World of minds
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Notas iniciais
POV PERCY
Annabeth estava totalmente fora de si, suas mãos tremiam e ela chorava baixinho, eu não sabia o que fazer, mas a minha única opção era mantê-la perto de mim, pois eu jamais a deixaria, não depois do que ela me contou. Estarmos afastados foi a pior coisa que aconteceu a nós dois e a nossa relação. Relação que eu, agora, não sei se ainda existe.
Eu a amo. Eu sinto e sei disso, mas seja lá o que a Organização fez com ela não nos favoreceu em nada, ela havia nos ajudado, mas a que preço?
Eram coisas que eu não tinha resposta, ainda não sabia como a Organização foi destruída, mas saber que Annabeth havia assassinado alguém foi um choque. Se ela havia feito isso, queria dizer que ela que havia destruído a Organização, certo? Mas como? Seus poderes eram tão destrutivos a este ponto?
É tudo tão confuso.
Depois de ela chorar ela acabou por dormir em meus braços, tão frágil e exposta que meu peito doeu ao saber que algo poderia tê-la feito fazer o que fez. Eu senti raiva por termos nos afastado, raiva pela Organização, raiva até mesmo dos nossos poderes. Sem eles nós seriamos apenas um casal com problemas normais, mas não, tínhamos todas as complicações nos barrando e nos afastando.
Decidi que a nossa melhor chance seria leva-la até a mansão, lá ela poderia descansar e mais tarde contar o que havia acontecido. Por todo caminho ela não acordou, ficou dormindo com seus cachos loiros caindo em sua face pálida. Quando o carro parou em frente a grande casa ela soltou um muxoxo ao abrir seus olhos cinzas, eles estavam perturbados como se não houvesse descansado, com olheiras e sem brilho.
– Não é uma boa ideia.
– Eu decido o que é bom, agora você ficará aqui. – Digo tentando soar autoritário, mais minha voz soava mais preocupada e com medo. Eu não conseguiria disfarçar, ela sabe o que eu penso mesmo. Literalmente.
Descemos do carro, ela anda ainda meio tonta como se a qualquer momento pudesse perder o controle dos próprios movimentos. Batemos na porta e um Will sorridente a atendeu.
– Percy! – Falou ele, mas ao ver quem me acompanhava seus olhos se arregalaram. – Você?... ok não digam nada apenas entrem.
Adentramos na casa que estava mais arrumada desde a ultima vez que estive aqui, Annabeth ao meu lado apertou os dedos sobre as pálpebras fechadas e deu um suspiro.
– Hey está tudo bem? – Pergunto, mas antes que ela tenha chance de responder Jason e os outros vem ao nosso encontro, mas quando avistam Annabeth eles congelam como se ela fosse um fantasma.
– Oh meu Deus! – Exclama Piper que é a primeira a se recuperar, ela vem ao encontro da Annie e a abraça. – Você está de volta... – Ela fala, mas para no meio da frase, ela se afasta bruscamente e diz com uma ruga de preocupação na testa. – O que aconteceu com você? Meus poderes estão sentindo os seus, mas é fora do normal, é como se você tivesse um sinalizador em você.
– Longa história. – Responde Annabeth, ela põe novamente a mão na cabeça. – Eu estou uma confusão, eu não sei se consigo controlar e os poderes de vocês e seus pensamentos não estão ajudando, Percy eu não acho que essa foi uma boa ideia.
– Pessoal eu preciso que a Annie fique com vocês. – Digo, mas ninguém se manifesta. – Piper você pode leve-la para algum quarto?
– Claro, o quarto que era para ser seu, lembra Annabeth? Artemis, querida pode me ajudar.
As três de encaminham escadas a cima.
– O que aconteceu? – Pergunta Thalia. – Como ela aparece assim do nada? Primeiro ela está em um ataque contra nós, depois ela aparece na tevê toda estranha dizendo que está tudo seguro e agora aparece do nada e quer voltar pra nós? Que diabos aconteceu?
– Ela apareceu na minha casa, ela estava perturbada falando coisas como a Organização estar destruída, eu não sabia o que fazer.
Calipso bufa e cruza os braços.
