês curiosas: é no próximo capítulo que Sam finalmente, rufem os tambores, vai descobrir o quanto o Will é fodido por ela! ISSO MESMO GENTE! Mas só no próximo capítulo heuehuehue deixei vocês curiosas? Deixem reviews, i love reviews, dependendo eu serei rápida! Beijos, amo vocês