Wrong Love

8 Chapter 8


Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo e ai está as músicas que eu ouvi enquanto escrevia o capítulo, necessariamente nessa ordem, praticamente como uma trilha sonora kkkkkkk. Rocket - https://www.youtube.com/watch?v=sAz2bRy8-L8 Bounce - https://www.youtube.com/watch?v=TwsOR1IqJeE Even my dad does sometimes - https://www.youtube.com/watch?v=x4eGuzPK5u8 Tenerife Sea - https://www.youtube.com/watch?v=4fktjAlczv8 Wanted - https://www.youtube.com/watch?v=tLbya5qPveA The Scientist - https://www.youtube.com/watch?v=Nj7TKL9fiT4

Um arrepio intenso percorreu todo o corpo da mulher, estremeceu. Ela reconheceu a voz imediatamente, e descobrir que os braços que tocavam a sua cintura eram os de Oliver Queen apenas a deixou excitada.

– Oliver. – sua voz soou quase como um gemido.

Virou o corpo nas mãos do homem, entretanto, não as tirou de lá, gostou da sensação daqueles braços ali no momento que eles a tocaram. Um sorriso genuíno estava em seus lábios e uma expressão surpresa estampava a face dele.

– Obrigada. – ela ficou na ponta dos pés, tocando a bochecha dele com seus lábios, de forma terna.

A proximidade com os lábios da mulher, deixaram que ele sentisse o cheiro forte de álcool que seus lábios exalavam. Em um impulso ridículo, aproximou seu corpo do da mulher, enforcando-se além do costume para não beijá-la. Ele não era louco a esse ponto, ela o odiaria para sempre.

Ela não se afastou, na verdade, começou a rebolar com o corpo quase colado ao dele, obrigando-o a fazer o mesmo. Passou as mãos pelos ombros dele e começou a dançar de forma excitante, puxando-o cada vez mais para perto e isso estava deixando-o completamente louco.

– Fe-li-ci-ty. – chamou pausadamente, provocando outro arrepio no corpo da mulher. – O quanto você bebeu? – afastou-se, relutantemente, da mulher para poder encarar seus olhos.

Olhos ébrios. Loucos.

– Mais do que deveria. – a voz não veio dela e sim de Barry, que estava com os braços cruzados, rosto vermelho e um olhar reprovador para a cena. – O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO COM A GAROTA?

Oliver a soltou imediatamente, levantando os braços em rendição.

– Estava apenas tentando conversar. – admitiu. – Mas ela está bêbada.

– E você claramente se aproveitando. – irritou-se Barry. – Ela tem namorada.

– Eu não tenho namorada. – comentou Felicity. – Sou uma mulher livre. – apontou o dedo para Barry. – Livre como um passarinho e posso fazer o que eu quiser. – aproximou o seu corpo do de Oliver. – Como dançar até o sol nascer. – suas mãos agarraram o braço de Oliver, passando levemente as unhas pelos seus músculos.

– Ela tá muito bêbada... – avisou Oliver. – PORRA! – exclamou, ao sentir as unhas da mulher cravarem em seu braço.

– VAMOS DANÇAR! – puxou o braço de Oliver, para que enlaçasse a sua própria cintura e começou a rebolar.

Oliver e Barry ficaram estáticos.

Barry arregalou os olhos, pensando em toda a merda que estava acontecendo naquele momento e era tudo sua culpa. Felicity iria mata-lo quando melhorasse. Iria arrancar seu coração.

Oliver estava com um sorriso estupido na cara. Completamente alucinado pela forma como a garota se movia e se mostrava segura de si naquele momento. Ela estava ainda mais incrível que o normal, totalmente livre. E ele realmente precisava entender o que ela quis dizer com não ter namorada. Ela e Sara brigaram? Será que terminaram? Seu sorriso ficou ainda maior.

– Felicity... – chamou Barry, a mulher o ignorou. – Deixe-me levar para ca... – tentou colocar a mão sobre o ombro dela.

