Writing about you

9 I'd go back in time and change it but I can't


Notas iniciais
Olha quem resolveu aparecer? Mil desculpas pela demora. Desculpem qualquer erro. Musica do capitulo: https://www.youtube.com/watch?v=QUwxKWT6m7U

I'm so glad you made time to see me

How's life? Tell me, how's your family?

I haven't seen them in a while

You've been good; busier than ever

We small talk, work in the weather

Your guard is up and I know why

Cause the last time you saw me

Still burns in the back of your mind

You gave me roses and I left them there to die...

Ai a gente fica com essa de “quem machuca quem” nessa besteira de orgulho que insiste em sussurrar em nossos ouvidos coisas como “ela poderia ter falado com você também”. A gente vai se afastando pela inércia das duas partes, por esse orgulho besta que faz a gente não querer ser o primeiro a falar, puxar assunto, pedir desculpas. A gente se enterra nessa bobagem de ter que estar com a razão o tempo todo, sem perceber que em uma briga, onde ambos pararam de se comunicar, ninguém tem mais razão nenhuma. A gente se afasta sem tentar uma última conversa, sem por a mágoa para fora, sem tentar entender o outro lado. A gente vai tirando da rotina a convivência com aquela pessoa e quando vai ver… já foi. As vezes uma briga boba pode durar para sempre, simplesmente porque ninguém quis dar o primeiro passo. Nós somos orgulhosos e esse orgulho vai nos levar bem longe, longe o suficiente para ficarmos lá, sozinhos. (Minha autoria)

...

Nova York. Cinco meses depois.

R.L: Vamos Emma, nós não temos muito tempo.

E: Nós temos bastante tempo.

R.L: Você vai aceitar a proposta ou não?

E: Não sei [suspirou] acho que não, não sei se quero outra mudança dessas na minha vida [Emma parou de falar quando seu celular começou a tocar]

R.L: Quem era? [perguntou quando a loira desligou]

E: Não sei, não falaram nada então eu desliguei. Isso tem acontecido bastante, acho que vou ter que trocar de numero.

R.L: Emma…

E: Hum?

R.L: Você viu que a OZ vai produzir os filmes de alguma saga famosa?

E: Não, qual saga?

R.L: Eles não falaram, estão fazendo mistério em relação a isso, mas parece que vai ser uma produção e tanto, principalmente no primeiro. Gold estava comentando em mandar alguém para lá, para escrever sobre.

E: Desde que não seja a gente [deu de ombros]

R.L: Você sabe que eu não me importaria, não é? Quer dizer, eu sei que você é muito mais investigativa, principalmente agora que Gold tê deu essa liberdade, mas não tem aparecido muita matéria para você.

E: E só por isso eu tenho que aceitar qualquer uma?

R.L: Não, não é isso. É só que…

E: Só que?

R.L: Eu queria fazer mais alguma coisa grande com você, antes que você vá embora.

E: Ruby [sorriu para a amiga] Você sabe que não é definitivo, eu nem me decidi ainda.

R.L: Mas são cinco anos Emma. Cinco anos longe da sua melhor amiga. Cinco anos em que muita coisa pode acontecer.

E: Eu sei [suspirou triste] mas nós ainda vamos nos falar. Eu prometo [Ruby sorriu de lado] Mas se é tão importante para você que nós façamos essa matéria, então eu estou dentro.

R.L: Sério? [perguntou com os olhos arregalados]

E: Muito sério. Vamos acompanhar um mês apenas e não temos nem que sair de Nova York para isso. Vai ser fácil. Qualquer coisa é fácil depois de Regina Mills.

R.L: Falando nela, vocês tem conversado?

E: Não. Eu e ela não somos amigas, Ruby.

R.L: Eu sei mas…. [a frase de Ruby foi interrompida pelo toque da campainha] Você está esperando alguém?

E: Não [respondeu sem se levantar do sofá] Provavelmente é alguém do condomínio. Diga e eles que eu não estou.

R.L: Sabia que eu não sou sua empregada, né? [perguntou rindo]

E: Sei, mas você me ama.

R.L: Por favor, eu detesto você [disse antes de atender a porta] Emma?

E: Sim? Quem é? [gritou da sala]

R.L: É para você.

E: Deve ser, já o apartamento é meu, não né? [brincou enquanto ia até a porta] Ruby, quem é…… Alex? [sussurrou, o sorriso deixando seus lábios]

A: Olá maninha.

E: Aconteceu alguma coisa?

A: Eu estava em uma reunião aqui perto e resolvi visitar você.

E: Reunião? [perguntou confusa]

A: Sim [sorriu] você está olhando para a nova assistente de produção da OZ.

