We could be perfect or just a disaster. I've came up with a lame excuse... Maybe I should I stays, maybe i should go.

Sim, Percy realmente havia me visto no dia seguinte, mas não da maneira que ele queria. Eu havia saído mais cedo de casa, passado na casa da Thalia para pegá-la e contado toda a verdade, ou não, sobre como havia sido os quatro dias com Percy Jackson e inventando para mim mesma e para ela uma derrota.

– Não vai tentar mais? Você ainda tem três dias — ela indagou quando entreguei o envelope com o dinheiro para ela, com um sorriso vitorioso nos lábios pintados de vermelho.

– Eu tentei, por três anos, e não consegui, estou cansada de me humilhar para ele, entende? — menti de novo, parando no drive do Starbucks para pegar o meu costumeiro cappuccino com chantili. — Eu sou uma derrotada, Thalia, ainda não notou isso? Não consigo um garoto, não consigo escolher uma faculdade, enfrentar a minha mãe... Por baixo de tudo isso, eu não sou ninguém.

Como eu esperava dela, a mesma não disse nada que me ajudasse, apenas mudou o assunto para como a vida amorosa dela estava bem melhor do que a minha e ainda fez questão de cutucar a ferida do Luke, dizendo que ele havia voltado a morar em Seattle e que estava trabalhando em uma mecânica.

Não havia momento melhor para desastres acontecerem, mas eu fingi, e fingi muito bem dentro do carro, não me importando com a presença próxima dele e muito menos com a cobra que estava sentada ao meu lado. Não sentia mais nada pelo Luke, e a única coisa que cada vez mais eu sentia pela Thalia, era ódio.

Quando entrei no laboratório de química, Percy estava lá, no mesmo lugar de sempre, com uma cadeira vaga como sempre. Ele sorriu para mim e eu tentei fingir que não havia visto, indo me sentar no fundo da classe, ao lado do Nico e, durante toda a aula, fingindo não me importar com o olhar dele sobre mim quase sempre.

Quando a primeira aula acabou, eu fugi dele antes mesmo que o rapaz pudesse pensar em fazer alguma coisa e, acho eu, que foi assim durante todo o primeiro período. Passei meu almoço na parte mais distante de biblioteca, deixando a Rachel de lado e me focando em tentar fazer sozinha minha lição de álgebra, escondida entre as prateleiras de anuários, onde basicamente ninguém ia e onde eu sabia que ninguém me procuraria.

Se eu havia entrado mais de três vezes dentro daquela biblioteca, era muito e, eu apenas sabia da existência daquelas prateleiras fantasmas graças a garota que realmente foi a minha amiga e eu abandonei por capricho.

O segundo período foi mais rápido e mais complicado ainda, eu havia passado de aula em aula, de corredor em corredor até acabar no campo dos meninos, com os olhos do moreno presos no meu corpo e nos movimentos que eu fazia usando a coreografia bem treinada no inverno, vendo como estava mais fácil de suportar os movimentos e de como era menos desgastante para todos nós.

– Srta. Chase, posso conversar com você um minuto? — a diretora me parou no estacionamento e, quando vi Percy parado atrás dela, concordei rapidamente, seguindo-a para o lado de dentro da escola e passando reto por Percy, que ainda assim fez questão de segurar meu pulso e me parar.

– A gente precisa conversar...

– Eu estou meio ocupada hoje. — menti rapidamente, me afastando dele em seguida e correndo para o lado de dentro da escola, sem olhar para trás, indo já direção do som dos saltos da diretora.

Não sabia o motivo de estar ali até encontrar a minha mãe sentada em um cadeira e batendo de maneira impaciente seus saltos no chão. Para ela ter abandonado seu precioso trabalho e se dado o trabalho de vir até aqui, a coisa era muito séria mesmo.

Por isso me sentei em silêncio ao seu lado, olhando para os meus pés e tentando entender o que eu havia feito de errado para estar ali. Então ai estava o problema, pois eu não havia feito nada demais, tirando os cigarros de ontem, hoje eu havia passado o dia todo em silêncio, na minha, fugindo de todo mundo.

– Posso saber o que aconteceu? — questionei por fim, não aguentando o silêncio das duas mulheres.

