I think I took to much. I'm addicted to your touch. But I'm crying... In shame again. Well, we've come this far.

Joguei, mais uma vez, a bola de futebol americano para o Percy, agarrando ela mais uma vez quando ele devolveu para mim, só que isso realmente estava ficando patético. Não tudo, apenas o jogo que o ridículo havia começado no momento em que a maldita bola acertou um dos meus seios, todo o resto estava parecendo surreal.

No momento estava tocando Green Day, Stray Heart para ser mais precisa e, sinceramente, eu queria que aquela música ficasse no repete para sempre, talvez porque eu gostasse dela, ou simplesmente porque era engraçado ver e ouvir Percy tentar ser um Billie Joe Armstrong da vida.

– Tudo bem, isso já deu. — respondi jogando a bola para o lado e me deitando na cama em seguida. Logo senti o espaço vazio ao meu lado afundar e Percy deitar ao meu lado, olhando para o teto junto comigo. — Seria mais romântico se fossem estrelas.

– Seria, mas não tem estrelas essa noite. — ele respondeu deitando a cabeça sobre um dos antebraços. — Everything that I want...

– I want from you. — cantarolei baixinho, acompanhando ele.

– But I just can't have you. — ele disse me olhando com um sorriso. — Sua voz é bonita, isso não é justo.

– Cala a boca, Cabeça de Alga. — revirei meus olhos, virando meu corpo de lado para olhar para ele melhor. — This dog is destined for a home to your hearts.

– We'll never apart... I'll never stray again from you. — ele disse acariciando o meu rosto, delicadamente. — You, you're not alone.

– Oh, and I now I'm where I belong. — soltei uma gargalhada, sendo acompanhada por ele. — Isso é ridiculamente infantil.

– Só o fato de você estar sorrindo já torna tudo melhor, porque essa é uma das poucas vezes que eu ouço você rir sinceramente, Annabeth. — ele respondeu sem deixar do sorrir, me fazendo desviar o olhar do dele e sorrir de maneira tímida, porque ele havia me deixado sem reação.

Me aproximei dele e deitei a cabeça no seu peito, sentindo seu braço me envolver e me apertar próximo ao seu corpo, sentindo o calor do mesmo me envolver enquanto seus dedos acariciavam meu braço por cima do tecido da blusa. Ele cheirava a maresia e a perfume amadeirado, o que era uma mistura viciante enquanto eu dividia minha atenção entre Green Day e as batidas lentas do seu coração.

Não era aquelas coisas ridículas dos filmes, no qual a vadia sem coração se apaixona pelo nerd certinho, porque Percy Jackson não era o nerd certinho e eu não estava apaixonada por ele, mas, depois de tudo o que ele havia feito comigo hoje, a surpresa; o jantar; a dança e até mesmo deixado tudo isso se tornar romântico e um verdadeiro encontro, eu estava me sentindo mal por estar brincando com ele.

"O Percy é uma pessoa legal, Annabeth, tente não magoá-lo, ele não merece."

Por que a Rachel estava certa? Percy era a melhor pessoa que eu havia conhecido nos últimos anos, ele era a única pessoa que havia me ouvido e não dito que o motivo pelo qual eu me tornei o que eu sou hoje é apenas o da menina mimada que quer chamar a atenção.

Será que realmente vale a pena ganhar mil dólares para quebrar o coração desse garoto que só quer o bem de todo mundo? Ele não é esnobe, não é metido por ser o capitão do time da escola, pelo contrário, ele é ele é uma versão original dele mesmo, é ele quem leva o pé na bunda, não quem o dá. Ele podia ter o que quisesse, o pai dele tinha poder para tal coisa, mas não, ele havia resolvido dirigir uma moto por Seattle e tentar consolar garotas que choram.

– Uma pessoa pode ser considerada irrecuperável? — questionei olhando para ele, vendo o mesmo franzir o cenho para mim e respirar fundo.

– Eu acredito que não... Nunca é tarde demais para mudar — ele disse passando os dedos pela minhas costas. — Por que?

– Eu estava pensando na pessoa que eu era antes de Luke Castellan destruir meu coração. — murmurei olhando para os seus olhos e vendo o tom de verde mais lindo de todos. Suas íris estavam claras, como um verde cristalino, demostrando toda a verdade ali. Era como se ele pudesse enxergar a minha alma. — E se eu tivesse aceitado a decepção? E se eu tivesse dito não quando ele me pediu para transar com ele? E se... E se eu tivesse ouvido a minha melhor amiga e mantido distância dele?

