Writing about you
4 Know right now you don't care but soon enough you're gonna think of me.
Notas iniciais
"Eu sempre guardei segredo sobre os meus medos, sempre. Sempre assegurei que eles não viessem à tona, não transparecessem para ninguém. Não tinha nenhuma vergonha deles, longe disso, mas tinha um certo receio de enfrenta-los. Porque às vezes, quando você enfrenta seus medos, você percebe que eles eram apenas isso, medos. E depois que você acaba com eles, bom, depois que eles se vão, não te sobra nada mais para temer. Você pode pensar que isso é uma coisa boa, mas nunca foi para mim. Porque quando você não tem mais medo, então não resta nada que te impeça de encarar a realidade, e essa é a pior parte. A realidade sabe como ser bem cruel." (Minha autoria)
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Só mais vinte e três dias, era o que a repórter Emma Swan mentalizava enquanto ia caminhando até a livraria da quinta avenida. Só mais vinte e três dias, nosso ultimo dia nessa cidade e amanhã iremos para o Maine. Mais vinte e três dias e isso acaba. Por mais que tentasse, Emma não conseguia se acostumar com as mudanças constantes de humor de Regina Mills. Às vezes, parecia que a mulher estava disposta a ceder e ser legal, mas cinco minutos depois, Regina já estava transformando a vida de todos em um inferno. Só mais vinte e três dias, pensou novamente, entrando de cabeça baixa na livraria. Só mais vinte e três dias. A loira estava lendo atentamente em seu bloco de notas, repassando as perguntas que iria fazer quando sentiu seu corpo esbarrar em alguém e um liquido quente escorrer por toda sua camiseta.
E: Mas que merda é essa? [rosnou um pouco alto demais]
R: Olha o que você fez. Você incapaz de olhar por ando anda? [perguntou olhando para os sapatos sujos de café] Você é um desastre ambulante.
E: Eu? E você? Deus, aposto que você fez isso de propósito, esse café está fervendo [gritou enquanto tentava afastar a parte molhada do tecido de seu corpo]
R: Você se queimou?
E: Não [respondeu ironicamente] você jogou um copo de café fervendo encima de mim, mas eu não estou queimada.
R: Eu não joguei nada em você [rebateu com raiva] você que é incapaz de olhar para frente, você esbarrou em mim e não o contrário.
E: Foda-se [xingou baixinho]
R: O que? [perguntou ofendida]
E: Nada ok? Eu não disse nada.
R: Você tem que tirar essa camiseta antes que essa queimadura fique pior.
E: Por mais que eu gostaria de ficar sem camiseta agora senhorita Mills, acho que esse não é o momento, porque não sei se você percebeu, mas tem muitas pessoas aqui.
R: Eu tenho uma blusa extra na minha bolsa, você pode se trocar no banheiro, acho que deve servir.
E: Uma blusa sua? E você acha que suas blusas de seda vão combinar com a minha calça jeans e o meu all star? [perguntou fazendo uma careta]
R: Eu não tenho culpa se você se veste como uma garota dezessete anos, senhorita Swan.
E: Essa só pode ser a minha punição pelos meus pecados [murmurou fazendo um gesto negativo com a cabeça]
R: Você quer a blusa ou não?
E: Não é como se eu tivesse muita escolha.
R: Você pode ficar com a blusa molhada.
E: Vamos logo [bufou e Regina não conseguiu esconder o sorriso]
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E: Eu falei que ia ficar ruim [disse saindo do banheiro] Eu pareço... sei lá.
R: Para de ser exagerada, ficou normal. Agora podemos continuar com as coisas que temos que fazer?
E: Sim senhora [provocou, dando ênfase na palavra senhora]
R: Aproveite minha blusa, senhorita Swan, isso é tudo o que você vai ter [rebateu com raiva]
E: Como se eu fosse querer algo a mais...
