World of minds
26 Água
Notas iniciais
POV PERCY
Se preparar para uma batalha pode ser exaustivo, preocupante ou para pessoas como Leo Valdez incrivelmente divertido. Estávamos no preparando para enfrentar nossa primeira batalha, um passo muito importante para a derrota da Organização e sabíamos que tínhamos grandes chances de não conseguir.
Para simplificar, nós somos poucos e eles são muitos, mesmo que os poderes estejam do nosso lado ainda podemos nos dar muito mal.
Depois da chegada de Nico meus ataques de calor excessivo e pesadelos aumentaram, pode não ter nada haver com a chegada dele, mas sim que algo está para acontecer e isso está me matando.
– Hey, você está bem? – Pergunta Annie. Estávamos sozinhos dormindo, os outros estavam treinando ou pegando suprimentos para a “pequena invasão”, e eu estava tendo outro ataque.
– Banho... eu só preciso de um banho Annie.- Digo me levantando, nessas horas somente a água me ajudava.
Levantei-me e subi correndo para o banheiro, tirei minha roupa e me joguei de baixo da ducha gelada, sentir as pequenas partículas de água descendo por mim, me acalmando instantaneamente e essa era uma das melhores sensações.
Encosto minha cabeça na parede do banheiro com a água descendo pelas minhas costas quando sinto uma mão macia passar por elas. Sua boca beija meus ombros e desce por minha coluna, então me viro para encarar aquele ser de olhos cinzas, boca rosada e rosto fino, passam apenas segundos antes de encaixar minha mão em seus cabelos e a puxar para mim colando nossas bocas. Ela ainda está de roupa, mas desde quando isso importa?
Nos viro para encostar seu corpo na parede, água gelada descendo por nossos corpos, sinto-a se arrepiar quando desço meus beijos por seu pescoço até seus seios fartos, nunca estive tão excitado dessa forma antes, e ela ainda nem tirou uma peça de roupa se quer, mas não demorou para isso acontecer. Logo sua pele branca e macia estava exposta, apenas de langerie ela se levanta e a puxo para que suas pernas se agarrassem em volta de mim.
Seguro-a pela cintura e ela tira aquele miserável sutiã, então aproveito para a deixar mais louca e aperto o direito e abocanho o esquerdo, seus gemidos só servem para me deixar mais maluco. Até que uma hora não aguentamos esperar mais e arranco a única peça existente de seu corpo gelado e molhado. A puxo para cima novamente e a encaixo em mim com gemido longo, suas mãos se agarram em minhas costas arranhando, me marcando, escuto um baque e coisas caindo e sei que é ela quem está provocando isso, da última vez quase acabamos com seu quarto.
Consigo escutar a água correndo pelo chuveiro e nos molhando, mas só consigo me concentrar na garota que está com o corpo encharcado, cabeça encostada à parede, olhos fechados e boca aberta da forma mais sexy que eu já vi em toda minha vida. Espalmo minhas mãos na parede para sustentar nossos movimentos e ela rebola sobre mim fazendo minhas pernas e minha razão virarem geleia.
Nos movimentamos e gememos por um tempo que não faço ideia, mas quando chegamos ao ápice soltamos um longo gemido juntos e relaxamos ainda de baixo da ducha. Desço seu pequeno corpo de mim ainda a sustentando para que ela não caia e a puxo para mais um beijo desesperado, nenhum toque ia bastar para nós porque parecia que quanto mais nós nos tocássemos mais sentiríamos necessidade de continuar nos tocando. No final descanso minha cabeça sobre o topo da sua e ela se encaixa seu corpo ao meu, juntos, abraçados, e em paz.
– Senti falta disso. – Diz ela olhando para cima. Sinto um sorriso instantâneo se abrir em meu rosto.
– Você acha que eu não?
Ela sorri e beija meu pescoço, e volta a deitar a cabeça em mim.
– Percy?
– Hum?
– Você acha que vamos conseguir? – Pergunta ela.
Aperto mais meus braços a seu redor e desligo o chuveiro, para ai sim levantar seu rosto ara que me encare.
– Nós vamos conseguir. É claro que é estritamente perigoso, mas você acha mesmo que outras pessoas são mais adequadas para isso? – Ela sorri e continuo: — Cara olha só para nossa equipe! Temos a Clarisse, aquele poço de força bruta que está louca para acabar com aqueles babacas! Temos o Leo, com seu fogo que arrebenta! Temos Silena, Bianca, nós temos a Thalia! Quer mais que isso? – Levanto minha mão para cima. – Nós temos você! Seu cérebro ambulante, controladora e telecinética, fora que a mais gata de todo mundo! Sério eles vão se abalar com sua beleza que vão se esquecer de todo resto.
– Bobo... – ela ri e me beija. – Nós vamos conseguir.
– Isso aí! Esse é o espirito, eu estou preocupado, mas melhor que isso, eu amo você e confio que isso vai dar certo, mas eu quero estar lá, do seu lado, o.k?
Ela assente com a cabeça e diz:
– Ótimo, mas você pelo menos sabe usar uma arma? E eu acho melhor nós sairmos antes que o povo chegue. – Fala sussurrando a última parte.
– Ahhhh não! – Digo me agarrando em sua cintura com a cabeça em seu ombro. – Só mais uma? Bem rápida ham? – Sussurro em seu ouvido.
Viro-a para mim, ela morde o lábio, safada, e nos beijamos novamente, a pego no colo e a levo para um dos quartos, uma rapidinha não vai matar ninguém não é mesmo?
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Depois de nossa manhã agitadamente satisfatória, nós tomamos café da manha e logo a equipe estava toda reunida para mais uma sessão de treinos e táticas com armas, luta e todo o resto de movimentos que seriam necessários para a invasão.
Eu participei de todos eles, a maioria era feita no terreno atrás da casa, lá era cercada por uma cerca de madeira onde os vizinhos não conseguiam nos ver, lutamos, treinamos com as armas mas sem atirar para que não levantássemos suspeitas e repassamos o plano.
Só uma coisa me incomodava, Nico Di Angelo.
Estávamos todos treinando, eu treinava como mexer nas armas com Will enquanto Annie treinava luta com o Emo, e eu é claro só observando. Até que num determinado momento o panaca resolve imobilizar minha garota e ficar próximo demais dela por trás, meu sangue subiu no mesmo instante e Annie desviou seu olhar para mim, mas antes que eu pudesse ir lá dar um soco bem dado no imbecil algo estranho acontece, todos os regadores de grama começam a disparar água para todos os lados nos encharcando. Silena grita e desaparece, o resto corre para dentro da casa para se abrigar e o imbecil resolve soltar a Annie e ir para dentro também. Permanecemos apenas eu e ela nos encarando confusos. Então percebo: Algo estranho aconteceu e Annie percebeu.
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