– Thalia pediu para você manter distância dele?

– Não, Thalia era melhor amiga dele, ela que nos apresentou — respirei fundo, mordendo o interior da minha bochecha para não chorar. — Ela quem apertou o botão "Iniciar" do jogo de destruição.

– Não, foi você quem apertou, Ann — ele disse me afastando dele para se sentar, fazendo com que eu me sentasse também. — Ela apenas apresentou vocês, mas quem se deixou envolver, quem deixou tudo ir adiante, foi você, não foi? Ela não ficava esperando por ligações ou então fugindo de casa de madrugada para se encontrar com ele, era você.

– Sabe a garota que eu vi saltando da janela dele todos descabelada? — questionei e, depois de meio minuto, ele concordou com a cabeça. — Era a Thalia, os dois tinham um caso naquela época e apenas a imbecil aqui não enxergava... Eu acreditava que ela era minha melhor amiga, quando na realidade eu deixei a verdadeira ir embora e criei diversificadas máscaras para que eu usasse em diversas ocasiões.

– A realidade, Ann, é que para viver dentro da sociedade é preciso usar máscaras, caso contrário, nós não somos ninguém. — ele disse olhando para mim de maneira séria. — A nossa vida é uma eterna peça teatral, no qual assumimos diferentes papéis ao longo dela.

Coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha, mordendo com mais força do que necessária o meu lábio inferior, sentindo que a qualquer momento ele podia se cortar e começar a sangrar, como a cicatriz que eu tinha no meu coração havia acabado de fazer. As palavras dele, juntadas com as revelações e segredos que eu tinha, haviam aberto ela novamente e agora a mesma sangrava.

Doía, da mesma maneira que doeu quando eu ganhei a ferida que resultou nela. E não era como a ardência de um joelho ralado, ou como o latejar de um tornozelo torcido e muito menos como a dor de uma enxaqueca. Era intensa, latejante, ardente e explosiva. Era como se alguém tivesse aberto o meu peito e precionado meu coração em uma chapa quente. Era uma dor na qual nunca, médico ou cientista nenhum, iria achar uma cura.

Luke Castellan havia sido o meu primeiro amor, aquele primeiro amor que destrói, que corroe e que se reduz ao nada. As pessoas encontram diferentes maneiras de seguir em frente, não se tornando o que eu me tornei, não se tornando a idiota que eu havia me tornado, mas eu não podia negar, ver a garota que por anos foi a minha melhor amiga saltar da janela do meu namorado não foi fácil, e ainda mais difícil foi se manter melhor amiga dela por todos esses anos, fingindo que nunca havia visto aquela cena, até porque, ela não sabia que eu havia visto.

– Você estava certo em ser ignorante comigo, eu sou uma vadia. Sou uma vadia que dança de acordo com a música que a mãe toca, que parece ser a aluna perfeita, mas que na realidade, sempre que se decepciona, acha duas formas de descontar a raiva: ou ela tenta se matar com cigarros, ou ela quebra o coração de alguém. — murmurei evitando olhar para ele, era esse o resultado do jogo no qual eu havia apertado o botão "iniciar". Thalia Grace venceu a corrida. — A realidade, Percy, é que eu sou uma quebradora de corações.

– E acha que eu não sei? — ele falou, segurando meu queixo e me fazendo encará-lo, vendo o sorriso mais sincero nos seus lábios. — Eu não ligo, Annabeth... Você podia ser terrorista e eu não iria ligar.

– Por que?

– Você destruiu qualquer impressão que eu tinha sobre você, no momento que deixou de se oferecer para mim e apenas tentar ser... Você mesma. — ele se aproximou, sem soltar o meu queixo. — Agora eu sei quando você está mentindo, atuando ou apenas... Sendo você mesma.

– Sabe? — arqueei a minha sobrancelha, piscando incrédula.

Ele revirou os olhos e me beijou, deixando a resposta pairar no ar. Eu deixei de me preocupar com os "E se?" e apenas decidi aproveitar o momento em que tinha com ele, estava tudo indo tão bem que, se continuassemos com essa conversa, iria virar uma melancolia só e se tornaria ridículo.

Acariciei sua nuca, sentindo seus fios de cabelo fazerem cócegas nas minhas palmas e os seus dedos, fixos na minha cintura agora, me puxando para perto dele e deixando os nossos corpos colados enquanto o beijo carinhoso, lento e sem malicia visível continuava até, literalmente, me tirar o fôlego e, ao mesmo tempo, nunca querer acabar com esse momento.