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E: Então, qual o nome de grupo de vocês mesmo? [Estava quase no começo da noite e Emma estava entrevistando os últimos fãs de Regina que ainda estavam na livraria]
— Não somos um grupo, somos um fã clube.
E: E qual o nome? [perguntou entediada]
— Nós somos fãs de savior-queen.
E: Savior o que?
R.L: Legal [comentou, tirando a câmera dos olhos por alguns segundos] Eu meio que torço também, sabia?
— Sim, faz muito sentido, não?
E: Alguém pode me explicar o que é isso? [perguntou um pouco irritada] eu gostaria de concluir essa parte da matéria ainda hoje.
R.L: Savior-queen é o nome que as pessoas dão para o romance entre a Rainha Má e a Salvadora do livro.
E: Você quer dizer um romance gay? [perguntou arregalando os olhos]
— Sim, nós vemos a química das duas nos livros e torcemos para que a senhorita Mills escrever um final feliz para elas.
E: Ok, por quê? [perguntou franzindo as sobrancelhas] Já não tem casais suficientes?
— Você já leu os livros? As cenas das duas são incríveis, tem muita química ali.
E: Ok, eu prometo conversar um pouco com a senhorita Mills para terminar essa parte da entrevista. Ruby vai escolher uma foto bem legal do fã clube de vocês para aparecer na matéria. Obrigada pelo tempo de vocês [finalizou dispensando o grupo de garotas]
R.L: Você parece cansada [comentou quando o ultimo grupo de fãs saiu da livraria]
E: Eu não dormi muito bem.
R.L: Desisti de discutir seus hábitos de sono [sorriu de lado] Até que hoje foi bem legal.
E: Sim [concordou franzindo a testa] Tem um romance gay no livro?
R.L: Sério Emma, você precisa realmente ler os livros da Regina.
E: Eu li [deu de ombros]
R.L: Você leu um livro, ela já está escrevendo o quinto.
E: Que seja, eu estou lendo aos poucos, ok?
R.L: Não é bem um romance, mas Regina deixa umas coisas bem subentendidas sabe, ela escreve umas cenas realmente românticas para as duas. E o fato de elas serem mães da mesma criança... Você sabe, isso deixa as pessoas criativas.
E: Mas elas se odeiam.
R.L: Dizem que as boas histórias de amor começam assim [sorriu] E você tem que ler os próximos livros, a relação delas vai ficando incrível.
E: Sem querer cortar suas esperanças, mas eu não vejo Regina Mills escrevendo um romance gay.
R.L: Não é como se fosse só o romance, a história nem gira em torno disso. Sabe uma coisa que eu acho engraçada?
E: O que?
R.L: Você fala como se conhecesse a Regina.
E: Sei lá [deu de ombros] ela é...
R.L: O que?
E: Eu não sei. Bipolar? Mimada? Arrogante? Todas citadas acima? [brincou]
R.L: Ela é um pouco difícil [comentou, puxando a câmera para tirar um foto de Regina, que estava sentada no chão em um canto da livraria, brincando com seu filho] Mas eu acho que você espera demais dela. Você espera que ela seja uma pessoa mais delicada ou amável, mas isso não é ela. São suas expectativas [deu de ombros] diminua elas um pouco.
E: Eu não espero nada dela. Nós deveríamos ir [suspirou]
R.L: Não vamos avisar que estamos indo?
E: Não, deixa ela brincar com o Henry. Vamos?
R.L: Claro. Você está pronta para ir para o Maine, justo amanhã?
E: Que os deuses me ajudem [brincou]
R.L: E que os deuses nos ajudem [corrigiu sorrindo]
E: Eu preciso de um cigarro.
R.L: Você sempre precisa de um cigarro [disse revirando os olhos]
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Eram exatamente dez horas, quando Emma foi para a janela de seu quarto e acendeu um cigarro. Algo sobre a fumaça entrando por sua boca e enchendo seus pulmões lhe dava a sensação de segurança. Não era saudável e ela sabia disso, mas algo sobre a calma que o gesto trazia era viciante. Seu cigarro estava quase terminando quando seu celular tocou.