– NÃO! – exclamou Felicity, encostando o corpo ainda mais perto de Oliver, que apertou o braço ao redor da cintura da mulher. Ela sorriu abertamente. – Oliver vai me levar para a casa. – sorriu feliz, olhando para o rosto do homem. – Não é O-li-ver? – sua voz saiu sussurrada.

– Eu não vou deixar você nas mãos desse lunático. – grunhiu Barry.

– Felicity. – chamou Oliver. – Vamos fazer um acordo. – os olhos dela faiscaram. – Vá de despedir dos seus amigos e eu te encontro na entrada, ok? – ela assentiu.

Praticamente correu entre as pessoas, perdendo-se da vista dos garotos.

– Ei, relaxa. – apontou para Barry. – Eu vou leva-la para casa em segurança. – sua voz tinha um tom sério que surpreendeu o homem aflito. – A Felicity não está em condições de ficar aqui, não perca a noite por isso. – deu de ombros.

– Não acho que seja uma boa ideia. – Oliver revirou os olhos.

– Eu não sou um delinquente. – cruzou os braços. – Não há segundas intenções, ela esta caindo de bêbada.

Após um longo suspiro, Barry concordou.

– Vou falar com Sara sobre a conta dela. Fica de olho nela, que eu já apareço por lá.

– Até já. – concordou desgostoso, sabia que Iris não iria querer ir embora agora.

(...)

A mulher sentou-se no bar, encarando a garçonete com desejo. Um sorriso selvagem se apoderou de seus lábios. As mãos sobre o bar, as grandes unhas negras batiam insistentemente sobre o balcão.

– Deseja alguma coisa? – perguntou Sara, sem encará-la.

– A bartender está nas opções? — os cabelos loiros balançaram quando a mulher virou a cabeça, os olhos azuis surpresos.

– O que realmente deseja Nyssa? – sua voz tinha um tom de monotonia e surpresa.

– Você. – admitiu. – Já disse isso. – um sorriso sarcástico estava em seus lábios.

– É uma pena. – a voz de Oliver a atrapalhou. – Porque ela já seguiu em frente e a namorada é linda e educada garota. – a voz dele era ácida. – Agora se me dar licença... – virou-se em direção a Sara, os olhos azuis suplicantes. – Posso falar com você?

(...)

– Onde está Felicity? – perguntou Oliver, enquanto enviava uma mensagem para Tommy, que tinha desaparecido, avisando que estava indo embora.

– Ali. – quando levantou o rosto, pode ver que todos ao redor da mesa estavam praticamente babando.

Aquela não é a garçonete que Tommy estava interessado?

Observou Iris, com a leve lembrança, antes de virar na direção que todos olhavam.

– Puta que pariu. – seus olhos se arregalaram.

Felicity estava ali, rebolando até o chão, enquanto um homem a agarrava por trás, tentando beijar o seu pescoço. A mulher não dava a mínima, ignorando-o e continuava a rebolar. Oliver estava pronto para ir até lá e dar um belo soco na cara do homem, quando uma mulher a puxou, e elas começaram a dançar praticamente agarradas.

– Isso é demais para mim. – comentou Cisco. – Caralho.

Só então Oliver notou o olhar da mulher, um olhar malicioso e com um bilho alucinado.

– Nyssa! Filha da puta. – e sem hesitar, correu até lá.

– FELICITY! – chamou, retirando-a de seu momento.

A mulher praticamente saiu pulando de lá até o homem, com um sorriso gigantesco em seus lábios.

– Você demorou Oliver.

Ele realmente não entendia o fato de ela estar tão... Amável e adorável com ele, enquanto estava praticamente berrando com Barry.

– Vem. – estendeu o braço, para que ela pegasse. – Vou te levar para casa. – ela passou o braço rapidamente e começou a seguir.

Oliver lançou um olhar para trás e encontrou uma Nyssa com um sorrisinho de desprezo.

(...)

Cisco se despediu dos garotos ao mesmo tempo que uma música lenta começava. Ronnie chamou Caitlin para dançar que aceitou prontamente, deixando Barry e Iris sozinhos na mesa. Em um movimento rápido, a mulher colocou a mão sobre a dele e sorriu.