Mordisquei seu lábio inferior, abrindo os meus olhos e me afastando delicadamente dele, enquanto trazia minhas mãos até as suas bochechas e acariciava elas, sentindo o deleite dele com o carinho enquanto a respiração de ambos estava falha.

Ele abriu os olhos e exibiu um sorriso, procurando a barra da minha blusa enquanto seus olhos estavam presos nos meus, com seus lábios avermelhados e inchados por causa do beijo, a sua bochecha branca com algumas sardas e os seus fios negros caindo sobre a sua testa. Ele não era perfeito, longe disso, ele era aparentemente lindo, mas ninguém é lindo ao ponto de ser perfeito aparentemente.

Deixei ele retirar a minha blusa, quebrando o nosso contato visual e, quando seus olhos caíram sobre a parte nua do meu tronco, pela primeira vez desde que havia perdido a minha virgindade, eu me senti envergonhada.

Beijei ele novamente, afastando a massa de vergonha da minha cabeça e tentando colocar a sedução naquele momento, se eu transasse com ele a minha aposta estava ganha, só que eu não sabia se ainda valia apena quebrar o coração dele por causa de mil dólares. Ainda mais mil dólares para a Thalia Grace.

Percy nos virou na cama, deitando o meu corpo e ficando por cima de mim, puxando rapidamente sua camiseta larga demais para cima, retirando-a do seu corpo e me dando a visão dos seus poucos músculos bem definidos. Invés de me beijar novamente, Percy atacou meu pescoço com seus lábios, deixando diversas sucções por ele enquanto descia na direção da minha clavícula e depois para os meus seios, ainda cobertos pelo sutiã.

Ele beijou a parte exposta dele, enquanto suas mãos deslizavam pelas minhas costas a procura do fecho do maldito sutiã, abrindo ele com dificuldade quando encontrou e retirando o mesmo do meu corpo com rapidez, me fazendo soltar um riso nasalado por causa disso e atraindo a atenção do moreno.

– O que foi? — ele arqueou a sobrancelha, incrédulo.

– Já fez isso antes? — perguntei tirando os seus fios de cabelo da sua testa e fazendo o mesmo revirar os olhos. — Porque eu já fiz.

– Eu sei disso, mas nunca fez em uma cama, então relaxa e aproveite o momento, tudo bem? — ele disse me beijando novamente, me fazendo revirar os olhos e corresponder. — E, sim, eu já fiz isso antes.

– Tudo bem então — sorri de maneira desafiadora, fazendo Percy arquear a sobrancelha e me beijar novamente, de maneira mais intensa do que da última vez, aceitando o desafio que eu havia imposto apenas com um sorriso.

Unhei seus ombros quando seus lábios voltaram a deixar sucções no meu pescoço, novamente indo na direção dos meus seios, agora nus, com uma mistura de carinho e voracidade, arrancando alguns suspiros meus e me fazendo morder o lábio para não gemer.

Ele abocanhou um dos meus seios, me fazendo gemer enquanto a sua língua passava pelo meu mamilo arrepiando todo o meu corpo, com a sua mão estimulando meu outro seio e me fazendo arquear as costas, querendo mais contato com ele.

Unhei suas costas novamente e fiz o mesmo com seus ombros, passando as pontas dos meus dedos pelo seu peitoral e abdômen, brincando um pouco com o cós da sua calça antes de finalmente puxá-la para baixo com alguma dificuldade, terminando de abaixá-la com a ajuda dos meus pés. Fiz o mesmo com a sua cueca boxer e envolvi seu membro com as minhas mãos, passando a estimular ele enquanto Percy me dava prazer com a parte mais sensível do meu corpo: meus seios.

Ele afastou seu corpo do meu depois de alguns minutos e abriu a minha calça, retirando ela e a minha calcinha de uma só vez, dando leves apertões nas minhas coxas enquanto deslizava o tecido pela minha perna.

Depois do tecido estar jogado em algum lugar do porão, ele afastou as minhas pernas e deu o sorriso mais cafajeste que eu já havia visto do mundo, colocando seu polegar sobre meu clitóris e apertando ele com força moderada, estimulando ele com movimentos circulares e fazendo alguns gemidos e vários outros suspiros escaparem pelos meus lábios. Dois dos seus dedos me penetraram e começaram a fazer movimentos dentro de mim, me dando prazer e ao mesmo tempo me fazendo querer dar um soco nele.