E: Swan [atendeu entediada]
R: Emma?
E: Regina? Olha Regina, se você está querendo saber da sua blusa, eu já coloquei ela em uma lavanderia e...
R: Você está ocupada? [sua voz era baixa e abafada]
E: Eu... Depende, o que você quer? [perguntou curiosa]
R: Será que você pode vir me buscar?
E: Buscar você? Regina eu não sou sua motorista particular [seu tom de voz saiu um pouco mais firme do que ela tinha imaginado]
R: Esquece [resmungou irritada] Desculpa incomodar você...
E: Regina espera [chamou quando percebeu que tinha alguma coisa errada com a voz da morena] Onde você está?
R: Por que agora você está interessada?
E: Eu fui grossa demais ok? Desculpa. Agora me diz, onde você está?
R: No hospital municipal.
E: O que? Você está bem? Você se machucou? Estava em algum acidade? Meu deus, alguém machucou você? [Emma fazia as perguntas em um fluxo continuo, não deixando espaço para Regina responder]
R: Senhorita Swan, eu estou bem.
E: Então o que...?
R: Henry [respondeu simplesmente] Olha, eu acabei vindo de carro com um amigo, mas ele não pode me esperar para voltar e eu não quero levar o Henry de táxi há essa hora, será que você pode me buscar?
E: Me passa o endereço que eu estou indo [respondeu sem perguntar mais nada]
R: Sério? [perguntou sem conseguir esconder a surpresa]
E: Sério.
Emma anotou o endereço do hospital na mão esquerda e correu até sua mala para pegar uma jaqueta. Sua primeira escolha foi a sua jaqueta vermelha de sempre, mas ai, quando estava quase saindo pela porta, a loira lembrou-se das palavras do Henry “eu não gosto de vermelho”. Bufando e sem saber o porquê, Emma voltou para sua mala e trocou a jaqueta vermelha por uma azul. A loira entrou no carro que tinha alugado para sua estadia na cidade e correu ao encontro de Regina, se perguntando que tipo de babaca levaria uma mãe com seu filho para o hospital e os deixaria lá.
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E: Regina? [chamou quando avistou a mulher sentada em uma cadeira no canto com os olhos fechados]
R: Você veio [disse surpresa]
E: Eu disse a você que estava vindo [sorriu de lado] eu cumpro minhas promessas.
R: Obrigada.
E: Será que você pode me dizer o que aconteceu?
R: Ele subiu em uma escada e caiu, eu só o deixei por um segundo, eu juro [murmurou baixinho] eu juro que foi só um segundo.
E: Regina, você precisa se acalmar ok?
R: Como você espera que eu me acalme, senhorita Swan?
E: Hey [chamou segurando gentilmente no ombro da mulher mais velha] Eu tenho certeza de que vai ficar tudo bem, ele é um garoto bem forte.
R: Eu não deveria ter deixado ele sozinho.
E: Mas isso meio que acontece certo? Você se distraiu e não tinha nada com que ele pudesse se machucar.
R: Eu vi a escada, mas ele tem medo de altura, eu pensei... Droga, eu deveria ter pensado nisso.
E: Eu não sei muito sobre crianças, mas eu aposto que ele daria um jeito de subir sem você ver [sorriu] Ele sabe quantas pessoas tem no hotel nesse momento.
R: Ele é esperto.
E: Eu sei que ele é.
R: Ele ficou desacordado depois que caiu. Eles o levaram para alguns exames.
E: Você está com medo?
R: Não... [desviou os olhos dos olhos da loira] Sim [admitiu baixinho] Eu não gosto de sentir isso.
E: Chama-se ser um ser humano. Você vai se acostumar com isso [brincou]
R: Você é uma idiota [sorriu enxugando a pequena lagrima que tinha escorrido]
E: Sim, mas você sorriu, já valeu a pena eu ter vindo até aqui.