– Estou tão feliz por você. – abriu um sorriso amável.

– Obrigado. – retribuiu o sorriso. – Quer dançar? – ela assentiu e eles foram até a pista de dançar.

– Barry... – chamou, enquanto colocava as mãos sobre os ombros do melhor amigo.

– Diga. – ele enlaçou a cintura da mulher que amava e começou a mexer lentamente ao som da música.

– Você e Felicity formam um belo casal. – ouvir aquelas palavras queimaram em seu coração e ele precisou se esforçar bastante para manter a compostura.

– Ela é gay. – confessou simplesmente, pegando a mulher de surpresa.

– Felicity não é gay. – negou, não acreditaria nisso.

– Ela namora a bartender daqui, a Sara. – Iris piscou várias vezes, completamente surpresa.

– Não... – negou. – Ela pode até namorar com a mulher, mas sei que sente algo por você. – confessou. Quem ficou surpreso foi Barry.

– O que você quer dizer? – prendeu a respiração. Felicity não poderia gostar dele, eles eram grandes amigos e ela tinha uma namorada, no feminino.

Mas nós quase nos beijamos uma vez.

– Eu vejo o jeito que ela te olha. – comentou. – Pode não ser amor, não acho que seja, mas ela sente mais do que amizade, eu tenho certeza. – as sobrancelhas de Barry se franziram, chocado. – Vocês poderiam sair, qualquer dia. – comentou, simplesmente. – A gente podia fazer um encontro duplo.

– Ela tem namorada Iris. – a mulher mordeu o lábio com força.

– Esqueci desse pequeno empecilho – fingiu dar de ombros. – Vocês ficam lindos juntos, então, eu meio que... – franziu o nariz. – Esquece. – bateu levemente a mão sobre o ombro dele.

Barry iria perguntar o que era para esquecer quando seus olhos bateram nos de Caitlin, e eles se perderam ali, por três longos e intensos segundos, até que fossem obrigados a desviar o olhar. Ambos os corações aceleraram e ambos os estômagos embrulharam, mas eles ignoraram aquela sensação.

– Tudo bem.

(...)

Oliver dirigia devagar pelas ruas escuras do Glades. Felicity parecia inquieta ao seu lado, como se quisesse dizer alguma coisa e ele podia notar isso claramente. Ele lutava contra sua curiosidade, "não é certo, ela não estava em seu estado normal", repetia incontáveis vezes em sua cabeça.

– O que houve? – perguntou, vencido pela curiosidade.

– É estranho. – ele franziu o cenho.

– O que? – perguntou surpreso.

– Quando você está aqui, ele vai embora. – sussurrou tão baixo que era praticamente impossível escutar.

– Quem vai embora? – murmurou assustado.

– Cooper. – comentou. – Não é ruim, é bom. – suspirou. – Ele leva minha tristeza. – admitiu.

– E você estava triste? – perguntou.

– Eu sempre estou triste. – sua voz estava ainda mais baixa.

Oliver olhou-a de soslaio e notou que seu rabo de cavalo estava assanhado, sua maquiagem um pouco borrada e sua blusa havia saído de dentro da calça. Estava uma bagunça. Mas isso não importou, pois ela começou a ressonar no banco do carro e uma coisa extremamente pura tomou lugar de suas feições.

Felicity se tornara de uma inocência e delicadeza extrema. Mesmo assanhada, nunca estivera tão linda.

(...)

– Onde está o Ronnie? – perguntou Barry, sentando ao lado da garota.

– Ele foi pegar o carro. – sorriu. – E a Iris?

– Pagando a conta. – ele respirou fundo, tinha algo que precisava falar. – Então, você e Ronnie, hein? Quem diria. – sussurrou.

– Bem, todo mundo já sabia que eu era louca por ele. – suspirou.

– É, mas ninguém esperava, sabe? Ninguém sabia que vocês estavam saindo, e então, puff, começaram a namorar. – explicou cabisbaixo.

– E nós não estamos namorando. – confirmou.

– Não? – perguntou surpreso. – Como não?

– Nós estamos saindo. – confirmou. – Não tivemos aquela conversa. – deu de ombros.

