World of minds
24 Lado
Notas iniciais
POV NICO
Depois da intimação que levei de Dylan, recebi apenas uma ordem: Encontrar a Annabeth e os dotes e descobrir mais sobre eles, não importa que meios eu usaria, eu tinha que ter informações do local que eles se escondem e quantos deles estão lá.
Eu deveria estar feliz, mas não estou, Bianca está com eles, e eu por mais que queira fazer o meu trabalho do jeito que deve ser não quero minha irmã presa como os outros, porque A Organização não vai se contentar com apenas um deles, como a garota capturada — que ainda não disse uma palavra, ela é dura na queda – que não durará muito tempo com Dylan. Ele faz questão de querer as informações o mais rápido possível para se livrar da garota, agora imagina o que ele faria com Bianca? Que só pode ficar invisível? Não é o poder que ele procura, definitivamente.
Agora aqui estou eu parado no meu carro em frente à maldita escola esperando para ver se ela aparece hoje, o que acho perda de tempo. Ela não aparece faz uma semana agora já deve estar longe, bem longe daqui, isso se ela for esperta.
Pego meu café e verifico as horas: 8:00 da manhã, suspiro. A hora não passa quando mais nós queremos que ela passe, é incrível.
Resolvo encostar minha cabeça no banco e dormir, já que é a única coisa melhor para se fazer. Acordo atordoado, e olho em meu relógio, 9:00 horas. Mas que porra só se passou uma hora.
Viro minha cabeça para janela para ver a situação da rua e dou de cara com ninguém mais, ninguém menos que Annabeth, a garota a qual eu devia encontrar vindo andando calmamente para mim e ela não está sozinha, duas pessoas vem com ela, um garoto e uma garota. Que diabos ela está fazendo?
Antes que eles cheguem perto o bastante pego minha arma do porta luvas e abro a porta do carro. Escondo minha mão com a arma atrás de mim, espero que eles não queiram briga, por que eu sei me defender, ahh se sei.
Seus ritmos não aumentaram, eles andam como se estivessem numa passarela, a loira no meio, e os dois um de cada lago. O garoto é bem grande e vem até mim com um sorrisinho irritante brincando nos lábios, as duas estão sérias, a loira mais concentrada que a morena, eu queria poder saber quais as habilidades deles.
Pareceu uma eternidade, mas eles chegaram até mim, não sei o que aconteceu mais toda a apreensão e adrenalina pareceram se esvairir de meu corpo, no seu lugar um sentimento de satisfação e ouso dizer felicidade me inundou. Quem quer que sejam eles, não querem briga, mas algo com certeza maior, e eles são poderosos, mais do que eu jamais imaginei.
– Nico, que prazer revê-lo. – Começou a Annabeth, mas sua simpatia não passou para seu rosto que ainda continua duro, como se esperando por algo, talvez uma armadilha ou até mais um homem comigo. Bem que eu queria estar em vantagem aqui, sabia que devia ter pedido um batalhão para me acompanhar, mas não fui burro, muito burro e convencido de que eles estavam com medo e que teriam ido embora.
– Não posso dizer o mesmo, mas o que devo a sua aparição? – resolvo provocar. – Não tem medo?
O sorriso do grandão parece aumentar, e uma onda de tristeza me abate, seguro a vontade insensata de limpar meus olhos e começar a chorar, isso não é normal. Só pode ser ele, o encaro irritado e digo:
– Que parar?! – Ele bufa e diz:
– Não se pode mais se divertir.
– Já chega. – Diz a loira. – Não viemos aqui para isso. Queremos... uma conversa com você.
– Bom, estou aqui não estou. Só espero que vocês não esperem que eu os deixe escapar depois de tê-los tão perto.
– Óh não, eu não espero, mas você também não deve esperar que nós vamos nos render assim tão fácil, não é? – Diz Ela.
Nota mental: Eles não têm medo de nós.
– Bom Nico, falei com sua irmã ainda hoje sabia?
Golpe baixo esse de envolver minha irmã, mas parece que esse é o ponto: Eu sou a ligação. Tenho contato com A Organização e tenho uma irmã Dote, e eles querem algo de mim.
– De um oi a ela se a vir de novo e diga para ela ser esperta e sair daqui. – Digo, mas não consigo conter a preocupação com ela da minha voz, e eles percebem.
– Então você se preocupa com o que acontece com Bianca. – Diz Annabeth, andando mais para perto, segura demais pro meu gosto. Seguro a arma com mais força, e lembro a mim mesmo de que eles são perigosos.
Ela percebe meu movimento e para, inclina a cabeça para o lado, me avaliando posso ver que eu não passo de um rato enjaulado entre os Dotes e meu carro, sem lugar para fugir.
– Sabe Nico, acho que serei breve. Precisamos de ajuda.
– Ajuda? Da minha ajuda? Vocês sabem que A Organização quer vocês e vocês vêm até a mim que faço parte da Organização?
Algo em suas expressões muda, a presunção de antes se torna em rostos com amargura e raiva. Annabeth se recupera e diz com a voz carregada.
– Nós não vamos fugir, não vamos nos esconder, nós não vamos a lugar algum! Já chega de nós ficarmos enjaulados! – ela pausa e me encara. — E eu posso estar enganada, o que acontece dificilmente, mas você não quer Bianca capturada. E o único jeito de isso não acontecer é nos ajudar a acabar com A Organização.
Isso é uma droga! Eu sei de tudo, eu sei que devia ter saído da Organização há muito tempo, mas continuei. E agora eles quase capturam minha irmã e eu não pude fazer nada, eu nem sabia de nada, mas agora estou tendo uma chance de protegê-la. Só preciso ser cuidadoso.
Respiro fundo e tiro minha arma de trás de mim, o garoto dá um passo para trás e a morena puxa o pulso da Annabeth para força-la a recuar, mas ao invés disso ela se solta e volta a me encarar com aqueles olhos cinzas, que parecem hipnotizadores e com um movimento imperceptível minha arma está caída na grama ao meu lado. Chocado demais para perceber eu a encaro perplexo e encontro as palavras depois de alguns segundos.
– Uoul, eu não ia atirar mas tudo bem. Eu só ia dizer que eu vou ajuda-los.
– E pra isso precisa apontar uma arma para nós! – Diz a morena pela primeira vez e põe a mão no coração, dramática.
– Primeiro: eu não ia atirar, Segundo: só porque vou ajudá-los não quer dizer que eu goste de vocês, estou fazendo isso por Bianca.
– Certo mas essa coisa fica comigo. – Diz a loira que estende a mão e a arma voa para sua palma estendida. Ok admito, esse poder é muito dahora.
– Só porque estou em desvantagem, mas se eu digo que vou ajuda-los, eu não vou atirar em vocês mas a arma é minha e fica comigo. – Digo estendendo a mão, ela me encara com uma careta desaprovadora, pelo canto de olho vejo os dois trocarem olhares nervosos, mas ela me passa a arma.
– Fique com ela então mas se tentar algo, vai levar a pior. – Diz ela ameaçadora.
– Tudo bem loirinha, agora, em que posso ajuda-los? Porque caso não tenham percebido estamos na rua, discutindo algo que deve ser sigiloso.
Sorrisos largos aparecem em seus rostos, e percebo que devia ter mantido minha boca fechada.
– Segure-se docinho. – Diz o grandão. Então sem que eu possa perceber os três se seguram a mim e uma sensação vertiginosa me abate, fecho os olhos e quando abro estou numa sala de estar de alguma casa de classe média cercado por Dotes.
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