Quando eu finalmente estava chegando ao meu ápice, Percy tirou seus dedos de dentro de mim e parou de estimular me clitóris, me fazendo soltar um gemido de desprazer e um muxoxo nada contente. Ele aproximou seu rosto do meu, colocando seus quadris entre as minhas pernas e posicionando seu membro na minha entrada, afastando os fios de cabelo que estavam grudados na minha testa com uma das suas mãos e, em seguida, dando um leve sorriso, me fazendo sorrir com o gesto, antes de finalmente beijá-lo de novo.

Ele me penetrou lentamente, fazendo movimentos lentos e preciso, sem nem aumentar ou diminuir o ritmo. Abracei seu quadril com as minhas pernas, sentindo as estocadas irem mais fundo e os espasmos de prazer correrem pela minha corrente sanguínea, enquanto ambos perdíamos o controle da altura em que os gemidos saiam dos nossos lábios.

Seu rosto estava próximo ao meu, me beijando de vez em quando, enquanto nossas mãos estavam dadas, com nossos dedos entrelaçados, acima da minha cabeça e os seus movimentos se juntavam aos meus, suas estocadas lentas com o meu rebolar também lento, fazendo nossos corpos entrarem em sincronia.

Ele mordeu meu lábio e me beijou em seguida, abafando o grito que iria escapar da minha garganta por causa do meu ápice, enquanto ele continuou com as suas estocadas, ainda lentas, mas dessa vez entrando e saindo de dentro de mim diversas vezes até que o mesmo atingiu seu próprio ápice, sem separar seus lábios dos meus e sem sair de dentro de mim por algum tempo.

Escondi meu rosto no seu pescoço, depositando um beijo ali, enquanto tentava colocar a minha respiração no lugar. Ele soltou as minhas mãos e saiu de dentro de mim, dando um longo beijo na minha testa e em seguida se jogando ao meu lado, puxando o cobertor por cima do corpo de nós dois e puxando o meu corpo de encontro ao dele.

Ficamos em silêncio por algum tempo, eu sentia a sua respiração na minha nuca, respiração que aos poucos foi ficando no lugar, enquanto ambos estávamos abraçados, com os dedos entrelaçados novamente. Se fosse com qualquer outra pessoa, nesse momento eu estaria correndo as pressas para me vestir e sair correndo de perto dele, mas era o Percy e ele não queria que eu me afastasse.

O problema é que eu tinha que ir embora.

Me afastei dele e me sentei na cama, olhando para o lugar ao meu redor a procura das minhas roupas e também percebendo que algumas velas haviam apagado desde a hora que ele tinha aceso as mesmas. Falando em horas, que horas são?

– Eu preciso ir embora, não quero parecer tão rude quanto isso soa, mas meu pai voltou e... E se eu não voltar pra casa logo, sabe-se sei lá o que acontece, minha mãe está fazendo vista grossa comigo. — tentei me explicar toda embolada enquanto pegava as minhas roupas e me vestia o mais rápido possível. O problema não era nem a minha mãe, era a minha ficha que havia caído.

Eu havia ganhado a aposta e não estava nem um pouco afim de acabar com isso, só que eu sentia estar me envolvendo demais com ele e não podia deixar isso acontecer, não de novo.

– Não tem problema, eu entendo. — ele disse com um sorriso compreensivo — Te vejo amanhã?

Notas finais
Em primeiro lugar, dessa vez eu não demorei mais de um mês para postar, foram exatos um mês para postar, sim hoje faz um mês desde o último capítulo e se vocês tivessem comentado mais eu teria aparecido antes (ou não pois eu não sei mais o que é viver) Sem brincadeiras, eu imaginava que esse capítulo tinha, tipo, umas 4 mil palavras! Deu a impressão que eu escrevi pra caramba! Ai eu abro o arquivo no world e nem tem 3000, é brincadeira viu! O lado bom disso é que: o próximo capítulo está pronto! YEAH! Só depende de vocês comentarem nesse e tal para que eu poste na próxima semana... Eu meio que vou correr contra o tempo pra terminar a fic no dia dos namorados, me desejem sorte. É isso, e bem, esse capítulo e dedicado pra Mrs Kydd por causa da recomendação maravilhosa que ela fez e como eu havia prometido um hentai dedicado pra você Kydd, aqui esta e espero que tenha gostado. Xoxo.