Years Away
14 Not while I'm around
Notas iniciais
Blaine estava na sala de criação juntamente com outros 5 publicitários compondo as parodias com algumas músicas que sua assistente Nicole havia selecionado. Durante horas e horas trabalhou nas composições e por mais elogios que ganhava da sua equipe, mais o publicitário duvidava da qualidade. Claro como a maioria das pessoas, Anderson era perfeccionista e nesse momento todos seus esforços ainda eram insuficientes. Ele não queria desmerecer o julgamento ou trair a confiança de seus companheiros, principalmente pelo fato de que eles dependiam dessa vitória, mas ele estava em pânico.
Nesses momentos, Blaine gostava de pensar em Kurt. Pensar no namorado sempre trazia tranquilidade, mesmo que Kurt resumia-se a tudo menos paz, as palavras de conforto que o castanho dera a dois dias atrás ainda ecoavam nitidamente em sua cabeça:
Flash Back
“Eu acredito em você... Não veja isso como algo negativo, por mais que pareça, mas pense como uma chance para provar o talento que eu sei que você tem. Sei o quão isso é importante para você, e se é importante para você é importante para mim vamos encontrar alguma coisa, estamos juntos nessa Blee. ”
Ele se encontrava sorrindo dentro poucos minutos, para os companheiros de equipe que cruzavam seu caminho a mudança repentina poderia refletir o avanço do o projeto, eles mal imaginavam que um jovem de 17 anos era o causador de tudo isso. De volta a sua sala Anderson observava uma foto de seu namorado em seu celular, o sorriso do castanho e o brilho naqueles olhos azuis eram hipnotizantes.
Conhecer Kurt foi a melhor coisa que acontecerá em sua vida. Claro, uma inconveniência estranha porem ao mesmo tempo maravilhosa. Anderson nunca achara que seu relacionamento com Quinn um dia chegaria ao fim, muito menos que encontraria alguém tão rápido. Ao contrário de focar-se em suas tarefas ele divagava sobre todas as mudanças inesperadas que o destino lhe trouxera. Ao invés de paz, trouxe um monte de novidades para sua vida, ao invés de conforto, trouxe um novo modo de pensar, trouxe mais alegria, mais vontade de se superar, ao invés da solidão certa trouxe o amor. Mesmo que fossem muito diferentes, para Blaine a diferença era perfeita pelo simples fato de os completar.
Blaine sentia-se o homem mais sortudo do mundo, bem nesse momento há 6 bilhões, 470 milhões, 818 mil, 671 pessoas no mundo. Algumas estão mentindo, outras indo para suas casas, algumas fogem ou enfrentam a verdade, alguns bons lutam contra o mal... enfim, 6 bilhões de almas espalhadas pelo mundo, e apenas uma lhe importava, ele tivera a sorte que muitos não tiveram ou que nunca terão. Ele passara 10 anos de sua vida ao lado de alguém que nunca o amou e que pensava que a amava. Blaine pensava muito sobre esse assunto, principalmente com os avanços de seu relacionamento com Kurt. Talvez medo o fizesse divagar sobre os fatos, mas quanto mais pensava mais nítido ficava: ele escolhera certo. A evidente diferença de idade entre eles não importava mais, nada importava. De repente ele se deu conta que nada, nenhum trabalho ou projeto valia mais que causar a alegria e ver nascer um sorriso naquele rosto de porcelana que tanto amava.
Antes da aula naquele dia, Kurt deu uma passada no Lima Bean, a real intenção era surpreender Blaine com aqueles deliciosos muffins de mussarela de búfala, porém para sua segunda frustração consecutiva os mesmos haviam acabado. Nem os rolls de canela estavam ali para servirem de substitutos. Aparecer com apenas café não era uma opção. A Cold Stone Creamery só estaria aberta as 11h, ele teria que adiar sua surpresa novamente. Por sorte ele não ficou coberto de café, no entanto ao sair pela porta novamente embarrou com o mesmo homem do dia anterior.
“De novo? Isso deve ser brincadeira. ”
Pensou ele torcendo para que o homem não o reconhece-se. Por azar ele lembrou.
D- “Opa sem banho de café hoje em! ”. Disse abrindo um sorriso. “Bom dia, Kurt não é? ”.
