Writing about you

5 Can you find your way when you're so far?


Notas iniciais
Então gente, adivinha quem está sem notebook? Minha tela queimou então ta bem complicado. Desculpem a demora, e desculpem qualquer erro. Espero que gostem. Aaaa algumas pessoas me perguntaram se os textos que estão assinados como "R. Mills" são meus, sim eles são ;) Musica do capitulo: https://www.youtube.com/watch?v=EiqUXVmKfrQ

“Ela parece tão calma, tão concentrada, tão quieta, mas seus olhos continuam fixos no horizonte. Você acha que sabe tudo que há para saber sobre ela assim que a conhece, mas tudo o que acha que sabe está errado. A paixão flui através dela como um rio de sangue. Ela só desviou o olhar por um momento e a máscara escorregou, e você caiu. Todos os seus amanhãs começam aqui" (Neil Gaiman)

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Emma Swan sempre amou viagens, conhecer lugares e principalmente, escrever sobre esses lugares. Algo sobre a liberdade de não pertencer a lugar nenhum sempre chamou sua atenção. Viagens, esse foi o grande motivo de Emma ter aceitado entrevistar Regina Mills durante a sua turnê literária. Ela amava viajar para qualquer lugar, qualquer lugar menos esse. Dizem que não há lugar como o lar, não há lugar mais feliz do que o lugar onde você cresceu, onde sua família está. Bem, talvez eu esteja quebrando seu lindo conto de fadas, mas isso nem sempre é verdade. Quando dizem que você sempre pode voltar para o lugar onde nasceu, eles se esquecem de explicar que talvez, apenas talvez, o lugar onde você nasceu já não esteja lá quando você quiser voltar, ou talvez, o lugar onde você nasceu apenas não te queira de volta. Como Gandalf disse sabiamente uma vez, você pode encontrar a coisas que perdeu, mas nunca as que abandonou.

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Maine nove horas da manhã.

A viagem até o pequeno estado do Maine não fora tão desgastante quanto se pode imaginar. Para a surpresa de todos, Regina permitiu que Emma e Ruby fossem com ela Belle e Henry em seu avião particular. Era estranho como o comportamento de Regina podia surpreender às vezes. Emma Swan não gostava de mudanças, mas quando se tratava de Regina Mills, ela não tinha muita escolha. A viagem até o hotel também fora tranquila. Henry apontava alegremente para todas as coisas que via pela janela do carro enquanto Emma rezava para tudo aquilo acabar o mais rápido possível.

R.L: Você está bem? [sussurrou no ouvido de Emma assim que elas desceram do carro]

E: Sim, estou [disse sem muita convicção]

R.L: Nós vamos ficar no hotel e só sair para acompanhar Regina dando autógrafos [tentou acalmar a loira] Eu vou ficar com você [sorriu passando o braço pelos ombros de Emma]

E: Eu não sei o que faria sem você Ruby [brincou abraçando a amiga]

R.L: Nós somos melhores amigas, não é? É seu aniversário, vamos tentar fazer o melhor possível. O que de errado pode acontecer?

[...] Existe um teoria presa entre mundos que diz que sempre, mas sempre tudo o que está ruim pode piorar. É só você fazer a sagrada pergunta, então, nunca faça [...]

B: Gente [disse chamando a atenção de todos] nós temos um problema...

E: O que aconteceu dessa vez?

B: Nossas reservas no hotel. Parece que eles não confirmaram nossa estadia e como vai ter o festival na cidade, todos os hotéis estão cheios.

R.L: Você só pode estar brincando [bufou] Como você não checou isso antes de sairmos? [perguntou indignada]

R: Mantenha o tom de voz, senhorita Lucas. Belle trabalha para mim e não para você, não tem nenhuma necessidade de você falar com ela desse jeito [Ai estava, Emma pensou sombriamente, a mulher de gelo tinha voltado]

R.L: E o que nós fazemos agora?

B: Eu falei com o gerente, ele pediu mil desculpas e disse que assim que vagar um quarto ele vai me ligar, mas agora...

R: Meu filho não pode esperar até vagar um quarto Belle, ele não é um adulto como nós.

E: O que você está pensando em fazer?

R: Voltar? Nós não podemos ficar aqui.

B: Mas você assinou contratos e está tudo pronto para amanhã. A equipe que vai organizar os autógrafos já está com tudo pronto. Eu sinto muito Regina, eu deveria ter ligado antes de sairmos para confirmar.

