Writing about you

18 Are you uncertain? Or just scared to drop your guard?


Notas iniciais
Um obrigada mais que especial para Trinadeckerr por ter usado palavras lindas para recomendar a fic. Desculpem qualquer erro, espero que gostem. Musica do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=6iB5MLmmgyE

Eu nunca encontrei nossa definição. Nós começamos errado, mas o que seria começar certo para nós? Nós somos uma bomba prestes a explodir, ligadas por um fio comum. Apenas um pequeno deslise e “bum”, tudo vai para os ares. Nós somos perigosas uma para a outra, mas está em nosso destino permanecermos juntas. Nós somos duas partes do mesmo imã, diferentes e ao mesmo tempo iguais, nos repelimos quando chegamos perto, mas ainda somos incrivelmente atraídas uma pela outra quando nos afastamos. Você é minha definição de bom, e eu, bem, eu sou sua definição de mal. Até nisso nos completamos, certo? Não importa o quanto nos repelimos, quando estamos no mesmo espaço, no mesmo quarto, na mesma cama, nós somos como mágica, nós fazemos parte da mesma coisa. Você é meu lado positivo e eu sou o seu negativo e nós precisamos uma da outra. Eles estão certos quando dizem, nós somos uma bomba prestes a explodir, mas continuamos intactas porque somos o único motivo para a bomba não explodir também. (Minha autoria)

R: Eu não sei o que estou fazendo [murmurou baixinho enquanto retirava o sutiã de Emma]

E: Você quer parar?

R: Não. Eu sei muito bem o que eu quero, só não sei o que estou fazendo

E: O que você quer fazer?

R: Tocar você [respondeu rapidamente, seus olhos refletiam o puro desejo que sentia]

E: Então me toque [sorriu]

R: E se eu fizer algo errado? Eu nunca estive com uma mulher antes, Emma.

E: Não tem errado ou certo, Regina. Se você fizer algo que eu não gosto então eu vou falar e você vai parar, assim como se eu fizer algo que você não gosta. Não tem como saber o que vai dar certo ou não, pessoas não são moldes únicos, não é porque eu já estive com outras mulheres que eu vou saber como é estar com você. Toque-me [sussurrou arrastando as mãos pelas costas nuas de Regina] sinta minha pele contra a sua, sinta meu corpo reagir ao seu...

Emma arrastou os dentes lentamente pelo pescoço de Regina, descendo até sua clavícula e deixando uma marca lá, fazendo Regina gemer baixinho.

E: Eu quero ouvir você [sussurrou] não se prenda, deixe-me ouvir você .

R: Emma... [gemeu]

E: Deixe-me ouvir você, tocar você, sentir você contra mim...

Regina sentiu as mãos da loira em seus ombros a empurrando contra o colchão macio. Tudo era extremamente novo para ela, as sensações que Emma estava proporcionando, o jeito como ela sentia seu corpo reagir a qualquer toque da loira, tudo parecia ter uma proporção muito maior. O corpo de Emma estava pressionado contra o dela e Regina não conseguiu evitar o gemido que escapou de sua gargante quando Emma deslizou uma coxa entre as suas e a beijou profundamente. Emma desceu uma de suas mãos até a coxa da morena de uma maneira um pouco hesitante, dando à mulher a oportunidade de demonstrar qualquer forma de protesto ao toque. Mas quando Regina apenas aprofundou o beijo, Emma tomou como um sinal positivo para continuar. A loira subiu os dedos um pouco mais, correndo lentamente por entre as coxas de Regina, parando suavemente sobre a calcinha de renda.

R: Oh Deus… [gemeu em meio a um suspiro]

Vendo a reação positiva de Regina, Emma correu um pouco mais seus dedos sobre a calcinha de renda da morena até pressionar com um pouco mais de força sobre seu clitóris. A loira teve tempo de ver os olhos da morena escurecerem completamente antes de Regina jogar a cabeça para trás e fechar os olhos.

Regina nunca tinha sentido tanta coisa ao mesmo tempo, ela mal podia respirar através da névoa espessa de desejo que cobria o quarto. Ela só conseguia ouvir os gemidos dela, de Emma e sentir o cheiro de ambas que infestava o quarto. Ela podia sentir a língua de Emma em todos os lugares fazendo-a suspirar e gemer. Ela sabia que sentiria vergonha quando acabasse, pois o sons que estava fazendo não eram algo que ela costumava fazer, Emma estava despertando seu lado mais cru. Quando a loira desceu os lábios sobre sua barriga, dando uma atenção especial a seu umbigo, Regina esqueceu qualquer vergonha que ela poderia sentir e gemeu alto.

