Notas iniciais
Olá. Essa é a minha primeira fanfic em muito tempo. Boa leitura!
O sol que havia reinado majestosamente no céu desta manhã, sem dar quaisquer justificativas, deixava seu ponto progressivamente para dar lugar a espessas nuvens escuras como breu.

Não muito diferente do céu, a mente de um homem — cuja idade já passava dos cinquenta — tomava tons tão escuros quanto a paisagem que ele admirava. Os olhos do mesmo encaravam sem foco, buscando por alguma resposta que talvez estivesse perdida nas nuvens. Mas não havia nada. Somente tons escuros e claros.

Não demorou para o homem se sentir incomodado com o próprio pensamento, tornando-se inquieto. Mas não havia nada que ele pudesse fazer para se sentir melhor.

Tentou acomodar-se melhor em sua cadeira de rodas, apoiando suas costas no encosto. Respirou profundamente e soltou o ar em seguida, voltando sua atenção para o lado de fora da janela.

Num piscar de olhos a paisagem começou a adquirir novos atributos, tornando tudo ainda mais assustador. Em seguida o som estridente do trovão anunciou a chegada da chuva que começou a cair gradualmente pegando todos os cidadãos de Nova York desprotegidos. E não muito diferente dos cidadãos, o homem calvo foi surpreendido.

— Charles? — a voz da mulher de cabelos prateados invadiu o quarto.

— Perdoe-me, Tempestade. Eu estava um pouco distraído pensando — respondeu num tom disperso.

— Pensando? Não seria a primeira vez. Diga-me, pensava sobre o quê?

Um riso tímido saiu dos lábios do homem, como se estivesse com vergonha de falar em voz alta.

— Estive me perguntando... Será a raça humana capaz de nos compreender? — juntou as pontas dos dedos das duas mãos e se inclinou um pouco para frente.

— Eu não sei a resposta para essa pergunta, Charles. E o que me deixa mais assustada não são os humanos. E sim se seremos capazes de construir um lar para tantos jovens — a mulher caminhou um pouco, até estar próxima o suficiente da janela — Muitos estarão assustados e nós não teremos todas as respostas.

— Você tem razão. Mas será nossa obrigação encontrar forças para ajudá-los.

Antes que a conversa se prolongasse um pouco mais, Tempestade caminhou até a porta novamente e antes de deixar o local ela olhou para o amigo e finalizou: — Sim. Mas não faremos isso sozinhos.

Notas finais
Gostaria de dizer que não sei qual o dia da semana eu estarei atualizando, porque estou escrevendo essa fanfic em um celular. Então eu levo o dobro de tempo que eu levaria para escrever em um PC. Bom, é isso. Até o próximo e obrigado por ler.