– Mas se tratam como namorados? – sua voz era cheia de ironia.

– Como deveríamos nos trata? Não estamos escondendo que estamos saindo. – admitiu.

– Não é normal levar a garota que está saindo para faculdade, ou trazé-la para casa, ou apresentar a todos os amigos e beijar tão publicamente. Isso é coisa de namorados. – informou.

Caitlin ainda não tinha pensado nisso. Ele não era a primeira pessoa que achava isso. Fiona e Felicity também achavam isso. Ela ficava receosa em perguntar, era muito cedo para querer definir a relação e ele poderia definir o modo dele agir como simpático, educado e gentil.

– Não necessariamente. – negou com a cabeça. – É o jeito dele, pelo menos eu acho.

– Como você pode gostar de alguém que não conhece direito? – a voz de Barry soou mais áspera do que deveria.

– Como você pode gostar de alguém que te trata como irmã? – retrucou. – Ninguém escolhe quem gostar. – admitiu.

– Por que ela me considera como irmão, não o contrário. – cruzou os braços, não iria se dar por vencido.

– Essa é a primeira vez que você tenta se meter na minha vida... – disse. – Espero que tenha um bom motivo. – levantou as sobrancelhas, esperando a resposta.

– Eu não estou me metendo na sua vida. – suspirou. – Tenho um pressentimento de que ele não vai te fazer feliz. – confessou. – Mas não quero estragar a sua felicidade, já que isso pode ser coisa da minha cabeça, logo que eu não gosto dele. – Caitlin bufou.

– Como você pode não gostar de alguém que você não conhece? – não esperou resposta. – Acho que você deveria ao menos conhece-lo para decidir isso. – a irritação era clara em seu olhar, até a forma como ela colocou o cabelo atrás orelha parecia irritado e isso fez Barry sorrir, ela ficava uma gracinha quando estava com raiva. – Eu ficaria muito feliz se todos os meus amigos se dessem bem com ele.

Barry analisou um pouco a situação e pela visão periférica observou Iris se aproximar.

– Por você. – beijou levemente a bochecha da garota. – Vejo você amanhã. – levantou-se.

– Obrigada, até amanhã. – sorriu graciosamente, observando Barry sair.

Alguns segundos depois, a mensagem chegou em seu celular, avisando que ele já estava ali. Caitlin não perdeu tempo, saindo rapidamente da boate e entrando no carro que estava estacionado no local.

– Oi de novo. – brincou Ronnie, selando os lábios da garota.

– Oi. – sorriu, enquanto o homem dava a partida.

– Eu estava pensando... – murmurou. – Você gostaria de assistir um filme sábado à noite? – a mulher franziu o cenho, Ronnie não parecia o tipo de homem que prefere um cinema à uma balada no sábado.

– Não vai sair com seus amigos? – a surpresa estava estampada em sua face.

– Isso é um não? – sua voz era um tanto apreensiva.

– Não! – exclamou. – Eu quero sair com você. – afirmou. – Mas achei que quisesse estar com seus amigos.

A mão de Ronnie voou em direção a de Caitlin, apertando levemente. Um sorriso estava em seus lábios.

– Eu prefiro estar com você.

A mulher amou ouvir aquelas palavras. Apesar de não se sentir preenchida ao lado dele, desejou tanto, e por tanto tempo, ouvir que alguém preferia ela a qualquer outro. Era a primeira vez que entrava em um relacionamento como esse, onde ele era tão gentil e parecia realmente gostar dela.

Um grande sorriso tomou os seus lábios.

(...)

Oliver deitou a mulher delicadamente sobre a cama macia. Caminhou até os seus pés, abrindo e retirando as botas com cuidado, para que ela não acordasse. Após isso, sentou-se ao seu lado, retirando o elástico que prendia seu cabelo, fazendo com que eles se espalhassem pelo travesseiro. A maquiagem borrada não combinava com seu rosto, principalmente naquela situação.

Em um impulso, levou a mão até o rosto da garota, afagando sua bochecha.