R:Sim… Emma, por favor.

E: O que você quer? [perguntou com um sorriso malicioso]

R: Só… só me toque, por favor… eu preciso de você.

E: Onde?

R: Dentro de mim, eu preciso de você dentro de mim...

Quando a língua de Emma encontrou seus clitóris e os dedos da loira deslizam gentilmente em sua entrada, Regina sentiu seu corpo começar tremer.

R:Não pare, por favor, não pare

E: Venha para mim, Regina [sussurrou colocando um pouco mais de força em seus movimentos]

R: E..Emmaa [a morena suspirou antes de sentir seu estomago apertar e seu corpo explodir]

Você vai encontrá-la, ela é muito bonita, mesmo que às vezes ela fique triste por muitos dias. Você vai ver, quando ela sorrir, você vai amá-la.

...

E: Oi [sussurrou baixinho]

R: Olá [respondeu sorrindo] Quanto tempo nós dormimos?

E: Umas três horas.

R: Você quer que eu...

E: Fique [pediu quando sentiu a morena começar a ficar envergonhada]

R: O que?

E: Fique, passe à noite aqui.

R: Eu teria que avisar meu filho e consequentemente minha mãe.

E: E isso é um problema?

R: Não [sorriu se aconchegando ainda mais em Emma]

E: Então você vai ficar?

R: Sim. Tudo vai mudar agora, não vai? [perguntou um pouco apreensiva]

E: Acho que as coisas já tinham mudado muito antes de que nós pudéssemos perceber.

R:Você já se sentiu assim, como… como se o mundo realmente fizesse algum sentido.

E: Sim, isso se chama felicidade pós orgasmo [brincou]

R: Não é isso, idiota [riu dando um tapa de leve no ombro da loira] Eu não sei explicar. Você acredita que as coisas estão interligadas?

E: Como assim?

R: Como se tudo o que fazemos, nossas atitudes e ações, despertassem uma série de de pequenas conexões no espaço. Eu estou confundindo você, não é? [perguntou um pouco envergonhada, sua bochechas tingidas com um tom de vermelho]

E: Um pouco, mas eu gosto. Gosto das coisas que você pensa, elas fazem sentido e me fazem pensar em coisas que eu não costumo pensar. Continua.

R: Bom [continuou] Pense no universo como uma grande teia de aranha, nessa teia existem várias pequenas ligações, toda atitude que você toma puxa uma dessas ligações que, por consequência, puxa uma outra ligação.

E: Como uma reação a ação que você tomou?

R: Isso, como se fosse uma cadeia de consequências sabe. Como uma espécie de destino, mas um destino que, de alguma maneira, você escolhe. Você escolhe quando puxa a primeira ligação, a primeira “linha” da grande teia.

E: Como se tivéssemos uma cadeia de destinos e cada atitude que tomamos nos leva para uma outra possível cadeia? [perguntou confusa]

R: Sim, como uma teia, onde um caminho leva a outro caminho, mas no final, todos os caminhos chegam no mesmo lugar.

E: Como se, independente do caminho que você toma durante toda sua vida, no fim você vai se deparar com o seu real destino?

R: Sim, quer que ele seja possível de acontecer, dependendo do caminho que você tomou e escolhas que fez, quer não.

E: Uau, mas isso é um pouco triste, não? Quer dizer, e se no fim você finalmente percebe que seu destino não era aquele que você tem agora, mas é muito tarde para fazer alguma coisa?

R: Eu não sei [suspirou] eu gosto de pensar que tudo está interligado, mas ao mesto tempo, eu tenho medo disso também.

E: Sim, eu nunca fui de acreditar em destino sabe, mas ao mesmo tempo o destino meio que dá um tapa na sua cara à vezes. Eu conheço um casal de amigas que está junto até hoje porque uma delas fez uma ligação errada.

R: Como assim? [perguntou curiosa]

E: Bom essa minha amiga, que é jornalista, ela estava fazendo uma matéria no aqui em NY, mas tinha que ligar para várias redes de jornalismo em outro país. Era uma matéria sobre guerras civis. Em uma dessas ligações ela errou o ddd ou algo assim e acabou ligando para o Brasil, sendo que lá já era de madrugada. Ela nem percebeu o erro e meio que já ligou xingando a outra pessoa. Nisso uma mulher respondeu, dizendo que ela tinha ligado errado e tudo mais.