E: OZ, a produtora de filmes?

A: Essa mesmo, eles estão para produzir uma saga agora e precisavam de uma assistente de produção. Eu sou só uma estagiaria por enquanto mas…

E: Espera. Você vai morar em Nova York?

A: Sim. Se você souber de um apartamento que o aluguel não esteja muito caro…

E: Mas… Mas e seus filhos e seu marido?

A: Meus filhos também são conhecidos como seus sobrinhos Emma. Eles estão bem, vão vir morar comigo quando eu conseguir o apartamento.

E: O que a mamãe achou disso?

A: Ela não gostou muito, mas ela sabe que já estava na hora de eu sair daquela cidade. John vive viajando para cá por causa do trabalho dele, vai ser mais fácil assim. Alem disso, eu disse que ficaria de olho em você. Olha, eu sei que esta conversa está muito agradável, mas será que você pode me convidar para entrar?

E: Eu… aaa. Claro. Claro. É só que nós estávamos indo comprar um café, você pode ir com a gente e amanhã procuramos seu apartamento.

R.L: Eu posso ver com alguns amigos se eles tem algum apartamento para alugar.

A: Ótimo [sorriu] Mas eu vou ter que levar minhas coisas para um hotel. Apenas por enquanto.

E: Não seja boba Alex, você pode ficar comigo por enquanto.

A: Sério? [perguntou abraçando a irmã]

E: Não me faça mudar de ideia [brincou]

R.L: Vamos ao Starbucks então?

Regina estava com pressa, seus últimos encontros com a produtora que adaptaria seus livros para o cinema tinha sido um sucesso. A morena vestiu um vestido mais solto e rodado que tinha comprado antes de sair de L.A. Era um vestido muito diferente dos formais que estava acostumada, mas ela queria mudar um pouco. E olhando-se no espelho, Regina notou que era a primeira vez em semanas que sentia-se bonita.

H: Você vai sair com essa roupa? [perguntou abraçando por trás]

R: O que tem de errado com a minha roupa? [perguntou com o canho franzido]

R.H: Nada meu amor, mas você não está mais na idade de vestir esse tipo de vestido, não é mesmo?

R: Você acha? [perguntou olhando-se no espelho]

R.H: Você é linda, meu amor, mas…

R: Acho que você tem razão [comentou encarando a roupa mais uma vez] Acho que vou com aquela minha calça social.

R.H: Vai ficar linda. Muito melhor [sorriu dando um beijo na testa de Regina] Eu vou para aquela reunião com Tom, vejo você mais tarde.

R: Tudo bem. Não esquece que vamos jantar na casa da minha mãe hoje.

R.H: Não vou esquecer. Vou passar para comprar um brinquedo que vi para o Henry. Fico me perguntando se ele já enlouqueceu sua mãe a essa hora.

R: Vá logo para sua reunião e me deixa trocar de roupa [brincou]

R.H: Tudo bem. Vejo você mais tarde [repetiu, dando um selinho na morena]

R: Até mais tarde [respondeu enquanto tirava o vestido novo]

...

A: Ok maninha, mas tem certeza de que eu não vou atrapalhar sua vida? Nem encontrar ninguém nu no sofá?

E: Você não vai ficar tempo o suficiente no meu apartamento para atrapalhar a minha vida e a única pessoa que você pode encontrar sem roupas no meu sofá é essa moça que está aqui com a gente hoje. Ela sai e perde a dignidade às vezes.

R.L: Ei, isso aconteceu apenas uma vez ok? Eu achei que você não estava em casa, ai eu tirei a roupa para tomar um banho, mas o programa que estava passando na tv chamou minha atenção e eu acabei esquecendo que tinha que tomar banho.

E: Isso é o que acontece quando você dá uma chave do seu apartamento para uma pessoa maluca, não faça isso nunca Alex.

A: Vou anotar essa dica [sorriu] Você um… você não namora Emma?

R.L: Essa ai não tem mais jeito Alex.

A: Por que?

E: Sei lá [deu de ombros] Acho esse tipo de compromisso não é para mim.

A: Claro que é. Você não está apaixonada por ninguém?

_ É complicado [responderam as outras duas mulheres ao mesmo tempo]

A: Acho que depois dessa resposta é melhor eu não perguntar, não é? [sorriu] Mas sabe, as coisas não podem ficar complicadas para sempre. Vai saber. A próxima pessoa que entrar por aquela porta pode ser o amor da sua vida [a porta se abriu e por ela passou um senhor que deveria ter no minimo uns cem anos de idade]

E: Acho melhor eu ir me casar agora então, porque vocês sabem, o amor da minha vida está um pouco… vivido? [brincou, fazendo as outras duas gargalharem]

R:L: Ok, a segunda pessoa é o que vale. A segunda pessoa que entrar por aquela porta, vai ser pessoa que você vai querer casar. [Assim que Ruby terminou de falar a porta se abriu novamente e a pessoa que entrou foi uma que Emma não esperava encontrar novamente]

E: Você tem que estar brincando comigo [murmurou baixinho]



...