– Sua mãe veio falar comigo sobre o olheiro de Yale que quer assistir a sua apresentação daqui uns dias e, por mim, não existe problema em ele estar aqui, mas, e por você? Todos sabemos que Yale é como uma meta para você, mas sempre que tocamos nesse assunto, você ficar desconfortável. — ela falou me fazendo olhar para a minha mãe rapidamente. Seu olhar frio era claro para mim, já havia visto ele diversas outras vezes e, acho eu, quer ver mais outras diversas não será problema nenhum.

Eu estava sendo obrigada a aceitar tal coisa e ficar em silêncio sobre o que tinha por trás dessa máscara de disfarce que eu usava todo dia, não era uma história longa para se contar, era apenas minha mãe controlando o meu futuro.

– Não tem nenhum problema — disse por fim, olhando para a diretora. A mesma arqueou a sobrancelha e piscou os olhos verdes, me fazendo procurar pelo seu nome em algum lugar.

Eu quase engasguei quando li o seu nome na plaquinha sobre a mesa. Diretora Sally Jackson, percebendo características dela no Percy. Eu estava de frente para a mãe do garoto no qual, eu havia feito uma aposta com a Thalia, de quebrar o coração e, a mãe desse garoto, era a diretora do meu colégio.

Primeiramente é proibido apostar na área escolar, então isso já me leva a uma suspensão junto com a Thalia se descobrirem. Em segundo lugar, eu provavelmente seria expulsa se, uma vez que eu levasse uma suspensão, todas as outras sujeiras que eu havia feito nos últimos três anos dentro dessa escola viesse a tona, o que realmente iria acontecer.

Eu era basicamente a rainha desse lugar e, quando a rainha sai para passear, seus súditos fazem a festa. Eu tinha certeza que se eu saísse por causa de uma suspensão, eu provavelmente não voltaria mais de tanta sujeira minha que eu havia escondido sob o tapete dessa escola.

– Está tudo bem? — Sally, ou a Sra. Jackson, ou Diretora Jackson, questionou me fazendo encarar ela mais uma vez e, lentamente, concordar com a cabeça. — Eu tenho mais um assunto a tratar com você, Srta. Chase, e quero aproveitar a presença da sua mãe aqui.

– Claro. — falei mascarando meu pavor e arrumando a minha postura, tentando o máximo possível não demostrar meu medo.

– O que a Annabeth aprontou, Sra. Jackson?

– Ela não aprontou nada demais, apesar dos professores terem sentido falta dela nos dois períodos de aula... Tem uma explicação para isso? Todos os alunos disseram ter visto seu carro no estacionamento da escola. — ela disse me encarando profundamente. Droga, conversar com Percy era mais fácil.

– Eu estava na escola... Tentando terminar meu trabalho de literatura. — menti rapidamente, de novo, pois a coisa que eu mais havia feito desde a hora que acordei foi mentir para todos sobre tudo. — Eu sei que é errado, mas meu pai voltou da África e a minha casa está uma zona, é impossível estudar lá, pode perguntar para a bibliotecária, passei o intervalo de hoje na biblioteca fazendo dever de casa... — e fugindo do sei filho. Pensei deixando o resto da frase pairar no ar, enquanto a diretora me analisava tentando procurar uma falha na minha mentira.

– Tudo bem, mas o assunto ainda não é esse. — ela disse fazendo minha mãe bufar irritada.

– Pode ir direto ao ponto, então? Eu ainda tenho uma reunião importante na hora do jantar. — minha mãe disse olhando para o seu relógio no pulso.

Sally, pelo seu olhar, queria repreender a minha mãe e, foi impossível não imaginar uma mulher careta como ela na sala de detenção, batendo seus saltos no chão impacientemente e desligando as diversas ligações que ela recebe a todo segundo no seu celular. Ela era mais mãe do celular dela do que de mim.

Esbocei um sorriso por causa do pensamento ridículo, percebendo que aquilo foi o mais próximo que eu cheguei de sorrir hoje. Eu realmente havia feito muitas coisas no automático, como ter gritado as instruções no treino para aqueles idiotas ou então tentado me manter acima de todos.

– Uma academia de teatro e dança passou por aqui mais cedo, deixou esse panfleto que amanhã eu estarei colocando pela escola. — ela me entregou um dos panfletos para que eu visse o que eles estavam querendo com tudo aquilo. — Eles são uma grande academia em New York e estou abrindo testes para bailarinas e atrizes... A sua treinadora estava comigo quando eles fizeram o anúncio e falou da sua excelência na dança, em como manteve seu posto de capitã das meninas da torcida nos últimos três anos e em como se destaca com todas as apresentações.