K- “Sim, olha eu realmente preciso ir, foi bom te rever mas eu já estou atrasado. ” Mentiu dando as costas para o rapaz.
Kurt sentia-se estranho e desconfortável, essa sensação pode ser sentida o dia inteiro, Elliot havia notado a diferença do amigo, assim que Hummel havia contado o que lhe afligia ele fez de tudo para o tranquiliza-lo. Ele não achou que seria preciso avisar Blaine, bem ele já tinha muitos problemas em sua cabeça no momento, havia necessidade de atrapalha-lo em seu trabalho por apenas um desconforto. Considerou que aquilo fosse apenas frustração e ansiedade que passariam logo.
Mais tarde naquele mesmo dia ele chegou ao apartamento de Blaine, ansioso para ver o progresso que o namorado teve com as composições. Ele subiu pelo elevador animado, se perguntando o porquê parecia estar se movendo mais lentamente. Chegando no andar Blaine já estava com esperando na porta, ele correu para o moreno e beijou seus lábios como se não tivessem se visto a longos meses. A sensação estranha que o incomodava durante todo o dia logo foi substituída pela segurança. Os braços de seu amado o segurando firmemente, a língua quente explorando cada parte de sua boca e os suspiros que ambos davam eram suficientes para o deixar excitado.
Blaine poderia estar tendo um bom dia, pois ele estava com um ar de tranquilidade, confiança e alegria. Todas as sensações foram transmitidas durante aquele beijo, e claro ele se encontrava no mesmo estado que Kurt. O castanho fechou a porta atrás de si e seguiram até o sofá.
Roupas espalhadas pelo ambiente, um bom tempo depois foram recolhidas. Depois de um banho demorado eles se encontravam de volta a sala Kurt sentara no tapete enquanto Blaine tocava as parodias. Hummel se maravilhava com cada música que o namorado cantava, primeiro ele tinha uma voz ainda mais perfeita do que imaginava, segundo ele era muito talentoso. Anderson tinha a aprovação que precisava, mas a incerteza ainda estava presente, em menor escala, mas ainda martelava sua cabeça.
Enquanto preparava a janta dos dois, um som vindo da sala chamou sua atenção. Um barulho alternado, batidas a um item de plástico ou acrílico junto com um ritmo musical. Ele seguiu a fonte do som e encontrou o castanho com o notebook ao seu lado tentando copiar uma “coreografia” com copo. Uma mistura de frustação com diversão estava estampada no rosto do mais novo, Blaine riu com a visão. Quanto mais ele escutava mais concentrado ele ficava. Um determinado momento ele correu para a cozinha e desligou o fogão, pegou seu iPad e começou a digitar algumas coisas.
Cerca de meia hora depois ele retornou a sala com um sorriso largo estampado em seu rosto. Kurt o olhou confuso, até que Blaine mostrou o que acabara de criar. Uma versão de Cup Song com tema da Coca Cola, os olhos de Kurt se iluminaram ainda mais. Agora o moreno tinha certeza que atingira a perfeição.
Blaine estava empolgado e Kurt compartilhava de seu entusiasmo, ele ouvira a previa da canção apenas uma vez e assim que o namorado começou a cantar novamente ele conseguiu acompanhar. Anderson ficou ainda mais animado, a música era perfeita, letra fácil e o melhor viciante. Ele tinha a prova bem a sua frente, o público alvo e o impacto que a música demo já havia superado suas expectativas, assim que a campanha concluída ela com certeza seria um sucesso.
Infelizmente eles não poderiam comemorar por muito tempo, Kurt ainda estava sobre o toque de recolher imposto por Burt, mas seus dias de confinamento estavam chegando ao fim. Agora que a passagem de Blaine já estava garantida era uma questão de tempo para que Kurt se junta-se a ele.
Durante o percurso de volta a residência Hummel, ele imaginava como seria sair de Lima e começar uma nova vida com Blaine em Nova York. Acordar todas as manhas envolto pelos braços fortes, juntamente com os lábios do moreno pressionando sua nuca enquanto ele despertava, manhas preguiçosas, noites de filmes, passeios pelo Central Park, almoços caseiros e claro muito sexo. Kurt ria com seus pensamentos mas pela primeira seus planos pareciam se realizar.