– Oliver... – a voz da mulher era delicada. O homem encarou seus olhos azuis intensos que estavam fixos em si. – Obrigada. – murmurou com tanta gentiliza que um grande sorriso surgiu em seus lábios.

– Boa noite Felicity. – ele estava entorpecido pela presença daquela mulher tratando de forma tão doce, nem parecia a mesma garota de antes e ele podia entender perfeitamente porque Sara estava apaixonada.

Oliver encostou seus lábios na testa da mulher e afagou sua bochecha.

– Eu tenho fé em você. – confessou a mulher. – Que você seja melhor do que mostra... – fechou os olhos e entortou o rosto, aproveitando o afago. – Mas temo que você vá me decepcionar. – sussurrou.

E ao vê-la daquela forma, tão sincera, tão delicada e tão amável, ele teve a certeza que faria tudo o que estivesse ao seu alcance para não decepcioná-la, pois não suportaria ver aqueles olhos cheios de lágrimas por sua causa.

– Eu não vou te decepcionar... – sua voz era baixa e ele sabia que ela estava adormecendo. – eu prometo.

Afagou sua bochecha mais uma vez, antes de sair de lá.

(...)

4 dias depois.

– Felicity... – uma voz baixa e acolhedora chamou, enquanto uma mão grande e quente balançou o pequeno corpo. – Bom dia.

Os grandes olhos azuis abriram-se preguiçosamente e um sorriso delicado surgiu em seus lábios.

– Bom dia Dig. – sorriu. – Que horas são? – sussurrou, sentando-se com cuidado para não acordar o garotinho que deitava ao seu lado.

– Quatro e quarenta e dois. – sussurrou. – Como ele está? – a mulher bocejou, colocando os pés para fora da cama.

Diggle já estava acostumado a ver a mulher com pijamas de bichinhos, em sua opinião, era a sua marca registrada. Ela passou as mãos pelo rosto, o cansaço era claro em suas feições, era claro que ela havia dormido pouco naquela noite.

– Foi difícil fazer com que ele dormisse. – admitiu. – Passou a noite chorando atrás da mãe, acho que eram duas da manhã quando finalmente consegui que dormisse. – respirou fundo. – Tirando isso, ele está bem.

– Deveria ter me ligado, eu daria um... – ela negou com a cabeça.

– Você tem muito o que fazer, não quis incomodar. – colocou os pés dentro dos chinelos felpudos e levantou-se.

– O que você fez para que ele parasse de chorar? – um sorriso triste surgiu em seus lábios.

– Fiz com que ele tivesse pena de mim. – mordeu o lábio com força, John notou que ela fazia esforço para não chorar. – Falei sobre como sinto saudades de minha mãe.

Diggle passou os braços pelos ombros da garota, prendendo-a em seu peito e, afagando seu cabelo levemente, beijou o topo da cabeça de Felicity, em uma clara tentativa de confortá-la, foi inútil, a tristeza se esforçava para invadir e perturbar a cabeça da mulher, e ela usava toda a sua força para se afastar.

Mas aquela manhã já começara terrível.

O toque estridente do celular começou a tocar ao longe. A mulher se soltou delicadamente e sussurrou um "Obrigada" antes de ir em direção a sala, pegar o celular. Quem poderia estar ligando a essa hora da manhã?

Oliver Queen! Para sua maior surpresa.

– Alô? – sua voz era rouca pelo sono.

– Te acordei? – sua voz era um tanto sarcástica.

– Você me ligou as quatro e quarenta da manhã para me acordar? – apesar de ele não poder vê-la, cruzou os braços, irritada.

– Vou considerar isso como um sim. – comentou.

– Não acordou. – respondeu simplesmente. — O que houve? Vai ter que atrasar hoje?

– Não não. – negou. – Eu já estou pronto na verdade, vou só tomar café-da-manhã. – as sobrancelhas dela se levantaram, surpresas. – Eu sei que você não aceitaria tomar café comigo, por isso, nem vou perguntar. Até porque você anda me ignorando.

– Eu não est... – estava pronta para mentir, mas foi interrompida.

– Eu liguei para te oferecer uma carona, e pela voz de sono, acho que você não deveria recusar. – afirmou.

