X-men: Novo Mundo
5 2 e 1
Professor X.
— “Jean? Scott?” — Charles chamou por seus alunos por um contato mental.
Jean e Scott interromperam o que estavam fazendo e foram até o salão onde Charles esperava.
O grande salão era elegante e tinha móveis caros. Um piano estava postado próximo a janela com a tampa das teclas aberta, um convite claro para qualquer um: toque-me. Também havia duas pequenas mesas de tabuleiro de xadrez, com as peças sobre suas casas. Mas não havia ninguém jogando. Um lindo sofá preto de três lugares e duas poltronas estavam próximos a lareira. Mas não havia ninguém sentado. A TV e o aparelho de som estavam desligados, tornando tudo ainda mais silencioso. E era de se esperar que o silêncio se fizesse presente por mais algumas semanas.
— Estamos aqui, professor. — disse Jean com sua voz doce e gentil.
O Professor X estava em sua cadeira de rodas em frente a janela, carregando uma expressão pensativa no rosto.
— Tempestade e eu vamos buscar um aluno novo. Robert Louis Drake. E... — pausou por um instante e juntou as pontas dos dedos. Os dois alunos sabiam que o professor costumava fazer aquele gesto quando está sério. — Também recebi três novas assinaturas mutantes. Dois estão em Manhattan e o outro no Queens. No entanto, o cérebro só conseguiu identificar dois, pois uma das assinaturas não foi muito clara... E estranhamente esse mesmo mutante teve duas assinaturas diferentes.
— Como assim, professor? — Scott não compreendeu exatamente o que o professor quis dizer.
— Bom, primeiro falarei dos mutantes identificados... — Charles desfez a ligação entre seus dedos e apanhou os papéis que estavam em seu colo. — Aqui. — apontou os papéis para que um de seus alunos os pegassem. Foi Jean que se aproximou e pegou, entregando uma folha para Scott.
Agora o professor estava de frente para seus alunos.
— Violet VanCamp. 17 anos. Mora em Manhattan. — o professor pausou, esperando que os alunos identificassem a mutante em uma das folhas. — Ela estuda na New York High School. A primeira vez que o cérebro a identificou ela estava na escola. O que significa que ela pode ter sido vista por alguém.
— E o outro? — indagou Jean.
— Alphonse Farron. 18 anos. Está em seu último ano do colegial e mora no Queens. O cérebro o identificou no endereço que está aí — apontou para a folha que Scott segurava. — E devo pedir que tome cuidado com o rapaz. O cérebro mostrou que ele descobriu os poderes num acesso de raiva.
— Tomar cuidado? — repetiu Scott com estranha dúvida — Você quer que a gente vá falar com ele?
— Sim, Scott. Mas não os dois. Jean visitará a jovem VanCamp, enquanto você o garoto.
— E a outra assinatura, Professor? — interrompeu Jean.
Charles respirou fundo e soltou o ar logo em seguida. Ele não sabia quem era o terceiro mutante, nem mesmo a localização exata. No entanto, sabia que ele estava em Manhattan. O cérebro foi capaz de identificar duas assinaturas diferentes do mesmo mutante, o que podia significar que se tratava de um copiador, ou então um que absorvia a habilidade de outros mutantes — mas não sabia se no toque ou de qualquer outra forma —, o que explicaria as assinaturas diferentes.
— O outro não foi identificado. Sua assinatura foi muito breve nas duas vezes que se fez presente, o que impediu o cérebro de encontrá-lo a tempo. Ele está em Manhattan também. A única coisa que sabemos... — era perceptível o desapontamento de Charles.
∞
Após dar instruções claras para seus alunos, Charles e Ororo saíram a jato da mansão. Robert Drake morava em Washington D.C.
O rapaz foi descoberto há algumas semanas e Charles já vinha conversando com os pais do garoto, contando-lhes sobre todo o processo evolutivo de Robert e que poderia ajudá-lo a controlar as habilidades que com o tempo se tornariam mais poderosas. No início os pais não confiaram no que o Professor X dizia, mas com paciência e tempo, acabaram cedendo.
Robert iria morar na mansão X e estudar numa escola pública, assim como os próximos recrutas. A razão disso era que Charles acreditava na educação e pretendia construir uma ponte de paz entre humanos e mutantes, criando um vínculo entre seus alunos e os humanos.
Ao chegarem em Washington, Charles e Ororo encontraram o jovem Robert a sua espera.
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