Kurt chegou a sua casa, ele estava mais alegre do que de costume. Para Burt aquilo significava o fim das aulas se aproximando, enquanto sua esposa Carole sabia exatamente o que ou melhor quem era o motivo por trás de tanta alegria. Ele deu um sorriso para ambos antes de seguir para seu quarto.
No dia seguinte aquela sensação estranha estava presente novamente. O castanho realizou sua rotina de hidratação normalmente, tentando se lembrar qual momento exato a sensação começou. Depois de alguns minutos refletindo e sem lembrar de nada de interessante ou preciso, ele deu os ombros e resolveu apenas mudar seu percurso. Ele sentiu-se melhor no decorrer do dia.
Blaine estava tendo um glorioso dia. Ele apresentara a sua equipe sua recente criação e a recepção foi maravilhosa, seu chefe dissera que estava perdendo os melhores publicitários que poderia existir em Lima, mas ainda sim feliz em vê-los crescendo.
Sua agenda estava lotada para o resto da semana, almoços, reuniões em praticamente todos os horários e inúmeras horas sendo gastas no desenvolvimento da storyline. Harold o segurança do prédio do publicitário tinha ordens especificas de deixar Kurt ir e vir de seu apartamento. O castanho gostava de ir ao local e preparar algo que mostra-se para o namorado que ainda o apoiava. Ele passava a maior parte do tempo sozinho no local, seu toque de recolher ainda vigorando então raramente conseguia ver seu baixinho, mas em todos os dias ele deixava uma mensagem ou um lembrete de que estava ali, ainda o apoiava e acima de tudo ainda o amava.
Sexta feira era apenas um dia comum, por volta das 20h ele saia da casa de Blaine, como sempre despediu-se de Harold, e seguiu para rua em direção a sua moto. Espantou-se ao encontrar o pneu de sua moto furado, analisou de perto e não encontrou nada que possa ter causado o estrago. Um suspiro frustrado escapou de seus lábios, ele cogitou voltar para o apartamento e esperar por Blaine, mas ele não tinha um horário especifico para retornar. Também pensou em chamar um Taxi, mas estava sem dinheiro e definitivamente não faria seu pai ou Carole pagarem, e absolutamente não ligaria para eles a essa hora.
Bem eles não moravam tão longe um do outro, e uma caminhada talvez não fosse má ideia. No dia seguinte Blaine poderia busca-lo, ele sentia falta desses momentos juntos. Enquanto perdia-se na ideia de ter pelo menos um tempo com seu namorado, seus pés começaram a se mover em direção a sua residência. Ele seguiu calmamente pelas ruas desertas de Lima cantando para si as musicas transmitidas pelos fones ligados aos seus ouvidos.
No meio do percurso um Audi A3 2014 vermelho bordo parou ao seu lado, ele ignorou a presença do veiculo e continuou seu caminho. O carro ainda o acompanhava lentamente, testando a paciência do castanho, Kurt lutava com si mesmo para não enfrentar o motorista desconhecido, era perigoso e tinha conhecimento disso, mas estar sendo “escoltado” era frustrante para o garoto.
—YA—
Enquanto isso, os publicitários da Limits Creatives riam e conversavam durante o jantar/reunião. Todos bem animados e descontraídos definindo os pequenos detalhes do storyline, o celular de Blaine começou a tocar, educadamente ele se retirou da sala seguindo para o corredor atendendo a chamada.
S- “Hey Blainey”
B- “Hey Sant, como vai? Ou melhor, a que devo a honra de sua ligação.”.
S- “Eu sei que esta tarde e que provavelmente você estava em uma seção de amasso com seu bebê, mas...”.
B- “Sant nem todos fazem sexo toda hora, na verdade estou no escritório o que foi?” disse o moreno interrompendo a latina.
S-“Haha Anderson, deve ter demorado horas para conseguir isso.”.
B- “Como é possível? Você me ligou a menos de 1 minuto.”.
S- “Não me distraia Anderson, então lembra que me disse sobre Dave quereria conhecer o Kurt e fez o maior show e tal?”.
B-“Claro o que tem haver?”.