– Quer dizer que não sabemos nada do que aconteceu e ela aparece depois de ter se juntado com a Organização dizendo que eles estão destruídos e nós acreditamos? Fala sério isso é estupido.
– É, quem garante que não é uma armadilha? – Pergunta Connor.
– Não faz sentido, se fosse uma armadilha quando nós pisássemos nessa casa eles teriam nos capturado. – Fala Silena.
– Eu concordo com ela, a Organização não age assim. Fora que não fazemos a mínima ideia do que aconteceu no próprio ataque lá na floresta. O que a Annabeth, uma Dote, estava fazendo com o pessoal da organização? Não faz sentido. Eu não sabia de muitas coisas que a Organização fazia, mas deve haver alguma explicação. Precisamos ouvi-la, saber o que está acontecendo e o que aconteceu. – Diz Nico.
– Eu concordo, mas ela não está bem, não sei o que fizeram a ela lá, mas é como se ela estivesse fora de si. Ela disse lá em casa que havia matado alguém, e na tevê vocês se lembram do que ela fez com o garoto que estava no ataque. – Falo.
– Eu não confio nela. – Diz Clarice.
– Eu confio. – Piper diz descendo as escadas. – Ela me salvou, eu devo minha vida a ela. Eu nunca falei sobre a Organização com vocês, eu não queria dizer o que eu passei lá, um tal de Dylan me ofereceu uma proposta de eu trabalhar com eles, eu recusei e eles me prenderam no quarto branco, mas ele queria que eu usasse meus poderes, o homem que ia no quarto que eu estava presa entrava com os caras de preto e eles tinham a mesma energia que nós dotes, eu estava fraca e pensei ser coisa da minha cabeça. Eu pensei que não precisaria contar o que aconteceu, mas deve ter alguma ligação, algo que nós não sabemos, mas ela. – Ela apontou para o andar de cima. – Ela sabe. Precisamos ajuda-la, eu principalmente devo isso a ela. Ela não mentiu sobre a casa estar segura, precisamos apenas ouvir seus relatos e depois veremos o que a história nos dirá.
Eu não poderia concordar mais com o que Piper disse. Ela colocou em palavras o que eu estava pensando. É muito fácil julgar alguém quando não sabemos o que aconteceu com essa pessoa.
– Está certo, vamos esperar até que ela esteja pronta para nos contar sua história.
– Por que não agora? Vamos esperar até que algo de ruim aconteça? O Percy disse que ela matou alguém como vamos saber se ela não fará algo contra nós?
– Eu ficarei responsável por ela. – Digo. – Eu conversarei com ela e ela vai contar para nós o que aconteceu.
Todos concordaram que quando ela estivesse pronta e melhor, já que com certeza ela estava perturbada demais para falar agora, ela diria o que havia acontecido depois de nós termos nos separado. Eu depois de conversar mais algum tempo com todos fui até seu quarto, ela estava sentada na cama com o olhar vago.
– Oi.
– Oi, eu não quero dormir. – Diz ela.
– Eu posso ficar aqui com você.
Seus olhos tempestuosos se viram para mim e ela deu espaço na cama para eu me sentar ao seu lado.
– Eles estão certos em não confiarem em mim. A Organização confiou em mim e veja o que eu fiz com eles.
– Você está dizendo que foi você quem os destruiu?
Ela assente.
– Eu fiz isso, eu não pensei direito era como se os meus poderes me levassem a fazer as coisas, não eu, é como se eu não visse o que eu fazia como sendo errado, era como se eu precisasse usar meus dons ao máximo.
– Você precisa me contar o que houve com você Annie.
– Foi um soro estupido, logo depois do ataque que fizeram lá na floresta. Eu concordei depois de vocês terem me deixado para trás pensando que eu era uma traidora. O soro aumentou meus dons de forma extraordinária e agora eu sou capaz de tudo, menos de controla-los.
Sua resposta me deixou sem fala, seus olhos me encararam cheios de dor e remorso e ela então tocou meu rosto com as pontas dos dedos e deitou a cabeça sobre meu peio.
– Eu só preciso encontrar um jeito de controla-los. — Diz ela antes de cair no sono mais uma vez.
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