– Também temos meninos no grupo. — cortei ela por ter citado apenas o feminino do grupo e esquecido dos meninos que dão apoio.

– Me perdoe por generalizar. — ela sorriu e eu fiz descaso, para ouvir a mesma continuar a falar sobre a academia. — Eles tem conexão com a Europa e já formaram grandes bailarinas e bailarinos nos últimos anos, levando eles à gigantescas apresentações pelo mundo... Não sei se é algo que você quer, continuar dançando pelo resto da sua vida, mas eles estão com as inscrições abertas até o fim de semana para um teste aqui em Seattle mesmo, caso passe terá uma vaga garantida na academia para ir após o verão.

– São quantas vagas?

– Eles estão formando uma classe com alunos talentosos dos Estados Unidos inteiro, por isso apenas um casal irá ser escolhido por estado. — ela disse e eu rapidamente olhei para a minha mãe, com esperança e súplica no olhar.

Ela ficou em silêncio por alguns minutos, me encarando e analisando cada parte do meu rosto, para então tomar o papel da minha mão e ler rapidamente. Eu criei a esperança de que ela dissesse sim, mas vi que isso não iria acontecer quando a mesma jogou com total descrença o papel sobre a mesa da diretora.

Sem me controlar, deixei as lágrimas caírem sobre as minhas bochechas e deslizarem até meu queixo, enquanto a mesma se colocava de pé.

– Isso não é profissão. Levante-se e seque esse rosto, Annabeth, você vai para Yale. — ela falou firme, me obrigando a obedecer a sua ordem, mais uma vez.

– Me deixa pelo menos tentar. — murmurei apertando a alça da minha mochila, vendo em seu olhar que a mesma já havia tomado a sua decisão.

– Sra. Chase, não quero parecer intrometida e insistente, mas creio que a sua filha tem mais talento para a dança do que para engenharia civil. — Sally disse carinhosamente, me entregando o panfleto novamente. — Somos mais felizes fazendo o que gostamos.

– Sra. Jackson, Annabeth é a minha filha e quem cuida da felicidade dela sou eu...

– Está fazendo um péssimo trabalho, então. — resmunguei em alto e bom som para que as duas ouvissem, para então sair da sala em direção ao estacionamento com as lágrimas caindo nas minhas bochechas com livre arbítrio.

Estava nevando de novo e Percy estava encostado no meu carro, me esperando e realmente disposto a falar comigo a qualquer custo, só que eu não estava em condições de ter uma DR por causa de um dia ignorando ele, o mesmo havia me ignorado por tanto tempo.

– Annabeth Chase! — ouvi a minha mãe rosnar, me fazendo apoiar as mãos no capô gelado e coberto de neve do meu carro e tentar voltar a sanidade.

– Eu já sei, Atena! Eu já sei que eu vou para a merda da Yale! Eu já sei que irei cursar engenharia civil e administração para ter uma vida infeliz que nem a sua é, para ter um filho e obrigar ele a fazer o mesmo o que você fez comigo durante todos esses anos, eu já sei de tudo isso! Não precisa me lembrar mais uma vez dessa porcaria de empresa que você quer que eu assuma, não precisa me lembrar mais uma vez que dança e teatro não é carreira! Eu já sei de tudo isso, entende? Eu já estou farta de ouvir tudo isso! Papai é idiota demais por ainda estar com você, uma mulher que só olha para o próprio ego e que não está nem ai para o que a sua filha sente! — gritei assustando ela e ao Percy, enquanto as lágrimas ainda caiam pela minha bochecha. — Você nunca se imprtou e nunca vai se importar, você só quer que eu vá para aquela merda de faculdade, fazer aquelas merdas de cursos, para me casar com um homem de merda e sem atitude e viver uma vida de merda que nem a sua, saindo de reunião em reunião apenas pensando na merda do dinheiro que eu vou receber! EU JÁ SEI DE TUDO ISSO, NÃO PRECISA ME LEMBRAR DE NOVO!