A mulher não queria aceitar, não sabia se queria passar esse tempo todo ao lado de Oliver, não depois do que acontecerá. Contudo, se aceitasse a carona dele, poderia tomar café-da-manhã e molhar o corpo antes de sair, eram cerca de trinta minutos até a escola e o ônibus passava as cinco e dez, o próximo era só as cinco e quarenta. Sem falar que se aceitasse, ela poderia mostrar falsamente que não o estava ignorando.

– Tudo bem. – Oliver se surpreendeu pela aceitação fácil. – Mas não estou em casa, tem cer... – ela foi interrompida.

– Me envia o endereço por mensagem que o GPS me ajuda a chegar ai. – não queria que ela mudasse de ideia, então foi rápido. – Vou só tomar café e passo ai, pode ser?

– Claro. Se você estiver no dormitório, aqui já é caminho. – murmurou. – Vejo você mais tarde. – despediu-se.

– Até mais. – Felicity desligou antes que o assunto se prologasse.

(...)

– Bar? – a voz de Iris era gentil.

– Oi. – murmurou, virando a cadeira do computador em direção a garota. – Uou, você chegou agora? – perguntou com as sobrancelhas levantadas.

A mulher corou, ainda usava as roupas que tinha saído.

– Não pense nesse tipo de coisa. – se jogou na cama do amigo. – Quero dizer, a gente não dormiu juntos, se é o que está pensando. – para Iris era fácil conversar com Barry, por isso as palavras começaram a sair com rapidez. – Mas sim, eu acabei de chegar. Nós fomos para a sessão meia-noite de cinema, que passa aqueles maravilhosos clássicos em preto e branco... – sua voz era animada. – Quando saímos eram mais de duas da manhã, então, compramos aquelas comidas bem gordurosas e fomos comer no píer. – tagarelou. – E foi tão perfeito Bar! – exclamou. – Foi nosso primeiro beijo, na verdade. – suspirou. – Sei que deveria ser estranho para ele sair com uma garota mais nova e não beijar no primeiro encontro, mas ele não forçou a barra, está sendo tudo tão natural. – seu tom era sonhador.

Ouvir aquelas palavras sempre machucavam Barry, mas ele não podia demonstrar que se incomodava. Não queria perde-la. Nunca. E se dissesse o que sentia, ela nunca mais o olharia da mesma forma.

– Fico feliz que esteja dando certo entre vocês. – retirou os headphones, colocando ao lado do teclado. – Vocês ficaram lá até agora? – pulou da cadeira para cama, jogando-se ao lado da amiga.

– Não. – riu. – Fomos tomar café-da-manhã juntos. – suspirou. – Ele é perfeito Barry, eu sinto que ele é o cara certo. – seus olhos brilharam e Barry poder ver, pois encarava o rosto da mulher que olhava para o teto.

Ele não podia dizer que não ficava feliz pela amiga, porque ele ficava e muito, mas ao mesmo tempo se machucava e não podia falar com ela sobre isso. Precisava desabafar, precisava conversar com alguém sobre tudo que estava sentindo. A Felicity não servia, ela estava no projeto beneficente. O Cisco não o levaria a sério, zombaria da cara dele com sempre fazia. Então, só sobrava uma pessoa...

Caitlin Snow.

Notas finais
Então, eu estou DEVASTADA com as notícias do TCA! Não sei o que pensar, ou o que fazer! Preciso de Olicity urgente!!! Então, quem tiver alguma fic do otp pra indicar, por favor, estou toda a ouvidos/olhos!!! GENTE! DEU EMPATE DE NOVO! Vou mais uma vez, quem quer Chapter X e quem quer capítulos com nomes? Por favor, votem todos os que ainda não votaram! KKKKK O que acharam das músicas? Da Nyssa? E da Felicity bêbada? :X Fiz um final mais calmo dessa vez, já basta! Por enquanto :D O que acharam? Sejam sinceros! Eu aguento tudo que quiserem dizer!!! Obrigada pelos comentários e por todos que favoritaram, SEUS LINDOS