R: E o que aconteceu? [perguntou curiosa]

E: Bom, essa minha amiga ficou super envergonhada, mas ela é muito orgulhosa então não se desculpou, apenas disse que era engano e desligou. Na manhã seguinte ela recebeu uma mensagem dessa mulher que ela tinha ligado enganada, Rachel é o nome dela. Bom, na mensagem Rachel dizia que o estresse podia fazer muito mal para uma pessoa e essa minha amiga acabou respondendo. Eu sei que elas ficaram quase uma ano conversando por mensagem e internet. Um dia Rachel veio para NY a trabalho e bom, elas acabaram se encontrando.

R: Elas ficaram juntas?

E: Elas estão casadas há dois anos.

R: Sério? [perguntou sorrindo] Essa história é real mesmo?

E: Sim [sorriu] loucura, não é? Não tem como isso não ser destino.

R: Sim, uau. Eu escreveria sobre isso.

E: Aposto que ficaria bem melhor do que o jeito que eu contei. Às vezes eu também penso no que aconteceu com a gente, eu ter pego uma matéria com você duas vezes seguidas.

R: E eu aqui achando que você estava me perseguindo [brincou]

E: Não, mas eu cogitei essa possibilidade [riu]

R: Sério?

E: Não [riu] eu tenho princípios, não infle tanto o seu ego.

R: Eu não sei se acredito em destino, um único destino. Mas eu acredito, de uma maneira ou de outra, que existem pessoas que foram feitas para ficarem juntas.

E: É uma maneira interessante de pensar [sorriu]

R: O que está na sua cabeça agora?

E: Nesse exato momento?

R: Nesse exato momento.

E: Bom [sorriu puxando Regina mais perto] Nesse momento eu estou pensando em quão linda você é [respondeu fazendo Regina sorrir envergonhada]

R: Você diz isso para todas as mulheres? [brincou]

E: Claro, nós recebemos uma cartilha explicando essas coisas [riu] O que nós fazemos agora? [perguntou de repente, o sorriso caindo de seus lábios]

R: Tomamos um banho? [perguntou confusa]

E: Não, eu não quis dizer agora, agora. Eu quis dizer, você sabe. O que fazemos?

R: Eu não sei, mas não quero apressar nada. Eu só sei que quero descobrir o que isso significa [respondeu encarando suas mãos entrelaçadas]

E: Eu também [suspirou]

R: Tem alguma coisa incomodando você? [perguntou de repente] você parece, eu não sei, você ficou distante de repente. Foi a resposta que eu dei?

E: Não, não. Não foi nada que você disse, eu só estava pensando em algo do meu trabalho.

R: Você acha que vai ser complicado acompanhar as gravações do filme agora, por causa de mim?

E: Que? Não, claro que não. Na verdade isso vai fazer as coisas serem mais interessantes [brincou]

R: Então o que aconteceu?

E: Nada [mentiu] só estava pensando em como vou conseguir manter minhas mãos longe de você quando estivermos lá.

R: Acredite em mim, querida, vai ser muito difícil não querer ter suas mão em mim [respondeu com a voz rouca] Ma por enquanto, eu prefiro que ninguém saiba, você sabe, sobre nós. Até porque nem a gente sabe o que é isso.

E: Claro [respondeu fracamente] nós podemos manter isso para nós.

R: Nós vamos ficar bem?

E: Sim, nós vamos...

Você é aquela coisinha boa que a gente sabe, bem no fundo, que vai terminar em confusão

...

Há pessoas que vão dizer que esse tipo de amor foi criado pelo vento. Traiçoeiro, falso, sem propósito. Mas não importa o que digam, meu amor é meu, ele é livre e eu entrego a quem eu achar merecedor dele. Eu não acredito que algo tão puro e bonito possa ser errado. Pobre de quem não vê a delicadeza do sentimento, pobre de quem só consegue enxergar o desprezo pelo diferente, pobre de quem não se emocionou ao ver um amor tão simples e bonito. Eu desejo à eles todo amor do mundo e não os culpo. Pobre dos que não sentiram a serenidade porque só foram ensinados a odiar. (Minha autoria)