Destravei meu carro e me enfiei dentro dele, aproveitando que ambos ainda estavam assustados com os meus gritos para sair dali o mais rápido possível e tentar me colocar no lugar. Percy havia se afastado do carro quando eu comecei a gritar e foi a oportunidade perfeita para cantar os pneus no asfalto e fugir daquele estacionamento.

Eu ainda chorava, e chorava muito, o que era um perigo combinar minha visão embaçada com a neve que se tornava cada vez mais densa. Eu respirava fundo em cada semáforo que parava, olhando para as placas de trânsito e tentando me colocar em algum lugar o mais longe possível de casa. E eu acabei indo parar na Discovery, uma praia bem visitada por causa do seu parque, mas que, por causa do inverno denso e da neve, estava praticamente vazia, pessoas com alguma sanidade mental preferiam o conforto dos seus lares.

Me sentei nas rochas próximas ao farol que tinha ali e escondi a minha cabeça entre os meus joelhos, abraçando eles com força e finalmente começando a chorar sem medo de que alguém me atrapalhasse até nisso. A cada minuto a neve ficava mais forte e, o que antes era apenas alguns pequenos flocos caindo, agora estava se tornando uma pequena nevasca forte, me deixando com frio.

Eu não estava mal aquecida, havia trocado o uniforme de torcida por algo mais quente, só que eu não imaginava que iria vir parar na praia, com o vento gelado que o mar trazia batendo no meu corpo e os flocos de neve derretendo na minha roupa. Eu não queria voltar para casa, ter que olhar para a minha mãe e para o meu pai, ter que voltar a ser vizinha de Percy Jackson e muito menos ter que me lembrar o quão maravilhosa havia sido a noite de ontem, com toda aquela preparação e com todo o meu fingimento por causa de uma mera aposta que eu havia dado como perdida e pago os mil dólares para Thalia Grace.

Gritei para o mar ouvir minha revolta, gritei até a minha garganta passar a arder e até meu corpo se dar por vencido. Limpei as minhas lágrimas, deixando as mais teimosas molharem as minhas bochechas e me levantando das pedras escorregadias e cheias de musgos.

Quando levantei meu olhar, depois de pisar e afundar meus coturnos na areia molhada, vi Percy parado no meio da praia, me olhando com os braços cruzados e visivelmente preocupado, sem saber o que fazer ou como agir comigo. Por isso engoli em seco e me aproximei dele, lentamente, até nossos corpos estarem separados por alguns centímetros.

– Seus lábios estão roxos! — ele disse me puxando e me abraçando o mais apertado possível, transmitindo o calor do seu corpo para o meu. — Eu fiquei preocupado com você, saiu parecendo louca da escola.

– Apenas queria sair de perto da minha mãe — falei apertando ele de volta, com meu rosto escondido no seu pescoço.

– E de mim...

– Você é uma outra história e, creio eu, que quando ouvir, vai me odiar pelo resto da sua vida. — murmurei me afastando dele e olhando nos seus olhos verdes.

– Só por estar disposta a me contar, Annie, já é um grande avanço. — ele acariciou as minhas bochechas com delicadeza. — Já mostra que se sente mal.

– Eu me sinto mal por muita coisa, na realidade. — engoli em seco. — Mas ainda não estou pronta para te contar, eu preciso de um tempo para me colocar no lugar... Eu estou uma confusão só e, depois de tudo o que eu disse para a minha mãe hoje, querendo ou não, eu vou enfrentá-la e sofrer da sua ira.

– Você tem que correr atrás dos seus sonhos. — ele disse dando um beijo na minha testa. — Eu sei o que a minha mãe queria com você e...

– Por que não contou que a sua mãe era a diretora? — cortei ele rapidamente, fazendo o mesmo rir, onde não tinha nada de engraçado.

– Achei que soubesse, a escola inteira sabe disso. — ele me abraçou novamente, me fazendo dar um leve sorriso.

Envolvi meus braços no redor da cintura, apertando o meu corpo contra o dele e dando um beijo na curvatura do seu pescoço, aproveitando o máximo possível a nossa proximidade e querendo deixar aquele momento durar para sempre, sentir para sempre os braços dele me envolver e me aquecer enquanto a neve cai ao nosso redor, enquanto ouço o som das ondas quebrando na orla da praia e sinto o seu peito subir e descer contra o meu corpo.

Olhei para ele mais um vez, vendo seus olhos intensos e esverdeados, escondendo o azulado naquele momento, mas transmitindo algo que eu nunca havia tido na minha vida: compaixão.