R: Acontece [sorriu de lado] Pelo menos você nunca mais vai fazer isso.

H: Eu estou cansado mãe...

E: Eu tenho um lugar para gente ficar [murmurou, se arrependendo de suas palavras no segundo em que elas saíram de sua boca]

R.L: Você está brincando, certo? [perguntou com os olhos arregalados]

B: Que lugar? Os poucos hotéis que tem nessa cidade estão cheios.

E: Não é um hotel [respirou fundo pegando o celular, suas mãos tremiam um pouco]

R: Onde é então? [perguntou desconfiada]

E: A fazenda dos meus pais [respondeu sem encarar a morena]

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Vinte minutos de carro. Isso foi tempo que levou para Emma sair do centro da cidade e entrar na fazenda de seus pais. A loira ainda não sabia o que tinha dado em sua cabeça para visitar sua antiga casa e pior, levar convidados com ela. Talvez as coisas tivessem mudado, pensou antes de digitar a senha em um pequeno aparelho escondido no muro alto.

R.L: Quem diria que você estaria em casa no seu aniversário? [sussurrou no ouvido de Emma]

E: Sim [sorriu triste] Feliz aniversário Emma Swan [respondeu quando o portão se abriu]

H: Você é rica [disse de repente como quem avisa que vai chover]

E: Não garoto. Meus pais são ricos, eu não.

B: É um jeito de olhar para as coisas, bela... Mansão [comentou olhando para loira, mas Emma não respondeu]

A fazendo dos Swan, como sua mãe adorava chamar, era algo único no mundo. Pelo menos era isso que Emma achava quando era criança. O lugar era enorme, rodeado por grandes montanhas e bosques altos. Tudo ali lembrava paz, sossego e natureza. Se você andasse um pouquinho atrás da casa, conseguiria ouvir o barulho da cachoeira que tinha no final de uma pequena trilha. Algumas pessoas chamavam aquele lugar de paraíso, algumas, não todas.

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M: Finalmente vocês chegaram [uma bela mulher, com seus quase sessenta anos sorriu para Emma e as pessoas que entravam com ela na casa]

E: Hey mãe [sorriu um pouco sem graça]

M: Nem acredito que você lembrou que tem um casa [Mary Margaret sorriu, mas seu tom era severo]

E: Eu ando bem ocupada [deu de ombros] Essas são Ruby, que você já conhece, Regina Mills, Bella e o garotinho encantador que está escondido atrás de Regina é Henry. Pessoal, essa é minha mãe Mary Margaret Swan.

M: Sejam bem vindos e se sintam em casa. E quando a você Henry [se ajoelhou na frente do menino] Nós temos tantos animais aqui, aposto que você vai gostar.

H: Você tem cavalos? [perguntou tímido]

M: É o que mais temos por aqui. Quem sabe você pode montar em um, se sua mãe deixar, claro.

H: Posso mãe? [perguntou animado]

R: Quem sabe [respondeu sorrindo]

M: Vocês devem estar cansadas. Meu marido está resolvendo umas coisas na cidade com meu filho, mas eles estarão aqui para o almoço. Eu chamei sua irmã também Emma, ela e seus sobrinhos sentem a sua falta.

E: Eles vem?

M: Claro, é seu aniversário e você resolveu aparecer. Qual a chance de isso acontecer de novo? Vocês podem ocupar os quartos do segundo andar. Eu abri as janelas e troquei as roupas de cama. Vão descansar, eu chamo vocês na hora do almoço...

Depois que Emma ajudou todos a encontrarem seus quartos, a loira sentou na janela de seu antigo quarto pensando pela milésima vez o que diabos ela estava fazendo ali...

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O almoço ocorreu sem grandes acontecimentos, para a surpresa de Emma. Alex parecia muito feliz em ver sua irmã mais nova, tão feliz, que a mulher mais velha esqueceu até de criticar Emma quando a loira derrubou um copo. Adam também estava muito feliz em ter Emma de volta em casa. Se fosse para ser sincera, Adam era a pessoa que Emma mais sentia falta no mundo, o garoto de dezesseis anos era sonhador e rebelde. E para o desespero de Mary e David, Adam achava Emma a mulher mais incrível do mundo.

A: Não sabia que você era amiga de uma das minhas escritoras favoritas Emma [comentou enquanto sentava na varanda]

E: Não somos amigas.