Quando Regina entrou no Starbucks ela estava com pressa, mas toda pressa que ela poderia ter sumiu no momento em que ela viu Emma Swan. Não que a morena não tivesse planos de encontrar com Emma agora que ela estava morando em Nova York também, mas não estava em seus planos encontrá-la assim tão ao acaso, sem nenhum roteiro do que falar pronto em sua cabeça. Recuperando-se da surpresa, Regina sorriu forçadamente e caminhou até a mesa onde Emma se encontrava.

R: Olá.

R.L: Que bom ver você, Regina [Ruby respondeu com um sorriso, levantando-se para cumprimentar a morena]

R: É bom ver você também, Ruby.

A: Olá, você lembra de mim?

R: Claro, Alex, não é?

A: Isso mesmo. Você quer sentar com a gente?

E: Na verdade nós já estamos de saída [comentou sem encarar Regina] Nós temos que ir procurar seu apartamento, lembra?

A: Mas nós… Claro [sorriu forçadamente] Esqueci completamente.

R.L: Huum.. Eu vou só… vou pagar a contar.

E: Pode deixar que eu pago [respondeu rapidamente, saindo da mesa e ficando de costas par Regina]

R: Emma? [chamou baixinho, segurando o pulso da loira]

E: Sim? [respondeu sem se virar]

R: Será que nós podemos conversar? [perguntou baixinho]

E: Não [respondeu, encarando as pessoas que as olhavam com curiosidade] Não aqui, não agora.

R: Uma outra hora então [sorriu triste, largando o pulso de Emma]

E: Quem sabe [respondeu, ainda sem olhar para morena]

A: Huuuum. Então até uma outra hora Regina [disse de repente, tentando quebrar o silencio desconfortável que tinha ficado entre elas]

R: Claro [sorriu] Boa sorte com o apartamento.

A: Obrigada.

R.L: Bom ver você, Regina [disse meio sem graça]

R: Bom ver você também. Eu deveria ir, estou atrasada.

R.L: Você não vai tomar o seu café? [perguntou confusa]

R: Perdi a fome [disse antes de viras as costas e sair do café antes mesmo que as outras mulheres]

A: Ok, isso foi…. inusitado.

R.L: Foi.

A: Achei que só iriamos procurar meu apartamento amanhã [disse enquanto as três saiam para as ruas movimentadas de Nova York]

E: Mudei de ideia [respondeu simplesmente]

I'd go back in time and change it but I can't

So if the chain is on your door I understand

...

E: Finalmente em casa. Achei que não chegaríamos nunca [suspirou jogando-se no sofá]

A: Ruby quase morreu, coitada.

E: Ruby não gosta muito de caminhadas. Essa hora ela deve estar deitada na cama dela, me xingando e morrendo.

A: Emma? [chamou baixinho, sentando ao lado da irmã]

E: Sim?

A: Posso tê perguntar uma coisa?

E: Não, eu não vou levar você para conhecer a cidade, nem meus amigos, nem…

A: Você é gay? [interrompeu]

E: O que? [perguntou num tom muito mais alto do que pretendia]

A: Eu preciso repetir? [sorriu de lado]

E: Por que essa pergunta?

A: Por nada, eu só queria saber.

E: Importa?

A: Não, não realmente. Eu só… [Alex parou de falar quando ouviu a risada irônica de Emma] O que?

E: “Não realmente”? Tem certeza?

A: Sim. Às vezes eu acho que nos afastamos tanto, que não sabemos mais como a outra se sente. Eu não me importo com a sua sexualidade, Emma.

E: Então por que você está perguntando sobre ela?

A: Por que você é muito fechada sobre isso e eu queria poder conversar com você. Queria poder saber sobre alguma namorada ou alguém que você goste.

E: Eu não namoro já respondi isso, nem gosto de ninguém.

A: Nem da Regina?

E: Alex…

A: Eu só queria dizer que está tudo bem [sussurrou colocando a mão no ombro da loira]

E: Regina não é alguém possível , nós não nos falamos e ela tem um noivo.

A: Eu não perguntei se era possível ou não, nem se ela tinha alguém. Eu perguntei se você gostava dela.

E: E se eu disser que sim? [perguntou em tom de desafio]

A: Então eu diria que ela é muito idiota por não tê querer de volta [disse sinceramente encarando Emma]

E: Ela não é uma opção.