Iria doer quando ele descobrisse toda a verdade que estava nos envolvendo, iria doer mais em mim do que nele, porque eu havia me envolvido mais do que devia por esse garoto e visto o quão incrível ele é por baixo das diversas camadas de ignorância e sarcasmo.

Não queria me aproveitar dele, não mais, só que eu queria sentir como era a sensação sem ter uma intenção a mais por trás, por isso, antes que a gota de coragem fosse embora, eu acariciei levemente os fios da sua nuca e fiquei na ponta dos pés, selando nossos lábios e deixando que, pelo menos consciente, o nosso primeiro beijo sincero, da minha parte, acontecesse.

...

Bati a porta de casa, vendo a zona de caixas e malas empilhadas na sala assim que atravessei o curto corredor. Minha curiosidade foi bem maior que o meu medo e eu logo estava abrindo a primeira caixa, vendo a mesma cheia de livros que eu sabia ser do meu pai, do escritório dele.

Eu conseguia ouvir a agitação e as falas misturadas no andar de cima, não me deixando nada assustada com a discussão, isso era a coisa mais comum para mim desde que eu me entendia por gente. Ouvir Frederick e Atena discutir não era, nem de perto, o mais importante dos meus problemas, o casamento deles sempre foi por um fio que, incrivelmente e infelizmente, nunca parecia estar prestes a arrebentar e, pode parecer egoísmo da minha parte, mas eu queria muito que arrebentasse.

– Quando quiser gritar comigo, estarei no meu quarto! — gritei por cima da voz dos dois, calando ambos e ignorando aquilo, indo na direção do meu quarto.

– Arrume as suas coisas, Annie, suas roupas, utensílios pessoais, livros e tudo o que é importante para você... Coloque em quantas caixas e malas quiser. — meu pai disse passando reto pela minha mãe. — E se arrume também, logo.

– Por que? Vamos para a África? — questionei demostrando todo o sarcasmos na voz.

– Não, nós não vamos para a África. — ele falou sério, olhando pra minha mãe com desgosto. — Nós dois vamos viver a nossa vida a nossa maneira, do jeito que queremos...

– Fala sério, Frederick, você não conhece essa menina! Enquanto ela crescia, você estava viajando de norte a sul na Africa. — Atena disse com os lábios crispados, demostrando seu desgosto por mim.

– Eu estava na Africa porque você mentiu para mim! Lembra do acordo? Não iriamos nos separar, eu iria para a Africa e você ia deixar a Annabeth longe da sua empresa. — ele se virou para ela, ignorando a minha existência. — Mas quem disse que você cumpriu a sua parte do acordo? Você agia por duas semanas que estava tudo bem, que não estava mentindo, mas fora isso, quando eu colocava as roupas na mala e os pés no avião, tudo voltava ao normal não? Fala sério, curso extra de artes para que ela aprendesse a desenhar, teatro básico para aprender a mentir e atuar...

– Ela é uma peste! Não obedece ninguém, age como quer e nunca me escuta! Me surpreende o fato dela ainda não ter aparecido gravida ou com alguma doença sexualmente transmissível. — minha mãe disse, também ignorando a minha presença. — Fala sério digo eu! Teatro? Dança? Desde quando isso é profissão? Não carreguei ela por nove meses para que a mesma ficasse fazendo passinhos de dança.

– Cala a boca! — gritei de novo, assustando-a. — Parem de falar de mim como se eu não estivesse aqui! Eu estou aqui, tudo bem? E, se eu te incomodo tanto, devia ter abortado e não teria que me carregar por nove meses dentro de você e por dezessete anos ao seu lado!

– Vamos, Ann, arrume as suas coisas — Frederick disse voltando a caminhar na direção da escada. — Nós vamos viver, de verdade.

Notas finais
Uou, esse capitulo ficou maior e, olha, eu nem demorei tanto assim! Eu teria postado antes se a minha net não estivesse uma merda e eu estou aproveitando que ela ta estável por enquanto e postando, depois de uma semana! YEAH, NÃO LEVEI UM MÊS! Bem, vocês sabem que está acabando né? Que são apenas 10, ou MENOS, capítulos, então comentem bastante mesmo, recomendem que eu volto logo, bc o próximo está pronto! Sério, comentem! XOXO