Regina parou por alguns segundos pensando no que a loira tinha dito. Emma Swan era desastrada, tinha um senso de moda de uma garota de dezessete anos, era uma jornalista, fumava igual a um marinheiro bêbado e mesmo assim, a loira era uma das pessoas mais intrigantes que ela conhecera. Quando Regina abriu a boca para responder, o médico que estava cuidando de Henry as interrompeu.
C: Olá, senhora Mills?
R: Ele está bem?
C: Sim, ele machucou um pouco a perna e quebrou o punho, mas nada realmente sério.
E: E ele ter ficado desacordado? Será que ele bateu com a cabeça? [perguntou preocupada]
C: Não... senhorita? [perguntou levantando a sobrancelha]
E: Swan, Emma Swan. Eu estou com a Regina.
C: Ó claro. Eu sou o doutor Chase [sorriu apertando a mão da loira] Henry não chegou a bater com a cabeça, pelo menos nenhuma batida significativa. Ele desmaiou quando quebrou o punho. Ele só vai precisar de gelo na coxa e vai ficar com gesso trinta dias.
R: Algum remédio?
C: Não, vocês podem dar a ele um remédio para dor se ele reclamar, mas eu acho que não vai ser preciso. Nós colocamos gesso até o cotovelo para poder evitar que ele mexesse o punho. Ele vai sentir coceira e calor, mas é normal.
R: Eu já posso vê-lo?
C: Claro, ele está acordado agora, e aparentemente sabe tudo sobre ossos quebrados. As senhoras tem um garoto esperto [sorriu indo em direção ao quarto que Henry estava. Regina o seguiu em silencio, deixando uma Emma Swan estática para trás]
E: Nós não... eu e ela. Eu não sou mãe do Henry [murmurou balançando a cabeça, mesmo sabendo que ninguém a escutava]
Quando Emma entrou no quarto, foi forçada a parar na porta para admirar a cena a sua frente. Pela primeira vez desde que tinha conhecido Henry, ele estava sorrindo largamente e abraçando sua mãe. Regina escutava atentamente tudo o que o garoto falava sobre ossos quebrados e gessos.
H: Emma [chamou com os olhos arregalados] Você veio também?
E: Claro que eu vim garoto, você acha que eu deixaria de ser a primeira a assinar esse seu gesso incrível?
H: Você viu? Mamãe acha que está doendo, mas não está.
E: Claro que não está [sorriu bagunçando o cabelo dele] você é um garoto muito forte que vai viver até os 116 anos [brincou]
H: Só uma pessoa em cada dois bilhões vive até os 116 anos ou mais.
E: Então você vai ser essa pessoa em dois bilhões [sorriu] Não vai Regina?
R: Claro que vai [sorriu. Regina estava encantada e ao mesmo tempo intrigada com a facilidade que seu filho falava com Emma]
E: Você está pronto para ir? Nós vamos no meu super carro.
H: Vamos, mas minha perna ainda dó [reclamou fazendo beicinho]
E: Então eu acho que vou ter que levar você no colo, em? Aposto que você é mais leve que uma pena.
H: É impossível um ser humano ser mais leve que uma pena.
E: Bem, eu não duvido. Eu vou ter que te pegar no colo para saber. Vamos?
Henry e Emma olharam ao mesmo tempo para Regina, esperando algum sinal positivo da morena. Quando ela fez um sim quase imperceptível com a cabeça, Henry pulou no colo de Emma, para a surpresa das duas mulheres.
E: Definitivamente mais pesado que uma pena, garoto.
H: Eu disse.
R: Você quer que eu pegue uma cadeira de rodas Emma?
E: Não [sorriu] ele é levinho. Vamos?
R: Vamos, mas vai com cuidado, eu não preciso de mais uma pessoa para cuidar.
E: Você cuidaria de mim? [brincou levantando a sobrancelha]
R: Vamos logo, senhorita Swan [seu tom era firme, mas seus lábios exibiam um lindo sorriso]
C: Bom, eu me despeço aqui então. Meu plantão terminou faz alguns minutos. Você está em ótimas mão Henry. Lembre-se se obedecer a suas mães, hem?