A: Seus sentimentos também não. Você não pode simplesmente escolher desligá-los, mesmo que você não goste deles.

E: O que você sugere que eu faça então?

A: Eu não sei, mas com certeza não é o que você fez hoje.

E: Eu não sei do que você está falando [mentiu]

A: Você foi um pouco rude com ela.

E: Por favor, você não sabe de nada ok? [perguntou agressivamente]

A: Não, eu não sei, mas eu estou disposta à ouvir se você quiser contar.

E: Eu... Eu fui uma idiota, não fui? [perguntou de repente]

A: Sim, mas aposto que ela foi uma idiota primeiro [brincou]

E: Sim [respondeu com um suspiro] Ela me ligou umas três vezes desde que saímos do Starbucks.

A: Por que você não atendeu?

E: Resumidamente? Nós não brigamos, não realmente. Eu nem consigo explicar direito o que aconteceu com a gente. Nós simplesmente paramos de conversar e está melhor assim. Eu fiz coisas estupidas, mas ela também fez. E ela sabe que fez. Já se passaram meses e ela não quis tentar falar comigo. Eu não me machuquei sozinha, eu sei disso. Ela ajudou nisso, quando escolheu ignorar tudo e fingir que não sabia do que eu estava falando. Eu estou melhor agora, nós duas estamos. Eu não quis falar com ela hoje, porque fui pega de surpresa, mas se a oportunidade surgir novamente, eu sei que ela vai agir como se nada tivesse acontecido.

A: E o que você vai fazer?

E: Por que eu tenho que fazer algo? Estou bem assim.

A: Enfeitar uma ferida aberta com um laço colorido não vai fazê-la desaparecer, Emma. Você precisa crescer, sair na rua e enfrentar o seus problemas

E: E se eu não quiser sair para enfrentá-los?

A: Eles vão dar um jeito de encontrar você e de explodir bem na sua cara.

E: Você é sempre assim positiva?

A: Sempre [sorriu] É só que… [sus frase foi interrompida pelo barulho da campainha.

E: Acho que todo mundo resolveu bater na minha porta hoje [resmungou indo atender a porta]

R: Olá de novo, Emma….

So this is me swallowing my pride

Standing in front of you saying

I'm sorry for that night

And I go back to December all the time...


Tenho essa teoria de que quando a gente cresce, nosso coração fica menor.

...

Quando eu estava na sexta série, conheci um menino do primeiro ano, ele estava sentado em um canto do colégio, chorando baixinho. Eu sabia que ele era gay, embora nunca tivesse conversado com ele. Lembro-me de ter perguntado o que tinha acontecido e lembro-me também, de ele ter me respondido apenas com uma palavra: “importa”. Demorou quase sete anos para eu entender o que ele queria dizer com aquilo, para eu entender que importava. A pergunta que as pessoas geralmente fazem para mim, depois de um tempo, é: “você é gay?” E eu pergunto: “isso importa?” E elas dizem que não, só para depois eu perceber que importava. As pessoas dizem “eu não me importo com as pessoas gays”, mas você não pode querer casar, nem ter filhos, nem andar de mãos dadas na rua. Você não pode “parecer” gay e beijar em publico então, está fora de cogitação. E você sabe o porquê disso? Porque importa. Para uma grande maioria das pessoas importa. Você já parou algum dia para olhar na internet os comentários de qualquer página que traga alguma coisa relacionada a gays? Não? Você deveria. Sim? Você já escreveu alguma daquelas coisas? Porque quando você olha para aqueles comentários, você percebe que importa. Hoje eu entendo o “porquê” daquele menino ter chorado, ele não estava chorando porque era gay, ele estava chorando porque isso importava para as outras pessoas. É difícil entender essas coisas, principalmente quando não se é adulto ainda, é difícil contar, porque você nunca sabe se as pessoas que você ama vão se importar, mesmo que elas digam que não, às vezes elas se importam. Então você tem que aceitar a si mesmo e se perguntar o que realmente importa. É difícil, muito difícil. É difícil aceitar, contar, viver tranquilamente. É difícil compreender que, mesmo que para algumas pessoas importe, isso não muda quem você é, nem no que você acredita. Pode mudar sua visão de mundo, mas não porque você é gay e sim, porque você descobre que isso, quem você beija e com quem você dorme, para algumas pessoas, importa. Não deveria, mas importa.

(É por isso que eu gosto de manter minha vida pessoal privada, porque ela importa. Não deveria importar, mas importa. Minha autoria)

Notas finais
Quem gosta dos meu textos, aqui tem mais: http://crisedeestudante.blogspot.com.br/ momentaize.tumblr.com