Writing about you
13 2 am and I'm still awake, writing a song
Notas iniciais
Você desistiu de seus próprios sentimentos em prol de alguém que não se importava com você. Você deixou-se magoar, apenas para não magoar uma outra pessoa. Você sorriu todas as vezes que deveria ter chorado, você engoliu todos os “não’s” que queria ter dito, mas não disse. Agora você não sabe mais como sentir, quem é ou como agir. Tudo o que você engoliu em seco todos esses anos está voltando, correndo pelo seu corpo, chegando em sua garganta e sufocando você. (Minha autoria)
“Acalme-se. Acalme-se. Esta é uma lição de vida importante. Quando você amar, espere por decepções. É assim que as coisas são…’’ (Elena Undone. Filme)
...
RH: Você vai com ela? Com ela de todas as pessoas? [perguntou enquanto Regina arrumava a mala]
R: Ela é uma amiga.
RH: Uma amiga que beijou você, Regina.
R: Foi um erro, nós já estamos bem com isso.
RH: Um erro, claro [debochou]
R: O que você está insinuando?
RH: Ela é apaixonada por você, como você pode ser tão cega?
R: Cega? Eu não estou cega, mas aparentemente você está.
RH: E se eu fosse em uma viagem com alguém que você não gosta? Alguém que já me beijou, o que você faria?
R: Primeiro, não é uma viagem, nós vamos em um enterro, pelo amor de deus. Segundo, Emma nunca fez nada para você não gostar dela, nesses meses todos você conversaram o que? Duas vezes?
RH: Eu posso julgar o caráter de uma pessoa com apenas uma conversa, principalmente se essa pessoa beijas mulheres casadas quando elas estão vulneráveis.
R: Ninguém consegue julgar um caráter…. Espera ai, vulnerável? Você acha que eu estava vulnerável?
RH: Você sempre está vulnerável, Regina. Você é ingenua.
R: Eu não sou vulnerável muito menos ingenua.
RH: Não? [debochou] Você está sempre insegura com sua aparência, sua roupas, você está sempre preocupada com os que as pessoas estão achando de você. Não me olhe assim, você sabe que é verdade. Você é sempre tão vulnerável que é só alguém aparecer e inventar elogios que você já… já…
R: Já o que?
RH: Já confia nessa pessoa inteiramente.
R: Eu não vou ficar discutindo com você [respondeu baixinho] eu estou cansada
RH: Você não deveria ir.
R: Eu preciso ir [suspirou sentando-se na cama, as lágrimas que a morena nem tinha notado já escorriam pelo rosto] Eu preciso...
RH: Você já tomou sua decisão e ao que parece, minha opinião não é necessária. Conversamos quando você voltar.
R: Robin eu… eu sinto muito por ter decido sem você é que…
RL: Nós somos uma família, Regina. Nós vamos nos casar, nós temos que decidir as coisas juntos. Você não pode tomar decisões assim e esperar que eu concorde [murmurou em um to mais calmo, passando a mão pelo rosto de Regina] Eu não estou tentando magoar você, amor. Eu apenas sou um homem, eu sei como essas coisas funcionam.
R: Eu só quero que o mundo pare de girar tão rápido [sussurrou com a voz embargada]
RH: O mundo continua girando do mesmo jeito de sempre [sorriu de lado]
R: Sim [concordou forçadamente] foi só uma metáfora estupida.
RH: Nós nos vemos quando você voltar, e Regina [chamou a atenção da morena dando um beijo em sua testa] Eu queria poder ir com você, mas…
R: Você não pode deixar a empresa agora, eu sei. Só visite o Henry na mamãe, ok?
RH: Ok. Eu amo você [murmurou dando um beijo nos lábios da morena]
R: Eu sei [respondeu] mas Robin já não estava mais no quarto.
Assim que Robin saiu, Regina deixou escapar um soluço que nem sabia que estava segurando, o mundo estava girando rápido, cada vez mais rápido. Ela queria vomitar. Isso não era apenas uma metáfora estupida, não poderia ser.
H: Mamãe [chamou baixinho]
R: Hey filho [sorriu tentando discretamente enxugar as lagrimas]
H: Por que você está chorando? Você está machucada?
R: Um pouquinho, mas não é o tipo de machucado que sai sangue.
H: É por causa do vovô?
R: Um pouco.
H: Robin bateu a porta quando saiu. Ele está irritado com você?