R: Emma está trabalhando na minha turnê apenas [respondeu um pouco sem graça]

A: Imaginei [sorriu] Emma não tem muita facilidade com essas coisas de amigos [Emma apenas revirou os olhos]

M: Então Regina, como é escrever uma saga tão conhecida?

R: É bom, eu gosto de saber que as pessoas gostam das histórias que eu escrevo.

M: Emma [respirou fundo] será que você pode fumar em outro lugar, por favor? [perguntou quando a loira acendeu um cigarro]

E: Nós estamos na rua [respondeu irritada]

M: Ainda sim eu preferiria que você não fumasse na minha casa, ou pelo menos não perto de mim e dos seus irmãos. Isso [apontou para o cigarro] não é o exemplo que eu quero para o Adam.

E: Tanto faz [murmurou baixinho antes de apagar o cigarro recém-aceso]

A: Eu não me importo com o cigarro da Emma [disse dando de ombros]

E: Obrigada Adam [sorriu fazendo um sinal de positivo para o irmão mais novo]

M: É esse o exemplo que você quer dar para o seu irmão? [perguntou irritada]

E: Eu já apaguei mãe.

A: Isso não diminui o fato de que você é uma chaminé ambulante.

E: Eu vou procurar o papai [disse se levantando]

A: Emma...

E: Está tudo bem [sorriu de lado] eu só quero falar com o papai.

R: Eu... eu vou ver como meu filho está [mentiu, seguindo Emma após alguns minutos]

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Não foi difícil para Regina encontrar Emma. A loira estava sentando em uma cerca observando alguns cavalos.

R: Oi [chamou se aproximando da loira]

E: Oi.

R: Você está bem?

E: Sim [respondeu sorrindo, e foi o riso mais triste que Regina já tinha visto]

R: É bonito aqui [admitiu encarando as lindas montanhas da parte de trás da fazenda]

E: É sim... Desculpe por aquilo. Minha família... Eles são... Complicados [suspirou]

R: Você não parecia querer descomplicar.

E: Você ... [Emma começou, então começou a rir indignada] Você é inacreditável. Por que eu espero que você entenda? Você teria que funcionar como a porra de um ser humano normal em primeiro lugar.

R: Ei [levantou as mãos em sinal de rendimento] Eu não sou seu saco de pancadas, senhorita Swan, eu só vim aqui ver como você estava.

E: Já viu, agora você pode ir embora.

R: Eu não quis ofender você.

E: Ao que parece, você nunca quer, mas você sempre ofende.

R: Eu sinto muito [disse sincera]

E: É o segundo sinto muito que você me dá em menos de vinte e quatro horas. Cuidado Regina, as pessoas vão começar a acreditar que você tem um coração.

R: Quem está ofendendo quem agora? [riu sem humor]

E: Touché [murmurou]

R: Eu sou ótima em machucar as pessoas [começou depois de alguns minutos em silencio] Você deveria colocar isso como titulo da sua matéria.

E: Você é aquilo que você acredita que é, Regina.

R: Você não vai me dizer o que isso significa, não é?

E: Você é a escritora aqui [sorriu de lado]

R: Eu nunca sei se você está me elogiando ou zombando de mim.

E: Eu nunca sei se você está finalmente se dando bem comigo ou está planejando meu assassinato.

R: Com certeza a segunda opção [sorriu, tirando o cigarro das mãos de Emma e levando a aos próprios lábios] Aqui seria um bom lugar para sentar e escrever.

E: Sim, essa fazendo poderia dar o seu próximo conto de fadas [brincou] Nós somos tão amorosos e compreensivos aqui.

R: Sua capacidade para ironia me surpreende a cada dia.

E: Fico feliz em saber que eu te surpreendo [disse encarando os olhos negros de Regina]

R: Qual seu problema com contos de fadas? [sua voz era calma e pela primeira vez, seu tom não era acusatório]

E: A parte que tem fadas? [riu] É muito irreal para mim.

R: Não é irreal, é só outra maneira de contar a realidade.

E: Então nós todas podemos ser princesas antes da meia noite? [riu]

R: Exatamente [a loira a encarou incrédula] Não me olha assim [sorriu] Minhas histórias, assim como tantas outras, servem para te fazer acreditar. Isso vai muito além de ser uma princesa ou ter um verdadeiro amor. Essas histórias são sobre amizade e respeito. São sobre enfrentar a vida e os obstáculos que nem sempre são fáceis. Então sim Emma, eu gosto de pensar que qualquer pessoa que está lá fora, lendo meus livros, pode se encontrar ali, pode se entender, e melhor do que isso, pode acreditar que não importa a cor do seu cabelo, nem da sua pele, nem se você usa vestidos ou não, não importa se você é uma criança feliz ou se briga com seus pais o tempo todo. Nada disso importa, porque se você realmente acredita então sim, todas nós podemos ser princesas antes da meia noite. Talvez você entendesse se desse uma chance.