E: Nós não...
R: Eu acho que você se confundiu doutor Chase. Emma é apenas uma amiga nossa.
C: Ó. Desculpa eu... eu só associei [sorriu envergonhado] Eu sinto muito.
E: Sem problemas [sorriu]
C: Nós já nos conhecemos de algum lugar? [perguntou olhando para Emma com um sorrindo charmoso, fazendo Regina revirar os olhos]
E: Duvido muito [sorriu] mais uma vez obrigada doutor.
C: Foi um prazer.
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R: Me admira ele não ter te dando o numero dele e ter dito que era para emergências [disse enquanto Emma colocava Henry no banco de trás do carro]
E: Ele estava tentando ser legal [sorriu]
R: Ele estava flertando, e muito mal.
E: E como é flertar bem aos seus padrões, majestade?
R: Eu nunca perguntaria se já nos conhecemos de algum lugar [resmungou revirando os olhos]
E: Tudo bem, admito que foi ruim [riu ligando o carro]
R: Obrigada [disse depois de alguns segundos]
E: Por ter concordado com você?
R: Por ter vindo até aqui. Eu devo ter estragado seus planos para a última noite na cidade.
E: Sem problemas, eu estava assistindo meus episódios favoritos de criminal minds, um presente para mim mesma.
R: Presente?
E: É [respondeu olhando o relógio que marcava 00h20min] É tecnicamente meu aniversário [disse como se não fosse nada demais].
R: Quantos anos? [perguntou depois de alguns segundos em silencio]
E: Vinte e oito.
R: Sinto muito por estragar seu aniversário [admitiu sinceramente]
E: Então Regina Mills é capaz de sentir? [brincou encarando a morena]
R: Às vezes [sorriu fraco] eu realmente sinto muito, deveria ter chamado outra pessoa, amanhã de manhã, nós vamos mudar de cidade e você nem vai poder comemorar.
E: Sério, Regina. Você não fez nada demais. Estou feliz que você me ligou [Regina apenas a encarou por alguns segundos]
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E: Vocês estão entregues [sussurrou baixinho, colocando um Henry adormecido na cama de Regina]
R: Você não precisava ter entrado, eu poderia colocar ele na cama. Sério senhorita Swan, você já fez demais hoje.
E: Sem problemas [deu de ombros] Mas eu acho que deveria ir agora. Amanhã nós viajamos cedo.
R: Sim [sorri acompanhado Emma até a porta] Mais uma vez, obrigada.
E: Regina? [chamou quando a morena estava quase fechando a porta]
R: Sim?
E: Por que eu?
R: O que?
E: Eu não estou reclamando nem nada, mas por que você não ligou para qualquer outra pessoa? Para a Belle por exemplo. Por que eu?
R: Eu já pedi desculpas por isso, eu estraguei sua noite, não foi?
E: Não, eu já disse que não. De um jeito estranho, eu gosto de estar com você. Seja em terraços de hotéis ou hospitais municipais no meio da noite [sorriu] É só...
R: Você foi a primeira pessoa que passou pela minha cabeça [admitiu] Isso é ruim?
E: Não [encarou a morena] não é.
R: Eu deveria entrar. Feliz aniversário Emma.
E: O que? Sem “senhorita Swan”?
R: Feliz aniversário, senhorita Swan [repetiu levantando a sobrancelha]
E: Obrigada, durma bem Regina.
R: Você também.
...
"Então ele sentava e observava. O menino de olhos brilhantes e sorriso escondido. Ele não era um grande fã das pessoas, mas paradas assim, a uma distancia segura gostava de observá-las. Seus gestos, seus medos, seus olhos, seus sorrisos, seus amores. Não gostava muito do mundo, mas assim, em dias como aquele quase conseguia entende-lo." R.Mills.
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