R: Não filho, foi só uma discussão de casal, nós estamos bem. Eu sinto muito se você ouviu alguma coisa.
H: Ele falou coisas ruins da Emma [disse de repente] Eu gosto da Emma.
R: Eu sei querido [sorriu] ele não estava pensando direito.
H: Eu consigo ver que você está triste [disse encarando a parede atrás de Regina] mas eu não sei o que fazer.
R: Você pode me dar um abraço? [perguntou, os olhos enchendo de lágrimas mais uma vez]
H: Sim [respondeu sem sair do lugar]
R: Henry [sorriu] eu gostaria que você me abraçasse, agora [disse docemente]
H: Oh, ok [sorriu de lado dando um abraço apertado em Regina]
R: Você é um garoto incrível, nunca deixe ninguém dizer o contrário.
H: Você é uma pessoal incrível também, mamãe. Nunca acredite no contrário.
E aprendeu desde cedo com a separação de seus pais. Desamor é ir embora, amor é deixar ir.
...
A: Só me prometa uma coisa, Emma, você não vai se machucar.
E: Quem pode prometer isso? [deu de ombros]
RL: Me diga que você sabe o que está fazendo [perguntou enquanto Emma guardava algumas roupas em uma mala pequena]
E: Eu não tenho ideia, mas parece certo.
A: Por que o marido dela não vai?
E: Noivo [corrigiu] Eu não sei, ele tem que ficar por causa da empresa dele, algo assim.
RL: Uau, ele com certeza vai ganhar o premio de noivo do ano.
E: Não é?
A: O noivo dela não vai e você resolveu ir?
E: Não eu… Olha eu não sei, mas vocês tinham que vê-la, ela parecia tão pequena. Ela precisava de uma amiga e eu não acho que ela tenha muitas.
RL: E a senhorita perfeição? Você sabe, a francesa.
E: Belle? Ela não pode ir, quer dizer, ela queria ir, mas alguém tem que ficar para resolver as coisas da adaptação e ajudar no roteiro. Belle é quase uma segunda Regina, ela conhece todos os livros melhor do que ninguém.
RL: São três dias, Emma. Você está pronta para isso?
E: Eu não sei, eu nem sei quais são meus sentimentos por ela, mas agora, nesse momento, eu quero ser apenas uma amiga. Nós vamos nos encontrar no aeroporto em menos de meia hora, vamos chegar no fim da tarde de hoje, amanhã será o enterro e depois de amanhã Regina pode assinar os papéis e nós vamos embora. Eu sei que vamos ter que conversar depois de tudo que aconteceu, mas eu não posso deixar ela ir sozinha.
A: Você a ama [disse de repente]
E: O que? Não... não. Claro que não.
RL: Ok, respire agora. Sem amor, nós entendemos.
E: Eu posso estar apaixonada por ela, mas isso não importa agora.
A: Ela tem sorte por te você na vida dela, espero que ela saiba disso.
E: Obrigada [sorriu] Vocês duas tem me ajudado bastante.
RL: É o que as famílias fazem, certo Alex?
A: Mais do que certo.
E: Você vai lembrar de anotar tudo o que eu vou perder nesses primeiros dias da gravação?
RL: Sim, senhora. É nossa ultima matéria juntas, nós vamos fazer valer a pena.
A: Ultima? Vocês não vão mais trabalhar juntas?
E: Nós vamos, só vamos parar por algum tempo.
RL: Dois anos para ser exata.
A: Por quê? [perguntou confusa]
RL: Porque sua irmã aceitou um trabalho na Índia.
A: Ela o que?
E: A gente conversa quando eu voltar, ok maninha? Você ainda tem algum tempo comigo.
A: Emma…
E: Quando eu voltar, ok?
A: Ok [suspirou] se cuida.
E: Você também. E avisa aqueles pestinhas que eu tenho um presente para entregar quando eles chegarem.
A: Você comprou presente para os meus filhos? [perguntou surpresa]
E: Seus filhos são meus sobrinhos também, não são? [sorriu]
RL: Na medida do possível, faça um boa viagem, Emma.
E: Obrigada. Cuide dela, ok?
RL: Sua irmã está em boas mãos, agora vai logo.
E: Até logo gente, se Regina não me matar no meio do caminho….
A: Então [começou assim que Emma fechou a porta] Ela a ama, não é?
RL: Com certeza [respondeu tranquilamente]
A: O que nós podemos fazer?
RL: Juntar os cacos quando isso acabar mal.
A: Você acha que vai acabar mal?