E: Eu li, eu só... Não sei, eu não consigo entender essa fascinação pelos contos de fadas. Quer dizer, eu não gosto dessa divisão entre bem e mal. Todo mundo é meio mal, não tem como você tirar isso das pessoas.

R: Então você vê o mesmo que eu vejo, só que de maneira diferente.

E: Como assim?

R: Você disse que todo mundo é meio mal, certo? Então você também pode dizer que todo mundo é meio bom. Depende muito de como você encara isso. Eu não sou a pessoa mais positiva do mundo, sei que tenho meus defeitos [sorriu de lado] muitos defeitos na verdade, mas eu gosto de acreditar em algumas coisas, por mais irreais que elas sejam.

E: Então você gosta de acreditar que dragões existem [brincou tentando mudar de assunto]

R: Eu sei que eles existem [deu de ombros] eu gosto de acreditar que eles podem ser derrotados.

E: Lá vai você de novo [sorriu encarando a morena]

R: O que? [perguntou confusa]

E: As coisas que você fala às vezes, o jeito que você é... Eu não sei explicar. Você tem essa coisa, esse jeito... É como se por alguns segundos você tirasse essa parede enorme que você constrói em volta de si mesma. Eu não sei... Você tem aquele tipo de sorriso quando fala essas coisas, não é a primeira vez que eu noto isso.

R: Que tipo de sorriso? [levantou a sobrancelha]

E: Aquele que diz “você não me conhece, você nunca vai me conhecer”.

R: Por que você gostaria de me conhecer?

E: Eu não sei, talvez, você seja mais interessante do que você pensa.

R: Talvez eu seja tão pateticamente normal, que essa é a minha única maneira de parecer interessante.

E: Você pode dizer que é qualquer coisa Regina Mills, menos que você é pateticamente normal [respondeu seriamente encarando a morena]

[...] Esse é um daqueles momentos. Aqueles momentos em que você está trocando olhares tão intensos, que você para de respirar por alguns segundos. Dizem que esses momentos só acontecem nas grandes histórias, naquelas que viram filmes, mas isso é mentira. Isso acontece o tempo todo. Se você parar para observar, o mundo está cheio de pessoas que se olham dessa maneira de vez em quando. Eles não são um casal, talvez nunca venham ser, talvez nunca se vejam de novo, mas por alguns segundos, eles apenas sabem que a eletricidade estava ali. Se isso não aconteceu com você ainda, se você nunca apenas olhou para alguém e esse alguém olhou de volta para você, diretamente na sua alma, talvez você não saiba do que eu estou falando. Mas não se sinta mal, você ainda vai entender o que eu estou falando, logo você vai entender, eu prometo [...]

R: Eu deveria ir ver o meu filho [sussurrou, quebrando o contato com os olhos verdes de Emma]

E: Vai lá [sorriu] obrigada por ter vindo atrás de mim.

R: Sem problemas [respondeu enquanto se afastava de volta a mansão]

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Já era quase meia noite quando Emma acordou para beber água. Tinha sido um dia desgastante, mas só restavam mais dois dias e ela poderia respirar de novo. Depois de pegar um pedaço do que restara de seu bolo de aniversário, Emma atravessou a cozinha para voltar para o quarto, quando ia subir as escadas de novo, a loira avistou Henry enrolado em um cobertor, sentado na varanda.

E: Hey [chamou baixinho tentando não assustar o menino] Sem sono?

H: Dá para ver as estrelas daqui, isso é difícil de fazer na cidade.

E: Verdade [concordou, reparando o lindo céu estrelado pela primeira vez. Dizem que quanto mais velho você fica, mais difícil é para reparar nas pequenas coisas] Está um freezer essa noite. Não é?

H: Eu não sei o que isso significa.

E: Está muito frio [corrigiu]

H: Sim, está fazendo 6° graus essa noite.

E: Você quer um pedaço de bolo?

H: Não, obrigado.

E: Você não gosta de bolo?

H: Gosto. Só não estou com fome.

E: Ok. Sua mãe sabe que você está aqui.

H: Não.

E: Ela não vai brigar com você?

