Notas iniciais
Heyyye povo, sorry pela demora, mas aqui está mais um capitulo para vocês espero que gostem, boa leitura.

POV ANNIE

Trazer Nico Di Angelo para o esconderijo foi relativamente fácil. Pensava eu que seria muito difícil, mas não foi. Algo me diz que ele sabe o lado certo para se estar e só precisava de um empurrão.

É engraçada a expressão dele quando está ameaçado e ainda mais engraçada quando ele está cercado por nós, como ele está agora. Porém eu admito que me assustei quando ele tirou uma arma de trás de si, mas acho melhor guardar isso pra mim mesma, não quero deixar os outros mais desconfiados.

– Puta merda... – exclama ele ao se deparar com tantos de nós reunidos na sala. Todos de guarda alta, até mesmo Percy que está com a pior das expressões.

Sorrio para eles e vou para perto de Percy segurar sua mão, Ele está tenso, mas consegue sorrir para mim.

– Bem vindo Di Angelo, espero que goste daqui. – Digo a ele que ainda está quieto, nos observando, me irrita não poder ver através dele.

– Hãm... certo, mas não entendi aonde vocês querem chegar. Por que necessariamente precisam de mim?- diz ele, mas seu olhar para em Bianca que está encostada á parede, posso não ouvir o que ele pensa, mas já ouvi pensamentos o bastante para saber distinguir uma expressão de tristeza e saudade.

– Oi irmão. – Diz ela quando percebe seu olhar.

– Bia...

Todos nós nos olhamos, um silencio constrangedor, até que Jason resolve quebrar o silêncio:

– Bom, é... Vamos direto ao ponto: precisamos de você para nos dar a localização da Organização e da prisão onde eles mantêm os outros.

– E o quê faz vocês pensarem que eu sei disso? – rebate ele, mas todos sabem que ele sabe.

– Ahh, por favor, Di Angelo me poupe do teatrinho, nós sabemos que você sabe e se você topou estar aqui é porque sabia que precisávamos de você. – Diz Thália de braços cruzados, sua expressão não combinava com o que se passava dentro dela, Nico olhou para ela por alguns instantes, mas ambos desviaram o olhar. Só por isso soube que a história daqueles dois ainda não tinha acabado.

– Tudo bem, tudo bem. Mas mesmo que eu dê para vocês, vocês acham mesmo que vão conseguir vencer eles? Eu não tenho tanta certeza.

E esse era exatamente nosso plano, obter o máximo de ajuda possível para ai sim derrota-los, e essa ajuda estava nas prisões deles, e principalmente em Piper.

– Sim nós achamos que vamos vencer e seria muito bom se você nos ajudasse. – Diz Bianca, isso ai Bia apela para o ponto fraco.

Com um suspiro ele se derrota: — Tá certo, vou ajuda-los. Mas se houver uma guerra eu e Bianca não vamos ficar. Entendeu? — Diz ele se dirigindo á mim, como se eu fosse à culpada disso.

– O QUE? Essa batalha também é minha, eles são meus amigos, eu não vou abandoná-los. – Diz Bianca.

– Esse é o acordo. Se querem minha ajuda, eu e Bianca vamos embora caso haja uma guerra, ou vamos ficar em segurança enquanto vocês vão fazer seja lá o que tiverem em mente.

Vejo Bianca ficar nervosa, mas esse é o único jeito.

– Tudo bem. – Digo. – Sinto muito Bia, mas esse é o único jeito então se tivermos que lutar você vai ficar com Nico.

Indignada ela sai da sala pra se trancar no quarto, não podemos fazer muita coisa, mas é bom saber que alguém vai estar a salvo caso algo der errado, seria bom se eu pudesse fazer o mesmo por Percy, mas acho difícil ele aceitar.

Vendo ele aqui ao meu lado, sendo tão corajoso, me faz esquecer daquele garoto que eu odiava a alguns meses atrás.

– Certo Nico, me siga até a cozinha queremos saber tudo que você sabe sobre a Organização.

***********

– Certo, então A organização tem Três bases, a do norte que guarda os chefões, a do meio com as unidades de detenção de Dotes com poderes usáveis e a mais próxima com os Dotes que não estão em condições de ajudar. Nosso alvo será a mais próxima que é menos guardada, salvar o maior número ou todos os outros das prisões e a melhor parte: destruir o lugar completamente? É isso? – Diz Leo animado. – Beleza, vai ser molezinha.

– Isso mesmo, mas não achem que será tão fácil assim, eles são armados e equipados com controles de segurança avançados e há grandes chances de vocês se darem mal ou pior serem capturados. Acreditem, vocês não querem pensar em serem capturados. – Diz Nico.

– Mais uma coisa: Vocês não tem nenhum escudo para poderes não, né? – Pergunto, todos me olham abismados, suspiro e continuo: — Digo, é porque eu não consigo ti ouvir, quer dizer... seus pensamentos, então me fez pensar se todos vocês são assim, imunes a leitura.

– Eu não sei do que você está falando. — responde ele.

– Tudo bem então, isso já responde minha pergunta.

– Certo, vamos nos recuperar por alguns dias, depois pegar armas e roupas para a operação. – Diz Clarisse.

– Precisamos treinar nossos poderes também.

Assim começa uma discussão sobre as melhores estratégias e roupas que segundo Silena é muito importante. Estávamos todos em volta da mesa da cozinha, ocupando todos os lugares. Não foi fácil escutar o que Nico tinha para nos dizer, mas até que todos nós soubemos manter o foco.

Levanto da mesa para procurar Percy, ele ficou um pouco no começo da conversa, mas no meio ele se retirou, não precisava eu ler mentes para saber que algo estava errado.

Encontro ele sentado em frente a janela no andar de cima, a mesma janela de ontem, por onde vimos Clarisse e os outros chegarem. Me sentei ao seu lado e deitei minha cabeça em seu ombro, a mesma posição de alguns dias atrás.

– Está arrependido?

Não

– Então porque está aqui sozinho?

Não confio nele

– Percy é nossa única chance.

É eu sei, mas não gosto dele. Não gosto de ver você em perigo. Não quero perder mais alguém que eu amo, como meu pai. Annie ele se foi, sumiu. E você pode se machucar e ser pega por eles... eu... eu não sei se poderia aguentar...

– Shiuu... Vai dar tudo certo meu amor.

Você não sabe o quanto eu espero que sim.

Seu braço escorrega pela minha cintura me puxando mais para perto, não aguento, olho em seus olhos verdes e ponho minhas mãos em seu pescoço, nossas testas grudadas até que a distancia, aquele pequeno espaço é quebrado, nos unindo por um beijo que logo é coberto por lágrimas, não sei se eram minhas ou dele, ou até mesmo de ambos.

– Eu amo você. – Diz ele, sem ser em meus pensamentos como há pouco.

– Eu amo você.

Depois da semana do ataque sentimos uma necessidade de dizer isso todos os dias, não sabíamos se aquele seria nosso ultimo dia juntos, mas aquelas 3 palavras nos dava a esperança de vencermos essa batalha.

Notas finais
Gostaram? Entao comentem e mandem recomendações seus lindos. xoxo, Camila