RL: Você não?
A: Por que a vida não é simples?
RL: Eu não sei, mas me pergunto isso todos os dias [respondeu sorrindo] Todo santo dia....
...
A viagem até a Pennsylvania fora muita mais tranquila e muito mais quieta do que Emma poderia esperar, Regina tinha, basicamente, escrito a viagem inteira. Emma queria saber o que a morena tanto escrevia, mas não teve coragem de perguntar. Então ela só ficou ali, quieta, respirando devagar. Era uma situação estranha e Emma sabia disso. Elas não eram amigas, nem colegas, nem nada. Elas eram duas mulheres que discutiam mais do que conversavam e que mantinham sentimentos diferentes em relação uma a outra. Enquanto Emma estava apaixonada, Regina queria apenas uma amiga. Era uma situação complicada, o mundo era complicado.
E: Você está bem? [perguntou quando entraram no quaro de hotel. A cidade era menor e mais antiga do que Emma havia imaginado, tudo o que elas conseguiram foi um quarto com duas camas de solteiro em um hotel muito meia boca] Você ficou estanha a viagem inteira, mas do que o normal [tentou brincar]. Isso é por que vamos dividir um quarto?
R: O que? Não, claro que não.
E: Então o que é? [perguntou sentando ao lado da morena]
R: Eu estava pensando em algo que Robin me disse.
E: O que ele disse?
R: Que eu estou sempre vulnerável e insegura.
E: Me desculpe, mas o capitão América é um idiota completo.
R: Não chame ele assim [advertiu, mas Emma podia jurar que viu, mesmo que por um segundo, um sorriso nos lábios de Regina]
E: De idiota ou de capitão América?
R: Os dois.
E: Ele é muito importante para você, não é? [perguntou em um tom quase triste]
R: Ele é o meu melhor amigo. Um dos únicos amigos.
E: Talvez você precise de amigos melhores então [comentou levantando-se da cama] Eu vou naquele restaurante que vimos perto daqui, o que você quer para jantar?
R: Às vezes você aceita o pior, porque o pior é tudo o que você tem [citou de repente, fazendo Emma virar para encará-la ]
E: Às vezes você aceita o pior porque está assustada demais para compreender que merece coisas melhores.
R: Ele é um boa pessoa, um bom homem, um bom amigo. Eu só estou um pouco triste com ele agora, mas ele sempre esteve lá por mim. Ele era o melhor amigo do Daniel, ele estava lá por mim quando ninguém mais estava. Ele me ama [disse encarando Emma, como se precisasse desesperadamente que a loira entendesse] e eu o amo.
E: E onde ele está agora? Por que eu não consigo entender [comentou em um tom calmo]
R: Ele continua ali, e no fim do dia, pode não ser hoje nem amanhã, mas no fim do dia eu estarei sozinha de novo e ele estará lá para mim.
E: Você pode estar certa [sorriu de lado] “às vezes você aceita o pior porque o pior é tudo o que você tem” Mas às vezes, você aceita o pior, porque você tem medo do que o melhor pode te oferecer. Você está tão acostumada a ter que se policiar para falar com os outros, a se guardar em uma postura inabalável, a não mostrar opinião e emoção. Você virou um fantoche manuseada por você mesma e isso é triste. Isso não é ter alguém Regina, isso é não ter ninguém, porque se no fim do dia ele é tudo o que você tem então, ao que me parece, você é mais sozinha do que pensa.
R: Você não entenderia.
E: Então me explica.
R: É complicado [suspirou] Acho que todo mundo resolveu criticar minhas escolhas hoje [sorriu de lado]
E: Olha…. Eu... eu sinto muito, eu… eu sou estupida ok? Eu não sei nada sobre o seu relacionamento e esse definitivamente não é o momento, eu sinto muito.
R: Eu só estou tão cansada, eu não sei mais o que fazer, Emma. Eu não sei mais o que fazer, porque eu não sei mais qual foi o ponto exato em que minha vida virou essa bagunça, essa desordem, essa total falta de controle. É como se todos os meus sentimentos estivessem em guerra dentro de mim, é como se eu não tivesse mais nenhum controle sobre nada. Eu… eu me sinto perdida… como… como se o mundo…
E: Girasse rápido demais [completou] Eu sei como você se sente.
R: Como?
E: Todos nós temos um história, Regina. Não acho que isso conte como uma desculpa, mas é algo que você tem que entender às vezes. Todo mundo que você encontra está carregando uma bagagem e nem sempre essa bagagem é leve.