S- “Pare de me interromper Anderson! Então você tinha me dito também que não iria apresenta-los porque o Dave tinha uns problemas e tal certo? Não responda porque eu sei que estou certa, mas a questão é porque mudou de ideia?”
B- “Mudei de ideia? Eu não mudei, não vou apresenta-los Sant.” O moreno fez uma pausa. “O que sabe que eu não sei?”. Perguntou suspeito.
S- “Encontrei Dave outro dia e ele deixou escapar que Kurt era um rapaz muito bonito, educado e gentil, e que você tinha muita sorte.”.
B- “Como ele pode saber que Kurt é educado e gentil?”. Perguntou Blaine tentando negar obvio.
S- “Esse é o ponto Blaine! Você não os apresentou e nem pensava nisso então...”.
B- “Ele o seguiu. Droga eu preciso ligar pro Kurt.”.
S- “Já esta tarde para criança estar na rua, onde acha que ele esta?”.
B- “ Ele passa a tarde e o inicio da noite no meu apartamento, já que mal estamos nos vendo por conta do projeto ele passa o dia lá e arranja um jeito de me provar que confia e esta ao meu lado.”
S- “Deus Blaine isso é tão gay...vou deixar você ligar para seu brinquedo de porcelana, me deixe a par das coisas depois.”Se despediram e Blaine abriu a agenda a procura do numero do castanho.
—YA—
K- “O QUE DIABOS VOCE QUER?” Kurt tinha perdido a paciência e gritado para o veiculo que freou na mesma hora, o vidro escuro desceu lentamente revelando uma figura conhecida. “Você?!” disse quase inaudível.
D- “Oi Kurt, desculpe por isso mesmo!” Disse o homem em um tom nada convincente.
K-“O que você quer? ”
D- “Bem é meio perigoso andar por ai sozinho a essa hora da noite, quer uma carona? ”
K- “Não obrigado. ” Respondeu dando as costas para o homem.
D- “Qual é Kurt...” disse ligando o veículo seguindo o castanho lentamente.
K- “Eu nem te conheço, porque você não dá um fora? ” Respondeu seco.
D- “Blaine me conhece Kurt. ”.
K- “O que? Blaine? ”. Respondeu parando encarando o motorista.
D- “Sim, Blaine Anderson seu namorado, somos amigos a um bom tempo. ”
Blaine? Se Blaine é amigo desse babaca a tanto tempo por que nunca me falou?
Ele até pode conhecer Blaine, o problema aqui é
Porque está me seguindo.
K- “ Ok então quando Blaine estiver comigo agente volta a conversar. ” Kurt novamente deu as costas pro rapaz torcendo para ouvir o som do carro se afastando. Nada aconteceu o que deixava o castanho ainda mais incomodado, ate ouvir um cantar de pneus e o veiculo passando por ele e sumindo pela escuridão da rua. Ele suspirou aliviado.
Lima era ainda mais tranquila à noite, ele pode reorganizar seus pensamentos na calmaria da noite e parou ao passar por um local familiar. O cruzamento da North West Street com South West Street se tornara o lugar mais significativo para o castanho, foi nesse local em que conheceu Blaine. Sorriu novamente enquanto relembrava daquele dia. Todos os sentimentos, palavras e a trajetória de sua vida desde o “acidente” começaram a invadir a mente do rapaz, enquanto se distraia com as memórias ele não ouviu alguém se aproximar. Uma mão tapara sua boca por trás enquanto outra segurava sua cintura, ele tentava desesperadamente se afastar, mas a outra pessoa era muito mais forte que ele.
D- “Shhh calma, calma garoto.” Disse Dave. “Olha eu tentei do jeito fácil, fiz tudo pacientemente e já estava cansado de ter você fugindo de mim Kurt. Por que você não me trata como Blaine ahm? Ele não é melhor do que eu, ele nunca foi, você vai gostar muito mais de mim.” Disse puxando Kurt em direção ao carro estacionado a alguns metros deles. Kurt sentiu a vibração de seu celular em seu bolso, se contorceu para tentar alcançar o aparelho, infelizmente não teve sucesso. Conseguiu abrir sua boca e mordeu a mão de Dave causando um afrouxamento no corpo do mais velho, pisou com todas suas forças no pé do “agressor” e forçou seu corpo para frente. Antes de sair correndo deu uma joelhada entre as pernas de Karofsky fazendo recuar e lhe dando uns minutos de vantagem. Durante a corrida, lembrou-se de seu celular e ao pega-lo notou 5 chamadas perdidas, antes que pudesse ver de quem eram ele ligou para emergência informando que alguém estava tentando o sequestrar e sua localização exata. Assim que encerrou a ligação uma nova aparecia na tela.