H: Ela não briga comigo. Sabia que há mais estrelas no espaço do que grãos de areia no mundo?

E: Não, isso é incrível.

H: Você acha?

E: Claro [sorriu] Você é um garoto muito inteligente.

H: Eles me acham idiota.

E: Quem?

H: Os garotos da escola. Este mês com a mamãe está sendo tão incrível, eu não quero voltar.

E: Você não gosta da escola?

H: Mamãe diz que eu tenho que ir que é bom para mim, mas é engraçado, porque ela quer eu vá, mas ela fica assustada quando eu saio de casa.

E: Sua mãe é... Difícil.

H: Sim. Ela disse a você o que eu tenho?

E: Como assim?

H: Eu não sou como as outras crianças, Emma.

E: Por que você acha isso?

H: Todo mundo diz [deu de ombros] Eu não sou surdo sabe, posso não entender as piadas, nem as ironias das pessoas, mas eu sei quando elas estão sendo más comigo.

E: Você acha que tem algo de errado com você?

H: Você não acha?

E: Não garoto, eu acho que tem muita coisa errada com o mundo em que nós vivemos, mas não tem nada de errado com você.

H: Você deveria dizer isso para mamãe.

E: Claro, se eu quiser ir parar no hospital eu posso tentar ensinar sua mãe a cuidar de você [riu]

H: Você parece com ela.

E: Com a sua mãe? [perguntou confusa]

H: Não, com a salvadora. A dos livros que a mamãe escreve.

E: Eu estou longe de ser uma super heroína, garoto.

H: Por quê?

E: Porque eu tenho medo e heróis não tem medo de nada.

H: Do que você tem medo?

E: Vida [respondeu olhando para as estrelas que brilhavam no céu limpo] eu tenho medo da vida.

H: Nós podemos dormir aqui? É uma varanda fechada, eu acho que a mamãe não ia se importar.

E: Eu tenho uma ideia melhor.

H: Qual?

E: E se nós chamássemos sua mãe para dormir aqui com a gente?

H: Você acha que ela viria?

E: Você pode pedir para ela com esses seus olhos bonitos.

H: Tudo bem, mas se ela brigar, a culpa é sua.

E: Sem problemas [sorriu]...

...

Quando Belle acordou de manhã, antes que todos na casa, e desceu para pegar um copo de água, ela deu de cara com três pessoas dormindo na varanda gelada. Quando Belle percebeu que a cabeça de sua chefe estava enterrada no pescoço de Emma, ela se deu conta do tamanho da besteira que Regina estava prestes a fazer. Pela segunda vez em sua vida, Belle torceu para que essa turnê acabasse logo.

...

[...] Às vezes, apenas às vezes, você encontra aquela pessoa, aquela que faz seu corpo inteiro tremer, que emana uma onda gelada que percorre seus ossos e corrói sua alma. Essa pessoa te deu todos os tipos de aviso. Ela te deu uma carta com todos os motivos para você não se aproximar, ela desenhou uma linha no chão insistindo para que você não ultrapassasse, mas você não ligou, não deu ouvidos e agora, você é o único sentindo o ar gelado percorrer suas veias. Você se apaixonou por ela, e isso meu amigo, é infelizmente a sua sentença de morte. Ela é grossa, difícil, complicada, gelada como um iceberg. Mas isso não te deteve. Não, você com esse coração sempre disposto a salvar o mundo. Você, com essa mania heroica de persistir. Você, que nunca desiste de ninguém. Você, com todos esses defeitos heroicos, agora é o único se afogando em meio às sombras que ela deixou para trás. Ela não vai mudar, seu coração já está danificado demais. O máximo que ela vai fazer é destruir sua alma tão pura e carregar o que sobrou de você junto com ela para o inferno. Mas agora é tarde demais, você já se aproximou, você tentou e foi contra todas os avisos e as placas de pare distribuídas pelo caminho. Você não pode salva-la. Eu só posso ficar aqui, e torcer por você. Porque às vezes, apenas às vezes, você encontra aquela pessoa, aquela que faz seu corpo inteiro tremer, que emana uma onda gelada que percorre seus ossos e corrói sua alma e sua única saída, meu amigo, é rezar para não morrer congelado. Eu estou aqui, rezando por você [...] R.Mills.

Notas finais
O próximo capitulo vai ter um pouco sobre a história da Emma com a sua família, e vou começar a mostrar um pouco sobre a Regina, a história dela e um pouquinho sobre o que o Henry tem. Espero que tenham gostado...