R: Quando você vai me contar a sua história?
E: Quando o dia não estiver muito dramático [sorriu, mas seu sorriso morreu quando ela notou o quão perdida Regina estava] Isso [se aproximou, mostrando um colar com o pingente de algum tipo de moeda ou ficha de casino] Isso fez eu me sentir exatamente como você agora, como se meu mundo estivesse fora de controle.
R: O que é isso?
E: Isso é o que você ganha quando alguém salva a sua vida. Quando você entra em uma nova etapa [Emma sorriu quando Regina a encarou confusa] Isso é como um medalhão, você ganha um quando…. Quando você deixa de ser um alcoólatra.
R: Sua reportagem na tv….
E: Talvez algum dia eu te conte a história toda.
R: Quanto tempo… você sabe. Quanto tempo você está…
E: Sem beber álcool? Quase dois anos.
R: Nós somos uma dupla de desgraças [riu] Eu não sei se eu tenho esse direito, mas eu me sinto orgulhosa de você.
E: Obrigada. Eu me sinto orgulhosa de você também.
R: Por que?
E: Porque você é uma pessoa maravilhosa, Regina. Mesmo que você não tenha nenhuma noção disso.
R: Obrigada [agradeceu sorrindo, o primeiro sorriso verdadeiro que ela dava naquele dia] O que? [perguntou quando Emma continuou a encarando]
E: Se é verdade essa história de que o mundo passa a girar mais rápido quando estamos perdidos, desesperados ou sem rumo, então meu mundo começou a girar mais devagar depois que eu conheci você.
R: Eu... eu queria que fosse simples. Eu queria simplesmente poder estar apaixonada por você.
E: Eu também [sorriu de lado] Mas você não pode escolher a pessoa pela qual se apaixona e eu cheguei muito tarde. Eu estou bem com isso, eu vim até aqui porque você queria uma amiga e eu estou disposta a ser sua amiga, só sua amiga. A vida não é simples, mas nós não precisamos complicar ainda mais [sorriu] Eu vou comprar nosso jantar.
R: Tenha cuidado.
E: Nessa cidade minuscula?
R: Você nunca sabe quando um urso vai atacar você [brincou]
E: Urso? [perguntou um pouco chocada] tem ursos aqui?
R: Eu quero uma salada simples e m frango grelhado [sorriu indo em direção ao banheiro]
E: Regina? Você não me respondeu, Regina, isso não tem graça... Se eu não voltar, diga ao Gold que eu acho ele um babaca.
R: Suas ultimas palavras foram guardadas [gritou do banheiro] agorá vá buscar comida para nós.
E: Sim senhora [respondeu rindo]...
...
Você foi embora e eu não fiquei com nada além do eco de suas palavras vazias. Você foi embora sem explicação nenhuma, sem razão nenhuma, sem nos dar a chace de conversar. Você virou as costas e foi embora, juntou suas coisas e foi viver com seus novos amigos. Você é feita de momentos, nada realmente dura com você e isso é triste. Você é mais vazia que um balão cheio de ar. É até engraçado se pararmos para observar com atenção essa história toda, nosso roteiro foi escrito por um estagiário decadente que percebeu que não recebia o suficiente para aguentar a ressaca moral. Nós somos uma comédia deprimente, daquelas que prometem risos, mas decepcionam no final. Que final? Nós nem tivemos um final, você foi embora antes mesmo dos créditos começarem. Nós somos o fruto de um roteiro mal adaptado e sem propósito, engraçado e patético no começo, cruel no meio e sem nenhum fim. Você sempre se importou em decorar suas falas e eu, bom, eu era uma atriz que não sabia que tinha recebido o papel principal. Você afogou todos em meio a suas mentiras e me fez dançar a coreografia ensaiada de uma banda sem som, você era uma peça de teatro pronta para acontecer. Você não precisava de mim, você precisava de uma plateia e você conseguiu. Você apresentou seu espetáculo, envolveu todos em seu drama ensaiado, recolheu as recompensas, se orgulhou das vaias e foi em busca de novos atores. Outros participarão de suas peças, dançarão a sua musica e tentarão compreender os seus motivos, mas eles também ficarão para trás com o tempo, junto com todos os seus roteiros mal escritos que nunca chegarão a imprimir na tela de um grande filme. Nem Shakespeare mergulharia nessa, você é apenas um drama forçado e sem valor. (Minha autoria)
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