B- “Kurt? Kurt? Esta tudo bem? Onde você esta? Por que...”
K- “BLAINE cala boca e me escuta ...eu estou pelos arredores ... da South West Street tem um cara ... me seguindo.. estou fugindo dele....chamei a policia ...venha por favor.” Disse ofegante enquanto corria
B- “Estou indo, Kurt procura um lugar e se esconda chego em 5 minutos, fique falando comigo ok?”.
K- “Ok Blaine.”.
O coração de Blaine se apertou conforme os barulhos que ouvia a respiração ofegante de seu namorado. Ele desceu as escadas do pequeno prédio, o ódio e raiva crescendo em seu peito a sentir o pânico na voz do mais novo.
D- “Você é uma puta desgraçada Kurt.” Ele ouviu Dave dizer ao fundo antes do telefone ficar mudo. Karofsky apareceu na frente de Kurt, puxou o aparelho da mão do mais novo e jogou no chão ao ver o nome de Blaine na tela. “Você ligou pro seu namoradinho de bosta? Own que lindo pena que ele não pode fazer nada.” Kurt foi emburrado ate chegar ao carro do mais velho e sendo jogado nos bancos traseiros. O castanho ainda chutava o mais velho ate ser imobilizado. “Você já tornou as coisas bem difíceis para você e não vai querer piorar sua situação.”. Dave se inclinou para beijar os lábios do castanho e o mais novo cuspiu em sua cara. “Sua putinha de merda”. Dave levantou a mão para bater em Kurt, mas foi puxado por outra pessoa. Hummel abriu os olhos e viu luzes vermelhas e azuis alternando no teto do veiculo. Ele estava salvo.
Alguns minutos depois Blaine avistou dois carros policiais parados e uma pequena confusão, parou seu carro a poucos metros e correu para o local.
P- “Senhor não pode se aproximar.”.
B- “Por favor, meu namorado me ligou disse que estava aqui e alguém estava o seguindo.”. Demonstrou nitidamente o pânico, o policial analisou as circunstancias antes de deixa-lo passar. No momento que Blaine viu Kurt sentado com um policial ao seu lado ele suspirou e correu em encontro ao mais novo. “KURT” gritou chamando a atenção do mais novo que levantou e correu para perto dele, envolveu os braços ao redor do corpo do castanho e sussurrou palavras de conforto. “Tudo bem agora meu amor tudo bem”. Kurt assentia em silenciosamente.
Depois de vários minutos, a policial interrompeu o momento do casal para terminar de pegar o depoimento do castanho e abrindo um boletim de ocorrência. Kurt havia insistido para Blaine não ligar e avisar Carole, mas no estado de pânico que se encontrava ele também não queria retornar a sua casa. Anderson ligou e avisou a moça que Kurt não estava bem e se podia encobri-los nessa noite, sentindo o tom serio na voz do moreno a mulher assentiu.
De volta ao apartamento do publicitário, após um percurso silencioso eles tomaram um banho juntos e deitaram0-se na cama. Kurt se apoiava no peito do moreno enquanto o braço envolvia sua cintura, ele contou calmamente o que havia acontecido, enquanto o moreno tentava transmitir alguma segurança e conforto.
B-“Eu sinto muito Kurt, isso não teria acontecido se eu.”.
K- “Você não tem culpa Blaine, você fez tudo certo.” Disse interrompendo o moreno.
B- “Mas não foi o bastante.”.
K- “Mas só de ter estado lá e provado que se importa, já significa muito.”.
B-“Nada mais vai te acontecer Kurt, não enquanto eu estiver por perto.”.
E com essa promessa adormeceram, na esperança que o amanhecer lhes renovasse.
B- "Eu te amo Kurt"
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